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sábado, 26 de fevereiro de 2011

Momentos do velório do Pastor Pimentel de Carvalho

Prezados leitores abaixo mais alguns flashs do culto realizada no dia 25 de fevereiro a tarde no templo da AD Central de Curitiba no velório do Pastor José Pimentel de Carbalho.
Pastor Douglas Scheffel (AD Curitiba) fazendo uso da palavra
Ex-governador do Paraná Orlando Pessuti
Governador do Paraná Beto Richa falando aos presentes

Pastor Elianai Cabral (AD Brasília) dando a sua palavra

Pastor Wagner Tadeu Gabi, vice-presidente da AD em Curitiba dirigindo a solenidade
Prefeito de Curitiba, Luciano Ducci (PSB) e Presidente da Assembleia Legislativa do Paraná, Valdir Rossoni (PSDB) prestigiando a cerimônia






Filho da irmã Falavinha


Pastor Vanderlei – Presidente da Assembleia de Deus do Triangulo mineiro

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Participe do sepultamento do Pastor José Pimentel de Carvalho

O corpo do pastor José Pimentel de Carvalho, que faleceu na quinta-feira (24), aos 95 anos, está sendo velado no templo central da Assembleia de Deus em Curitiba (PR).

O culto fúnebre que esta sendo realizado desde às 09 horas no templo central da Igreja Evangelica Assembleia de Deus, na Avenida Candido de Abreu, 367, Centro Cívico terminará às 10 horas e 40 minutos.

O cortejo sairá às 10 horas e 45 minutos em direção ao Cemitério Jardim da Saudade, na CIC, acompanharão o carro do Corpo de Bombeiros que levará o corpo do Pastor Pimentel, batedores do batalhão de trânsito da Polícia Militar, autoridades em carros já posicionados e credenciados e todos são convidados a acompanhar o féretro do pastor Pimentel como última homenagem de corpo presente.

O sepultamento ocorerá às 11 horas e 30 minutos.

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Acompanhe ao vivo o último culto no velório do pastor Pimentel de Carvalho

Acompanhe ao vivo o culto fúnebre no velório do Pastor Pimentel de Carvalho na Igreja Assembleia de Deus em Curitiba.

http://www.assembleiadedeus.org.br/

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Flashs do velório do Pastor José Pimentel de Carvalho no dia 25

Foto:Cesar Brustolin/SMCSPrefeito de Curitiba Luciano Ducci (PSB) fazendo uso da palavra disse "Quero transmitir meus sentimentos. Tive o privilégio de frequentar a casa do pastor e de compartilhar bons momentos com toda a família. Ele foi um homem admirável, uma referência de bondade e princípios cristãos não somente para os fiéis da igreja Assembleia de Deus, mas para toda a cidade".
Pastor Wagner Tadeu dos Santos Gaby, vice-presidente da AD em Curitiba disse "a história do pastor Pimentel foi marcada por momentos singulares. Ele deu mais que uma lição de vida para os membros e obreiros da Assembleia de Deus".
Pastor Takayma e deputado federal (PSC) fazendo uso da palavra disse "Quando o pastor veio do Rio de Janeiro para Curitiba, a Assembleia de Deus tinha nove congregações. Hoje são mais de trezentas. Ele foi um homem de muita paz, um apaziguador".

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Senador Roberto Requião também homenageou pastor Pimentel

AENEntre tantas autoridades que deram testemunho do trabalho pastoral do pastor José Pimentel de Carvalho e de como ele ajudou a comunidade de Curitiba e do Paraná, esta o ex-governador do estado do Paraná, atual senador Roberto Requião (PMDB) que também esteve presente e participou, do culto em comemoração ao aniversário de 93 anos do pastor José Pimentel de Carvalho no dia 08 de fevereiro de 2010 realizado no templo central da AD em Crutiba. Neste dia veja abaixo o que ele disse sobre o pastor Pimentel.

Requião logo no início de sua fala disse que participava da solenidade não só na condição de governador do Paraná, mas acima de tudo “como amigo do pastor Pimentel”.

“Ao invés de um discurso, que geralmente é longo e chato, quero assumir com o pastor Pimentel o compromisso de abraçar o meu amigo nos próximos dez aniversários. Daí pra frente vou estar meio velho e não sei se vou poder aparecer”, afirmou.

Requião disse que era amigo do pastor Pimentel desde o tempo em que era prefeito de Curitiba, lembrou que conheceu o líder da Assembléia de Deus em seu gabinete.

“Me diziam que havia um pastor na sala de espera que queria falar comigo. Achei que, assim como as demais pessoas, iria fazer algum pedido. Fui logo perguntando: o que posso fazer para ajudá-lo? Ele disse eu soube que o senhor está criando a Assoma – Associação dos Meninos de Curitiba, e que, neste início de mandato, a prefeitura está com falta de recursos. Eu vim em nome da Assembléia de Deus do Paraná oferecer os tijolos para completar a obra. A associação foi construída com os tijolos da Assembléia de Deus e do pastor Pimentel, que passou a fazer parte do conselho gestor desta escola que atendia meninos e meninas de rua. Desde então o pastor se transformou num grande amigo”, disse o governador.

Requião na oportunidade disse também "existem pessoas que são importantes, outras que são necessárias em determinadas ocasiões, e existem pessoas como o pastor Pimentel, que são indispensáveis".

O pastor Pimentel, com a ajuda de outros pastores levantou-se para abraçar o governador. “Requião é uma pessoa querida nossa. Depois de velho a gente perde muita coisa. Perde a visão, olfato, audição. Mas quero viver para acompanhá-lo até sentar no trono (poltrona) presidencial em Brasília. Muito obrigado pela presença Requião, meu amigo. Quero dizer que para mim é um prazer ter um governador de Estado numa reunião como esta".

Pastor Pimentel também falou sobre o senador Roberto Requião afirmando que ele "sempre priorizou o atendimento aos mais necessitados".

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Presidente da CGADB pastor José Wellington Bezerra da Costa também exalta o exemplo do pastor Pimentel

O pastor José Wellington Bezerra da Costa, presidente da CGADB - Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil que representa a Assembleia de Deus no Brasil prestigiou o culto de ação de graças pelos 94 anos do pastor Pimentel ocorrida no templo central da AD em Curitiba e veja o que ele disse naquela oportunidade sobre o pastor José Pimentel de Carvalho.

"Dize-me ó tu, a quem ama a minha alma: onde apascentas o teu rebanho, onde o recolhes pelo meio dia, pois por que razão seria eu como ao que erra ao pé dos rebanhos de seus companheiros?" [Cânticos 1:7]

Este foi texto bíblico que ele leu e meditou com a igreja pregando a palavra de Deus, exortou a igreja para que ela permaneça com suas vestes limpas, e como um bom rebanho que alimenta-se de pastos bons e verdejantes, e que continuem vivos com todo o vigor e ainda disse "exorto os obreiros, principalmente aos novos, para que espelhem-se na vida deste grande Servo da vinha do Senhor, Pr. José Pimentel".

Lembrou ainda do tempo em que José Pimentel foi presidente da CGADB, e disse "ao lado do pastor Pimentel, aprendi muito sobre o viver em Cristo Jesus".

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Pastor Pimentel e o ex-senador Osmar Dias

No dia 02 de agosto de 2010 o Pastor Pimentel recebeu em seu gabinete o então senador Osmar Dias (PDT) e candidato ao governo do estado do Paraná que estava acompanhado do candidato ao Senado, Roberto Requião (PMDB) e da vereadora Noemia Rocha(PMDB).

Veja o que o Pastor Pimentel disse ao visitantes, "Curitiba conta hoje com 167 Assembléias de Deus que realizam, além do trabalho de recuperação de dependentes químicos, o cuidado de idosos e creches para crianças. Acredito que a política deve ser completa do início ao fim, com apoio a todos os que mais precisam, através das políticas sociais que já vêm sendo realizadas”, ressaltou.

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Senador Álvaro Dias apresenta voto de pesar pela morte do pastor José Pimentel

O Senador Álvaro Dias (PSDB-PR) apresentou Voto de Pesar no plenário do Senado da República pelo falecimento do pastor José Pimentel de Carvalho, presidente da Igreja Evangélica Assembleia de Deus na capital do Paraná. Disse "Ele foi um exemplo de vida dedicada a propagar os ensinamentos do Evangelho e um dos últimos remanescentes dos pastores que tiveram a oportunidade de conviver com os introdutores no Brasil da Assembleia de Deus".

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Um pouco mais sobre o Pastor Pimentel

O Pastor José Pimentel de Carvalho sem dúvida alguma foi a grande liderança assembleiana no estado do Paraná que representou com minha dignidade, brilhante testemunho e sólida doutrina os princípios genuinamente pentecostais e do evangelho de Jesus Cristo.

Homem simples, mas elegante, que foi honrado em vida e sempre lembrado como um servo acima de tudo que viveu para a Glória de Deus, cidadão benemérito do Rio de Janeiro e honorário de muitas cidades entre elas a nossa capital Curitiba, foi um exemplo de simplicidade e um excelente anfitrião que sempre recebeu a todos e a todas, desde os membros mais simples as grandes autoridades eclesiásticas, políticas e militares.

Pastor Pimentel e o governador do estado do Paraná Beto Richa

Veja o que o atual governador Beto Richa disse sobre sua experiência com o pastor Pimentel quando ele era prefeito de Curitiba e o que o pastor Pimentel disse a ele durante sua campanha ao governo do estado do Paraná no dia 4 de fevereiro de 2010.

No encontro, que aconteceu na casa do pastor, Beto Richa foi aconselhado a seguir um caminho do diálogo. Para o pastor, Richa está no rumo certo, com conversa franca, evitando o caminho da “violência e da força”. “Só desta forma se arrebanha as pessoas para um caminho comum”, disse o pastor. No encontro, Beto Richa destacou a importância de estabelecer parcerias com instituições religiosas, principalmente, na área social. Este é o segundo encontro com representantes de igrejas evangélicas nos últimos 30 dias.

Em julho de 2010, Beto Richa recebeu o apoio de 120 pastores e líderes de 20 igrejas evangélicas do Paraná. Neste encontro, Richa disse que pretende criar Centros Regionais de Tratamento de Dependentes Químicos, apoiando também centros criados por instituições religiosas. Outra ação é um combate ao tráfico de drogas.

“Esta parceria deu certo em Curitiba, porque as igrejas ajudam no fortalecimento das famílias e na formação dos jovens”, afirmou Richa. “Cada vez mais precisamos de valores, para enfrentar esta epidemia do crack, que aflige as famílias. As igrejas têm um papel fundamental nesta luta”, disse.

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Uma entrevista histórica com o pastor José Pimentel de Carvalho

O pastor José Pimentel de Carvalho, presidente da Assembléia de Deus em Curitiba, é dos últimos obreiros ainda vivo que conviveu com os pioneiros suecos antigos líderes das Assembléias de Deus, e com outros pastores que fizeram história na denominação e ajudaram a moldar a igreja nesses quase cem anos de sua existência no Brasil.

Presidente da CGADB por seis mandatos e presidente da AD de Curitiba desde 1962, este ancião concedeu no final do ano de 1987 uma entrevista em Joinville ao periódico “O Assembleiano”. Na época no alto de seus 71 anos com 42 anos de ministério, ele expressou-se sobre alguns assuntos que ainda hoje geram polêmica dentro da denominação.

Por ser um representante legítimo de uma geração de obreiros quase que extinta, selecionei trechos da entrevista onde em seguida faço alguns comentários para situar o leitor historicamente.

O Assembleiano: Há quarenta e dois anos, no início do seu pastorado, era mais fácil conduzir a igreja?

Pimentel: Era mais fácil, porque o crente respeitava mais a autoridade pastoral. Havia mais imposição e menos discussão, em torno de certos assuntos. Esses eram como regras estabelecidas e o crente obedecia ou era disciplinado.

Tal situação somente era possível, pois a grande maioria de crentes eram pessoas simples, que aceitavam as regras de igreja de forma muito passiva. Certas interdições, proibições ou imposições eram plenamente assimiladas por gente humilde, sem estudo e de condição material limitada. Com o passar dos anos a igreja mudou seu perfil social. Membros com mais escolaridade e nível social maior tendem a questionar mais, se impor mais e com isso causar certos conflitos dentro das igrejas. Pastor Pimentel estava vivendo esse momento de transição e se lembrava com certo saudosismo do tempo de irrestrita obediência as regras da igreja.

O Assembleiano: O senhor deve estar entrando, talvez, na sua última década...

Pimentel: Eu creio que sim.

Ele cria, porém a crença não se confirmou, pois esse senhor no presente momento com 94 anos de idade continua presidindo a AD curitibana. Já são 65 anos de ministério e 42 anos de liderança na igreja da capital paranaense. Sua longevidade no pastorado da igreja em Curitiba o faz parecer um verdadeiro papa no exercício do seu pontificado.

O Assembleiano: O senhor vê seu ministério mais aperfeiçoado, ou o considera no mesmo nível em que começou?

Pimentel: Eu me sinto com um ministério realizado, e tenho no meu coração uma dor muito grande pela obra de Deus. Eu fico preocupado quando observo esses pastores de laboratório...

O Assembleiano: O que o senhor entende por “pastores de laboratório”?

Pimentel: Esses institutos, onde se fazem cursos rasos de teologia, pois não temos professores gabaritados, onde as pessoas estudam durante 3 a 4 anos e já aparecem como bacharéis em Teologia, quando conhecem muito pouco, mas que influenciam e ficam criando problemas para a obra (...) Esta produção de pastores de laboratório está contribuindo para o surgimento de certos grupos que não se conformam comigo, com 42 anos de ministério. Não se conformam, porque pretendo manter aquela linha, até morrer, pois creio que a AD, que já fez 75 anos de existência, deve continuar a ser igreja pentecostal, e pentecostalismo não se mistura com o mundo. Então pretendo manter isto, os novos pastores estão apoiando grupos de idéias avançadas para o mundo, com novidades, inovações.

Como autêntico representante de uma época, pastor Pimentel ainda manifesta certas restrições aos institutos bíblicos. É evidente nesse ponto da entrevista a revelação entre o choque das lideranças mais antigas formadas junto aos pioneiros suecos e as novas lideranças moldadas nas instituições de ensino teológico.
Vale à pena refletir: quais mudanças esses novos pastores queriam? Quais problemas geravam? Quais inovações desejavam?

É inegável nesse ponto a constatação de que grupos dentro da denominação ansiavam por mudanças e transformações, ou para atender novas gerações de crentes mais escolarizadas e em plena ascensão social, ou devido a forte concorrência de novas igrejas pentecostais onde as proibições e as questões de “usos e costumes” inexistiam.

Outro dado importante é que a expressão “pastores de laboratório” sempre foi usada pela antiga liderança assembleiana para de forma pejorativa se criticar, impedir ou anular qualquer tentativa de criação de institutos bíblicos entre as Assembléias de Deus no Brasil. O argumento era que esses institutos criariam obreiros artificiais e mundanos, os quais estariam longe da “linha” de conduta ministerial dos pioneiros.

O Assembleiano: O senhor tem sido o arquiteto da unidade da igreja, enquanto Presidente da Convenção nacional. É possível manter essa unidade?

Pimentel: Hoje eu estou apenas apreciando o cenário e estou verificando que talvez esse fracionamento seja irreversível, isto porque o desvirtuar da unidade começou há muito tempo, por volta de 1940, de modo que convivi com o problema no Rio de Janeiro por 17 anos. Já na época, não houve formas de voltar à unidade e esse desvio avolumou-se.

Pastor Pimentel iniciou seu ministério no estado do Rio de Janeiro, e viu o surgimento de ministérios assembleianos que se tornaram concorrentes entre si.

Debaixo da mesma placa denominacional brigas ferozes ocorreram na disputa por membros, ministros e de campos de trabalho. Ao se referir ao ano de 1940 como início da fragmentação assembleiana, Pimentel estaria se reportando à fundação do ministério de Madureira por Paulo Leivas Macalão? É provável que sim, pois foi justamente em 1941 que Madureira conseguiu sua autonomia jurídica em relação à AD de São Cristóvão, igreja a qual ele era filiado.

Como bem observou, seguindo o exemplo de Madureira outros ministérios conquistaram sua autonomia, e ainda hoje a fragmentação continua. Atualmente a Assembléia de Deus é uma grande denominação fracionada em diversos ministérios que intensificaram ainda mais a concorrência entre si. E não é somente isso. As diferenças litúrgicas e teológicas cada vez mais se acentuam, tornando a igreja uma verdadeira Babel eclesiástica, onde cada um fala a sua língua e se conduz como achar melhor ou mais lucrativo. Fonte: O ASSEMBLEIANO. Joinville ano II nº6 dez 87/jan.88 p.5

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quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Acompanhe ao vivo o culto fúnebre

Acompanhe ao vivo o culto fúnebre no velório do Pastor Pimentel de Carvalho na Igreja Assembleia de Deus em Curitiba.

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Culto fúnebre e sepultamento do Pastor José Pimentel de Carvalho

A programação divulgada pela Igreja Assembleia de Deus de Curitiba com relação ao culto fúnebre e o sepultamento do querido pastor José Pimentel de Carvalho é a seguinte:

Programação
» Culto dia 26/02 às 09:00hs
» Saída: 10:45hs
» Sepultamento as 11:30hs no Cemitério Jardim da Saudade
Rua João Bettega, 999 Portão / Cidade: Curitiba / PR Ver Mapa

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Flashs Pastor Pimentel

Homenagem ao Pastor Pimentel de Carvalho durante o jubileu da CIEADEP - Foto:CIEADEP
Pastor Pimentel, Pastor Ival Teodoro - Presidente da CIEADEP e AD São José dos Pinhais e Pastor Firmino Gouveia - Presidente da AD de Belém do Pará "in memoriam"
Pastor Pimentel seu filho e neta e o então Governador Roberto Requião e sua esposa Maristela no aniversário de 94 anos de idade do Pr Pimentel
Pastor Pimentel e Pastor Hercílio Tenório - Presidente da AD Faxinal
Pastor Pimentel de Carvalho recebe o então candidato ao governo do estado, senador Osmar Dias e o ex-governador Roberto Requião e a vereadora Noêmia Rocha
Governador Roberto Requião homenageando o pastor Pimentel de Carvalho no seu aniversário de 08 de fevereiro de 2010

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Um pouco mais sobre a história do Pastor José Pimentel de Carvalho

Pastor José Pimentel de Carvalho, nasceu na cidade de Valença, antiga cidade de Vassoura no estado do Rio de Janeiro no dia 08 de fevereiro de 1916.

Desde os 14 anos de idade quando aceitou a Jesus como o seu Salvador, pastor Pimentel sempre atuou na evangelização e no ensino da Palavra de Deus, foi ordenado ao ministério de pastor em 18 de maio de 1945.

Pastor Pimentel, pastoreou as igrejas Assembleias de Deus de Cordovil e Penha, ambas na zona norte da capital fluminense, no estado do Rio de Janeiro e liderou ainda a AD em Cabuçu, Itaboraí, no interior do Estado.

No dia 6 de março de 1962, a convite do Pastor Agenor Oliveira, o Pr. Pimentel chega em Curitiba capital para dar continuidade ao trabalho evangelístico.

Na ocasião havia 08 congregações e aproximadamente 1.800 membros.

Sede antiga da Igreja Assembleia de Deus de Curitiba

Em 1978, iniciou a construção do grande templo, com capacidade prevista para 3.400 pessoas. Um desafio gigantesco para a época. A integridade com que conduziu sua vida pastoral e pessoal, sendo um referencial de humildade, serenidade e mansidão. O Pastor Pimentel é amado pelo povo de sua igreja e respeitado pelas autoridades de nosso Estado.

Sede atual da Igreja Assembleia de Deus de Curitiba

163 congregações, e aproximadamente 90.000 membros que são batizados e frequentadores assiduos da igreja. Não estão nesta estatisticas as crianças. As igrejas evangélicas não batizam crianças, por entender que as mesmas são inocentes e não tem discernimento para tomar decisões.

A Igreja Assembleia de Deus tem hoje 20 milhões de membros, equivalente a cerca de 10% do total da população brasileira. Com informações do site da AD Curitiba e do site Curitiba News.

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Um pouco da história da Assembleia de Deus em Curitiba

Veja a galeria as fotos dos presidentes

Para contar toda a história da Assembléia de Deus em Curitiba seriam necessárias centenas de páginas para esboçar, de forma singela, uma visão paisagística desta grande “chama Pentecostal” plantada pelo Senhor na capital paranaense.

Este artigo não tem a pretensão de discorrer profundamente sobre este legado magnífico que, ao longo dos anos, foi vivenciado por inúmeros irmãos e irmãs, dentre os quais, muitos desconhecidos, que dedicaram parte de suas vidas, voluntariamente, aos trabalhos do Senhor nesta igreja, mas como diz o próprio tema supracitado, visa apresentar uma vista geral desta obra que nos enche de orgulho, onde se vê, literalmente, as mãos abençoadoras do Senhor.

Pastor Bruno Skolimowski e sua família em 1921

A igreja Assembléia de Deus em Curitiba nasceu na década de 20 tendo como seu fundador, o pastor Bruno Skolimowski, que no ano de 1928, vindo de Petrópolis, estado do Rio de Janeiro, iniciou a pregação do Evangelho nas comunidades polonesas - em sua língua de origem, que povoavam a região, num verdadeiro trabalho de evangelismo pessoal. Num curto período de tempo, o pastor Bruno, nas tardes de domingo, realizava cultos para os poloneses num local situado na Rua Trajano Reis.

A Igreja Evangélica Assembléia de Deus em Curitiba foi fundada em 07 de Agosto de 1929. Foi quando também se deu o inicio dos cultos em português, visto que, a igreja já atendia pessoas de diversas nacionalidades, contemplando, além dos irmãos poloneses, ucranianos, brasileiros, entre outros. Como as águas de um rio, a igreja expandia seu alcance chegando, então, às cidades de Guaraqueçaba, Paranaguá, Ponta Grossa, Jaguariaíva e Faxinal.

Os tempos eram difíceis, e o mundo vivia o período da “grande depressão” – primeira grande crise econômica mundial, na década de 30. O abnegado pastor Bruno via-se obrigado a trabalhar como marceneiro para sustentar a sua família e o ministério. Mas Deus sempre proveu nos períodos de necessidade abrindo portas, continuamente, para a pregação da Palavra.

Certa ocasião caminhando pela Avenida Iguaçu e falando do amor de Deus às pessoas, uma nova porta foi aberta por intermédio da proprietária de uma quitanda que cedeu uma sala para a realização de cultos. O próprio pastor fez o púlpito e os bancos do novo local de culto, onde muitas almas se converteram ao Senhor. Nos primeiros cultos a primeira família a se converter foi a da irmã Perciliana Batista, em seguida a irmã Carlota com sua família, e a irmã Maria do Nascimento.

Um dos primeiros milagres de cura na igreja em Curitiba que se tem registro é a do casal de idosos convidado, na ocasião, pelo irmão Alcides Batista. O esposo que atendia pelo nome de José Pergeti sofria de ataques e convulsões recorrentes. No momento da oração o pastor Bruno impôs-lhe as mãos e, imediatamente o homem foi curado para a glória de Deus. Em seguida o recém curado se converteu ao Senhor e, com o passar dos anos, todos os membros da sua família também se renderam aos pés do Senhor Jesus.

Nesse tempo quando o salão de cultos era na Rua Trajano Reis, esquina com a Rua Carlos Cavalcanti, várias pessoas passaram a integrar a igreja, formando, dessa forma, os primeiros soldados a passarem pelas águas batismais. No ano de 1930, a igreja foi transferida para a Rua Silva Jardim. Ali se entregaram para Jesus as famílias Kromiek e Reikdal, e outras. Foi nesta fase que Deus enviou da região norte do Brasil o irmão Manoel Jerônimo, o qual muito ajudou o pastor Bruno em suas atribuições eclesiásticas, bem como na Convenção Paranaense, sempre com um comportamento digno e respeitável. Fato interessante é como as reuniões discorriam naquela época visto que, a igreja abrigava irmãos de diferentes nacionalidades. No momento da oração cada irmão sentia-se na liberdade de orar em sua língua nativa, simultaneamente, como: português, russo, polonês e leto. Os primeiros batismos foram realizados no rio Barigui e no lago Capão da Amora. Os irmãos Carlos Reikdal e Elza
Reikdal foram um dos primeiros casais batizados no Rio Barigui.

Chegou o tempo que a igreja teve que mudar-se para a Avenida Iguaçu. Deus abençoou o trabalho e muitas vidas se converteram entre as quais, a família Urbano.

Depois a igreja instalou-se na Avenida República Argentina, próximo da esquina com a Rua Getúlio Vargas. Foram dias maravilhosos onde centenas de pessoas aceitaram ao Senhor Jesus, promovendo, assim, o crescimento sistemático da igreja. Depois disso a igreja voltou para a Avenida Iguaçu, tendo cada passo confirmado pelo Senhor através das bênçãos derramadas.

Devido às necessidades da época a igreja mudou-se novamente de endereço, desta vez para a Rua Bento Viana e posteriormente para a Rua Trajano Reis - esquina com a Rua Barão de Antonina. Foram dias que a igreja sentia o pulsar do Espírito Santo de forma maravilhosa.

O crescimento da obra gerou a necessidade de uma nova mudança, agora para a Rua Marechal Floriano, próximo a esquina com a Rua José Loureiro. Nesta época chegou vindo do Estado do Rio de Janeiro, já pelo norte do Paraná, o irmão Carlos Mazza e sua esposa, irmã Maria e seus quatro filhos - companheiros de todas as horas do pastor Bruno no atendimento das congregações, principalmente nas cidades de Ponta Grossa, Jaguariaíva e Ibiporã (Londrina). O pastor Mazza deixou grande exemplo de humildade, dedicação e obediência.

Ainda mais uma mudança de endereço para a Rua Barão de Antonina, esquina com Rua Mateus Leme, quando se agregaram à igreja, os irmãos: Jacinto Marques e esposa Aristotelina e filhos, Julio de Oliveira com sua esposa, irmã Rosa e filhos, e o casal Neida e André, vindos da cidade de Ponta Grossa.

Neste endereço foi construído um tanque batismal e no culto de passagem de ano 1934/1935, à meia-noite, foi realizado um grande batismo em águas.

Nesta época houve um vertiginoso crescimento da igreja, e os irmãos resolveram comprar uma propriedade na Avenida da Graciosa, atual Avenida Cândido de Abreu, 367. Neste terreno já havia um barracão onde funcionava uma fábrica de cadeiras de palha e vassouras, que foi transformado num templo; havia também uma casa nos fundos que servia de casa pastoral.

Assim, com muita alegria e júbilo, a igreja mudou-se para sua sede própria, definitivamente. Houve uma grande reunião com os irmãos de todo campo, onde o irmão Alfredo Reikdal – genro do pastor Bruno, se fez presente.

Os primeiros crentes na Rua Cândido de Abreu foram: José Franklin e sua esposa Maria e filhos; Orlando e Ilda de Sá; os jovens: Tadeu Sultoski, Vanda Sultoski, Antonio Amorim e João Cunha. Foi construído o tanque batismal e o pastor Bruno, antes de deixar o pastorado da igreja de Curitiba e rumar para a capital paulista, no bairro do Belém, realizou um lindo batismo em águas. Vale destacar que dentre os irmãos que foram batizados, naquela ocasião, consta o irmão José Lopes e esposa – este que mais tarde foi pastor em várias cidades do Paraná.

Após anos de trabalho e dedicação, o pastor Bruno Skolimowski transferiu sua residência para a cidade de São Paulo, onde pastoreou a igreja do Belém, deixando provisoriamente na direção da igreja de Curitiba, o pastor Carlos Mazza.
E assim, a igreja pavimentou o caminho do sucesso na presença de Deus sendo pastoreada por grandes homens de Deus - destacados na galeria dos pastores presidentes da IEADC, até a era frutífera do pastor José Pimentel de Carvalho em 1962, e desde então imprimiu e manteve um ritmo de trabalho inovador, arrojado, fazendo da igreja Assembléia de Deus em Curitiba, um modelo de transparência, seriedade e fé naquele que é o dono da Obra, o Senhor Jesus!

Conheça a seguir os pastores que presidiram a igreja Assembléia de Deus de Curitiba.

Pr.BRUNO SKOLIMOWSKI
1929-1938
Pr.CLÍMACO BUENO AZA
1939-1942
Pr.CHARLES LEONARD SIMON LUNDGREN
1942-1954
Pr.DELFINO BRUNELLI
1957-1959
Pr.DANIEL TAVARES BELTRÃO
1959-1960
Pr.AGENOR ALVES DE OLIVEIRA
1960-1962
Pr.JOSE PIMENTEL DE CARVALHO
1962-2011

Fonte: Blog Mundo Evangelico

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Nota velório pastor José Pimentel de Carvalho

O velório do pastor José Pimentel de Carvalho será no templo central da IEADC - Igreja Evangélica Assembléia de Deus em Curitiba, na Rua Senador Xavier da Silva, 467, Centro Cívico - Curitiba/PR.

Contato telefônico para maiores informações (41) 3259-4300.

O corpo estará chegando entre as 15 horas e 16 horas.

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Nota de Falecimento do Pastor José Pimentel de Carvalho

Com extremo pesar o Ministério da Assembleia de Deus em Curitiba, comunica que faleceu nesta manhã de quinta-feira, às 08h20, aos 95 anos, o pastor José Pimentel de Carvalho, Presidente da Assembleia de Deus em Curitiba (PR) e Presidente de Honra da CIEADEP, e um dos grandes nomes das Assembleias de Deus no Brasil, tendo, inclusive, presidido a Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil (CGADB), órgão máximo da denominação no país, nos anos 60, 70 e 80.

A vida do pastor José Pimentel de Carvalho, que nasceu em 8 de fevereiro de 1916, sempre esteve ligada ao ensino da Palavra de Deus. Quando se converteu, aos 14 anos, foi incumbido de ensinar a Bíblia Sagrada para os demais, por ser a única pessoa na sua congregação que sabia ler. Em 1937, antes de a CPAD ser organizada como pessoa jurídica, pastor Pimentel já trabalhava na editora rodando o mimeógrafo. Ele foi consagrado pastor em 18 de maio de 1945. Pastor Pimentel chefiou o Departamento de Escola Dominical da CPAD por oito anos, e foi responsável pela criação das primeiras lições bíblicas para crianças. Presidiu a Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil (CGADB) em seis mandatos e a presidência da Convenção das Igrejas Evangélicas Assembleias de Deus do Estado do Paraná (Cieadep) por vários mandatos, além de ter fundado o Instituto Bíblico das Assembleias de Deus no Paraná e a Associação Educacional do Paraná. Mas, bem antes dessa carreira vitoriosa na Seara do Mestre, os primeiros anos como crente em Jesus não foram nada fáceis, precisando até mesmo enfrentar as ameaças de homens com foices, pau e pedras que se opunham a simples pregação do Evangelho em sua cidade natal - Valença, no interior do Rio de Janeiro.

Durante um culto realizado em uma fazenda na cidade onde morava, quando o então adolescente José Pimentel era mais uma vez o pregador da noite, ele lia o capítulo 25 do Evangelho de Mateus enquanto, do lado de fora, uma turba mandada pelo fazendeiro, que se opunha aos pentecostais, ficou a observá-lo. O jovem Pimentel não esmoreceu e continuou a leitura. Durante a leitura, houve um quebrantamento na igreja e, ao término da leitura do texto bíblico, seis jovens haviam sido batizados no Espírito Santo. Na oração feita após a leitura, outro jovem cai sobre seus joelhos e é batizado no Espírito, se levantando em seguida em direção à turba na porta, falando em línguas estranhas e profetizando uma mensagem que tocou seus corações. Cheios de temor, eles deixaram a porta do templo, só voltando no dia seguinte para dizer que os cultos poderiam continuar. Foi nesse mesmo culto que Deus usou um irmão em profecia para o menino José Pimentel, dizendo: “Meu servo, continue que Eu estou contigo”. Essa manifestação sobrenatural foi interpretada pelos presentes como um estímulo para continuarem a pregar Cristo em um lugar carente do Evangelho.

Pastor Pimentel casou em 24 de maio de 1938 com Rosa Maria da Conceição (já falecida), com quem teve 9 filhos. No Rio de Janeiro, pastoreou as ADs em Cordovil e Penha, ambas na zona norte da capital fluminense. Liderou ainda a AD em Cabuçu, Itaboraí, no interior do Estado.

Em 1962, a convite do pastor Agenor Alves de Oliveira, assumiu a presidência da AD em Curitiba (PR). Presidiu a CGADB de 1964 a 1966, de 1973 a 1975, de 1975 a 1977, em 1977 mais uma vez, de 1981 a 1983 e de 1985 a 1987. Chegou ainda a ser secretário da CGADB por oito anos consecutivos. Desde 2006, é presidente de honra da Convenção das ADs no Paraná (Cieadep). Ele é também autor de dois hinos da Harpa Cristã, hinário oficial da denominação: os hinos 541 (“Calvário, Revelação do Amor”) e 620 (“Na Jornada para o Céu”).

Pastor Pimentel termina a sua carreira com milhares de vidas conquistadas para Jesus, um ministério aprovado por Deus, 81 anos de vida com Jesus e 66 anos de profícuo ministério pastoral. Como Paulo, pode dizer: “Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé; espera-me agora a coroa de justiça que receberei das mãos do meu Senhor”. Fonte: Site AD Curitiba

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Pastor Pimentel de Carvalho e Pastor Douglas Scheffel cantando hino da harpa cristã

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Pastor Pimentel de Carvalho dando uma palavra de final de ano

Canal da AD Vila Hauer em Curitiba

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Aos 95 anos morre o Pastor José Pimentel de Carvalho

Na manhã de hoje (24) às 8 horas e 20 minutos passou a estar com o Senhor, o pastor José Pimentel de Carvalho, presidente da Igreja Evangélica Assembleia de Deus em Curitiba desde 1962 e presidente emérito e fundador da CIEADEP - Convenção das Igreja Evangélicas das Assembleias de Deus no Estado do Paraná.

Pastor Pimentel de Carvalho que foi presidente nacional das Assembleias de Deus no Brasil completou 95 anos no dia 8 de fevereiro, estava internado no Hospital Evangélico de Curitiba desde janeiro.

Um perca irreparável, um santo homem de Deus que nos ensinou em vida e com o seu testemunho e as sementes que ele plantou continuarão a dar muitos frutos, meus sentimentos a família Pimentel de Carvalho, a igreja em Curitiba.

Um baluarte das Assembleias de Deus no Brasil e uma das maiores autoridades espirituais da comunidade evangélica na América Latina.

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Universidade Estadual de Maringá e secretaria de Relações com a Comunidade assinam convênio

A Universidade Estadual de Maringá (UEM) e a Secretaria de Estado das Relações com a Comunidade (Serc) assinam termo de cooperação para o desenvolvimento de projetos e programas voltados para a comunidade.

A solenidade acontece nesta sexta-feira (25), às 15 horas, na Sala dos Conselhos Superiores, no bloco da reitoria. O documento será assinado pelo reitor Julio Santiago Prates Filho e o secretário da Serc, Wilson Quinteiro.

O convênio deve possibilitar uma extensão física da Serc nos campus, com o objetivo de aproveitar o conhecimento de professores e estudantes na elaboração de projetos nas mais diversas áreas. Além disso, a parceria prevê ainda a contribuição da UEM nos eventos do Paraná em Ação.

O programa tem como foco o resgate da cidadania da população paranaense, principalmente dos menos favorecidos. Entre os serviços ofertados, estão a confecção de carteiras de identidade, CPFs, carteira de trabalho e títulos de eleitor, atendimentos na área de saúde com diversos exames, orientações e noções de prevenção, atendimento na área jurídica, entre outros serviços.

Serviço
Assinatura de Termo de Cooperação
Sexta-feira (25)
15 horas
Local: Sala do Conselho Superior –andar térreo da reitoria – Bloco Q3 - UEM - Avenida Colombo, 5790 - Maringá. Fonte: O Díário

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quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Eleição do Conselho Tutelar

Ocorre neste domingo (27) a eleição para conselheiros do Conselho Tutelar de Maringá, no horário das 8 horas e 30 minutos às 17 horas, os eleitores de Maringá terão a opção de votar em 30 sessões eleitorais instaladas em escolas municipais e estaduais e no Terminal Urbano de Maringá.

O Conselho Tutelar de Maringá tem 10 conselheiros que serã eleitos no próximo domingo (27) e atuarão e um dos dois Conselhos de Maringá: o da Zona Norte (5) e o da Zona Sul (5).

Disputam as 10 vagas, 30 candidatos que terão um mandato de 3 anos para atuarem em Maringá fiscalizando os direitos das crianças e adolescentes previstos no ECA - Estatuto da Criança e Adolescente.

Os maiores problemas enfrentados pelas crianças e adolescentes e que precisam de pessoas dedicadas e com o compromisso de defendê-las são a: exploração do trabalho infantil, a violência sexual, a pedofilia, o aliciamento para o crime, o uso de drogas, a evasão escolar, a falta de atendimento adequado pela saúde pública, a negligência, problemas familiares, etc.

O desafio é grande e, apesar da votação não ser obrigatório compareça a um dos 30 locais (relação abaixo) de votação e participe.

LOCAIS DE VOTAÇÃO

ZONA ELEITORAL 66
01 - Terminal Urbano - Centro
02 - Instituto Estadual de Educação de Maringá - Zona 02
03 - Colégio Estadual Dr. Gastão Vidigal - Zona 07

ZONA ELEITORAL 137
04 - Escola Municipal Angela Verginia Borim - Conj. Res Requião
05 - Colégio Estadual Unidade Polo - Jardim Alvorada
06 - Colégio Estadual Branca da Mota Fernandes - Avenida Tuiuti
07 - Escola Estadual Tancredo Almeida Neves - Conjunto Record
08 - Colégio Estadual Duque de Caxias - Jardim Alvorada
09 - Escola Municipal Aniceto Matti - Ebenezer
10 - CEMEI Dona Guilhermina Cunha Coelho - Avenida Guaiapó

ZONA ELEITORAL 154
11 - Escola Municipal Dona Lázara Ribeiro Viella - Distrito Floriano
12 - Colégio Estadual JK - Juscelino Kubitschek de Oliveira - Zona 05
13 - Escola Estadual do Parque Itaipu - Parque Itaipu
14 - Colégio Estadual João XXIII - Avenida Monteiro Lobato
15 - Colégio Estadual Vinícus de Moraes - Cidade Alta
16 - Escola Municipal Dr João Batista Sanches - São Silvestre
17 - Escola Municipal Padre Pedro Tanaka - Avenida Cerro Azul
18 - Escola Municipal Prof. Agmar dos Santos - Jardim Universo
19 - Escola Estadual Marco Antônio Pimenta - Vila Nova

ZONA ELEITORAL 192
20 - Colégio Estadual Alfredo Moisés Maluf - Conj, Hermans Moraes Barros
21 - Colégio Estadual Presidente Kenedy - Avenida Mandacaru
22 - Colégio Estadual Rodrigues Alves - Avenida Morangueira
23 - Escola Municipal Prof. Milton Santos - Parque Avenida
24 - Escola Municipal Pioneiro Silvino Fernandes Dias - Cidade Nova

ZONA ELEITORAL 193
25 - Colégio Estadual Silvio Magalhães Barros - Conj. Ney Braga
26 - CMEI Florestan Fernandes - Jardim Olímpico
27 - Escola Municipal Prof Lidia Ribeiro Dutra da Silva - Pq das Laranjeiras
28 - Escola Estadual Elvira Balani Santos - Zona 06
29 - Escola Municipal Dona Angelina L.Meneguetti - Distrito de Iguatemi
30 - Escola Municipal Fernão Dias - Venda São Domingos

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Quatro universidades paranaenses fazem parte da rede nacional contra o crack

Cursos vão abordar o gerenciamento de casos, reinserção social e o aconselhamento motivacional

As universidades estaduais de Ponta Grossa (UEPG), Maringá (UEM), Londrina (UEL) e do oeste do Estado (Unioeste) fazem parte da rede nacional para combater o avanço do crack e outras drogas. Essas instituições terão Centros Regionais de Referência em Crack e outras Drogas (CRR) e se integrarão aos outros 45 centros em universidades públicas, de todo o Brasil.

Estima-se que pelo menos 500 mil pessoas façam uso da droga no Brasil. Nos próximos 12 meses, os centros de referência vão capacitar 14,7 mil profissionais, entre médicos, psicólogos, enfermeiros, assistentes sociais e agentes comunitários, em 844 municípios de 19 estados. Esse treinamento vai preparar os profissionais para o tratamento de usuários e atendimento a suas famílias.

Cada Centro Regional de Referência terá até R$ 300 mil do Fundo Nacional Antidrogas (Funad) para capacitação de 300 profissionais. Os cursos vão abordar o gerenciamento de casos, a reinserção social e o aconselhamento motivacional, assim como o aperfeiçoamento de médicos atuantes no Programa de Saúde em Família, no Núcleo de Assistência à Saúde da Família e profissionais do Sistema Único de Saúde e do Sistema Único de Assistência Social.

Guerra contra o crack

A iniciativa faz parte do Plano Integrado de Enfrentamento ao Crack e Outras Drogas, lançado no ano passado pelo governo federal e o lançamento da rede de centros regionais foi feito na quinta-feira (17), pela presidente Dilma Rousseff.

O plano prevê a ampliação do número de leitos de internação de usuários, a ampliação do número de Centros de Referência de Assistência Social e dos Centros de Referência Especializada de Assistência Social, a realização de estudos e pesquisas, a ampliação do horário de atendimento do VivaVoz, a criação de centros de pesquisa e novas metodologias de tratamento e reinserção social, e medidas de enfrentamento ao tráfico. Fonte:AEN

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terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Projeto quer endurecer prisão de chefes do crime organizado

Ex-delegado da Polícia Federal, Fernando Francischini (PSDB) estreia na Câmara dos Deputados com um projeto que pretende endurecer a vida carcerária dos maiores chefes do crime organizado brasileiro, como o traficante Fernandinho Beira-Mar, e causar a ira da Ordem dos Advo­­­gados do Brasil (OAB). A proposta radicaliza o Regime Discli­­plinar Diferen­­­ciado (RDD), aprovado há oito anos, logo após ataques da organização criminosa Primeiro Co­­­mando da Capital (PCC) em São Paulo. Na época, a mudança foi descrita por criminalistas como o “Regime da Deses­­perança”, por supostamente institucionalizar o tratamento desumano nas penitenciárias e ferir o artigo 5.º da Constituição.

Entre outras novidades, o Re­­­gime de Segurança Máxima (RSMax, como define Francischini) proíbe a visita íntima, restringe o contato do preso com familiares e advogados somente a cabines blindadas e libera a gravação das conversas desses encontros mediante autorização judicial. Também prevê pena de prisão para diretores de presídios que forem coniventes com entrada de celulares para condenados. Além disso, estabelece mul­­­tas para as operadoras de telefonia que não instalarem, no prazo de 180 dias, sistemas para bloqueio do sinal desses telefones.

Segundo ele, está comprovado que o RDD é insuficiente para controlar a ação dos criminosos. Há duas semanas, reportagem da re­­­­vista Veja denunciou que Beira-Mar consegue vender drogas, ordenar homicídios e faturar R$ 1,5 milhão por mês, mesmo submetido ao RDD na penitenciária federal de Catanduvas (PR), considerada uma das mais seguras do país.

Francischini explica que baseou o projeto em experiências próprias e informações que recebeu de colegas e agentes que trabalharam em casos que envolvem as prisões dos maiores traficantes do país. Em 2007, ele próprio prendeu o colombiano Juan Carlos Ramírez Abadía, extraditado para os Estados Unidos. “O RDD já era para ser um baita regime, mas com o tempo os bandidos foram encontrando brechas e hoje todos vemos como eles conseguem comandar as ações de dentro das prisões.”

No RDD, o detento fica em cela individual 22 horas por dia e nas outras duas toma banho de sol com outros presos. Não recebe jornais nem vê tevê e pode ser visitado por até duas pessoas em uma semana. O regime é por decisão judicial e só pode durar um ano, renovável por outro, dentro de um limite de um sexto da pena a ser cumprida.

O RSMax isola ainda mais o preso porque estabelece banho de sol individual, além de acabar com a visita íntima. Também permite ao juiz uma ação mais rápida (a decisão sai em 48 horas e não em 15 dias, como no RDD) e mais ampla – não há prazos para permanência do condenado no RSMax. “É duro, mas estamos falando de um regime de exceção, que vai atingir três ou quatro criminosos que comandam quase todo o crime organizado do país.”

Proposta “midiática”

Um dos responsáveis pela redação da Lei de Execução Penal, de 1984, o advogado René Ariel Dotti diz que a proposta de Francischini tem caráter “meramente midiático”. “Não se pode constituir uma lei para atingir este ou aquele, a lei é impessoal.” Segundo ele, o projeto se encaixa dentro do que é cha­­mado pelos especialistas como “Direito Penal do Terror”.

“É o tipo de ideia que apenas estimula a cultura da violência interna e a própria corrupção nos presídios. Na medida em que o condenado não tem uma perspectiva de libertação ou é tratado com desumanidade, se sente membro permanente do sistema carcerário.” Pa­­ra Dotti, as leis já são su­­ficientes para coibir desvios nos pre­­­sídios, desde que sejam cumpridas. Fonte: Gazeta do Povo, reportagem de André Gonçalves

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segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Manifestantes líbios ateiam fogo a sede do governo em Trípoli

Manifestantes antigoverno que pedem a queda do regime do ditador Muammar Gaddafi na Líbia atearam fogo à sede central do governo líbio e ao prédio que abriga o Ministério da Justiça na capital do país, Trípoli. A informação foi dada pelo jornalista líbio Nezar Ahmed à rede de televisão Al Jazeera no mesmo dia em que a ONG Human Rights Watch (HRW) denunciou que 233 pessoas já morreram desde o início das manifestações populares.

Da capital líbia, Ahmed também assegurou que as forças de segurança praticamente se retiraram da cidade e que várias delegacias e outros prédios públicos também foram saqueados ou incendiados.

"Praticamente não há forças da ordem. Não se sabe aonde foram. Esta situação favorece os rumores alarmantes", explicou o jornalista, que mencionou como um deles a possível fuga de Gaddafi do país e divergências entre altos dirigentes do Exército e de outros corpos de segurança.

Segundo Ahmed, há apenas um cordão policial em torno da sede da rede de televisão estatal Libya TV.

Testemunhas disseram à agência de notícias France Presse que o prédio que servia de sede para um canal de televisão e uma rádio pública foi saqueado no domingo à noite por manifestantes em Trípoli.

"Um local que abrigava o canal Al-Jamahiriya 2 e a rádio Al-Shababia foi saqueado", afirmou uma testemunha, que pediu anonimato. A programação do canal e da emissora de rádio foi retomada nesta segunda-feira.

A Al-Jamahariya 2, segundo canal público, e a rádio Al-Shababia foram criadas por um dos filhos de Gaddafi, Seif al Islam, em 2008, antes de serem nacionalizadas.

Confrontos entre manifestantes e forças de segurança se espalharam no domingo até a capital líbia. O filho de Gaddafi foi à TV estatal para afirmar que seu pai continua no poder --com apoio do Exército-- e que irá "lutar até o último homem, a última mulher, a última bala".

Até mesmo durante o pronunciamento de Seif al Islam Gaddafi, na noite de domingo, confrontos foram registrados nas proximidades e na praça Verde, no centro de Trípoli, durando até a madrugada de segunda-feira, segundo testemunhas.

Elas informaram que atiradores abriram fogo contra a multidão que tentava assumir o controle da praça, e partidários de Gaddafi passavam pelo local em veículos a altas velocidades, atirando e indo para cima dos manifestantes.

Os protestos e a violência foram os mais fortes até agora na capital, um sinal de que a revolta está se espalhando após seis dias de demonstrações anti-Gaddafi em cidades do leste do país.

Na segunda maior cidade da Líbia, Benghazi, manifestantes tinham assumido, na manhã desta segunda-feira, as ruas depois de dias de confrontos sangrentos e invadiam os escritórios das forças de segurança, saqueando armas.

Um avião da Turkish Airlines que tentava aterrissar em Benghazi foi forçado a sobrevoar o aeroporto e retornar a Istambul.

Os manifestantes em Benghazi tiraram a bandeira líbia que ficava no prédio do principal tribunal da cidade e, em seu lugar, colocaram a bandeira da antiga monarquia do país, derrubada em 1969 em um golpe militar que levou Gaddafi ao poder.

A Líbia tem sido palco da mais sangrenta repressão na onda de protestos que atingiu diversos países árabes e que derrubou os ditadores do Egito e da Tunísia.

PRONUNCIAMENTO

Apesar dos sinais de que os protestos antirregime estão se espalhando, o filho de Gaddafi afirmou na TV, na noite de domingo, que seu pai irá prevalecer. "Não somos a Tunísia e o Egito", afirmou Seif al Islam. "Muammar Gaddafi, nosso líder, está liderando a batalha em Trípoli e nós estamos com ele."

"As forças armadas estão com ele. Dezenas de milhares estão estão vindo para cá para estar com ele. Iremos lutar até o último homem, a última mulher, a última bala", disse ele em um muitas vezes confuso discurso de que quase 40 minutos.

O filho do líder líbio prometeu ainda "reformas políticas significativas" --mesmo criticando os manifestantes antirregime-- e admitiu que a polícia e o Exército cometeram "erros" na repressão aos protestos, mas disse que o número total de mortes é muito menor do que o que tem sido divulgado.

Seif al Islam é frequentemente apresentado como a face do regime de reforma. Muitos dos filhos de Gaddafi têm posições de poder no governo e, nos últimos anos, têm competido por influência.

O filho mais novo de Seif, Mutassim, é o conselheiro para segurança nacional, com um impostante papel entre os militares e forças de segurança. Outro filho, Khamis, lidera a 32ª brigada do Exército que, segundo diplomatas dos Estados Unidos, é a força mais bem treinada e melhor equipada.

Países ocidentais expressaram preocupação com o aumento da violência contra manifestantes antigoverno na Líbia.

O chanceler britânico, William Hague, disse ter conversado com Seif al Islam por telefone e que lhe disse que o país deve começar um "diálogo e a implementação de reformas".

GOLPE

A rebelião dos líbios frustrados com os 42 anos de governo autoritário de Gaddafi se espalhou para mais de meia dúzia de cidades no leste do país.

Em um revés para o regime, a maior tribo líbia --a Warfla-- teria se virado contra o ditador e anunciado que irá se juntar aos protestos, segundo informou o exilado Fathi al Warfali, que vive na Suíça.

Embora tenha uma animosidade de longa data com Gaddafi, a tribo vinha se mantendo neutra nas últimas duas décadas.

O representante líbio da Liga Árabe anunciou que estava renunciando ao cargo para protestar contra a decisão do governo de atirar contra manifestantes em Benghazi.

A internet continua não funcionando no país e moradores não conseguem fazer ligações internacionais. Jornalistas também são impedidos de trabalhar livremente. Fonte: Folha Online

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Doze pessoas são assassinadas em Maringá e região no fim de semana

Somente em Sarandi, foram quatro homicídios, todos por armas de fogo. Houve mortes ainda em Maringá, Paiçandu, São Carlos do Ivaí, Colorado, Cianorte e Campo Mourão

O fim de semana foi violento em Maringá e região, com pelo menos 12 pessoas assassinadas. O número subiu devido à morte de um homem de Sarandi, que estava internado após ter sido ferido, e à confirmação de um homicídio em Campo Mourão e de outro em São Carlos do Ivaí.

Houve ainda assassinatos em Maringá (3), Cianorte (2), Paiçandu (1) e Colorado (1), além de mais dois homicídios em Sarandi.

A vítima que morreu no hospital é Jefferson Leli da Silva, 21 anos, que foi atingido por vários tiros pelo suposto condutor de uma moto Falcon, no Jardim Eliza, no domingo (20). A vítima foi levada para o Hospital Metropolitano de Sarandi, onde morreu por volta das 21h30.

Outro ferido em Sarandi segue internado. Trata-se de Fabiano dos Santos, 26 anos. Ele estava na Rua Xavantino, no Jardim Bela Vista, por volta das 1h de domingo (20), quando foi atingido por tiros, juntamente de Edson Joel de Lima, que morreu na hora. Ele está internado no Hospital Universitário (HU) de Maringá.

No início da manhã, a polícia informou que Santos havia entrado em óbito, informação que, posteriormente, foi desmentida pelo hospital.

Campo Mourão e São Carlos do Ivaí

Em Campo Mourão, a 92 quilômetros de Maringá, um homem morreu depois de ser atingido por tiros de arma de fogo, por volta das 00h40 desta segunda-feira (21). A vítima, Marcos Boa Ventura de Iza, 27 anos, estava em casa, no Jardim Condor, quando um homem entrou atirando, de acordo com a Polícia Militar.

Um homicídio também foi registrado na noite de sábado (19), em São Carlos do Ivaí, a 67 quilômetros de Maringá. Um homem, cujo nome e idade não foram divulgados pela Polícia Civil, foi assassinado a tiros, na Avenida Ivaí, na região central. Ele foi socorrido com vida, mas morreu depois de dar entrada no Hospital Santa Casa de Paranavaí. O motivo do crime ainda é desconhecido.

Outras mortes

Em Maringá, Rilvan José dos Santos, 37 anos, conhecido como “Carniça”, foi assassinado na Avenida Maurício Mariani no sábado (19), no Jardim Itaipu, por volta das 22h30. Além dele, outras duas pessoas foram assassinadas na madrugada. Um mototaxista matou o passageiro Anderson Neves Siqueira, de 23 anos, na Estrada Maringá, em frente ao estacionamento da empresa Frangos Canção. A outra vítima foi Adriano Aparecido de Moraes, 28 anos, que caminhava pela Avenida Pedro Taques, quando foi atingindo por tiros disparados por um motoqueiro.

Dois homens foram assassinados no sábado (19) em Cianorte, a cerca de 80 quilômetros de Maringá. Os corpos de Cláudio Atanásio do Prado, 30 anos, e Éris Leonardo Bernardino, 22 anos, foram encontrados por volta das 5h de sábado na Praça da Saíras, no Conjunto Ovídio Franzoni, com cinco perfurações de armas de fogo cada um.

Outro homem foi assassinado em frente a uma lanchonete na Avenida Paraná, na região central de Colorado. O crime aconteceu às 23h, no sábado (19). Thiago Alves Rodrigues, 29 anos, estava sentado de costas para a via quando foi atingindo por dois tiros de espingarda calibre 12.

Já em Paiçandu, Jorge Luís Lopes Braz, 24 anos, foi morto com um tiro no rosto. O crime aconteceu às 19h20, no sábado (19), no Jardim Santa Luiza. Fonte: Gazeta Maringá, reportagem de Thiago Ramari e Tatiane Salvático

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Cortes devem manter PEC dos Tribunais na gaveta

Criação de mais quatro TRFs encontra resistência da base governista na Câmara Federal, disposta a diminuir os gastos da União em 2011

Bandeira da classe jurídica paranaense há nove anos, o projeto que cria mais quatro tribunais regionais federais (TRFs) no país – um deles em Curitiba – deve ser afetado pelos cortes orçamentários do governo federal. A Proposta de Emenda à Constituição 544/2002, conhecida como PEC dos Tri­­bunais, depende desde novembro de 2003 apenas da aprovação no plenário da Câ­­mara dos Deputados para virar lei. Embora não exista uma estimativa dos gastos que serão gerados com a proposição, a tendência é que ela continue congelada ao longo do ano.

Para tentar manter a discussão acesa, o presidente da seccional paranaense da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-PR), Lúcio Glomb, viaja nesta semana para Brasília. Amanhã, ele se encontra com o vice-presidente do Conselho da Justiça Federal, Félix Fischer. Glomb quer checar o andamento de uma proposta do conselho que deve sugerir a abertura de cerca de 70 vagas de desembargadores para os cinco atuais TRFs.

“Se for para termos mais desembargadores, o ideal é que eles sejam absorvidos pelos novos tribunais”, argumenta. Segundo ele, as contratações são o aspecto mais caro da mudança proposta na PEC. “Novos magistrados significam imediatamente a contratação de outros vários assessores. Um desembargador não trabalha sozinho.”

O objetivo da proposta é diminuir o congestionamento dos atuais TRFs, que funcionam no Distrito Federal, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo. Além disso, o projeto tenta reduzir as distâncias entre a maioria dos estados e o tribunal ao qual responde. Só o de Brasília atende 14 estados, que juntos correspondem a quase 70% do território nacional.

De acordo com estudo da OAB-PR, só no TRF-4, que tem sede em Porto Alegre e atende os três estados do Sul, o número de processos saltou de 12.516 para 101.446 (711%) de 1989 a 2009. Já o total de juízes de todas as cinco regiões subiu, no mesmo período, de 74 para 139 (87%). Enquanto isso, a quantidade de magistrados de 1.º grau passou, nos mesmos 20 anos, de 277 para 1.946 (606%).

“A expansão dos tribunais de segundo grau é fundamental para acabar com o sufoco da Justiça Federal”, diz Glomb. Em maio de 2010, ele organizou uma reunião entre representantes de nove seccionais da OAB e da Associação dos Juízes Federais com o então ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, para negociar o apoio do governo à proposta. Na época, Paulo Bernardo disse que a causa era “positiva” e que transmitiria o posicionamento ao líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP).

A mensagem não foi suficiente para o projeto deslanchar. Desde o segundo semestre de 2010, a bancada governista passou a barrar propostas que implicassem aumentos de gastos. Entre elas estava a PEC dos Policiais, que estabelece um piso salarial nacional para policiais e bombeiros militares e que poderia gerar um custo de até R$ 30 bilhões por ano para a União.

Para o coordenador da bancada paranaense no Congresso Nacional, deputado Alex Canziani (PTB), a situação continua desfavorável, mas o tema precisa estar sempre em pauta. “A criação de novos tribunais implica em um aumento de gastos de custeio, justamente os mais visados pela equipe econômica do governo. Mas isso não impede o desdobramento da discussão, quem sabe é possível encontrar uma maneira de aprovar a PEC, mas deixar a instalação dos tribunais para depois”, diz o parlamentar. Fonte: Gazeta do Povo, reportagem de André Gonçalves

Mais tribunais
Confira o que muda com o aumento no número de TRFs:

Modelo atual

Cinco tribunais, divididos por regiões, respondem pelas ações em segundo grau de todos os 27 estados na Justiça Federal. Eles estão divididos assim:

- Brasília (1ª Região) – Acre, Amapá, Amazonas, Bahia, Distrito Federal, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso, Pará, Piauí, Rondônia, Roraima e Tocantins.

- Rio de Janeiro (2ª Região) – Rio de Janeiro e Espírito Santo.

- São Paulo (3ª Região) – São Paulo e Mato Grosso do Sul.

- Porto Alegre (4ª Região) – Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

- Recife (5ª Região) – Alagoas, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Sergipe.

Nova divisão

A PEC propõe a criação de mais quatro TRFs. Eles diminuiriam o congestio­­namento dos atuais, que continua­­­riam funcionando. Eles ficariam responsáveis pelos seguintes estados:

- Curitiba (6ª Região) – Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul.

- Belo Horizonte (7ª Região) – Minas Gerais.

- Salvador (8ª Região) – Bahia e Sergipe.

- Manaus (9ª Região) – Acre, Rondônia, Pará, Amapá e Roraima.

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Agentes públicos querem ter porte de arma

Projeto que autoriza auditores fiscais, peritos do INSS, defensores públicos e oficiais de Justiça a andarem armados está em tramitação no Senado

Um projeto de lei em tramitação no Senado propõe o armamento de agentes públicos para que eles possam se defender diante de um eventual perigo durante o exercício da profissão. Caso a proposta seja aprovada, auditores fiscais, peritos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), defensores públicos e oficiais de Justiça teriam direito a porte de arma. Estatísticas justificam a preocupação com a categoria. Em 2010, 20 agressões foram registradas contra médicos peritos e pelos menos duas mortes ocorreram no país na última década.

Os números fazem parte de relatórios da Associação Nacional de Médicos Peritos da Previdência Social (ANMP) e são bem inferiores aos registrados nos dois anos anteriores. Em 2008, foram 102 ocorrências – média de dois casos por semana. De acordo com o presidente da entidade, Luiz Argolo, a redução no número de registros não foi porque as agressões diminuíram. “O problema é que você demora de quatro a cinco horas para registrar uma queixa e os casos nem sempre são investigados pela Polícia Civil. Foi isso que trouxe descrédito para as notificações oficiais”, diz.

No Paraná, um dos casos que chamou atenção foi o do trabalhador que colocou fogo na sala de atendimento da agência do INSS em Cascavel, no Oeste do Paraná, em março de 2010. Ele não teria concordado com o laudo de um médico que lhe negou o auxílio doença. O representante da ANMP no Paraná, Fábio Faria, diz que os profissionais não têm sua segurança garantida pelo estado. “Os seguranças que trabalham nas agências cuidam do patrimônio público e não dos servidores”, lamenta.

O projeto de lei que discute o armamento de agentes públicos – PLC 30/07 – já foi aprovado pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania e desde de novembro do ano passado aguarda o parecer da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado. A proposta é, na verdade, uma alteração do projeto idealizado pelo deputado federal Nelson Pelle­grino (PT-BA), de dezembro de 2005, que previa a liberação do porte só para auditores do trabalho, categoria contemplada pela lei dois anos depois.

A Federação Nacional das Associações dos Oficiais de Justiça apresentou, em audiência pública realizada em 2010 no Senado, relatórios sobre situações de violência envolvendo servidores da área. De 2006 a 2008, pelo menos nove oficiais de Justiça foram assassinados em diferentes estados, quando tentavam entregar uma intimação. O presidente da Associação dos Ofi­ciais de Justiça do Paraná, Antônio Marcos Pacheco, explica que a entidade defende o porte de armas, mas não para todos os casos. Se­­gundo ele, o porte seria dado apenas aos oficiais que são obrigados a trabalhar sozinhos, sem apoio de força policial, em horários alternativos ou ainda em localidades afastadas. “Muitas vezes, os oficiais vão para lugares onde nem o celular funciona e vão completamente desprotegidos”, diz.

De acordo com a proposta, o porte só contemplará a arma fornecida pela instituição pública em que o agente público trabalha. Além disso, o servidor deverá receber treinamento para utilizar a arma. Uma eventual propriedade de arma particular não será alcançada pela autorização legal. A discussão na CCJ levou em consideração o parecer encaminhado pelo Minis­tério da Justiça contrário à extensão do porte de armas às categorias que não lidam diretamente com a segurança pú­­blica. Em razão do risco que isso representaria, chegou-se a cogitar a possibilidade de retirar a expressão que garantia que a arma poderia ser utilizada pelos profissionais mesmo fora do serviço.

O problema, segundo as entidades que representam os servidores, é que boa parte deles é morta em circunstâncias externas ao serviço, como o oficial de Justiça Aildon José Santana Dias, 52 anos, assassinado enquanto dormia no sofá de sua casa, em setembro do ano passado, em Salvador (BA). Assim, o texto da proposta acabou alterado para: “mesmo fora do serviço, mas em decorrência dele”.

A coordenadora de projetos da área de Controle de Armas do Movimento Sou da Paz, Alice Andrés Ribeiro, defende que o Estado tem a obrigação de assegurar todos os meios necessários para que os servidores desenvolvam suas atividades com plena condições de preservação da sua integridade física e moral. “Garantir o porte de ar­­ma não garante a segurança ao servidor. Pelo contrário, o profissional correrá um risco maior ainda, porque, se utilizar a ar­­ma vai causar uma reação da ou­­­tra pessoa. Além disso, o Es­­tado fica omisso, quando de­­ve­ria proteger seu servidor e não abandoná-lo à própria sorte.”

Já Bene Barbosa, presidente do Movimento Viva Brasil, considera que a liberação do porte nada mais é que a adequação da Lei 10.826/03 (Es­­tatuto do Desarmamento) à realidade brasileira e que não foi levada em conta no mo­­mento de sua aprovação. “A lei mostrou-se ineficaz no combate à criminalidade e deixou desprotegido o cidadão brasileiro. O porte de armas é uma necessidade real dessas categorias, diariamente expostas a grandes riscos”, afirma.Fonte: Gazeta do Povo, reportagem de Aniela Almeida

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Ação e reação

Atendimento do INSS causa estresse em trabalhadores

“Dá vontade de dar uns tapas no perito, não sei como alguém não fez isso ainda”, o comentário é de Joel Barbosa, 41 anos, que só conseguiu que a Previdência Social pagasse seus benefícios através de uma liminar. Seu desabafo exemplifica a revolta de trabalhadores que recebem resultado negativo depois de uma perícia do INSS. Funcionário de um fábrica de peças, Barbosa ficou afastado do trabalho durante 11 meses, depois de fazer uma cirurgia nas mãos por causa de uma Lesão Por Esforço Repetitivo (LER). Ao voltar ao seu posto, começou a sentir dor na outra mão. A suspeita era de que tivesse desenvolvido artrose.

A primeira perícia do INSS, em março de 2009, não identificou nenhum problema, mas o médico da empresa disse que ele não estava apto para voltar ao trabalho. Barbosa marcou nova perícia, mas os servidores entraram em greve. Na terceira tentativa, foi informado de que o perito não o atenderia. “Me disseram que ele não conseguiu chegar porque o carro dele estragou.”

A nova consulta só aconteceu seis meses depois e a perícia não apontou nada. A empresa resolveu então contratar um advogado para restabelecer o benefício do empregado. Ao todo, o trabalhador ficou sete meses sem receber. “Por sorte tenho casa própria e a minha família é solidária. De qualquer forma é triste trabalhar 21 anos com carteira assinada e ser tratado dessa forma”, lamenta.

Trabalho precário

Para o advogado Sidnei Machado, a reação dos trabalhadores é compreensiva pelo grau de estresse que o atendimento no INSS causa. “Eles têm de acordar de madrugada e ficar horas na fila. O atendimento é desumano, justamente quando eles estão mais frágeis e impotentes.” O advogado lembra ainda da condição de trabalho dos peritos, que têm uma carga horária elevada de trabalho. “O atendimento precisa ser humanizado e quem sabe até contar com uma assistente social.”

A psiquiatra Maria Amélia Ferreira Tavares, coordenadora da clínica da Associação Paranaense dos Familiares e Portadores de Esquizofrenia e Transtorno Bipolar (Apafape), diz que 80% dos pacientes que atendem em seu consultório e são encaminhados ao INSS recebem laudo negativo. “E quando os pacientes questionam o parecer, os peritos chegam a sugerir que eles troquem de médicos, que passem a consultar com um médico do SUS, porque os particulares não têm credibilidade”, conta.

A assessoria da Previdência Social informou que os dois médicos chefes da perícia do INSS, que poderiam falar sobre o atendimento, não estavam disponíveis. Um deles estava de férias e o outro de licença. A assessoria também disse que o instituto não vai se manifestar sobre o projeto de lei. Fonte: Gazeta do Povo, reportagem de Aniela Almeida

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