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quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Haitianos admitem terem entregue filhos a grupo batista

Alguns pais do povoado de Callebas, nas proximidades da capital haitiana, disseram que entregaram voluntariamente a custódia de seus filhos para um grupo de missionários norte-americanos. A história contada pelos moradores contradiz as afirmações de um pastor que assessora o grupo de batistas, que afirmou que as crianças eram de orfanatos ou que foram entregues por parentes distantes. O fato é um testemunho da miséria do país mais pobre do hemisfério ocidental, assolado por um terremoto no dia 12 de janeiro. Muitos desses pais disseram que não saberiam o que fazer se tivessem que recolher seus filhos novamente.

"Estou vivendo numa barraca com um amigo", disse Laurentius Lelly, técnico de computadores de 27 anos que entregou seus dois filhos, de 4 e 6 anos. "Minha principal preocupação é que se as crianças voltarem eu não serei capaz de alimentá-las".

Os norte-americanos devem comparecer hoje perante um promotor que vai decidir se vai indiciá-los ou libertá-los, disse a ministra de Comunicações Marie-Laurence Jocelyn Lassegue. Os dez integrantes da igreja Batista, a maioria deles de Idaho, foram detidos na semana passada quando tentavam cruzar com 33 crianças haitianas a fronteira para a República Dominicana, sem os documentos exigidos, segundo as autoridades do Haiti.

Em meio a pilhas de escombros do que eram suas casas e abrigados agora em barracas improvisadas de zinco e plástico, os moradores de Callebas contaram como entregaram suas crianças. Tudo começou na semana passada, quando um funcionário de um orfanato local, fluente em inglês e agindo em nome dos batistas reuniu quase todos os 500 habitantes da vila num campo de futebol para apresentar a oferta norte-americana.

Isaac Adrien, de 20 anos, disse a seus vizinhos que os missionários educariam seus filhos na vizinha República Dominicana, disseram os moradores, afirmando também que lhes foi dito que teriam liberdade total para visitar os filhos. Muitos pais aceitaram a oferta. "Foi apenas porque o ônibus estava cheio que mais crianças não embarcaram", disse Melanie Augustin, de 58 anos, que entregou sua filha de 10 anos aos norte-americanos.

Adiren disse ter conhecido a líder batista Laura Silsby em Porto Príncipe no dia 26 de janeiro. Ela disse a ele que estava procurando crianças sem-teto e que ele sabia exatamente onde encontrá-las. Ele voltou para sua vila natal, Callebas. Naquele mesmo dia, ele fez uma lista de 20 crianças.

Jorge Puello, advogado do grupo de batistas, disse ontem, em ligação da República Dominicana, que os missionários "receberam de bom grado as crianças que eles sabiam não serem órfãos porque seus pais disseram que elas morreriam de fome". O primeiro-ministro Max Bellerive sugeriu que os norte-americanos poderiam ser processados nos Estados Unidos porque o destruído sistema judiciário haitiano pode não conseguir realizar o julgamento.

Em Washington, a secretária de Estado, Hillary Clinton, disse que a tentativa de levar crianças sem documentação para fora do Haiti foi "infeliz, independentemente da motivação" e que os norte-americanos deveriam ter seguido os procedimentos adequados. Ela disse que autoridades dos Estados Unidos estavam discutindo com os haitianos sobre como resolver o caso.

Lelly disse estar preocupado com o fato de o sistema judiciário haitiano não ser capaz de investigar o caso. Nenhum investigador policial ou de serviços sociais visitou a vila desde que os norte-americanos foram detidos na fronteira, informaram os pais. "Eu gostaria de descobrir se essas pessoas iam realmente ajudar as crianças ou tentariam roubá-las", disse.

As crianças, com idades entre 2 e 12 anos, estão agora sob os cuidados da entidade australiana SOS Children's Village, em Porto Príncipe. Um pastor haitiano que trabalhava como consultor voluntário do grupo disse que os batistas não fizeram nada de errado. O reverendo Jean Sainvil disse que algumas das crianças eram órfãs e seriam colocadas para adoção. Crianças que têm pais seriam mantidas na República Dominicana e não perderiam contato com suas famílias.

"Todos concordam que sabiam para onde as crianças estavam indo. Os pais foram avisados e confirmamos que eles tinham permissão para ver as crianças e até levá-las de volta se necessário", disse ele. Sainvil lembrou que no Haiti não é incomum que pais que não podem cuidar de seus filhos os enviem para orfanatos. Fonte: Agência Estado

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Reajuste dos salários dos vereadores, aprovado nesta quinta, custará R$ 260 mil em 2010

O aumento foi de 3,65% e será válido até dezembro. O impacto mantém os gastos da Câmara de Maringá dentro do que determina a Lei de Responsabilidade Fiscal

Os vereadores de Maringá aprovaram na sessão desta quinta-feira (4) o reajuste salarial de 3,65% para eles e para os demais servidores da Câmara Municipal. O impacto sobre o orçamento da casa será de R$ 261.362,99 a mais do que o gasto no ano passado. Ao todo, a despesa anual com pessoal será de R$ 7.683.355,72, o que representa 53,21% do orçamento do legislativo maringaense. A proposta volta para segunda discussão na próxima terça-feira (9), e se confirmada, os quinze vereadores deixam de receber R$5.724,00 por mês e passam a ganhar R$5.932,00.

A planilha de gastos indica que o salário dos servidores será responsável por um acréscimo de R$ 213.655,45 sobre o orçamento do ano. Já o subsídio dos parlamentares custará outros R$47.707,53.

Com base na projeção de crescimento da receita para os próximos dois anos e considerando que em 2011 e 2012 não sejam concedidos novos reajustes, o percentual da despesa com salários deve cair gradativamente, para 50,68% no próximo ano e 48,26%no período seguinte. A lei de responsabilidade fiscal limita esse índice a 70%.

Essas foram as considerações apresentadas por Marcos Donizete de Souza, da divisão de finanças e contabilidade, responsável pelos cálculos. O índice de 3,65% de aumento foi calculado com o IPC da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) e corrige a inflação dos últimos doze meses.

Segunda sessão

A sessão desta quinta (4) foi apenas a segunda do ano e a expectativa é de que o ano esquente as discussões. De acordo com o vereador de oposição, Mário Verri (PT), dois temas devem ser bem debatidos ao longo de 2010. “Será um ano de muito trabalho e assuntos decisivos, em especial a licitação do transporte coletivo e o contrato da prefeitura com a Sanepar". Na abertura dos trabalhos, na última terça (2), o prefeito Silvio Barros (PP) esteve presente e falou tais prioridades.
Fonte: Jornal de Maringá, reportagem de Hélio Strassacapa

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Jornal da Massa - 03/01/2010 - Rebelião da PCE. De quem é a culpa?

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Entrevista de Beto Richa a CBN Maringá, confira os principais trechos

O prefeito Beto Richa, de Curitiba, concedeu entrevista por telefone nesta quinta-feira (4) ao jornalista Ronaldo Nezo, da Rádio CBN Maringá. A seguir os principais trechos:

PRÉ-CANDIDATURA AO GOVERNO

“Aqueles que me conhecem sabem que não tenho essa vaidade pessoal ou qualquer obsessão por cargos. Estou na política para servir, para construir uma sociedade melhor. Fui convocado por representantes do PSDB e também de outros partidos a colocar o meu nome para avaliação. Na próxima segunda-feira, a reunião do Diretório Regional do PSDB vai apontar um indicativo de qual será o candidato do partido, que apresentará um projeto de desenvolvimento social e econômico aos paranaenses.”

“Entendo que há espaço para uma candidatura nova, com uma visão mais moderna e com espírito democrático. Também acho que as boas práticas de gestão em Curitiba podem ser um diferencial a ser apresentado nas eleições deste ano.”

DEFINIÇÃO DO CANDIDATO DO PSDB

“Não tem razão para ter racha no PSDB. O partido tem se reunido. A legenda tem dois bons postulantes. Tínhamos dez deputados naquela reunião (dia 18 de janeiro), que puderam emitir suas opiniões. Temos também um farto material de pesquisas de opinão pública publicadas na virada do ano. Então, o partido tem condições de analisar o quadro e fazer o melhor julgamento. Os deputados conhecem a tendência do eleitorado. Além disso, concorrem à reeleição. Desta forma, têm amplas condições para fazer a melhor escolha para o partido. Da minha parte, vou acatar com serenidade a decisão do PSDB. Espero que o senador Álvaro Dias também siga a orientação do partido. Essa discussão está sendo feita de forma democrática e transparente.”

Os partidários do Álvaro defendem argumentos favoráveis a ele. Os meus partidários defendem argumentos favoráveis a mim. Nada melhor que o partido inteiro, de forma isenta, tome essa decisão. O senador Osmar Dias não reconhece esse acordo que o Álvaro colocou (de que Osmar Dias retirará a candidatura caso Álvaro Dias seja o candidato do PSDB). O Paraná é muito maior que uma disputa familiar. As coisas não são assim. O PT, o PPS e o PP também podem colocar candidatura própria se este for o quadro.”

ALIANÇAS PARTIDÁRIAS

“Temos conversado com todos os partidos, com exceção do PT. Estou muito otimista com a possibilidade concreta de formar uma grande coligação. Temos uma possibilidade muito boa com os Democratas, PPS, PTB e PP. Mesmo com o PDT, tenho conversado com o senador Osmar Dias. Também temos boas conversas e adiantadas com o PCdoB e o PMDB. Os deputados do PMDB têm manifestado o desejo de firmar esta aliança, embora eu respeite a pré-candidatura do vice-governador Orlando Pessuti. Defendo uma coligação que fortaleça o projeto a ser apresentado nas eleições.”

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quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Vazamento de 16 mil litros de soda cáustica contamina área do Jardim Industrial

Produto estava armazenado em tanques e vazou depois do rompimento de uma válvula. A soda queimou a vegetação e contaminou área de 1 km quadrado

O vazamento de aproximadamente 16 mil litros de soda cáustica líquida contaminou um terreno de mil metros quadrados na região do Contorno Sul, em Maringá. O produto estava armazenado em tanques e pertencia à Indústria e Comércio de Bebidas Ouro Verde, localizada ao lado da área atingida. De acordo com técnicos do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), que trabalham na limpeza do local, o vazamento se deu ao longo do fim de semana e foi ocasionado pelo rompimento de uma válvula dos tanques. As causas do incidente estão sendo investigadas.

Uma empresa especializada de Londrina foi contratada para limpeza do local e todo o custo de remoção e descarte do produto será cobrado da indústria, como explicou o técnico do IAP, Eryton Rui de Freitas. Todo o solo será retirado e estima-se que entre 30 e 40 metros de cúbicos sejam removidos. "O produto queimou toda a grama, capim e arbustos do terreno. O local está isolado, pois a soda caustica é altamente tóxica para o ser humano”, disse Freitas. A vistoria e a limpeza foram iniciadas na tarde desta terça-feira (2) e devem demorar pelo menos mais dois dias. “Já foram escavados 20 centímetros do solo e ainda há contaminação mais profunda”, explicou.

Nesta quinta-feira (4), mais trabalhadores, caminhões e pás carregadeiras devem ajudar no serviço. O material será levado para um aterro particular na região de Londrina. Segundo Freitas, os tanques não estavam enterrados e o terreno pertencente à Ouro Verde foi pouco afetado. Não havia nenhuma construção no local e ninguém ficou ferido.

A empresa foi autuada, mas a multa ainda não foi calculada. “O valor vai depender do emprenho da empresa em recuperar a área, mas pode chagar a R$ 2 milhões”, disse Freitas. O engenheiro químico da empresa responsável acredita em vandalismo. "Acreditamos que alguém tenha invadido o local durante o fim de semana e praticado vandalismo", disse Robson Hoffes, em entrevista ao Paraná TV.

A soda era utilizada na lavagem de vasilhames e a quantia que vazou era suficiente para o trabalho de 12 a 14 meses. Fonte: Jornal de Maringá, reportagem de Hélio Strassacapa

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Segurança pública no País está falida, reconhece Tarso

O ministro da Justiça, Tarso Genro, evitou hoje entrar em polêmica e atribuiu o aumento da criminalidade no Estado de São Paulo à falência do sistema de segurança pública em todo o País. Durante evento em que instalou o programa Território de Paz em São Bernardo do Campo, no bairro do Alvarenga - bolsão de violência na cidade -, o ministro disse que o governo de São Paulo faz um trabalho sério.

"Os índices de violência que têm aqui em São Paulo são índices que têm em todos os Estados, em todo o País", declarou, após anunciar investimentos do governo federal no valor de R$ 5 milhões para o programa, que envolve mobilização de vários órgãos públicos para combater a violência."Não é em São Paulo que a segurança pública está problemática", afirmou. "É o sistema todo de segurança pública no País que está falido e tem de mudar."

De acordo com dados da Secretaria de Segurança Pública, houve um aumento de 39% no número de sequestros no Estado, 14% no de latrocínios e 3% no de homicídios de 2008 para 2009. Mas o ministro ressaltou a "boa vontade" do Estado de São Paulo em atuar em regime de colaboração entre a União e o município, particularmente depois da posse do atual secretário de Segurança Pública, o procurador de Justiça Antonio Ferreira Pinto, que estava presente ao evento representando o governador José Serra (PSDB). "O trabalho é realmente complexo e demorado e os efeitos de implementação dos programas ocorrem de médio a longo prazo", afirmou o ministro

Substituto

Tarso deverá deixar o Ministério no dia 10 de fevereiro, dando lugar ao seu secretário-executivo Luiz Paulo Barreto. O ministro será candidato pelo PT ao governo do Rio Grande Sul. Hoje, durante a cerimônia, ele não quis confirmar Barreto como novo ministro, mas não desmentiu a informação e fez uma série de elogios ao secretário. "Luiz Paulo Barreto corresponde plenamente ao trabalho que estou fazendo no Ministério da Justiça", afirmou. "É um parceiro de três anos que nunca falhou. Se for ele, é uma boa escolha do presidente Lula." O vice-presidente José Alencar também participou do evento, representando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Cocaína

Durante seu discurso, Tarso revelou que o carregamento de 550 quilos de cocaína apreendido pela Polícia Federal na segunda-feira em Arujá (SP) seria distribuído nas regiões metropolitanas de São Paulo e Rio de Janeiro. Segundo o ministro, as granadas antitanque recolhidas com os três traficantes que estavam de posse da cocaína seriam utilizadas para enfrentar as Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) nas favelas do Rio. Fonte: Agência Estado

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PF de Alagoas para em protesto por ar-condicionado quebrado há oito meses

Os policiais federais de Alagoas realizam uma paralisação das atividades nesta quarta-feira (3) . Ao contrário das últimas greves, o motivo desta vez não foi reajuste salarial, mas sim o calor.

Segundo o Sinpofal (Sindicato dos Policiais Federais de Alagoas), o ar-condicionado central da sede da Polícia Federal no Estado, em Maceió, está quebrado há oito meses. De acordo com a superintendência, o prazo para conserto é 31 de março.

Em Maceió, segundo o Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), a temperatura máxima chegou a 32ºC durante o verão. Nesta quarta-feira, por exemplo, mesmo com o tempo nublado, a capital alagoana registrou média de 30ºC durante a manhã.

Por conta da paralisação, os serviços prestados à população foram suspensos, assim como a visita de parentes e advogados aos presos. “Não tínhamos outra opção. Estamos trabalhando num calor insuportável, em uma situação insalubre. Já encaminhamos vários ofícios e o problema nunca foi resolvido. Por conta do verão, a situação piorou. A categoria não aguenta mais”, explicou o presidente do Sinpofal, Jorge Venerando.

Venerando encaminhou um abaixo-assinado à administração da PF no dia 9 de setembro, ainda na gestão anterior. Diante da falta de solução imediata, a categoria propôs ao superintendente da PF em Alagoas, Amaro Ferreira, que a jornada de trabalho fosse reduzida de oito para seis horas, o que foi negado.

“Na última sexta-feira protocolamos um ofício no Ministério Público Federal para que seja firmado um termo de ajustamento de conduta e, assim, reduzir a jornada de trabalho”, disse.

No início da noite desta quarta-feira, a categoria vai se reunir em assembleia e existe a possibilidade de greve por tempo indeterminado. “O grau de insatisfação é muito alto. Estamos numa condição insalubre, querendo trabalhar, mas não é possível. A redução de carga era a melhor opção, até esse conserto. Esperamos que ele aceite essa proposta”, afirmou Venerando.

O agente Carlos Henrique conta que as reclamações de colegas sobre problemas de saúde por causa do calor são constantes. "Eu tive um dia que sair mais cedo porque não aguentei. Procurei o médico da PF, e ele disse que entendia a situação, mas não podia fazer nada. Tem uma colega que se afastou recentemente por problema de hipertensão", contou.

O jornalista Josenildo Torres, que costuma fazer coberturas na PF, afirma que o calor dentro do prédio estava realmente "insuportável" nos últimos dias. "Na última vez que fui fazer uma cobertura, de apreensão de drogas, vi o suor do delegado pingar no chão. Era muito quente. Imagino o desgaste de trabalhar ali, Fiquei menos de meia hora e sai me sentindo mal", garantiu.

Sem solução imediata

O superintendente Amaro Ferreira disse que a empresa responsável pela manutenção e conserto da central de ar-condicionado não conseguiu cumprir o prazo de reparar o dano até dezembro, como estava previsto. "A administração não tem mais o que fazer. Fizemos tudo que foi possível. A empresa fornecedora da peça deu férias coletivas aos seus funcionários, e o novo prazo para conserto é o final de março. Infelizmente a população que sofre com esse movimento, que considero ilegítimo", afirmou, acrescentando que o reparo nos dois aparelhos resfriadores danificados deve custar RS 200 mil.

Sobre a possibilidade de redução de carga horária, proposta pelo Sinpofal, Ferreira disse que ela só é possível com a redução proporcional dos salários. "Dei ainda outras duas soluções, que seria a flexibilização do horário de trabalho ou mudança de sala. Eles poderiam até trabalhar aqui, na minha sala. Mas até agora ninguém pediu formalmente nada disso. Estou aguardando", assegurou Ferreira.

O chefe de engenharia da PF, Getúlio Ferreira, informou que 24 aparelhos splits garantem o funcionamento de setores essenciais, como o de inteligência. "Já estamos com mais 19 comprados para atender todas as áreas vitais em um plano de contenção. Mas o conserto tem que ser feito pela empresa vencedora da licitação, por isso não podemos contratar outra", afirmou. Fonte: Notícias Uol, reportagem de Carlos Madeiro

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Jogador de futebol dá exemplo de "fairplay" em lance decisivo

O futebol iraniano ganhou destaque na última semana devido a um lance inusitado, no qual o jogador Amin Motavassel Zadeh, do Moghavemat Sepasi, deu um exemplo de bom-mocismo.

Em uma partida contra o Steel Azin, realizada na última quinta-feira (28), o jogador ficou com o gol livre para marcar. Isso porque o goleiro adversário, Majid Gholami, trombou com outro atleta e caiu. A bola, então, sobrou para o atacante, que dominou e chutou --para a lateral, com o objetivo de pedir atendimento médico ao goleiro.

Resultado final: 2 a 1 para o time adversário. Veja o lance a seguir. Fonte: Folha Online

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S.O.S. Norte Pioneiro, colabore

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Prefeitura e Sociedade Rural de Maringá discutem futuro do Parque de Exposições

Prefeitura e Sociedade Rural de Maringá discutem futuro do Parque de Exposições
Silvio Barros reúne-se nesta quarta com a direção da entidade para tratar da concessão da área onde se realiza a Expoingá e está instalada a sede da SRM. Área foi cedida em 1980

A reunião entre o prefeito Silvio Barros (PP) e a Sociedade Rural de Maringá (SRM), marcada para tratar da Expoingá na manhã desta quarta-feira (3), dará início às discussões sobre a concessão do Parque de Exposições Francisco Feio Ribeiro, que vence em 2013. A administração municipal, segundo uma fonte que pediu anonimato, trabalha com a possibilidade da retomada do imóvel, concedido à SRM nos anos 80.

A área do Parque, na esquina das avenidas Colombo e Guaiapó, possui 230 mil metros quadrados e abriga uma arena para shows de música e rodeios, com capacidade para 14 mil pessoas, dois pavilhões para exposições, nove salões destinados a festas, palestras e leilões, laboratório para análise de solo, currais e baias para 4 mil animais, além de amplo estacionamento.

Fontes ligadas à administração adiantam que uma das ideias, que pode ser apresentada ainda hoje, é a transferência do equipamento público para uma área fora da zona urbana – a atual área seria utilizada pela prefeitura para outra finalidade, ainda não definida.

Prefeito
Silvio Barros diz que além do congestionamento causado durante a Expoingá, ainda há questão ambiental. “Amanhã temos uma reunião com eles. Além da questão do trânsito, têm as fezes dos animais, que precisam ser transportadas para fora da cidade; são vários assuntos que precisam ser discutidos até 2013”, adianta.

A presidente da SRM, Maria Iraclézia de Araújo, diz que ainda não foi informada de o início das discussões a respeito da concessão. “A pauta de discussões para amanhã é para tratar apenas da Expoingá”, diz. Segundo Iraclézia, ainda não houve a discussão formal com a prefeitura sobre a renovação, ou não, do uso da área. “Oficialmente ainda não foi discutido nada disso”.

Histórico
Fundado nos anos 70, o parque foi repassado à SRM, em regime de comodato, pelo prefeito João Paulino Vieira Filho, por meio da lei 1.380/80. O contrato inicial tinha validade de 20 anos, sendo renovado nos anos 90.Fonte: O Diário, reportagem de Fábio Linjardi

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Zebrão fica com a presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ)

Eleição das comissões permanentes ocorreu em sessão especial, aberta às 14 horas. A primeira sessão ordinária de 2010 aconteceu em seguida

A Câmara de Maringá começou o ano legislativo, às 14 horas desta terça-feira (2), com uma sessão especial para a escolha das comissões permanentes. A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), considerada a mais importante delas, ficou com os vereadores Aparecido Regini, o Zebrão (PP); João Alves Correa, o Jonh (PMDB); e Evandro Júnior (PSDB). Na presidência da CCJ, Zebrão sucede Evandro, que ocupou o posto em 2009.

Na Comissão de Finanças e Orçamento (CFO), John permanece na presidência, auxiliado por Dr. Paulo Soni (PSB) e Wellington Andrade (PRP). Na Comissão de Polícias Gerais (CPG), Belino Bravin Filho (PP) assume a presidência e terá com ele os vereadores Dr. Sabóia (PMN) e Luiz do Postinho (PRP).

A sessão foi presidida pelo vereador Mário Hossokawa (PMDB) que, às 16 horas, comandou os trabalhos da primeira sessão ordinária da 14ª legislatura. O encontro teve a presença do líder do Executivo maringaense, Silvio Barros (PP).

No uso da palavra, o prefeito lembrou do caso Sanepar. Disse que a concessão de serviços depende da Lei de Saneamento e de debates com a população. Comentou ainda que a criação de uma lei metropolitana porque o serviço é para 20 anos. "Até lá teremos de buscar água do Rio Ivaí. Daí poderia haver parceria com cidades que vão no trecho, como Paiçandu e Floresta", disse.

Mandato
As comissões CCJ, CFO e CPG são formadas por um presidente, um vice-presidente e um membro. Os integrantes são eleitos para um mandato de um ano. Elas têm por finalidade apreciar previamente as matérias antes delas seram levadas a plenário. A composição das comissões é feita de comum acordo e, quando não há consenso, é realizada a eleição por maioria simples em votação nominal.

Diferente das outras três comissões, a Comissão de Direitos Humanos e Cidadania (CDHC), atualmente presidida por Luiz do Postinho, tem um mandato de dois anos. Assim, seus novos três integrantes serão eleitos em 2011.


No ano passado as comissões eram assim constituídas:

Comissão de Constituição e Justiça - CCJ
* Evandro Júnior - Presidente
* Zebrão - Vice-Presidente
* Luiz do Postinho

Comissão de Finanças e Orçamento - CFO
* John Alves Corrêa - Presidente
* Belino Bravin Filho - Vice-Presidente
* Dr. Paulo Soni

Comissão de Políticas Gerais - CPG
* Wellington Andrade - Presidente
* Flávio Vicente - Vice-Presidente
* Aparecido Domingos Regini - Zebrão

Comissão de Direitos Humanos e Cidadania - CDHC
* Luiz do Postinho - Presidente
* Dr. Sabóia - Vice-Presidente
* Evandro Júnior

Fonte: O Diário, reportagem de Luiz Fernando Cardoso

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Agentes penitenciários armaram rebelião na PCE

Dois agentes penitenciários foram presos acusados de tramar a rebelião da Penitenciária Central do Estado (PCE), em Piraquara, ocorrida nos dias 14 e 15 de janeiro. O motim resultou na morte de sete detentos, a última delas confirmada ontem pela polícia.

O chefe de segurança da unidade, e o subchefe, tiveram seus mandados de prisão temporária expedidos pela Justiça e cumpridos na manhã de ontem.

De acordo com investigações do Centro de Operações Policiais Especiais (Cope), os dois agentes misturaram presos de facções rivais nas mesmas galerias, o que teria incitado a rebelião. Cerca de 20 presos, considerados desafetos, foram remanejados para as galerias 8 e 10, por volta das 17h do dia 14.

Decapitado

“Essa situação foi agravada porque um dos presos remanejados Daniel Pereira da Silva -ainda foi escolhido para fazer a distribuição da refeição, o que foi considerado afronta para os presos que já estavam na galeria”, afirmou o delegado Francisco Caricati.

Três horas depois, começou a rebelião e Daniel foi decapitado. O delegado lembrou ainda que os presos dispunham de armas e teriam avisado aos agentes que haveria mortes caso misturassem presos de facções rivais.

Além dos agentes, nove detentos, suspeitos de participação na rebelião e nas mortes, tiveram mandados de prisão decretados. Todos irão responder por homicídio qualificado, lesões corporais graves e gravíssimas e dano ao patrimônio com violência à pessoa, além de suas penas.

Mortos

Na rebelião, morreram dentro da PCE: Alexandre Carlos Simões, 21 anos, Orlando Quartarolli, 24, Michel Pasa, 31, Daniel Pereira da Silva, 33, e Fernando Damásio. Carlos Alexandre Caetano, 29, morreu dias depois, no Hospital do Trabalhador. A última vítima foi José Carlos Ramos, 35, que morreu no Complexo Médico Penal.

Justiça endossa resultado

O promotor de justiça da 10.ª Vara Criminal, Pedro Carvalho Santos Assinger, afirmou que concedeu parecer favorável às prisões, baseado em indícios fortes de que a rebelião foi tramada e articulada pelo chefe e subchefe da segurança do presídio.

“Era claro que a atitude deles resultaria em danos, como confronto e mortes”, disse o promotor. Segundo a polícia, o que reforça essa ideia é que os mortos e os feridos haviam acabado de ser transferidos.

Logo que a rebelião foi deflagrada, os agentes penitenciários criticaram a decisão de retirar 20 policiais militares que trabalhavam na segurança interna da PCE. O vice-presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários do Paraná (Sindarspen), José Roberto das Neves, afirmou que foi essa remoção que facilitou a rebelião.

Transferido escapa do CT II

Um dos presos transferidos para o Centro de Triagem II, em Piraquara, por conta da rebelião na PCE, escapou com outro preso. A delegacia de Piraquara prendeu dez funcionários do CT II, por facilitar a fuga. O foragido removido por envolvimento no motim estava jurado de morte.

De acordo com a polícia, as fugas e as prisões ocorreram no domingo passado. A perícia constatou que os cadeados não foram estourados, nem celas foram danificadas para que os detentos fugissem, indicando que houve facilitação. O secretário da Segurança, Luiz Fernando Delazari, informou que os funcionários serão demitidos. Fonte: Paraná Online, reportagem de Marcelo Vellinho

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Sindicato diz que vê “resposta política”

Para o Sindicato dos Agentes Penitenciários do Paraná (Sin­darspen), a prisão dos dois agentes é uma “resposta política” da Secretaria de Estado da Segu­rança Pública à rebelião na Pe­­nitenciária Central do Estado (PCE). O vice-presidente do Sin­darspen, José Roberto Neves, afirmou ontem que a categoria está sendo feita de “bode expiatório” pelo governo do estado.

“A Secretaria acionou seus meios e focou sua investigação nos agentes, quando a principal causa para a rebelião foi a saída da Polícia Militar de lá”, diz. O sindicalista acredita que os dois agentes devem ser beneficiados com um habeas corpus. “Se eles fizeram a transferência dos presos de uma galeria para outra, o diretor da penitenciária sabia. E o chefe da segurança e os diretores das penitenciárias são indicados pelo governador.”

De acordo com Neves, a categoria vai pedir auxílio do Minis­tério Público e do Ministério da Justiça. “Nós, agentes, queremos mais que ninguém que o problema da PCE seja exposto. Por isso queremos uma investigação parcial. Quem tem o laudo estrutural da PCE? Por que o projeto de novas celas da PCE não saiu do papel? Por que não se fala que o próprio secretário de Justiça foi contra a saída dos policiais militares?”, pergunta. Fonte: Gazeta do Povo, reportagem de Guilherme Voitch

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Requião acusa Comando Vermelho

A existência de ramos de facções criminosas no Paraná costumava ser tratada pela Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp) como um problema distante. O posicionamento mais frequente era evitar se pronunciar sobre o assunto. Em 2006, o secretário Luíz Fernando Dela­zari chegou a afirmar que “não havia uma estrutura do Primeiro Comando da Capital (PCC) no Paraná”. De lá para cá, o assunto ficou esquecido.Agora, após a rebelião na Peni­tenciária Central do Estado (PCE), em Piraquara, o discurso volta-se contra agentes penitenciários que teriam misturado presos de facções criminosas rivais em uma mesma galeria.

Entre agentes, advogados, presos e familiares de detentos é comum ouvir a afirmação de que existem na PCE grupos ligados ao PCC e também ao Primeiro Co­­mando do Paraná (PCP). O governador Roberto Requião chegou a afirmar, ontem, na Assem­bleia Legislativa, que a rebelião teria ligação com o Comando Ver­melho. “O chefe de segurança de Piraquara e o subchefe, ao que tudo indica nos depoimentos feitos à polícia, estavam filiados ao Comando Verme­lho e provocaram a greve para tomar conta da penitenciária e abalar a estrutura do Paraná”. Já Dela­zari prefere não nomear facções. “O comportamento da secretaria é não dar publicidade a essas organizações criminosas porque é isso que eles querem”, afirma.

Desde 2001, quando aconteceu outra grande rebelião na PCE, o PCC é mencionado como presente em território paranaense. O motim teve participação direta com a facção criminosa sob a liderança de José Márcio Felício, o “Geleião”, um dos fundadores do PCC. Em outubro de 2006, o promotor Roberto Porto, do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado de São Paulo, declarou que “o Paraná é o braço direito do PCC de São Paulo. O estado abriga em seu sistema prisional líderes importantes da organização criminosa paulista.”

Dias depois, Delazari contestou a afirmação. “Nosso serviço de inteligência, que recebe informações todo dia, dá conta de que não há uma estrutura do PCC no Paraná”.
Fonte: Gazeta do Povo, reportagem de Jorge Olavo e Guilherme Voitch

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Governo admite facções e prende 2 agentes

Carceragem destruída na Penitenciária Central do Estado: rebelião terminou com sete presidiários mortos - Foto:Dalio Zippin

Dois funcionários da Penitenciária Central do Estado são presos. Segundo a polícia, eles teriam instigado rebelião que causou sete mortes

Dois agentes penitenciários foram presos ontem na região de Curitiba sob acusação de terem articulado a rebelião na Peni­tenciária Central do Estado (PCE), em Piraquara.

O motim, que ocorreu nos dias 14 e 15 de janeiro, terminou com sete mortes. Após anunciar as prisões, o governo do estado reconheceu oficialmente, pela primeira vez, a existência de organizações criminosas dentro das penitenciárias paranaenses.


O chefe da segurança do presídio, e o subchefe, foram responsabilizados pela rebelião. Segundo as investigações, eles teriam colocado presos de grupos rivais nas mesmas galerias, o que teria causado o motim.

As investigações foram conduzidas pelo Centro de Operações Policiais Especiais (Cope) e devem ser concluídas em dez dias. Ainda não está descartada a prisão de outros envolvidos com a rebelião. Na manhã de ontem, Nascimento se apresentou à polícia e Silva foi detido em sua casa, em Pinhais. Os dois estão presos preventivamente nas carceragens do Cope.

De acordo com os investigadores, os acusados teriam como objetivo forçar o retorno de 20 policiais militares. O reforço da PM foi retirado da guarda interna do presídio dias antes, por ordem da Secretaria de Estado da Segu­rança Pública (Sesp).

Contudo, para o governo do estado, a transferência dos policiais não foi fator contribuinte para a rebelião. O fator crucial teria sido a remoção de presos nas galerias da PCE. “Se os policiais estivessem lá e os presos fossem misturados, haveria rebelião da mesma forma. A rebelião seria muito maior”, afirma o secretário de Segurança, Luiz Fernando Dela­zari. “De forma irresponsável e criminosa, misturaram presos com o objetivo de criarem a rebelião. O que é mais estarrecedor: abandonaram três colegas de profissão para ficarem como reféns”, complementa.

O remanejamento de presos aconteceu três horas antes da rebelião e teria começado a ser articulado com três dias de antecedência, a partir da remoção dos policiais da PCE. Ao todo, cinco presos foram mortos durante o motim e outros dois morreram enquanto estavam no hospital. De acordo com De­­lazari, a retirada dos policiais da PCE aconteceu dentro de “um processo normal”, já que não haveria mais necessidade de eles continuarem na penitenciária. A Secre­taria de Estado da Justiça e da Cidadania (Seju), responsável pelos presídios, voltou a ser procurada pela reportagem, mas preferiu não se manifestar.

O posicionamento de Delazari foi reforçado ontem pelo juiz corregedor dos presídios Márcio Tokars e pelo promotor de Justiça Pedro Carvalho Santos Assinger, da 10.ª Vara Criminal. “Foi uma rebelião gravíssima. Pudemos perceber que foi uma conspiração com a participação dos agentes”, reforça Tokars. Para Assinger, a transferência de presos articulada por Nascimento e por Silva foi fator determinante da rebelião. “Eles tinham conhecimento de que haveria mortes caso misturassem detentos de galerias diferentes no mesmo espaço.”

Culpa

Para o advogado criminalista Dálio Zippin Filho, a prisão dos agentes penitenciários serve para desviar a responsabilidade da Sesp com relação à transferência dos policiais militares da PCE. “A responsabilidade é da Sesp por retirar abruptamente a polícia da PCE. Deveria admitir a culpa. É a própria secretaria procurando um bode expiatório para justificar os erros que aconteceram”, afirma o advogado, membro do Conselho Peniten­ciário da Seju e da Comissão de Direitos Humanos do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil. Zippin Filho acrescenta que foi a presença da PM na PCE que impediu que outras rebeliões na prisão acontecessem desde 2001.

Além dos chefes de segurança, nove presos da PCE também foram indiciados por terem participado da rebelião. Todos responderão por homicídio duplamente qualificado, lesões corporais gravíssimas e dano ao patrimônio público. Os detentos envolvidos são Isaac Biberg de Oliveira, Geraldo de Jesus, Rosemberg Cândido, Ageu Salles, Leandro Costa Nogueira, Agnaldo Silva de Jesus, Lucas Maiko Streisky, Lucas Ferreira da Costa e Jeferson Roberto Garcia.

Além dos dois agentes penitenciários, mais dez funcionários do Centro de Triagem II, em Piraquara, foram detidos no domingo passado. Eles são acusados de terem facilitado a fuga de dois detentos – um deles havia sido transferido da PCE, serviu de testemunha no inquérito do Cope e estava jurado de morte. Delazari, que não responde pelos presídios, disse à Agência Estadual de Notícias que “todos serão demitidos num processo bastante rápido e simplificado”. Fonte:Gazeta do Povo, reportagem de Jorge Olavo e Guilherme Voitch, colaborou Natália Cancian

Quem são
Saiba mais sobre o perfil dos agentes penitenciários paranaenses:

Quantos são?

2.388

Quanto ganham?

R$ 2.550,65. É a remuneração inicial para um agente, incluindo salário e gratificações.

Qual é a escolaridade exigida?

Os agentes penitenciários e de execução (técnicos administra­tivos, de enfermagem, contabili­dade e assistente administrativo) são cargos de nível médio.

Como está dividida a categoria?

Em cada um dos cargos existem três classes e 12 referências salariais. A promoção é a mudança, dentro de um mesmo cargo, de uma classe salarial (independente da referência), para a classe seguinte.

Onde são treinados?

Os agentes aprovados em concurso passam por treinamento de 120 horas, distribuídas em 8 horas diárias, na Escola Penitenciária do Paraná (Espen).

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terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Secretário Antidrogas dá aula a professores da rede pública

O secretário falou sobre prevenção às drogas e à violência em duas aulas transmitidas para 268 salas de aula em quatro Estados

O secretário Antidrogas Municipal, Fernando Francischini, fez nesta terça-feira (2) uma teleconferência para 16 mil professores da rede pública de ensino do Paraná, Rio Grande do Sul, de Santa Catarina e da Paraíba. O secretário falou sobre prevenção às drogas e à violência em duas aulas transmitidas para 268 salas de aula nos quatro Estados.

Na teleconferência, transmitida a partir do Instituto Tecnológico de Desenvolvimento Educacional, no Alto da XV, ele destacou a importância dos professores na prevenção ao uso de drogas a falou sobre o combate ao tráfego e outros temas. "É nosso dever buscar soluções preventivas ao mal causado pelas drogas. O conhecimento é nossa principal arma. A ideia é espalhar o conceito de prevenção, evitando que o jovem chegue a ter uma primeira experiência com estas substâncias nocivas. A maioria deles se envolve com drogas por falta de informação", disse Francischini.

O secretário também ressaltou a necessidade de levar as informações para a população de diversas localidades brasileiras. "Não adianta cuidar do problema apenas em Curitiba. Por isso, uma oportunidade como essa, que envolve outras regiões, é fundamental. Só assim poderemos tirar milhares de jovens do mundo das drogas e ajudar a diminuir os índices de violência".

Prevenção: o bate-papo com os professores seguiu o formato do Encontro de Prevenção às Drogas e à Violência, um dos programas de maior sucesso da Secretaria Antidrogas Municipal.

No ano passado, mais de 5 400 pessoas - entre moradores, líderes comunitários e estudantes - foram capacitadas em Curitiba, região metropolitana e cidades do interior do Paraná.

Com a realização dos encontros, diversos líderes municipais demonstraram interesse em implantar a ideia de Curitiba em suas regiões. Atualmente, dez municípios já contam com departamentos ou secretarias antidrogas. É o caso de Cornélio Procópio que irá implantar um projeto semelhante ao de Curitiba em 2010. Em Colombo e Fazenda Rio Grande, na região metropolitana, os departamentos antidrogas já estão em funcionamento.

A Rede de Colaboração Curitibana e Metropolitana também cresceu em 2009. Atualmente, mais de quatro mil pessoas são cadastradas no sistema da Secretaria Antidrogas e auxiliam na elaboração de denúncias sobre uso e tráfico de drogas, além de outros tipos de crimes. Em menos de dois anos de funcionamento do sistema, mais de 400 denúncias foram realizadas pela internet.

O "Bola Cheia", um dos principais programas da Secretaria, realizou 27.361 atendimentos a jovens e adolescentes em situação de risco nas nove regionais da Prefeitura. O número representa quase 11 mil atendimentos a mais em relação a 2008.

O programa, criado pelo prefeito Beto Richa, é realizado às sextas e sábados, das 21h à 1h da manhã, em escolas da rede municipal de ensino. A cada noite, aproximadamente 1200 jovens participam de atividades esportivas, recreativas e culturais.

Para Francischini, o sucesso do programa está no resgate da autoestima de milhares de jovens. "Muitos não tinham qualquer esperança de um futuro. No Bola Cheia, eles praticam a atividade que gostam, fazem novas amizades e ficam cada vez mais distantes do mundo das drogas e da violência".

Já as operações especiais e o projeto Cão Amigo auxiliaram na redução da violência e do consumo de drogas especialmente em festas de música eletrônica. Os cães farejadores e as câmeras de monitoramento também foram eficientes no projeto piloto para a Copa do Mundo de 2014 em Curitiba.

No mês de outubro, na partida entre Atlético e Grêmio, a Secretaria Antidrogas utilizou a estrutura do projeto para evitar atos de violência e uso de drogas dentro da Arena da Baixada. Na ocasião, três torcedores foram flagrados utilizando drogas no meio da torcida, sendo posteriormente encaminhados à polícia.Fonte:Bem Paraná

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Dois agentes penitenciários são presos acusados de incitar rebelião na PCE

Prisões são resultados das investigações comandadas pelo Cope. Sindicato afirmou que advogados estão analisando a situação

Dois agentes penitenciários acusados de incitar a rebelião na Penitenciária Central do Estado (PCE) foram presos na manhã desta terça-feira (2). As prisões são resultados das investigações do Centro de Operações Policiais Especiais (Cope) e foram anunciadas pelo secretário da Segurança Pública, Luiz Fernando Delazari, durante a abertura da Escola de Governo desta terça. A rebelião na PCE aconteceu nos dias 14 e 15 de janeiro e durou mais de 18 horas. O motim deixou seis presos mortos e sete feridos em Piraquara, na região metropolitana (RMC).

Estão presos o chefe da segurança da PCE, Celso Tadeu do Nascimento, e o subchefe da segurança, Carlos Carvalho da Silva. O primeiro foi detido no Centro de Curitiba e o segundo foi localizado em Pinhais, na RMC. Além disso, o Cope ainda cumpriu nove mandados de prisão contra detentos que estavam na penitenciária e que foram transferidos para outros presídios. A Secretaria Estadual da Segurança Pública (Sesp-PR) informou que os dois agentes e os nove presos vão responder por homicídio qualificado, lesões corporais graves e gravíssimas, além de dano ao patrimônio com violência à pessoa.

Mistura de facções
De acordo com Delazari, a rebelião só começou porque presos inimigos foram colocados em uma mesma galeria. O remanejamento teria sido planejado pelos agentes. As investigações do Cope apontaram que, por volta das 17h do dia 14 de janeiro, presos “desafetos” foram transferidos para as galerias 8 e 10. Além disso, um destes detentos teria sido escolhido para fazer a distribuição da comida. Nesta mesma noite, o motim foi iniciado.

Logo após a rebelião, o Sindicato dos Agentes Penitenciários do Paraná (Sindarspen) afirmou que o responsável pelo motim foi o governo do estado, que determinou a retirada de 20 policiais militares que trabalhavam na PCE, facilitando rebelião. O governador Roberto Requião (PMDB), também na manhã desta terça, durante a Escola de Governo, atacou os agentes e disse que eles forçaram a rebelião para pressionar o governo para conseguir o porte de arma e novas escalas de plantão. Segundo o relatório do Cope, houve uma “trama bem planejada pela chefia de segurança e alguns presos, tendo como premissa maior o retorno dos policiais militares ao estabelecimento prisional”.

Injustiça
De acordo com o vice-presidente do Sindarspen, José Roberto Neves, a decisão de prender dos agentes é injusta. “Foram prisões prematuras. O governo que apenas tirar a culpa das costas”, afirma Neves. “O chefe de segurança é um agente, mas também é um homem de confiança do governo. Ninguém transfere os presos sem que as autoridades maiores saibam disso”, completa o vice-presidente do sindicato.

Neves lembra que o Sindarspen havia alertado sobre a possibilidade de um motim e reclama que a investigação foi focada e não considerou outros aspectos ligados à rebelião como a retirada de PMs do local, o efetivo pequeno de agentes e a estrutura danificada da PCE. “A apuração foi ‘viciada’, pois só tinha o objetivo de culpar os agentes penitenciários”, defende.

Os advogados do Sindarspen já pediram o relaxamento da prisão dos agentes. Neves ainda disse que o sindicato vai solicitar o início de uma nova investigação ao Ministério Público. “Queremos uma apuração que considere todas as possibilidades”, disse.

Mais funcionários presos
A Secretaria da Segurança Pública (Sesp-PR) também anunciou que dez auxiliares de carceragem que trabalhavam no Centro de Triagem II foram presos por policiais da delegacia de Piraquara. Eles teriam facilitado a fuga de dois presos no último domingo (31). As investigações apontaram que as celas dos detentos não estavam danificadas e os cadeados não foram estourados. "Todos serão demitidos num processo bastante rápido e simplificado”, afirmou o secretário Luiz Fernando Delazari. A Sesp não divulgou o nome dos suspeitos detidos. Fonte: Gazeta do Povo, reportagem de Adriano Kotsan e Adriano Ribeiro

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Reportagem Paraná TV 1ª Edição - RPC TV - Secretário e a rebelião na PCE

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Dois agentes penitenciários são presos acusados de incitar rebelião na PCE

Prisões são resultados das investigações comandadas pelo Cope. Sindicato afirmou que advogados estão analisando a situação

Dois agentes penitenciários acusados de incitar a rebelião na Penitenciária Central do Estado (PCE) foram presos na manhã desta terça-feira (2). As prisões são resultados da conclusão das investigações do Centro de Operações Policiais Especiais (Cope) e foram anunciadas pelo secretário da Segurança Pública, Luiz Fernando Delazari, durante a abertura da Escola de Governo desta terça. A rebelião na PCE aconteceu nos dias 14 e 15 de janeiro e deixou seis presos mortos em Piraquara, na região metropolitana. O primeiro agente foi preso por volta das 6 horas e o segundo por volta do meio-dia.

“A causa da rebelião foi a mistura de presos de facções diferentes na mesma galeria”, disse Delazari. Foram emitidos mandados de prisão contra nove detentos que já estão presos na PCE, por serem, segundo Delazari, os autores das mortes que aconteceram na rebelião. “Eles foram indiciados por prática de homicídio, inclusive os agentes penitenciários”, definiu o secretário.

Logo após a rebelião, o Sindicato dos Agentes Penitenciários do Paraná (Sindarspen) afirmou que o responsável pelo motim foi o governo do estado, que determinou a retirada de policiais militares que trabalhavam na PCE, facilitando rebelião. O governador Roberto Requião (PMDB), também na manhã desta terça durante a Escola de Governo, atacou novamente os agentes e disse que eles forçaram a rebelião para pressionar o governo para conseguir o porte de arma e novas escalas de plantão.

De acordo com o secretário geral do Sindarspen, Ademildo Passos Correia, os advogados do sindicato já estão trabalhando no caso. “Não posso falar nada sobre isso porque não conversei com os agentes ainda”, explicou.

De acordo com a Sesp, outras informações sobre o caso serão dadas em entrevista coletiva, na tarde desta terça-feira (2), com o secretário da Segurança Pública, Luiz Fernando Delazari. A entrevista e os esclarecimentos serão prestados às 16 horas no 1.º Distrito Policial, na Rua André de Barros, no Centro de Curitiba.

Mais agentes presos

Delazari também anunciou que outros cinco agentes penitenciários foram presos em flagrante por facilitação de fuga. O caso teria ocorrido no Centro de Triagem II, onde um preso estava detido em uma cela com cadeado e na manhã seguinte havia conseguido escapar, pois o cadeado estava aberto. “Os agentes serão demitidos por justa causa”, afirmou o secretário. Não foram divulgados os nomes dos agentes presos. Fonte: Gazeta do Povo, reportagem de Adriano Kotsan

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Agente penitenciário é preso por envolvimento em rebelião

Um agente penitenciário foi preso na manhã desta terça-feira (2) acusado de participação da rebelião na Penitenciária Central do Estado (PCE), em Piraquara, região metropolitana de Curitiba.

A prisão, que foi anunciada hoje na Escola de Governo pelo secretário da Segurança Pública, Luiz Fernando Delazar, é resultado da conclusão das investigações do Centro de Operações Policiais Especiais (Cope).

Segundo Delazari, outro agente também teve mandado de prisão decretado, mas está foragido. Os nove acusados de serem os autores das mortes durante a rebelião da PCE, nos dias 14 e 15 de janeiro, já estão presos.

Ainda durante a Escola de Governo, o secretário afirmou que a rebelião foi causada pela mistura de presos de diferentes facções na mesma galeria. Delazari também confirmou que os acusados foram indiciados por prática de homicídio. Fonte:Paraná Online, reportagem de Paula Melech

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Pacotão de projetos atinge o funcionalismo

Deputados estaduais retomam os trabalhos tendo na pauta propostas que mexem na contribuição previdenciária dos servidores e que aumentam os salários dos policiais militares

A Assembleia Legislativa do Paraná retoma as atividades hoje, após um mês e meio de recesso parlamentar, com um pa­­cote de projetos polêmicos para votar. Parte deles atinge diretamente os servidores públicos do estado. Os deputados terão de discutir temas delicados como o aumento no desconto mensal da contribuição previdenciária do funcionalismo, a emenda que garante um ganho de 25% nos salários dos policiais militares e o veto a gratificações concedidas a servidores do Tribunal de Contas do Estado (TC).

O novo plano de custeio da Paranaprevidência, o fundo de pensão dos funcionários públicos, é a novidade deste ano. Atual­­mente, o índice de contribuição varia de 10% a 14%, dependendo da faixa salarial dos 263 mil servidores. O governo quer definir um porcentual único, que será de, no mínimo, 11%. Ou seja, haverá aumento da contribuição – ao menos para uma parcela significatica dos servidores (a maioria contribui hoje com 10%).

A mensagem, que será enviada nos próximos dias à Assembleia Legislativa, também pode tornar obrigatória a contribuição mensal de aposentados e pensionistas, suspensa desde o início do governo Requião, em 2003. A mudança ainda está em discussão.

De acordo com o governo, o atual plano previdenciário apresentou déficit nos últimos dois anos e precisa ser alterado. Em setembro de 2009, a instituição anunciou que poderia ter um rombo de R$ 245 milhões em até 30 anos.

Embora a justificativa do go­­verno seja equilibrar as contas da Paranaprevidência, o projeto vai enfrentar resistência dos servidores públicos, que pretendem pressionar os deputados a derrubar o projeto. “Somos contrários a essa medida e alertamos o governo que é preciso uma ampla negociação com o movimento sindical antes do envio do projeto à Assembleia”, diz a coordenadora do Fórum dos Servidores Estaduais e do Sindi­­saúde, Elaine Rodella.

Segundo a servidora, o fundo de previdência passou por mudanças e nomes diferentes – Fundão, IPE e Paranaprevidência. As modificações feitas em cada governo, afirma Elaine Rodella, pioram o modelo previdenciário. “A cada troca de sistema vemos erros burocráticos e financeiros que acontecem. E nós pagamos a conta.”

Os aliados do governo sabem que vão ter uma discussão desgastante pela frente. O líder do governo, Luiz Cláudio Romanelli (PMDB), reconhece que o projeto terá de ser amplamente debatido antes da votação. Embora diga estar seguro de que o novo plano de custeio da Paranaprevidência foi bem elaborado pela equipe técnica do fundo previdenciário, o deputado considera necessário promover audiências públicas e discussões com especialistas e técnicos para esclarecer o projeto.

Salários dos PMs

Não é só o novo plano de custeio que vai exigir articulação política do governo. Uma proposta de emenda constitucional (PEC), que agrega várias gratificações no salário dos policiais militares, aguarda votação na Casa desde o ano passado e deve entrar na pauta neste mês. De autoria dos próprios deputados, a PEC do Subsídio prevê um ganho adicional de 25% sobre os vencimentos da categoria – um custo que não está nos planos do governo.

Governo Requião
Pressa para aprovar o piso regional

O projeto que o governo do estado tem mais pressa em aprovar neste início de ano legislativo é o aumento do piso regional paranaense. O novo salário mínimo, pelo proposta, terá um reajuste entre 9,5% e 21,5% e passa a variar entre R$ 663 e R$ 765, dependendo da categoria profissional. O mínimo regional tem como data-base o mês de maio, mas o governo está estudando uma forma de antecipar o pagamento. E cobra urgência da Assembleia na aprovação da mensagem.

Algumas mudanças no texto do projeto estão sendo preparadas por oposicionistas. O líder da oposição, Élio Rusch (DEM), diz que vai apresentar uma emenda propondo que nenhum funcionário público estadual receba como salário básico um valor inferior ao mínimo regional.

Também está pronto para ser votado o veto do governador Roberto Requião ao projeto que liberava empresas jornalísticas para fazer telemarketing a cidadãos que se cadastraram na relação do Procon que lista quem não quer receber chamadas telefônicas desse tipo. Uma lei em vigor desde o ano passado proíbe o telemarketing para quem está na lista. Mas uma lei aprovada na Assembleia liberou as empresas jornalísticas dessa proibição. (KC) Fonte: Gazeta do Povo, reportagem de Kátia Chagas

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Agente penitenciário é preso acusado de incitar rebelião na PCE

Prisão é resultado das investigações comandadas pelo Cope. Outro agente está foragido

Um agente penitenciário acusado de incitar a rebelião na Penitenciária Central do Estado (PCE) foi preso na manhã desta terça-feira (2). A prisão é resultado da conclusão das investigações do Centro de Operações Policiais Especiais (Cope) e foi anunciada pelo secretário da Segurança Pública, Luiz Fernando Delazari, durante a abertura da Escola de Governo desta terça. A rebelião na PCE aconteceu nos dias 14 e 15 de janeiro e deixou seis presos mortos em Piraquara, na região metropolitana.

“A causa da rebelião foi a mistura de presos de facções diferentes na mesma galeria”, disse Delazari. O secretário explicou que outro agente penitenciário teve a prisão decretada, mas está foragido desde quinta-feira (28). Foram emitidos mandados de prisão contra nove detentos que já estão presos na PCE, por serem, segundo Delazari, os autores das mortes que aconteceram na rebelião. “Eles foram indiciados por prática de homicídio, inclusive os agentes penitenciários”,

Logo após a rebelião, o Sindicato dos Agentes Penitenciários do Paraná (Sindarspen) afirmou que o responsável pelo motim foi o governo do estado, que determinou a retirada de policiais militares que trabalhavam na PCE, facilitando rebelião. O governador Roberto Requião (PMDB), também na manhã desta terça durante a Escola de Governo, atacou novamente os agentes e disse que eles forçaram a rebelião para pressionar o governo para conseguir o porte de arma e novas escalas de plantão.

De acordo com o secretário geral do Sindarspen, Ademildo Passos Correia, os advogados do sindicato já estão trabalhando no caso. “Não posso falar nada sobre isso porque não conversei com os agentes ainda”, explicou. Ele afirmou que o outro agente que teve a prisão decretada está viajando e vai se apresentar depois no Cope.

De acordo com a Sesp, outras informações sobre o caso serão dadas em entrevista coletiva, na tarde desta terça-feira (2), com o secretário da Segurança Pública, Luiz Fernando Delazari. A entrevista e os esclarecimentos serão prestados às 16 horas no 1.º Distrito Policial, na Rua André de Barros, no Centro de Curitiba.

Mais agentes presos

Delazari também anunciou que outros cinco agentes penitenciários foram presos em flagrante por facilitação de fuga. O caso teria ocorrido no Centro de Triagem II, onde um preso estava detido em uma cela com cadeado e na manhã seguinte havia conseguido escapar, pois o cadeado estava aberto. “Os agentes serão demitidos por justa causa”, afirmou o secretário. Não foram divulgados os nomes dos agentes presos.

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Nelson Justus é Homenageado pela Comunidade Judaica

O presidente da Assembleia Legislativa do Paraná, deputado Nelson Justus (DEM) foi homenageado na noite dessa quarta-feira (27), durante a cerimônia do Dia Internacional de Comemoração em Memória das Vítimas do Holocausto. O evento aconteceu no Centro Israelita do Paraná e foi promovido pela Federação Israelita do Paraná, pela Kehilá e pela B’nai B’rith do Paraná, instituições que representam a comunidade judaica no Estado.

Justus foi o convidado de honra da cerimônia por ter sido autor da lei que instituiu no calendário oficial do Paraná “O Dia em Memória das Vítimas do Holocausto”. A lei foi aprovada em 2008, por unanimidade. “De geração em geração, presente aqui esta noite, nos chega uma história de determinação e luta, preservada pela memória. A lembrança do que foi bom nos ensina a repetir, instituir e perpetuar. A memória da dor nos educa para lembrar e evitar. Pois é de memória que se faz, também, uma lei”, disse ao agradecer a homenagem.

Manoel Knopfholz, presidente da Federação Israelita do Paraná, lembrou que a proposição do deputado Nelson Justus institucionalizou no Paraná um dia para reverenciar às vítimas do holocausto. “Um Estado que toma esta decisão mostra sua preocupação e reconhecimento com a dignidade humana.”

Em agradecimento a comunidade judaica presenteou o parlamentar com duas lembranças, uma gravura do artista judeu Aristides Brodeschi, que vive em Curitiba; e um menorá, candelabro usado na Chanuca, que significa a festa das luzes. Durante a homenagem, Moisés Jakobson, um dos sobreviventes do Holocausto que também mora no Paraná entregou a Nelson Justus uma vela com a estrela de David, simbolizando a vida.

A cerimônia reuniu aproximadamente 100 pessoas, entre elas o rabino Michael Leipzinger; o presidente da B’nai B’rith, Leon Knopfholz e o empresário Miguel Krieger.

MEMÓRIA - O Dia Internacional de Comemoração em Memória das Vítimas do Holocausto foi instituído pela Assembléia Geral das Nações Unidas (ONU), em 2005, em homenagem aos 6 milhões de judeus e às outras vítimas do extermínio nazista. Ela lembra o dia 27 de janeiro de 1945, quando o Exército Vermelho libertou Auschwitz-Birkenau, o maior campo de concentração e extermínio nazista. Fonte: Portal ALEP, reportagem de Adriana Ribeiro

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Jerusalém

Vista do Muro das Lamentações, Monte do Templo e, Monte das Oliveiras, em Jerusalém, a capital de Israel
2 Crônicas 6: 5-6
"Desde o dia em que tirei a meu povo da terra do Egito, não escolhi cidade alguma de todas as tribos de Israel, para edificar nela uma casa em que estivesse o meu nome; nem escolhi homem algum para ser líder do meu povo, Israel.
Porém escolhi a Jerusalém para que ali estivesse o meu nome; e escolhi a Davi, para que estivesse sobre o meu povo Israel."

Eclesiastes 1.1,12
"1 . Palavras do pregador, filho de Davi, rei em Jerusalém.
12.Eu, o pregador, fui rei sobre Israel em Jerusalém."
1 Reis 11.36
"E a seu filho darei uma tribo; para que Davi, meu servo, sempre tenha uma lâmpada diante de mim em Jerusalém, a cidade que escolhi para pôr ali o meu nome."

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Transporte, água e lixo são principais temas da Câmara de Vereadores em 2010

O ano legislativo começa nesta terça-feira com a escolha dos membros das comissões permanentes. Assuntos importantes, como os contratos com a TCCC e Sanepar, serão debatidos em 2010

As concessões dos serviços de saneamento básico e de transporte coletivo urbano tendem a ser os assuntos de maior importância nas discussões da Câmara de Maringá em 2010. O ano, que já promete ser agitado para os vereadores por conta das eleições de presidente, governadores, senadores e deputados – quem não for candidato, certamente se envolverá no apoio a outras candidaturas –, também será pautado pela definição sobre o futuro do fornecimento de água e tratamento de esgoto, coleta e destinação final do lixo e dos destinos do transporte coletivo.

A primeira sessão do ano, nesta terça-feira (2), já começa com uma polêmica interna: a definição dos membros que vão compor cada uma das três comissões permanentes da Casa, a partir das 14 horas. A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), pela qual devem passar todos os projetos de lei antes de serem submetidos em plenário, é a mais cobiçada.

Soma-se à lista de assuntos relevantes e igualmente polêmicos, as novas restrições à venda e ao consumo de bebidas alcoólicas – e em ano de Copa do Mundo •, – reforma do prédio do Legislativo e a implantação de uma emissora de TV a cabo para os assinantes acompanhar as sessões da Câmara ao vivo.

“É ano eleitoral. Acredito que os ânimos vão se acirrar e vai ter mais quebra-pau do que no ano passado”, diz o vereador Heine Macieira (PP), líder do prefeito na Casa. “Vamos ter que discutir a questão da água, do lixo e do transporte coletivo. Acho que 2010 será bem aproveitado, porque os vereadores novatos já tiveram um ano de aprendizado”, comenta.

Mais experientes
O presidente da Câmara, Mário Hossokawa (PMDB), tem a mesma opinião de Macieira. “Tivemos a renovação de oito cadeiras no ano passado. Agora, que já passou um ano e o pessoal sabe melhor o que pode propor de projeto, os novos vereadores estão com mais noção da coisa”, diz.

Humberto Henrique (PT) também prevê discussões acirradas entre os temas que envolvem as concessões de serviços públicos. “A definição da lei de saneamento e de transporte coletivo vão exigir debates com a sociedade. Precisamos de mais linhas de ônibus, resolver o problema do lixo e decidir sobre o futuro da água e esgoto”, diz.

Henrique lembra que a volta aos trabalhos no Legislativo tende a começar com pelo menos uma polêmica: o veto do prefeito Silvio Barros (PP) à lei que desonera a carga de tributos sobre os cartórios – ela foi aprovada após ser proposta por Wellington Andrade (PRP), a pedido de Evandro Júnior (PSDB), filho de dono de cartório. “Vamos ver qual será a reação dos vereadores. É o tipo de projeto que a gente critica, porque não contribui com a melhoria da qualidade de vida da população”, diz.

Flávio Vicente (PSDB) também prevê mais polêmica com o veto ao projeto de lei que beneficia os cartórios. “Essa questão do veto ainda vai dar o que falar”. Fonte: O Diário, reportagem de Fábio Linjardi

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Aifu apreende novo tipo de entorpecente em Maringá; droga é usada em raves

Uma operação desencadeada pela Ação Integrada de Fiscalização Urbana (AIFU), no final de semana, resultou na apreensão de um novo tipo de entorpecente que, segundo a polícia, estaria sendo consumido por jovens e frequentadores de festas raves. Derivado da Quetamina – um potente anestésico de uso humano e veterinário – o entorpecente foi encontrado com um arquivista, de 21 anos, que trabalha em um hospital de Maringá.

Antecipando-se a uma abordagem, o jovem tentou dispensar a droga, já transformada em pó, no cesto do banheiro de um bar localizado na Avenida Osires Guimarães, no Jardim Liberdade. Junto à droga, ele dispensou uma pequena balança eletrônica. Antes de ser levado à Delegacia de Polícia, o rapaz contou que havia furtado o anestésico – em líquido – do hospital onde trabalhava e usado o microondas para transformá-lo em pó.

Ainda de acordo com o rapaz, após inalado, injetado ou fumado com maconha, o pó produziria efeitos alucinógenos com duração de meia hora. No entanto, após dar entrada na delegacia o jovem mudou a versão e alegou ter adquirido o medicamento de um desconhecido. Ele foi indiciado em Termo Circunstanciado e liberado em seguida. Foi a primeira apreensão deste tipo de entorpecente em Maringá e região.Fonte: O Diário, reportagem de Roberto Silva

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Alerta aos pais: Combate ao tráfico de drogas


Thiago Samora e André Aguiar recebem no programa JP Online Entrevista o delegado do Denarc, Reinaldo Corrêa, que fala sobre as ações do governo de SP no combate ao tráfico de drogas. Assista à entrevista.

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segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Evangélico que matou médico que fazia abortos pode ser condenado a prisão perpétua

Scott Roeder, de 51 anos, se declarou inocente da acusação de assassinato, alegando que havia cometido homicídio para prevenir males maiores.

Ele baleou o médico George Tiller, um dos poucos que praticava abortos em estágios avançados da gravidez no Kansas, em uma igreja na cidade de Wichita, em 31 de maio de 2009.

Roeder pode pegar prisão perpétua com possibilidade de liberdade condicional somente após 25 anos. Ele deve receber a sentença no dia 9 de março.

Os juizes levaram apenas 37 minutos para declará-lo culpado de assassinato em primeiro grau.

Ele foi acusado ainda de agressão grave por ter apontado uma arma contra dois funcionários da igreja após balear Tiller.

Crime
Tiller praticava abortos após as 21 semanas de gravidez

Os advogados de Roeder esperavam que ele pudesse ser condenado por uma crime menor, de homicídio voluntário.

Mas o juiz Warren Wilbert decidiu que essa acusação não poderia ser considerada porque o aborto, inclusive em estágio avançado, é permitido por lei no Kansas.

O juiz descartou ainda a possibilidade de acusá-lo por assassinato de segundo grau, que não envolve premeditação.

Na quinta-feira, Roeder disse ao Tribunal em Wichita que fez o que achava que era “necessário para proteger as crianças”.

“Eu atirei nele”, disse Roeder. “Se eu não fizesse, os bebês morreriam no dia seguinte”.

O correspondente da BBC em Washington Adam Brookes disse que Tiller vinha sendo alvo de muitos ativistas contra o aborto por muitos anos porque praticava abortos, especialmente em estágios avançados.

A clínica do médico era uma das três nos EUA que praticavam o aborto nesse estágio, ou seja, depois de 21 semanas de gravidez.

A segurança do estabelecimento foi reforçada após um ataque a bomba em 1986. O médico já havia sobrevivido a um ataque contra sua vida em 1993.Fonte: BBC Brasil/ Gospel+

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Diretoria antidrogas contará com coleta de dados online

Com o sistema, a Secretaria de Assistência Social e Cidadania quer identificar o perfil dos dependentes químicos e desenvolver ações de combate às drogas

Nessa segunda-feira (1º), o diretor do Programa AntiDrogas da Secretaria de Assistência Social e Cidadania (Sasc), Manoel Costa, apresentou o sistema de coleta de dados online que será instalado ainda este ano em Maringá. A apresentação foi durante a primeira reunião do ano com as entidades integradas ao programa, responsáveis pelas informações do Relatório Circunstanciado sobre Ações de Prevenção e Tratamento ao uso de Drogas.

De acordo com Costa, a partir desse ano a atualização dos dados será feita todos os meses, diferentemente do que era feito até 2009, quando o relatório era atualizando anualmente. “Os relatórios mensais darão maior agilidade no direcionamento do trabalho de prevenção, tratamento e reinserção sócio profissional”, explica.

As informações serão repassadas pelas entidades participantes do programa (como comunidades terapêuticas, grupos de apoio, emergências psiquiátricas, Capsad, entre outras entidades), que receberão uma senha para cadastro no site e um prazo determinado para atualizar os dados. Até o próximo dia 26 de fevereiro, as entidades entregam o primeiro relatório mensal, que a princípio ainda será impresso.

“Será possível planejar as ações com base nos dados do último mês, uma vantagem importante para o desempenho do trabalho realizado pela diretoria, pelas entidades e também para a captação de recursos e inclusão em novos projetos”, conclui Manoel Costa.

Segundo a assessoria de comunicação do município, o modelo online também viabiliza o fundo municipal antidrogas. Atualmente, cerca de 250 dependentes químicos recebem tratamento em Maringá. Fonte: Jornal de Maringá, reportagem de Marcus Ayres

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Comissão Processante de Sarandi vai até Curitiba ouvir deputados

Nessa segunda-feira (1º), a Comissão Processante que investiga denúncia contra Milton Martini (PP) esteve em Curitiba para ouvir os deputados estaduais Stephanes Júnior (PMDB) e Luis Cláudio Romanelli (PMDB), testemunhas de defesa do prefeito

Na manha dessa segunda-feira (1º), a Comissão Processante da Câmara de Sarandi (região metropolitana de Maringá), que investiga denúncia contra o prefeito Milton Martini (PP), esteve na Assembleia Legislativa, em Curitiba. O grupo foi ouvir os deputados estaduais Stephanes Júnior (PMDB) e Luis Cláudio Romanelli (PMDB), indicados como testemunhas de defesa do prefeito.

A investigação da Comissão Processante busca apurar as suspeitas de que a administração municipal tenha comprado irregularmente bombas de veneno e herbicidas na loja agropecuária pertencente à esposa do então chefe de gabinete da prefeitura, Ailson Donizete de Carvalho.

De acordo com o relator da comissão, o vereador Aparecido Bianco (PT), Romanelli não quis prestar declarações, mas se comprometeu a depor no próximo dia 10 em Sarandi. “Dessa data não passa. Ouviremos as últimas testemunhas até o dia 10, com ou sem a presença do Romanelli. Não vamos esticar ainda mais esse prazo”, afirmou por telefone para o JM.

O grupo ainda reclamou da postura adotada pelo prefeito, que teria se recusado a ser intimado para acompanhar os depoimentos. Em entrevista a rádio CBN Maringá, o advogado da comissão processante, Avanilson Araújo, informou que, por causa das agendas dos deputados, houve modificação na data dos depoimentos das testemunhas de defesa. “Por isso que o prefeito teve que ser intimado de novo. Muito nos estranha a tentativa do prefeito mais uma vez tentar atrasar os trabalhos da comissão. Nós não vamos deixar que o prazo seja extrapolado”.

Sobre a reclamação, a assessoria de imprensa da prefeitura de Sarandi informou que não houve negativa por parte de Milton Martini em receber a intimação, mas, sim, que o portador da notificação foi orientado para entrar em contato com o procurador do prefeito e seu irmão, Celso Martini. “Não houve empecilhos aos trabalhos da comissão”, explicou o assessor por telefone.

Prazos

Após o dia 10, a defesa do prefeito terá cinco dias para apresentar suas alegações finais. Depois, a comissão terá outros cinco dias para entregar o relatório. “Nós acreditamos que até o dia 26 de fevereiro no máximo, a gente já tenha o relatório final entregue e as datas das sessões de julgamento do processo definidas”, afirmou o advogado da comissão processante, Avanilson Araújo, em entrevista para a rádio CBN Maringá.

A investigação da Comissão Processante busca apurar se o ex-chefe de gabinete, Ailson Donizete de Carvalho, fez a compra das bombas e herbicidas para o município na própria loja e sem licitação. Os parlamentares disseram ainda que outras denúncias, inclusive de corrupção, chegaram à Câmara, mas em todos os casos há dificuldade de acesso aos documentos.

Segundo o Ministério Público, a administração municipal está respondendo a 36 inquéritos que estão tramitando em segredo de justiça. Martini chegou a ser afastado do cargo, mas foi voltou ao posto. A Comissão Processante é presidida pelo vereador Luiz Carlos Aguiar (PPS) e tem Aparecido Bianco (PT) como relator e José Roberto Grava (PSC), como membro. O órgão tem até 10 de março para encerrar os trabalhos.

Depoimento do prefeito

No último dia 25, o prefeito de Sarandi, Milton Martini (PP), fez o seu depoimento à Comissão Processante da Câmara dos Vereadores, que foi instalada para investigar e julgar atos de sua administração. Durante o depoimento de três horas, Martini afirmou que nunca autorizou uma compra na empresa ligada ao ex-secretário. De acordo com Martini, a aquisição de dez bombas e 150 litros de herbicida foi feita sem licitação por causa do valor inferior a R$ 8 mil. Ele explicou que nesses casos, as secretarias teriam autonomia total pra fazer as compras.O prefeito ainda acrescentou que foram tomadas todas as providências necessárias para evitar prejuízo ao erário, exonerando o funcionário e devolvendo o dinheiro à prefeitura no dia 5 de novembro. Fonte: Jornal de Maringá, reportagem de Marcus Ayres

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Prefeitura de Sarandi lança concursos e testes com mais de 200 vagas

Inscrições ficam abertas até 19 de fevereiro e devem ser feitas pela internet ou na Agência do Trabalhador da cidade. A maioria das vagas é para profissionais de saúde

A Prefeitura de Sarandi, município vizinho de Maringá, lançou nesta segunda-feira (1º) quatro concursos públicos e onze testes seletivos para a contratação de mais de 200 profissionais. A maioria das vagas é para a área da saúde. As inscrições devem ser feitas até 19 de fevereiro, pelo site da Fundação de Apoio do Desenvolvimento da Universidade Estadual de Londrina (Fauel) ou na Agência do Trabalhador de Sarandi.

Os concursos oferecem vagas para a Prefeitura; para a Preserv - Caixa de Aposentadoria e Pensão dos Servidores Municipais de Sarandi; e para a autarquia Águas de Sarandi - Serviço Municipal de Saneamento Ambiental. Os dois primeiros não estabelecem o número de vagas para cada cargo, já que os aprovados formarão um cadastro de reserva. Já o último oferece 19 vagas, além de também formar cadastro de reserva.

Há ainda um concurso exclusivo para professores, que contratará 10 profissionais de magistério e formará cadastro de reserva para professores de educação infantil.

Nos demais concursos, há vagas para profissionais com variados níveis de escolaridade, como advogados, engenheiros civis, médicos, repecionistas, pedreiros e pintores. Os candidatos aprovados terão dois anos para serem chamados, prazo que pode ser renovado por mais dois anos. Os salários, bem como as taxas de inscrição, variam conforme o cargo disputado.

Paiçandu lança concursos em março
A Prefeitura de Paiçandu, cidade a cerca de 15 quilômetros de Maringá, deve lançar três concursos públicos no início de março. Serão contratados seis profissionais: um assistente social, um técnico em segurança do trabalho, um médico, um educador e dois professores.

Os concursos seriam abertos nesta segunda-feira (1º), mas erros no editais levaram ao adiamento do prazo. Para mais informações, clique aqui.

Testes seletivos
Os 11 testes seletivos vão contratar profissionais para atuar em programas de saúde e de assistência social. Para o Programa de Ações de Epidemiologia e Controle de Doenças, por exemplo, serão contratados 60 agentes de combate à dengue. Igual número de profissionais será contratado para trabalhar no Programa de Agentes Comunitários de Saúde.

Já o Programa de Centro de Atenção Psico-Social - CAPSII vai empregar 23 profissionais, como assistentes sociais, médicos psiquiatras e psicólogos, entre outros. Para conhecer as vagas oferecidas em cada teste, clique aqui e selecione o edital desejado.
Inscrições e provas

Tanto no caso dos concursos públicos quanto no dos testes seletivos, as incrições ficam abertas até as 15h do dia 19 de fevereiro. O candidato deve se inscrever pelo site da Fundação de Apoio do Desenvolvimento da Universidade Estadual de Londrina (Fauel) ou na Agência do Trabalhador de Sarandi, que fica na Rua Salvador Jordano, 548 – Centro. A agência funciona entre 8h e 11h e 13h e 17h.

Os boletos devem ser gerados e impressos até às 15h de 19 de fevereiro. O pagamento da taxa de inscrição deverá ser efetuado até o final desse dia, preferencialmente em casas lotéricas, mediante a apresentação do boleto. A taxa de inscrição varia conforme o cargo.

As provas acontecerão em data e local a serem divulgados em Edital. Os concursos e os testes terão provas objetivas e/ou, de acordo com a vaga disputada, prova de títulos ou prova prática. Fonte: Jornal de Maringá

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Definidas as primeiras cidades do Paraná que vão passar pelo Mutirão Carcerário

No Mutirão, promotores, juízes, advogados e servidores da Justiça irão atuar de forma conjunta em espaços integrados, de modo a agilizar o trâmite dos processos
O Mutirão Carcerário vai iniciar suas atividades no Paraná, dia 23, pelas comarcas de Curitiba, Londrina, Foz do Iguaçu e Ponta Grossa. As quatro cidades serão as primeiras a contar com o trabalho de revisão dos processos e inquéritos de presos condenados e definitivos promovido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) e Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR).

A definição dos primeiros polos foi feita nesta segunda-feira (1º), em reunião realizada na sede do TJ-PR. O encontro, que também contou com membros do Ministério Público do Paraná, da Ordem dos Advogados do Brasil – seção Paraná (OAB-PR) e do governo estadual, definiu procedimentos para o Mutirão, que será encerrado no dia 14 de maio “Queremos encerrar o mutirão coma revisão de todos os processos e com inspeções realizadas em delegacias e presídios”, diz o juiz auxiliar da presidência do CNJ e coordenador do Mutirão, Erivaldo Ribeiro.

No Mutirão, promotores, juízes, advogados e servidores da Justiça irão atuar de forma conjunta em espaços integrados, de modo a agilizar o trâmite dos processos. Fonte: Gazeta do Povo, reportagem de Guilherme Voitch

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Culto de ação de graça pelo aniversário do Pastor Robson Brito

Neste domingo (31) no templo central da Igreja Evangélica Assembleia de Deus de Maringá foi realizado um culto de ação de graça pela passagem do aniversário do Pastor Robson Brito, presidente da igreja.

Durante o culto o pastor Robson Brito recebeu várias homenagens, as quais em sua fala fez questão de frisar que as mesmas deveriam ser tributadas ao Senhor Jesus Cristo, Ele que lhe chamou para a importante missão de pastorear e que vem capacitando-o. Pastor Robson Brito também agradeceu a direção da igreja, o Conselho de Pastores, Conselho de Dirigentes, presbitério, a igreja e as autoridades pelas homenagens e ressaltou que a presenças dos mesmos naquele momento de celebração era o maior presente.

Estiveram presentes o pastor Ival Teodoro da Silva, presidente da CIEADEP – Convenção das Igrejas Evangélicas Assembléias de Deus no Estado do Paraná e presidente da Asssembleia de Deus de São José dos Pinhais; pastor Moisés Lacour, vice-presidente da CIEADEP – Convenção das Igrejas Evangélicas Assembléias de Deus no Estado do Paraná e presidente da Asssembleia de Deus de Piraquara, pastor Navarro, representando a 10ª Região Eclesiásticas da CIEADEP e presidente da Assembleia de Deus de Nova Esperança; pastor Moisés Ramos, presidente da Assembleia de Deus de Londrina e diversos outras pastores do estado do Paraná.

Diversas autoridades também prestigiaram a celebração a Deus pela vida e ministério do Pastor Robson Brito, entre elas o Prefeito de Maringá Silvio Barros II (PP) que se fez acompanhar de sua mãe Dona Bárbara; o Deputado Estadual Wilson Quinteiro (PSB) sua esposa Neandra e sua filha Sofia; o Deputado Estadual Dr. Batista (PMN) e seu assessor Aparecido.

Pastor Ival Teodoro da Silva, presidente da CIEADEP fazendo uso da palavra



Primeiro plano da direita para esquerda, Deputado Estadual Wilson Quinteiro (PSB) e sua esposa Neandra

Primeiro plano da esquerda para a direita, Sr. Aparecido, Deputado Estadual Dr. Batista (PMN), Prefeito de Maringá Silvio Barros II (PP) e sua mãe Dona Bárbara


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Americanos presos alegam que tentavam salvar 33 crianças do Haiti

Dez religiosos americanos que foram presos ao tentar retirar ilegalmente 33 crianças do Haiti negam a acusação de tráfico e alegam que estavam apenas "seguindo os princípios cristãos" e tentando salvar as jovens vítimas, afetadas pelo terremoto de 7 graus ocorrido no último dia 12.

Segundo a BBC, o grupo de dez americanos deverá comparecer a uma corte nesta segunda-feira em Porto Príncipe. Ontem, o secretário de Justiça do Haiti, Amarick Louis, disse que uma comissão decidiria hoje para determinar se os americanos seriam julgados.

Os detidos --que incluem membros da Igreja Batista de Meridian e Twin Falls (Idaho)-- dizem que queriam somente resgatar e auxiliar as crianças "abandonadas e traumatizadas".

"Em meio ao caos no Haiti neste momento, tentamos fazer a coisa certa", disse a porta-voz do grupo, Laura Silsby, na sede policial de Porto Príncipe, para onde os americanos detidos foram levados na sexta-feira (29), ao tentarem ir à República Dominicana com as crianças.

Silsby, 40, admitiu que eles não possuíam documentos haitianos para as crianças, cujos nomes estavam escritos em fitas pregadas nas camisetas. Com idades entre 2 meses e 12 anos, as crianças foram levadas a um orfanato do SOS Children, estabelecido pela Áustria. Segundo o porta-voz George Willeit, elas estavam "com muita fome e muita sede".

Um bebê de 2 meses estava desidratado e teve que ser hospitalizado, segundo ele.

"Uma menina de 8 anos gritava e dizia: 'Eu não sou órfã, eu ainda tenho meus pais'. Ela achava que ia para um acampamento de férias ou algo assim", afirmou Willeit

O SOS Children agora trabalha para devolver as crianças às suas famílias, em um esforço conjunto com o governo do Haiti, da ONU e do Comitê Internacional da Cruz Vermelha.

De acordo com Willeit, um membro do grupo de religiosos havia passado algum tempo em Porto Príncipe para ganhar a confiança da população, antes que as crianças fossem levadas.

Indignação

O primeiro-ministro do Haiti, Max Bellerive, disse neste domingo que estava "ultrajado" com a tentativa do grupo de traficar as crianças, em um país que tem um longo histórico de interferência estrangeira.

No entanto, supostamente muitos pais no Haiti --o país mais pobre da América, que está em uma situação ainda mais precária depois do tremor, que destruiu grande parte de sua infra-estrutura-- preferem que seus filhos sejam levados para onde possam "viver melhor".

"Alguns pais já deram suas crianças a estrangeiros", disse Adonis Helman, 44, à Associated Press. "Eu estou pensando qual deles escolherei para dar, provavelmente o meu mais novo".

As crianças representam 45% da população haitiana e estão entre os grupos mais vulneráveis dos sobreviventes do terremoto do último dia 12.

Embora não haja um número oficial, a ONG Save The Children estima que haja 1 milhão de crianças órfãs, desacompanhadas ou que perderam ao menos um dos pais no terremoto. Muitas delas agora vagam nas ruas de Porto Príncipe em busca de comida e de algum familiar.

Jean-Claude Legrand, assessor de proteção da infância do Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância), disse na semana passada que o tráfico de crianças já existia no Haiti antes do terremoto, com vínculos com redes internacionais de adoção ilegal.

Os traficantes, contudo, aproveitam tragédias como o terremoto para roubar crianças que ficaram órfãs ou cujos parentes ainda não foram encontrados.

Tragédia

O terremoto aconteceu às 16h53 do último dia 12 (19h53 no horário de Brasília) e teve epicentro a 15 quilômetros de Porto Príncipe, que ficou virtualmente devastada. O Palácio Nacional e a maioria dos prédios oficiais desabaram. O mesmo aconteceu na sede da Minustah, missão de paz da ONU, liderada militarmente pelo Brasil.

Ainda não há um dado preciso do total de mortos. O balanço das Nações Unidas divulgado nesta segunda-feira indica um total de 112.250 mortos e outros 194 mil feridos. Já o governo haitiano confirmou neste domingo que o número de mortos no país já atingiu 150 mil somente na região metropolitana de Porto Príncipe.

Entre os brasileiros, 21 morreram, sendo 18 militares e três civis --a brasileira Zilda Arns, fundadora da Pastoral da Criança, o chefe-adjunto civil da missão da ONU no Haiti, Luiz Carlos da Costa, e uma brasileira com dupla-cidadania europeia que não teve a identidade divulgada a pedido da família. Fonte: Folha Online com agências internacionais

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Governo divulga lista com nomes e salários dos servidores estaduais

Fórum sindical diz apoiar a iniciativa de Roberto Requião. No Porto de Paranaguá, publicação semelhante rendeu processo de R$ 3 milhões contra irmão do governador

O governo do Paraná divulgou nesta segunda-feira (1.º) a lista com nome, cargo e salário de todos os 162 mil funcionários públicos ativos. A listagem foi encaminhada na sexta-feira para o governador Roberto Requião (PMDB) para eventuais ajustes. A relação está disponível no portal do governo do estado no link “transparência”.

A nova listagem divulgada nesta segunda-feira (1) pelo governo traz o nome dos funcionários, cargo e salário em um arquivo, no formato PDF, organizado em ordem alfabética (clique aqui para ver). Pelo site, também é possível fazer a pesquisa por nome dos servidores e comissionados, mas no resultado da busca não aparecem as informações sobre remuneração.

A medida, que dá mais transparência aos gastos públicos, foi bem recebida pelos sindicatos dos servidores públicos. O coordenador do Fórum Sindical dos servidores do Paraná, Heitor Raymundo, disse que os funcionários públicos não se opõem à divulgação dos vencimentos, mas ao mesmo tempo reivindicam que a publicidade deveria se estender aos demais poderes. “Somos favoráveis à divulgação da listagem, até porque é um direito do cidadão, o direito à informação. Mas tem que ser uma medida geral, não pode ficar só no Executivo. Nós queremos saber também quanto ganham os funcionários do Tribunal de Justiça, da Assembleia Legislativa, do Tribunal de Contas”, afirmou.

A divulgação dos vencimentos de servidores públicos é um tema bastante polêmico em todo o país e já foi alvo de questionamentos em diferentes esferas do Judiciário. No Paraná, o ex-superintendente do Porto de Paranaguá Eduardo Requião resolveu publicar o nome e o salário dos cerca de 600 servidores, que, descontentes com a medida, entraram com ações judiciais pedindo indenização por danos morais. A 1.ª Vara do Trabalho de Paranaguá determinou a retirada da lista do ar e proibiu a divulgação nominal dos funcionários, liberando somente a publicação dos cargos, sua quantidade e respectivos salários. Na sentença, Eduardo Requião foi condenado a pagar indenizações que somam cerca de R$ 3 milhões. Ele recorreu da decisão.

Por outro lado, em junho de 2009 uma decisão liminar do Supremo Tribunal Federal (STF), instância máxima do Judiciário brasileiro, permitiu à prefeitura de São Paulo a publicação de nomes de funcionários em lista de salários. A administração paulistana publica em seu site nome, cargo, remuneração bruta mensal do servidor, local onde dá expediente e sua jornada de trabalho. Na decisão, o presidente do STF, ministro Gilmar Mendes, argumentou que a não divulgação representa “grave lesão à ordem pública”. É com base nesse entendimento que o governo do Paraná deve se precaver contra possíveis futuras ações. Fonte: Gazeta do Povo, reportagem de Karlos Kohlbach

Outras esferasVeja como outros órgãos públicos do estado divulgam na internet seus gastos com pessoal:

- Assembleia Legislativa – Apresenta o nome dos servidores, separando-os entre efetivos e comissionados.

- Prefeitura de Curitiba – Informa o nome, o cargo e o órgão no qual estão lotados os funcionários.

- Câmara de Curitiba – O nome dos servidores, cargo e lotação são publicados anualmente, no dia 31 de março, no Diário Oficial.

- Tribunal de Justiça – Divulga nome, lotação e cargo.

- Ministério Público – Traz nome, cargo, lotação e cidade, além dos subsídios e adicionais de cada nível funcional.

- Tribunal de Contas – Publica nome, cargo e lotação.
De acordo com o governo, as informações serão atualizadas mensalmente pela Secretaria da Administração.

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