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sábado, 20 de fevereiro de 2010

Israel no Haiti - a resposta desproporcional

Missão israelense no Haiti é a que mais atende feridos graves

O hospital de campanha montado pela equipe humanitária israelense no Haiti está sendo chamado pelas demais equipes internacionais de socorristas de "Hospital Rolls Royce", por conta do número e da qualidade de recursos disponíveis. A capacidade de atendimentos prevista para o hospital é de 500 pacientes por dia, mas é comum que esta quantidade seja ultrapassada, por conta do enorme número de pessoas feridas.

Desde o último dia 13 de janeiro, quando diversas missões internacionais começaram a se instalar na capital haitiana para prestar socorro às vítimas do terremoto que devastou o país, a base dos israelenses tem atendido aos casos mais urgentes. Com um longo histórico de missões humanitárias ao redor do mundo, os mais de 200 homens e mulheres israelenses conseguiram instalar em Porto Príncipe um centro com uma farmácia completa; uma ala pediátrica; um departamento de radiologia de alta tecnologia; uma Unidade de Terapia Intensiva completa, e ainda uma sala de emergência; duas salas de cirurgia; uma maternidade e um departamento de medicina interna.

Mais da metade do contingente de Israel no Haiti é composto de militares especializados em busca e resgate sobre ruínas e identificação de corpos. O restante da missão possui 40 médicos, 44 enfermeiras e 20 paramédicos, todos pertencentes à Magen David Adom, organização equivalente à Cruz Vermelha de Israel. Por ser o mais equipado, o hospital de campanha israelense tem recebido os casos mais graves, cujas demais unidades internacionais não têm capacidade de atender. Um destes casos foi o de uma mulher grávida ferida num desabamento e em avançado trabalho de parto. O menino foi batizada de "Israel", em homenagem aos paramédicos. A equipe da rede ABC filmou o procedimento.
Uma mulher haitiana grávida de oito meses chegou ao hospital de campanha das Forças de Defesa de Israel no país. Ela deu à luz um menino saudável, que recebeu o nome de Israel

Israel tem uma ampla experiência na atuação em eventos desta natureza, como demonstram os exemplos abaixo:

Terremoto na Armênia (dezembro de 1988) – as equipes de resgate operaram durante 12 dias auxiliando a salvar as pessoas presas nas ruínas;

Terremoto no México (setembro de 1985) – as equipes de resgate operaram durante 16 dias, salvando 55 pessoas das ruínas;

Terremoto na Grécia em 1999 – as equipes de resgate auxiliaram a resgatar diversos sobreviventes;

Ajuda às vítimas de um terremoto na Turquia em 1999 – Foram enviadas duas equipes de resgate e construído um hospital de campanha. A delegação resgatou 12 sobreviventes e 140 vítimas. O hospital atendeu 1.200 pacientes, efetuou 40 cirurgias e a equipe ajudou 15 mães a dar à luz;

Após a explosão de um carro bomba perto da Embaixada Americana do Quênia, em 1998, a equipe de resgate trabalhou para localizar e resgatar 96 vítimas. Esta equipe foi a primeira a chegar ao local do atentado;

Ajuda às vítimas de uma explosão de um carro bomba no Sinai Hilton Hotel em 2004, a equipe de resgate de Israel chegou à cena da explosão e ajudou a resgatar diversas pessoas presas nas ruínas do hotel;

Atentado à AMIA (comunidade judaica) de Buenos Aires, Argentina, em junho de 1994. As equipes trabalharam durante nove dias para resgatar os feridos, dentre eles, 81 mortos.

Matérias publicadas pela imprensa brasileira e internacional sobre a atuação de Israel no Haiti:

Veja um vídeo da CNN sobre a atuação de Israel no Haiti: acesse aqui.
Veja a reportagem especial “Israel envia equipes de salvamento para o Haiti” feita pela correspondente da GloboNews em Tel-Aviv, Daniela Kresch:acesse aqui.
Veja a reportagem exibida no programa "Fantástico", da Rede Globo, com imagens do salvamento de uma pessoa pela equipe israelense no Haiti:acesse aqui.
Veja o vídeo com a chegada e montagem do hospital de campanha de Israel no Haiti: acesse aqui. O jornal O Globo destacou, em sua capa, uma criança haitiana sendo atendida por médicos israelenses. Acesse aqui.

Israel: resposta desproporcional

Muitos líderes e países do mundo acusam Israel de responder desproporcionalmente às agressões do Hezbollah no Líbano e do Hamas em Gaza. Entretanto, é tempo que a mídia internacional fale de outra resposta desproporcional de Israel. O terrível terremoto que devastou o Haiti tem gerado respostas de muitas nações. Os Estados Unidos mandaram suprimentos e pessoal. A Inglaterra mandou 64 bombeiros e 8 voluntários. A França mandou tropas para ajudar na “procura e salvamento”. Muitos países mandaram dinheiro. Já o mundo muçulmano e árabe mandou... nada! Israel, uma nação de 7,6 milhões de pessoas mandou um time de 220 pessoas que inclui pessoal médico e um hospital no Haiti, que tratará de 500 pessoas por dia, com um grupo de “procura e salvamento” especializado e suprimentos médicos. Isto foi feito da mesma maneira como agiu em outros terremotos, como em Gujarat na Índia, em 2001, e na Turquia. Israel tem sido dos mais generosos em auxílio e assistência. A Turquia parece ter esquecido isso, e está se aconchegando ao Irã. O juiz Goldstone, que apresentou um trabalho condenando Israel na operação contra o Hamas em Gaza, onde está você agora? A ocupação favorita da ONU parece ser demonizar Israel. Resoluções condenando Israel continuam sendo feitas, enquanto Sudão, China, Rússia e outros continuam com seus crimes contra as minorias. Penso que já é tempo para o mundo saber da resposta desproporcional de Israel (David Roizenblit, de Israel - tradução: Jayme Gudel - Extraído de http://www.jornalalef.com.br/ - http://www.beth-shalom.com.br). Colaboração: Embaixada de Israel no Brasil, Victor Grinbaum e Sergio Rosenboim

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Justiça também barra greve dos guardas municipais

O Município entrou com o pedido de liminar contra o movimento, alegando que a paralisação colocaria em risco a população curitibana

A greve dos guardas municipais, marcada para iniciar na segunda-feira (22) foi barrada pela Justiça no final da tarde desta sexta-feira (19). A decisão é similar ao texto que também impede a paralisação dos policiais civis do Paraná, que estavam prontos para iniciar a greve neste sábado (20).

O Município entrou com o pedido de liminar contra o movimento, alegando que a paralisação colocaria em risco a população curitibana. Em seu despacho, o juiz Roger Vinicius Pires de Camargo Oliveira, da 3ª Vara da Fazenda Pública, considerou o serviço essencial e determinou a manutenção integral das atividades de todos os guardas municipais.

Em caso de descumprimento, o juiz estipulou multa diária de R$ 10 mil ao Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Curitiba (Sismuc) e autorizou o desconto de salários e vantagens funcionais relativos aos dias em que houver paralisação.

A categoria, que estava em negociação com a Prefeitura há um mês, exige a garantia de R$ 1,3 mil de salário-base, além da gratificação. A Prefeitura garante os R$ 1,3 mil até o ano que vem.

A proposta do Município antecipa em um ano e oito meses o prazo previsto para atingir esta remuneração, que é dezembro de 2012. Para chegar a este valor, foi oferecido um ganho real de 6%, somado a uma reposição salarial, em abril de 2010, na data-base dos servidores, e o porcentual restante em abril de 2011.

Greve vai acontecer - Mesmo assim com a decisão judicial, o Sismuc afirmou no início da noite que a paralisação está mantida e apenas 30% do efetivo vai trabalhar na segunda-feira. As manifestações també, vão acontecer. O Sindicato garantiu que vai tentar cassar a liminar ainda no final de semana, mas, caso seja necessário, vai pagar a multa imposta. Fonte: Bem Paraná

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sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

PSDB nacional ainda busca consenso no Estado

A cúpula nacional do PSDB retomou os esforços para tentar impedir uma cisão dos tucanos paranaenses nas eleições deste ano. Ontem, o presidente nacional do PSDB, Sérgio Guerra, voltou a conversar com o presidente estadual do partido, Valdir Rossoni, o prefeito de Curitiba, Beto Richa, e o senador Alvaro Dias.

O prefeito e o senador disputam a indicação do partido para ser o candidato a governador. Rossoni está ao lado de Beto e Guerra busca uma saída negociada. O esforço é para chegar a um entendimento entre Alvaro e o grupo do prefeito antes da próxima segunda-feira, 22.

Nesta data, já está convocada uma reunião do diretório estadual, em Curitiba, para formalizar uma pré-indicação do candidato do partido. Nos plano da direção estadual, com ou sem entendimento, o prefeito de Curitiba será lançado como pré-candidato ao governo.

Dos 45 integrantes do diretório estadual, o diretório calcula que teria o apoio de ampla maioria. A indicação será feita independente de ter acordo ou não entre os dois postulantes.

Sem revelar detalhes, alguns tucanos ouvidos por O Estado contaram que Guerra teria obtido alguns progressos na sua missão de pacificar o PSDB do Paraná. As negociações também passam pelo governador de São Paulo, José Serra.

Na semana passada, o prefeito de Curitiba se reuniu com Serra, provocando a impressão de que a decisão final sobre o candidato seria do pré-candidato do PSDB à presidência da República.

Desde a véspera dos feriados de Carnaval, nem Rossoni, nem Alvaro ou o prefeito de Curitiba se manifestaram sobre o impasse, que começou em 18 de janeiro, quando o diretório se reuniu e sinalizou que aprovaria o nome de Beto como candidato.

O pré-lançamento foi marcado para dia 8 de fevereiro. Alvaro reagiu e o encontro foi cancelado e remarcado para o dia 10. Mas na véspera, Guerra pediu um tempo e o diretório volta a se reunir no dia 22, em caráter “irrevogável”, segundo o edital de convocação da reunião.

A ala pró-candidatura de Beto sustenta que seu desempenho nas pesquisas de intenções de votos e a aprovação popular de sua administração fazem dele o melhor nome do partido para concorrer em 2010.

Já o senador Alvaro Dias argumenta que somente ele poderia convencer o senador Osmar Dias (PDT) a abandonar a aliança com o PT no Paraná e o palanque da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, à sucessão presidencial. Se fosse candidato, Alvaro diz que traria Osmar de volta para o lado tucano, fragilizando os adversários nacionais e estaduais do PSDB. Fonte: Paraná Online, reportagem de Elizabete Castro

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Juiz Nega Liminar Pretendida por Alvaristas e Garante Realização da Reunião do Diretório Estadual do PSDB

Nesta sexta-feira (dia 19), o juiz da 21ª Vara Cível de Curitiba, Rogério de Assis, negou o pedido de liminar que pretendia suspender a reunião do diretório estadual do PSDB, na próxima segunda-feira (dia 22).

A reunião deverá oficializar o nome do pré-candidato do partido ao governo do estado. O prefeito de Curitiba Beto Richa é o principal postulante a vaga.

Em seu despacho, o juiz Assis entende que a decisão é interna e depois terá que ser referendada pela convenção partidária, em junho.

“A intervenção do judiciário nesta reunião seria uma afronta à autonomia partidária e à própria democracia”, escreveu o magistrado.

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Deputado Valdir Rossoni Confirma Reunião do Diretório Estadual do PSDB na Segunda-Feira

O diretório estadual do PSDB se reúne na próxima segunda-feira (dia 22), às 10 horas, no Hotel Bourbon, em Curitiba, para oficializar o nome do pré-candidato do partido ao governo do estado.
“Vamos indicar o candidato, que terá o apoio total do diretório estadual na convenção de junho. Todos os tucanos estão convidados a comparecer na segunda”, afirmou o deputado Valdir Rossoni, presidente do PSDB no Paraná.

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Almirante conta detalhes da ação para localizar estrangeiros

Comandante do Primeiro Distrito Naval, no Rio de Janeiro, o Almirante Gilberto Max Roffé conta os detalhes do processo de resgate dos 64 estudantes e tripulantes do veleiro canadense que naufragou a cerca de 500 kms do litoral brasileiro. Fonte: UOL Notícias, reportagem de André Naddeo

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TJ paga salário de até R$ 100 mil

Folha salarial do Judiciário do Paraná tem 200 servidores que ganham acima do teto. Copeiro recebe até R$ 8,5 mil

O Tribunal de Justiça do Paraná (TJ) paga remunerações de até R$ 100 mil a seus servidores. O escrivão cível que recebeu os vencimentos nesse valor, em dezembro do ano passado, é apenas um dos cerca de 200 servidores do Judiciário Estadual que têm vencimentos, entre salários e bonificações, que superam o teto constitucional do funcionalismo público – atualmente fixado em R$ 26.723,13, valor mensal recebido pelos ministros do Supremo Tribunal Federal (TJ). Além disso, o TJ paga para alguns servidores valores muito acima dos de mercado. Um copeiro do tribunal, por exemplo, chega a receber R$ 8.499,51 mensais.

A relação dos benefícios salariais pagos pelo Tribunal de Justiça foi revelada após o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) ter obrigado o TJ a publicar a sua estrutura salarial – o que foi feito na semana passada, na página na internet do Judiciário do estado.

Segundo a Constituição Federal, os salários dos desembargadores dos tribunais estaduais podem chegar no máximo 90,25% do valor recebido pelos ministros do STF. Ou seja, R$ 24.117,62 mensais. Embora o valor recebido como salário base dos desembargadores paranaenses não ultrapasse o teto – eles ganham R$ 23,216,81 –, 23 deles recebem “vantagens eventuais” no valor de R$ 10.059,84. Isso faz com que suas remunerações ultrapassem o teto constitucional.

Outros 13 desembargadores, 90 juízes e 8 assessores jurídicos também ganharam remunerações acima do teto, devido ao recebimento das chamadas “vantagens adicionais”.

Já um oficial de Justiça segundo o portal do TJ, tem remuneração base acima do teto constitucional – R$ 42.950,22 – que, somada a adicionais chega a R$ 62.378,82. Não há indicativo, no site, de que esse servidor tenha parte de sua remuneração retida, como ocorre em alguns casos para que o limite estabelecido pela Constituição não seja ultrapassado.

O TJ foi procurado para explicar as informações contidas no seu portal na internet. A reportagem pediu que fossem explicados os motivos da existência de salários acima do teto constitucional. Foi questionado também o que significam os itens “vantagens pessoais” e “vantagens eventuais”, que fazem com que salários de diversos magistrados fiquem acima do limite. Até o fechamento da edição, o TJ não havia respondido aos questionamentos.

O presidente da Associação dos Magistrados Paraná, Gil Guerra, afirmou, entretanto, que “vantagens pessoais” são recebidas por servidores em razão de tempo de serviço. Já as “vantagens eventuais”, disse ele, referem-se geralmente a remunerações recebidas por servidores que trabalham em áreas de risco, como a criminal.

Sobre as remunerações muito acima da média de mercado, Guerra disse que a situação ocorre porque há servidores mais antigos que tiveram incorporados a seus salários benefícios de legislações do período anterior à Constituição de 1988. “Mas, independentemente de o valor da remuneração ser R$ 40 mil ou R$ 50 mil, não significa que seja pago. O teto constitucional é respeitado”, afirmou Guerra. Segundo ele, parte dos servidores são aposentados. Fonte: Gazeta do Povo, reportagem de Rhodrigo Deda e Fernando Martins

Serviço:

A folha de pagamento do TJ pode ser acessada no site.

Justiça gaúcha paga menos que a paranaenseNa comparação com os salários pagos pelo TJ do Rio Grande do Sul, a remuneração recebida por algumas categorias profissionais do Judiciário paranaense ultrapassa em até 70% os valores pagos aos gaúchos. Contando-se adicionais e gratificações, o TJ do Paraná paga, em determinados casos, quantias até 570% maiores.

Uma das principais discrepâncias entre os dois tribunais ocorre na função de agente de serviços gerais. No TJ gaúcho, o máximo que um servidor dessa categoria pode receber é R$ 1.449,07. Já no Paraná, o mesmo cargo tem vencimento básico estipulado em R$ 2.467,64 – valor 70% maior. Se for considerado o agente de serviços gerais paranaense que ganha o maior salário – R$ 8.415,22 –, a quantia recebida por ele supera em 480% a remuneração básica paga no Rio Grande do Sul.

Já na função de telefonista, que no Judiciário gaúcho tem como salário limite R$ 1.897,76, a diferença fica em 43% – no Paraná, o vencimento básico da categoria é de R$ 2.724,52. Essa porcentagem cresce e chega a 570% se for comparada com o valor de R$ 12.720,18 recebido pelo telefonista com o salário mais alto do TJ do Paraná. (ELG)

RemuneraçãoDivulgação dos dados foi imposta

Euclides Lucas Garcia

A divulgação na internet de informações referentes à administração e execução orçamentária e financeira dos Tribunais de Justiça (TJs) de todo o país só saiu do papel por determinação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) – órgão externo de controle do Judiciário.

No início do ano, o CNJ publicou no Diário Oficial da União a Resolução 102, que obrigou os TJs a cumprirem a medida a partir de fevereiro. A intenção do conselho é “contribuir para o controle social dos gastos públicos do Judiciário”, sobretudo com a implantação do link denominado “Transparência” no site de cada instituição, apresentando as despesas efetuadas ao longo do ano.

A primeira das medidas, que deveria ser cumprida pelos tribunais até 5 de fevereiro, determinava a divulgação das despesas com recursos humanos e remuneração, a estrutura salarial do quadro efetivo e comissionado e as diárias e os subsídios pagos aos membros do Judiciário. Até 31 de março, também será necessário publicar na internet os demonstrativos orçamentários referentes a 2007, 2008 e 2009. Além disso, até o 20º dia de cada mês, a partir de abril deste ano, os TJs terão de atualizar em seus sites os gastos efetuados no mês imediatamente anterior.

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TSE pode tirar vaga do Paraná na Câmara

Resolução do TSE prevê ainda o corte de uma cadeira na Assembleia paranaense. Medida altera a composição de 15 bancadas com base na população dos estados

Nas eleições deste ano, o Paraná será um dos estados que vai perder uma cadeira na Câmara Federal – caindo de 30 para 29 – e terá uma vaga a menos na Assembleia Legis­­­lativa, ficando com 53 deputados estaduais. O novo cálculo faz parte de uma resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que define o número de vagas de deputados federais na Câmara dos Deputados e de integrantes das assembleias legislativas, com base na população dos estados.

A minuta da resolução foi publicada na quarta-feira, no site do TSE, e se for aprovado pelo plenário da corte, provocará mudanças na maioria dos estados com aumento ou diminuição de vagas. O número de deputados federais permanecerá o mesmo, com 513 parlamentares. O que muda é a quantidade de representantes de cada estado.

Além do Paraná, os estados do Rio Grande do Sul, Maranhão, Goiás, Pernambuco e Piauí perdem uma cadeira na Câmara Federal. Pelo texto da minuta, o Rio de Janeiro e a Paraíba serão os mais prejudicados e perdem duas vagas de deputados federais cada um na próxima legislatura.

Em contrapartida, alguns estados terão maior número de representantes. O Pará é o estado que mais ganha em vagas, sobe de 17 para 20 deputados federais a partir de 2011. Minas Gerais vem em se­­­guida, com aumento de duas cadeiras em sua bancada. Já Amazonas, Rio Grande do Norte, Ceará, Bahia e Santa Catarina ganham um deputado cada um.

Permanecem inalteradas as representações de São Paulo, Es­­­pírito Santo, Alagoas, Mato Gros­­­so, Mato Grosso do Sul, Distrito Fede­­­ral, Sergipe, Ron­­dônia, Tocantins, Acre, Amapá e Roraima.

São Paulo continua a ser o esta­­­do com o maior número de deputados federais (70), permanecendo em oito o número de deputados nos estados com menor população.

As alterações no número de deputados federais por estado cumprem a Constituição Federal (arti­­­go 45, parágrafo 1.º) e a Lei Complementar 78/93, que disciplinam que a quantidade de deputados federais deve ser proporcional à população dos estados e do Distrito Federal.

A Constituição determina ainda que se façam os ajustes necessários, no ano anterior às eleições, para que nenhum estado tenha menos de oito ou mais de setenta deputados federais.

Baseado na lei, a Assembleia Legislativa do Amazonas solicitou ao TSE a redefinição do número de deputados federais nas eleições deste ano. O pedido foi acatado e o TSE tomou como base a estimativa populacional do Instituto Brasilei­­­ro de Geografia e Estatística (IBGE), atualizada em 1.º de julho de 2009.

A última mudança na representação de um estado na Câmara dos Deputados ocorreu em 1994, com o aumento da bancada de São Paulo para 70 parlamentares.

O relator das instruções das Elei­­­ções 2010, o ministro Arnaldo Versiani disse que antes de apresentar as minutas de resolução ao plenário do TSE, vai debater os textos com representantes dos partidos políticos, Ministério Público, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e demais interessados no assunto.

A audiência foi autorizada no dia 11 de março no plenário do TSE. Pelo calendário eleitoral, to­­­­das as resoluções das Eleições 2010 devem estar aprovadas pelo plenário do Tribunal até 5 de março.

A alteração do número de cadei­­­­ras da Câmara Federal provoca efeito cascata nas assembleias le­­­­gislativas e na Câmara Legislativa do Distrito Federal, onde o número de cadeiras é definido a partir do número de deputados federais. Estados com até 12 deputados federais podem ter o triplo de deputados estaduais. Acima desse número, cada deputado federal equivale a um estadual. Fonte: Gazeta do Povo, reportagem de Kátia Chagas

Bancada federal vai tentar barrar cortesA bancada federal do Paraná vai se reunir para estudar as medidas que podem ser adotadas para impedir que o estado perca um representante na Câmara dos Deputados. O grupo também promete trabalhar para barrar o corte na As­­sem­­bleia Legislativa. O coordenador da bancada em Brasília, Alex Canziani (PTB), disse que os parlamentares foram pegos de surpresa com a resolução do TSE, que pretende fixar as regras que podem entrar em vigor na próxima eleição, em outubro.

Para Canziani, como o TSE ainda vai realizar uma audiência para debater o tema, é possível reverter a situação. Antes, o deputado pretende debater com os colegas uma estratégia de ação. “Queremos saber em quais dados o TSE está se baseando e de que maneira podemos contra argumentar para que o Paraná não perca essas duas vagas, o que seria muito ruim para o nosso estado”, disse.

O líder do governo na As­­­sembleia, Luiz Cláudio Ro­­­manelli (PMDB), concorda que a redução das cadeiras do Paraná ainda pode ser barrada. Ele defende uma ação rápida do presidente da Assembleia, Nelson Justus (DEM), no TSE para pressionar contra a perda de representatividade do estado. “No passado eram 58 deputados e agora querem baixar para 53, estamos perdendo, mas alguém está crescendo. Tudo que é contra o Paraná é aprovado rápido”, comparou o deputado.

Já o petista Tadeu Veneri encara com naturalidade a mudança porque a regra, que fixa o número de vagas na Câmara com base na população, não foi criada agora e é preciso fazer a readequação. “É uma decisão técnica e não adian­­­ta reclamar porque se fosse nos favorecer não estaríamos reclamando. Temos é que consolidar os partidos para cada um manter a sua representatividade”, disse. (KC)

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Escola Bíblica Jovem na Assembleia de Deus de Maringá, sucesso de público vai até domingo

Está acontencendo no templo central da Igreja Evangelica Assembleia de Deus de Maringá, a segunda edição da EBJ - Escola Bíblica Jovem do ministério Jovens em Ação do campo da AD de Maringá, o preletor é o pastor José Carlos Magalhães de São Paulo que tem sido usado de forma única e maravilhosa em suas ministrações.

O tema geral das palestras é o "Jovem aceita os desafios de Deus" baseado no texto base de 1 João 2.14b, o pastor Magalhães tem abordado vários temas difíceis com bastante sabedoria e desenvoltura, vale a pena participar e se você não pode participar se deslocando até o templo acompanhe ao vivo pelo site da igreja www.admaringa.com.br clicando no ícone "Culto Online", inclusive assistindo os arquivos das palestras anteriores.

Os jovens tem participado das palestras com bastante esforço, cerca de 650 jovens na média tem participado com afinco e manifestado o desejo de aceitar o desafio de servir a Deus e o compromisso de adorar ao Senhor Jesus com as suas vidas, parabenizo a todos. Tenho participado deste evento com alegria encontrado a nossa jovem liderança e parabenizo a todos que tem se esforçado para oferecer o melhor a Deus.

A coordenação do evento na pessoa do Ev Lúcio e Pb Erik estão de parabéns e os grupos de louvor da Vila Morangueira, Zona 02 e os demais que irão se apresentar.

Quero agradecer também o empenho do Dr Fernando Francischini, Secretário Anti-drogas de Curitiba pela ajuda e patrocínio no fretamento dos ônibus para o transporte dos jovens ao evento, igualmente aos vereadores Cilas Moraes de Sarandi e Milson Tancredo de Paiçandu, que Deus os abençoe e recompense pela ajuda.
Pastor José Carlos Magalhães - AD de São Paulo ministrando nesta quarta-feira (18) na EBJ

Evangelista Luciano Brito saudando os participantes e ministrando a oferta
Presbítero Erik ministrando durante o louvor dirigido pelo grupo da AD da Vila Morangueira
Pr Magalhães durante sua ministração, em segundo plano da esquerda para a direita: Ev Lúcio, Pr Elias Estevam - Vice Presidente da AD de Maringá, Pb Erik e Coop Cleverson
Galera da cantina liderada pelo Dc Fabiano Marques, um show


Ainda dá tempo de você participar, você é nosso convidado.
Local: Igreja Evangelica Assembleia de Deus de Maringá
Endereço: Rua Fernão Dias, número 212 - centro de Maringá
Horários:
Sexta-feira - 19horas e 30min às 22horas
Sábado - 19horas e 30min às 22horas
Domingo - 9 horas às 11horas e 30 minutos
Site para acompanhar ao vivo www.admaringa.com.br

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Israel pode assinar pacto de não agressão com Irã, diz jornal russo

Israel pode assinar um pacto de não agressão com o Irã, cujo polêmico programa nuclear gera muita preocupação na comunidade internacional, informa o jornal russo "Gazeta".

A publicação diz que a possibilidade foi discutida durante a recente visita a Moscou do primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu.

"A assinatura deste pacto evitaria uma possível guerra entre os países, que parece cada vez mais real", afirma a "Gazeta".

Segundo Yevgeny Satanovsky, diretor do Instituto Russo para o Oriente Médio, citado pelo jornal, Netanyahu falou das condições para que o pacto possa ser assinado em sua visita ao Kremlin.

"Se o Irã assinar um pacto que garanta que não lançará um ataque nuclear contra Israel, a possibilidade de um conflito militar direto entre os dois países fica excluída", disse Satanovsky.

A Rússia resiste tradicionalmente a sanções contra o Irã, mas mostrou abertura a medidas punitivas desde o anúncio do presidente iraniano, na semana passada, de seus planos para produzir urânio enriquecido a 20% para seu reator e construir mais dez usinas nucleares em apenas um ano.

O anúncio instigou uma campanha internacional, liderada pelos EUA e Israel, para uma nova rodada de sanções. Para tal, são necessários nove dos 15 votos do Conselho de Segurança e nenhum veto dos cinco membros permanentes --EUA, China, Rússia, Reino Unido e França.

A Rússia declarou nesta terça-feira que não mudou sua postura em relação a uma nova rodada de sanções contra os avanços do programa nuclear iraniano, mas deixou uma abertura ao admitir que medidas punitivas não devem ser excluídas caso Teerã não cumpra suas obrigações.

A Rússia assinou ainda uma carta, redigida também por França e EUA, dizendo estar preocupada com a escalada do programa nuclear do Irã. O documento foi entregue à Agência Internacional de Energia Atômica, organização ligada à ONU e foi recebida como mais um sinal do endurecimento da posição russa em relação ao programa nuclear iraniano. Fonte: Folha Online/France Presse

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Programa de Direitos Humanos é “desumano”, afirma jurista

O Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3) contém uma série de diretrizes inconstitucionais que pode desestabilizar o equilíbrio de Poderes no Brasil.

O alerta é lançado pelo jurista Ives Gandra Martins, doutor em Direito com reconhecimento internacional e mais de 40 livros publicados e traduzidos em mais de dez línguas em 17 países. “É um programa de direitos desumanos, o que menos tem é dignidade humana”, salienta.

Entre as propostas polêmicas contidas no Programa, ações que pretendem descriminalizar o aborto, reconhecer a união civil entre pessoas do mesmo sexo, garantir o direito de adoção por casais homoafetivos, impedir a ostentação de símbolos religiosos em estabelecimentos públicos da União, desestabilizar o direito à propriedade privada (com a criação de câmaras de conciliação dos conflitos, sejama grários ou urbanos), bem como a regulamentação profissional da prostituição.

Ives é taxativo: “Eu lembraria o que disse Agripino Grieco [crítico literário] quando lhe deram um livro de um mau poeta. Ele leu e disse: ‘Eu aconselho a queimar a edição e, em caso de reincidência, a queimar o autor’. Eu não sou tão cáustico à reincidência de queimar o autor, mas que vale a pena queimar a edição desse programa, vale”.

Nesta entrevista exclusiva ao noticias.cancaonova.com, o jurista explica os pontos cruciais do PNDH-3 e aponta a inconstitucionalidade das propostas.

noticias.cancaonova.com: Como o senhor avalia o Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3)?

Ives Gandra Martins: Na minha opinião, o decreto que institui o PNDH-3 é inteiramente inconstitucional. Ele é editado pelo Poder Executivo, mas atinge aspetos que dizem respeito às prerrogativas próprias do Poder Legislativo, contra o artigo 49 da Constituição Federal (CF): “É da competência exclusiva do Congresso Nacional: [...] V – sustar os atos normativos do Poder Executivo que exorbitem do poder regulamentar ou dos limites de delegação legislativa“.

O pior é que tudo isso é uma escarrada repetição da Constituição Venezuelana. Em outras palavras, é o regime marxista que temos na Venezuela que nossos aprendizes de ditadores, aprendizes de revolução chavóide [Hugo Chávez, presidente da Venezuela] estão pretendendo colocar no Brasil. O que se pretende é dar um novo status jurídico ao Brasil, a caminho da ditadura, em que o Poder Executivo é tudo e os outros poderes são nada.

É um programa de direitos desumanos, o que menos tem é dignidade humana, através do qual só pode falar nesse país quem for materialista, ateu, não acreditar em Deus e se pautar pela cartilha desses cidadãos.

noticias.cancaonova.com: Mas um dos principais argumentos do governo é exatamente o pluralismo do plano, que incorpora resoluções da 11ª Conferência Nacional de Direitos Humanos (realizada em Brasília entre 15 e 18 de dezembro de 2008), bem como propostas aprovadas em mais de 50 conferências nacionais temáticas promovidas desde 2003. Em sua nota de esclarecimento, a Secretaria Especial dos Direitos Humanos (Sedh) explica que mais de 14 mil pessoas estiveram envolvidas diretamente na elaboração do programa, além de consulta pública.

Ives Gandra: Uma sociedade de 190 milhões de habitantes não é representada por 14 mil amigos do rei. Por outro lado, quando eles colocam esses números, evidentemente nós sabemos que essas ONG’s e outras organizações são quase todas montadas, monitoradas, organizadas por eles mesmos.

E eu não acredito que haja um número em que todos tenham opinado com consciência. Eu posso formar um grupo maior e apenas uns poucos decidirem por todos, como em uma reunião de uma sociedade em que ninguém vai mas a diretoria publica as decisões em nome de todos. Tenho minhas sérias dúvidas se essas 14 mil pessoas estiveram presentes para dizer que eram favoráveis a essa tomada de posição.

Na verdade, eu lembraria o que disse Agripino Grieco [crítico literário] quando lhe deram um livro de um mau poeta. Ele leu e disse: “Eu aconselho a queimar a edição e, em caso de reincidência, a queimar o autor”. Eu não sou tão cáustico à reincidência de queimar o autor, mas que vale a pena queimar a edição desse programa, vale.

noticias.cancaonova.com: Esse Programa deveria ser elaborado com base no modelo da democracia deliberativa, em que o peso dos argumentos de grupos distintos é o que importa, e não sua representatividade?

Ives Gandra: Um plano de Direitos Humanos tem que ser elaborado pelos representantes do povo. Não existe, a meu ver, uma democracia deliberativa que possa decidir independentemente dos verdadeiros representantes do povo.

Eu só acredito em democracia em que haja equilíbrio de poderes. Toda democracia que elimina o Legislativo, elimina o Judiciário, mesmo com consultas populares, é uma ditadura, é permitir que o povo seja manipulado permanentemente por plebiscitos e referendos em que, na verdade, não se discute nada com profundidade. Eu pergunto sim e não para o povo, mas não discuto todos os meandros que só podem ser discutidos efetivamente pelo Poder Legislativo. Então, isso significa dizer que faço um plano sobre determinados direitos e excluo aqueles que estão vinculados a esses direitos.


noticias.cancaonova.com: O senhor poderia citar exemplos da inconstitucionalidade do decreto?

Ives Gandra: O decreto em si também fere por inteiro a Constituição. Direitos que eles consideram humanos são tratados de modo distinto na CF.

Por exemplo, a CF garante que é inviolável o direito à vida do ser humano. Logo, o aborto, o homicídio uternino, a morte de nascituros entra em choque com o que garante o Artigo 2º do Código Civil: “A personalidade civil da pessoa começa do nascimento com vida; mas a lei põe a salvo, desde a concepção, os direitos do nascituro“. Com o PNDH-3, o homicidio uterino como “direito humano” fica consagrado.

A prostituição é uma chaga para a sociedade. Não se pode dizer que, como direito humano, o governo federal valorizará a prostituição, o lenocícino, o meretrício. Deve-se trabalhar para que essas mulheres encontrem uma profissão digna. Um decreto que valorize isso é evidentemente algo que afeta a dignidade humana, que está na essência dos direitos humanos.

O cidadão tem uma casa, é invadida por alguém, a partir desse momento, o invasor tem mais direito que o proprietário, pois se ele pretender uma reintegração de posse, o Poder Judiciário deixa de estar habilitado para fazê-lo. Uma comissão, formada pelo invasor, decide se o Poder Judiciário poderá, ou não, executar a reintegração. Ora, a CF declara, no artigo 5º: “XXXV – a lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça a direito“.

No PNDH-3, por exemplo, defende-se que sindicatos e centrais de trabalhadores terão mais força que os parlamentares na definição de programas, fazendo com que plebiscitos e referendos, como acontece na Constituição Venezuelana, tenham muito mais importância que a própria representação do Parlamento ou Poder Judiciário, que é aquele que faz respeitar a lei. Isso faz com que se adote aquele modelo que prevalece hoje na Venezuela, isto é, Poder Executivo e povo consultado e manipulado por esse Poder, sendo os outros Poderes secundários, sem nenhum valor.

Com relação à família, a CF, no artigo 226, diz: “A família, base da sociedade, tem especial proteção do Estado. § 3º – Para efeito da proteção do Estado, é reconhecida a união estável entre o homem e a mulher como entidade familiar, devendo a lei facilitar sua conversão em casamento“. Fica claro que ela deve ser constituída por um homem e uma mulher, bem como o homem e a mulher e seus decendentes em caso de separação e viuvez. Mesmo assim, a família sempre tem origem na união entre o homem e a mulher.

Quando se busca dar o mesmo status de família para casais homoafetivos, pode-se dizer que a CF nada vale, pois se quer mudar uma cláusula pétrea, dizendo que é família a união entre dois homens ou duas mulheres que não podem gerar filhos. Se a família tem o sentido de garantir perpetuação da espécie, criação da prole, educação, formação da sociedade, casais de homens e mulheres não tem, até por questões biológicas, condições de gerar filhos. Isso fere, portanto, a meu ver, uma cláusula pétrea.

noticias.cancaonova.com: O que caracteriza uma cláusula pétrea?

Ives Gandra: Na cláusula pétrea, os direitos individuais não podem ser modificados. Se o artigo 226 coloca a família como base da sociedade, vale dizer que toda a CF é formada para a sociedade, que só existe com base na família. Se eu não posso modificar dispositivos como o direito à privacidade, com muito mais razão aquilo que é a própria essência da sociedade também não pode ser modificado. Qualquer mudança nesse sentido é inconstitucional, pois cláusula pétrea nem uma emenda constitucional pode alterar.

noticias.cancaonova.com: Em nota emitida pela Secretaria Especial de Direitos Humanos, afirma-se que: “Ao apoiar projeto de lei que dispõe sobre a união civil entre pessoas do mesmo sexo e ao prever ações voltadas à garantia do direito de adoção por casais homoafetivos, o PNDH-3 tem como premissa o artigo 5º da Constituição (Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade…). Considera ainda as resoluções da 1ª Conferência Nacional LGBT, realizada em junho de 2008, marco histórico no tema. O programa também está em consonância com tendência recente da própria jurisprudência, que vem reconhecendo o direito de adoção por casais homoparentais”.

Ives Gandra: Eles mesmos dizem que a união entre duas pessoas do mesmo sexo é uma opção sexual. A opção sexual só pode acontecer depois de se ter, enfim, crescido e adotado essa opção. A opção natural é de um homem gostar de uma mulher. Essa opção natural, biológica, aquela que permite a geração de filhos, é da união entre um homem e uma mulher, como a CF previu.

Ora, se é uma opção, como se permitir a adoção de uma criança, que primeiro teria que ter sua opção biológica, se ela já começar a ser trabalhada por uma casal que já fez sua opção sexual e preparará a criança no sentido de ter a mesma opção, contra a natural?

É evidente que para o cidadão que queira viver com outro cidadão, existem mecanismos na lei, de contratos, de direitos obrigacionais, mas não como uma família. O que se está pretendendo é transformar a família, contra a natureza biológica e contra aquilo que a própria CF diz e não pode ser mudado.

Logo, isso de dizer que todos são iguais, não podem ser iguais contra a CF, que elenca as hipóteses em que ela, através de cláusulas pétreas, diferencia aquelas desigualdades que fazem com que o princípio da igualdade seja observado. Uma das formas, efetivamente, de preservar o princípio da igualdade é permitir que ele se realize no limite das desigualdades das pessoas.

noticias.cancaonova.com: Uma das ações do PNDH-3 prevê mecanismos que impeçam a ostentação de símbolos religiosos em estabelecimentos públicos da União. A Sedh explica: “O PNDH-3 tem como diretriz a garantia da igualdade na diversidade, com respeito às diferentes crenças, liberdade de culto e garantia da laicidade do Estado brasileiro, prevista na Constituição Federal”.

Ives Gandra: No momento em que o próprio decreto prevê que símbolos religiosos devem ser afastados, em um país que 97% das pessoas acreditam em Deus [citando dados de uma pesquisa do DataFolha], é como se dissessem: “Há uma ditadura de 3% da sociedade e vamos impor aos outros a obrigação de não ter nas repartições públicas símbolos religiosos”.

É como quem dissesse: “Estado laico é Estado ateu, e somente quem não acredita em Deus e não tem religião pode opinar. Vocês podem, escondidos, sem mostrar para os outros, acreditar em Deus, mas não queremos ter símbolos que representam valores”. Afinal, é evidente: quem quer valorizar a prostituição não pode aceitar valores e símbolos religiosos que objetivam a união e a fraternidade entre os povos.

noticias.cancaonova.com: Existe algum dispositivo legal que garanta os crucifixos nestes locais?

Ives Gandra: Não existe nenhum dispositivo legal que determine, mas também a criação de um dispositivo que elimine seria, a meu ver, contra aquilo que caracteriza a tradição do país. Considero que a CF percebe a religião como depositária de valores, de valores superiores do ser humano, de valores que elevam a dignidade da pessoa humana, e não a desvalorização da pessoa humana.

noticias.cancaonova.com: Outros segmentos religiosos também poderiam evocar a tradição como justificativa para expor seus símbolos em locais públicos?

Ives Gandra: Acredito que não, pois são valores que entraram posteriormente. Nos tribunais, sempre foi tradição ter o crucifixo, que tem um aspecto inclusive emblemático, pois representa o símbolo da justiça e, ao mesmo tempo, leva todo o magistrado a pensar permanentemente naquele que foi o julgamento mais injusto da história. O símbolo serve como ponto de reflexão e transcende a própria religião. Isso me parece que, independentemente das religiões, deveria ser sempre mantido.

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) determinou que cabe a cada tribunal decidir se deseja ou não manter o crucifixo. Neste particular, se o magistrado for um ateu e não quiser o crucifixo, ele tem o direito de não colocar. Isso vale para toda a magistratura do Brasil e me parece adequado. Agora, impor que mesmo os que queiram ter não possam ter é, evidentemente, fazer a ditadura do agnosticismo, ateia, daqueles que não acreditam.

noticias.cancaonova.com: Então, o que se tem é um entendimento errado do que seja Estado Laico? Como viver, de forma sadia, a dimensão pública da religião?

Ives Gandra: A Introdução da CF expressa: “Nós, representantes do povo brasileiro, [...] promulgamos, sob a proteção de Deus“. Que Deus é esse? Toda a CF foi promulgada sob a proteção de Deus.

Na verdade, o que eu vejo é que todos tem o direito de não acreditar em Deus. Se todos tem essa liberdade, por que tentar impor, dizendo que Estado laico é aquele em que não se pode ter nenhuma demonstração religiosa? Eles confundem Estado laico com Estado ateu. No laico, as deliberações não são tomadas à luz da religião, todos tem liberdade e os valores e tradições são conservados. Já no ateu, o que se busca é substituir símbolos religiosos pela visão que não quer símbolo nenhum.

noticias.cancaonova.com: Qual a sua opinião sobre a criação da Comissão Nacional da Verdade, que investigaria a responsabilidade de atos criminosos praticados durante o período da ditadura militar?

Ives Gandra: Nós estamos vivendo um momento em que o Brasil pode se projetar com paz para o futuro, encontrar caminhos novos, discutir em uma eleição programas futuros de crescimento. Não é preciso voltar à década de 60, à realimentação do ódio. Nós temos tortura hoje, nos diversos estados, na polícia, e é isso que tem que ser procurado. Temos que por uma pedra no passado e tentar equacionar o Brasil de hoje.

noticias.cancaonova.com: O Governo Federal poderia ter apresentado o Plano dessa forma?

Ives Gandra: Tudo isso, de rigor, já ganhou um formato jurídico que não deveria ter; deveria ser, no máximo, uma proposição, que passaria ou não no congresso. Da forma como foi feito, eu acredito que vai haver discussões preliminares no Congresso, quando projetos forem enviados.

O Decreto, embora tenha o contorno de carta de intenções, já tem o formato de comando jurídico.

Enfim, é um plano com viés ideológico bem claro, de pessoas que se realimentam do ódio passado, mas que, felizmente, por todas as suas deficiências, não tem chance de passar no Congresso. É nisso que eu acredito.

O que é o PNDH-3?

O Programa foi apresentado pela Secretaria Especial de Direitos Humanos (Sedh) da Presidência da República em 21 de dezembro de 2009; é visto como uma ação integrada de governo e política de Estado, que não deve ter sobressaltos com a alternância de poder.

Estão previstas mais de 500 ações programáticas em diversas áreas, elencadas em um texto com mais de 200 páginas. O documento é estruturado em seis eixos orientadores, subdivididos em 25 diretrizes, 82 objetivos estratégicos e 521 ações programáticas.

A primeira versão do Programa (PNDH-1) foi lançada em 1996, com especial ênfase em direitos civis e políticos. Em 2002, o texto foi revisto e publicado o PNDH-2, que destacou direitos econômicos, sociais e culturais. A revisão agora proposta buscaria tratar de forma integrada múltiplas dimensões dos Direitos Humanos.Fonte: Canção Nova

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quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Dubai acusa espiões de Israel de matar líder do Hamas

A polícia de Dubai acusou hoje, diretamente, o serviço israelense de espionagem Mossad de orquestrar o assassinato de um líder do grupo islâmico Hamas. A polícia também elevou a 18 o número de suspeitos de participação no crime. Enquanto isso, em Paris, a Polícia Internacional (Interpol) incluiu 11 suspeitos de participação no episódio em sua lista de criminosos mais procurados.

O general Dahi Khalfan Tamim, comandante da polícia de Dubai, afirmou hoje que uma investigação inicial do assassinato de Mahmoud al-Mabhouh mostra quase certamente o envolvimento do serviço de espionagem internacional Mossad, de Israel.

O site do jornal "The National" cita Tamim dizendo que a investigação sobre o caso "revela que o Mossad está envolvido no homicídio" de Mahmoud al-Mabhouh. Tamim afirma estar "99%, se não 100% certo, de que o Mossad está por trás do assassinato".

O jornal The "National" é propriedade do governo de Abu Dabi, capital dos Emirados Árabes Unidos. Os nomes dos passaportes de sete suspeitos implicados no crime combinavam com os de pessoas que vivem em Israel, levantando a possibilidade dessa ligação.

Al-Mabhouh foi um dos fundadores do braço militar do Hamas. Ele morreu em um hotel de Dubai e seu corpo foi encontrado em 20 de janeiro. Hoje, Grã-Bretanha e Irlanda convocaram os respectivos embaixadores de Israel em suas capitais para tratar do caso, após denúncias de que teriam sido usados pelos criminosos passaportes europeus.

Um funcionário dos Emirados Árabes envolvido no caso afirmou nesta quinta-feira que há 18 pessoas suspeitas no caso, inclusive duas mulheres. Segundo autoridades locais, dez suspeitos e uma suspeita viajaram até o país com passaportes falsos. Seis desses documentos falsos seriam britânicos, três irlandeses, um alemão e um francês.

O caso gerou um princípio de crise diplomática entre Israel e Grã-Bretanha. O primeiro-ministro Gordon Brown ordenou a abertura de uma investigação sobre o caso. Autoridades britânicas questionam qual a participação de Israel no episódio, uma vez que o grupo Hamas acusa o serviço secreto israelense de ser autor do assassinato. O governo britânico quer também saber como os assassinos conseguiram os passaportes de seus cidadãos.

O ministro das Relações Exteriores de Israel, Avigdor Lieberman, disse a uma rádio local que não há provas contra seu país. "Não há razão para pensar que foi o Mossad, e não algum outro serviço de inteligência ou algum outro país que esteja por trás do episódio", declarou.

Rafi Eitan, um ex-membro do Mossad, negou envolvimento da organização no caso. "O Mossad não está por trás do assassinato de Mahmoud al-Mabhouh. Isso é um ato de alguma organização estrangeira querendo incriminar Israel", alegou.

Interpol

Em Paris, a Interpol incluiu hoje 11 suspeitos pelo assassinato de Mahmoud al-Mabhouh em sua lista de pessoas mais procuradas. A agência policial internacional afirmou que emitiu notificações vermelhas, seu nível de alerta mais alto, a seus países-membros do mundo todo por "11 indivíduos procurados internacionalmente que foram acusados pelas autoridades dos Emirados Árabes Unidos/Dubai de coordenar e cometer o assassinato".

A Interpol informou que tomou a medida atendendo a um pedido de Dubai. A agência acredita que os suspeitos tenham utilizado passaportes falsos. A Interpol emitiu as notificações, que incluem fotos, "para limitar a capacidade dos supostos assassinos de viajar livremente usando os mesmos passaportes falsos". Fonte: Agência Estado

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Gripe A causa as duas primeiras mortes do ano na região de Maringá

Desde outubro a nova gripe não causava mortes na região de Maringá. Nos últimos 30 dias, quatro pessoas morreram em todo o estado

Após quase quatro meses sem o registro de mortes causadas pela Gripe A na região de Maringá, a Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa) confirmou que mais duas pessoas morreram em decorrência de complicações da doença dentro da 15ª Regional de Saúde. A informação consta no Boletim Epidemiológico divulgado nesta quinta-feira (18). Agora são 23 óbitos pela doença na região, sendo que desde outubro a contagem estava parada em 21.

Em todo o estado, a Influenza A matou 294 pessoas desde o início da epidemia, sendo que nos últimos 30 dias foram quatro pacientes mortos. As regiões com maior número de casos confirmados são Curitiba e região metropolitana (15.577 registros), Londrina (9.689), Maringá (7.848), Cascavel (4.575), Cornélio Procópio (3.699), Pato Branco (3.553) e Francisco Beltrão (3.457).

O boletim mostra ainda que o índice de óbitos é maior entre as mulheres, com 55%, contra 45% de mortes registradas entre a população masculina. A faixa etária em que houve mais mortos é dos 20 aos 49 anos, com mais de 69% dos óbitos verificados no Paraná.

Vacinação

No estado, 3,3 milhões de pessoas deverão ser imunizadas contra a gripe A. Assim como no restante do país, a vacinação será feita em quatro etapas, atendendo a grupos prioritários definidos a partir da análise da situação epidemiológica brasileira e de critérios estabelecidos pela Organização Mundial de Saúde.

Na primeira etapa da campanha, serão vacinados os trabalhadores da rede de atenção à saúde e a população indígena, entre os dias 8 e 19 de março. Na segunda etapa, prevista para ocorrer entre 22 de março e 2 de abril, serão vacinados doentes crônicos, gestantes e crianças com idades entre 6 meses a 2 anos. Entre 5 e 23 de abril, na terceira fase, serão imunizados a população jovem de 20 a 29 anos. E por fim, de 24 de abril a 7 de maio idosos que sofram de alguma doença crônica receberão dose da vacina.

As vacinas estarão disponíveis em 2 mil Unidades Básicas de Saúde distribuídas em todo o Paraná, além de postos móveis definidos pelos próprios municípios. Em todo o Brasil a expectativa é vacinar pelo menos 62 milhões de pessoas. Quem não se enquadra nos critérios estabelecidos, poderá obter a vacina em clínicas particulares. Nesses locais não haverá um cronograma e a oferta será avaliada de acordo com a demanda. Fonte: Jornal de Maringá, reportagem de Felippe Aníbal e Hélio Strassacapa

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Hino da Polícia Penal



Para entender melhor sobre a Polícia Penal e a PEC - Proposta de Emenda Constitucional 308/2004 leia as postagens anteriores listadas abaixo:

Profissionalização da gestão do Sistema Prisional como meio de fortalecer o Sistema de Defesa Social passa pela aprovação da PEC 308/2004

PEC 308/04 - Redação Final

Sindarspen se reúne com Michel Temer e pede a votação da PEC 308

Agente Penitenciário, profissão perigo

Diretrizes para o Sistema Penitenciário aprovadas na 1ª Conseg - etapa maringaense

1ª Conseg define "princípios" e "diretrizes" para segurança pública

Confira abaixo os 10 princípios e as 40 diretrizes da 1ª Conferência Nacional de Segurança Pública

1ª Conferência Livre dos Servidores do Sistema Penitenciário do Paraná realizada na última quarta-feira (27) ressalta a importância da PEC 308-2004

1.ª Conferência Estadual de Segurança define propostas e elege representantes

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Salários do TJ superam teto do serviço público

A divulgação dos salários pagos pelo Tribunal de Justiça (TJ) a seus servidores, cumprindo resolução do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), causou espanto a quem consultou os números, disponíveis no site do TJ www.tjpr.jus.br desde a semana passada.

Uma checagem de reportagem nas mais de 160 páginas do relatório do mês de dezembro de 2009 da Estrutura Remuneratória no Portal da Transparência do Tribunal, apontou que mais de cem funcionários receberam, em dezembro do ano passado, salários superiores ao teto do serviço público no País, que é de R$ 26.723,13, equivalente aos vencimentos de um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).

Na lista, aparece um escrivão que recebeu mais de R$ 100 mil no mês em questão. Ao contrário do Executivo, o Judiciário identificou o cargo, mas não forneceu o nome dos ocupantes.

Apesar de terem a remuneração básica abaixo do teto, juízes e desembargadores receberam adicionais classificados como “vantagens pessoais” ou “vantagens eventuais” que levaram seus vencimentos totais a extrapolar o limite constitucional.

Porém, quando se trata de verba indenizatória, a lei não prevê sua inclusão no cálculo do teto. Com isso, 22 desembargadores receberam acima do teto em dezembro de 2009. Todos eles receberam mais de R$ 30 mil.

O maior pagamento feito a um desembargador foi de R$ 33.276,65. Aos juízes, que devem ter remuneração inferior à dos desembargadores, o Tribunal pagou acima do teto 95 salários no último mês do ano passado. Apenas quatro magistrados tiveram parte da remuneração retida para que não ultrapassasse o teto constitucional. Um magistrado recebeu R$ 36.454,16.

Sete assessores jurídicos também tiveram remuneração acima do teto, recebendo mais que os juízes e promotores a quem assessoram. Um dos assessores teve R$ 32.270,71 em seu contra-cheque.

Vários outros casos chamam a atenção, embora não superem o teto do serviço público, como o caso de um bibliotecário recebendo mais de R$ 20 mil, telefonista com salário de R$ 12 mil e motorista, copeiro e ascensorista com mais de R$ 8 mil em vencimentos.

Há, ainda, um médico que recebeu acima do teto, R$ 27.452,12. Mas o caso mais estranho é de um escrivão do Cível, função cuja remuneração varia entre R$ 3,8 mil e R$ 5,7 mil.

Pois um dos servidores aparece na lista com “remuneração paradigma” de R$ 67.254,85. Seu salário ainda foi acrescido de “vantagem pessoal” de R$ 36.627,42, o que totalizou um vencimento de R$ 100.882,27 em dezembro do ano passado.

Os altos salários publicados no site do TJ chamaram a atenção do Sindicato dos Servidores do Judiciário (Sindijus). O coordenador da entidade, José Roberto Pereira, disse que irá solicitar à direção do Tribunal de Justiça que esclareça alguns dos números apresentados no site. Pereira afirmou que a entidade busca bons salários para os trabalhadores do Judiciário, mas que há disparidades que precisam ser explicadas.

“Tem coisas que não são normais. Como esse salário de R$ 100 mil de um escrivão. Ou outras situações, em que um mesmo cargo tem salário de 10 mil, enquanto outro servidor na mesma função ganha R$ 2 mil. Nós queremos entender porque 99% da categoria recebem salários normais e 1% tem essa remuneração bem acima da média. É um disparate”, disse.

Para o coordenador do Sindijus, o desvio de função pode ser a razão dos salários acima da média pagos a motoristas e copeiros. Seria o caso de um servidor que tenha ingressado como copeiro e depois estudou, foi promovido ou reenquadrado, mas ainda mantém a função original, especulou Pereira.

A reportagem procurou o Tribunal do Justiça, que, através da assessoria de imprensa, solicitou que os questionamentos fossem encaminhados por email. A reportagem enviou o email perguntando se o TJ pagava salários acima do teto; se realmente houve pagamento superior a R$ 100 mil em dezembro de 2009 e por quê; e se haveria alguma correção. Até o fechamento desta edição, não havia resposta à solicitação por email. Fonte: Paraná Online, reportagem de Elizabete Castro e Roger Pereira

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Brasil vai participar do resgate de reféns das Farc

O Brasil deve participar com "apoio logístico" de um resgate de dois militares reféns das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). A informação foi divulgada ontem pelo delegado do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) Christophe Beney, que se reuniu com o ministro da Defesa colombiano, Gabriel Silva, o comandante das Forças Armadas, general Freddy Padilla, e o comissário para a paz no país, Frank Pearl. Eles discutiram as normas de segurança para que o CICV recolha dois militares, cujas libertações foram anunciadas pelas Farc em abril e junho de 2009.

"Podemos estar objetivamente otimistas de que todos os detalhes para essa operação se reúnam para que ela ocorra nos próximos dias ou semanas, sem falar de datas obviamente", disse Beney, após o encontro. O representante da Cruz Vermelha afirmou que o Brasil "uma vez mais nos está fornecendo o apoio logístico, da mesma maneira que no ano passado". Em 2009, o Brasil cedeu dois helicópteros militares e suas tripulações para que fossem retirados da selva colombiana cinco reféns liberados pelos guerrilheiros.

Silva afirmou que houve um acordo segundo o qual um anúncio com 48 horas de antecedência será "tempo suficiente" para se ordenar a suspensão de operações na área, a fim de que ocorra a entrega dos dois militares. As Farc anunciaram em abril de 2009 que entregariam o cabo do Exército Pablo Emilio Moncayo, capturado pelos rebeldes em dezembro de 1997. Em fins de junho passado, a organização afirmou que libertaria também o soldado Josué Daniel Calvo Núñez, refém desde abril de 2009.

Em liberações realizadas em 2008 e no início do ano passado, decorreu pouco mais de um mês entre o anúncio rebelde e a entrega do refém a delegados do CICV e à senadora Piedad Córdoba. A política de esquerda é quem recebe de forma confidencial dos insurgentes as coordenadas do lugar onde o sequestrado será libertado. As libertações de Moncayo e Calvo, dois dos pelo menos 20 militares e policiais em poder das Farc, têm demorado em razão de trocas de acusações do governo e da guerrilha pelos atrasos.Fonte: Agência Estado

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Ainda dá tempo de participar da Escola Bíblica de Jovens, venha e traga a sua galera!

Local: Igreja Evangélica Assembleia de Deus
Endereço: Rua Fernão Dias, 212, centro de Maringá
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Polícia Civil vai funcionar com apenas 30% do efetivo a partir de sábado

Paralisação deve afetar alguns serviços prestados à população. Segundo o sindicato que representa a classe, apenas os casos de extrema necessidade serão atendidos

A greve dos policiais civis, prevista para começar a partir da zero hora do próximo sábado (20) poderá afetar alguns serviços prestados pelas autoridades à população. A emissão de carteiras de identidade no Instituto de Identificação do Paraná e o registro de boletins de ocorrência nas delegacias do estado serão realizados de forma mais lenta. A identificação de corpos no Instituto Médico Legal (IML) também ocorrerá em ritmo reduzido.

Quem precisar dos serviços, deve se preparar para enfrentar filas. Durante a paralisação, o número de policias em serviço será reduzido. De acordo com o Sindicato das Classes Policiais Civis do Paraná (Sinclapol), apenas 30% do efetivo da Polícia Civil (investigadores, agentes de operação policial, escrivães e papiloscopistas) estará trabalhando.

“Vamos atender apenas os casos de extrema necessidade como os locais de homicídio e casos de latrocínio e roubos. O trabalho será feito dentro da possibilidade daqueles que estarão prestando os serviços”, diz o presidente do Sinclapol, André Gutierrez. Ele ainda afirma que os policiais, durante a greve, também não vão cuidar dos presos nas delegacias. “Nossa intenção é trancar tudo e entregar a chave para os delegados. O policial civil não tem a função de monitorar os detentos. Isso só acontece por causa da superlotação dos locais”, explica Gutierrez.

Na manhã de sábado, dia de início da greve, os policiais devem realizar manifestações na Boca Maldita, no centro de Curitiba, e também no calçadão central de Londrina, no Norte do estado. Faixas e cartazes de protesto serão colocados em frente às delegacias.

Reivindicações

A paralisação da categoria foi confirmada depois de assembléias realizadas na semana passada em Curitiba, Londrina, Maringá (Noroeste) e Cascavel (Oeste). A principal reivindicação dos policiais é a criação do plano de cargos, carreiras e salários (PCCS). O decreto estadual 5.721 assinado em 2005 previa um plano para a classe, mas o PCCS não chegou a ser concluído.

A classe ainda pede melhores condições de trabalho para os profissionais da área. Segundo o Sinclapol, as delegacias estão superlotadas e o efetivo é insuficiente, o que obriga muitos policiais a cuidar dos presos em vez de trabalhar na investigação dos crimes. Fonte: Gazeta do Povo, reportagem de Adriano Ribeiro

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quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Sem articulação, PR fica na rabeira dos repasses da União

Estado recebe apenas R$ 421 por pessoa do governo federal. Especialistas apontam a falta de articulação como um dos fatores para os recursos baixos

Na divisão do bolo do Orçamento da União para 2010, o Paraná fica apenas com algumas migalhas. Dos R$ 117,1 bilhões previstos no demonstrativo regionalizado da Lei Orçamentária Anual (LOA), disponível no sistema Siga Brasil, do Senado, só R$ 4,5 bilhões são destinados ao estado. Isso equivale a um repasse de R$ 421 por paranaense – quase metade do destinado para cada habitante do Mato Grosso do Sul, que não tem população ou economia tão expressivas como as do Paraná . Para especialistas consultados pela Gazeta do Povo, esse desempenho é fruto de vários fatores, como a falta de articulação política dos representantes estaduais, desunião da bancada e o desalinhamento com as ações do governo federal.

Em valores absolutos, a rubrica destinada ao Paraná é de apenas 3,8% das despesas regionalizadas, apesar de o estado representar 5,6% da população nacional e 6,1% do Produto Interno Bruto (PIB), de acordo com os dados mais recentes do IBGE. O Rio Grande do Sul, por exemplo, tem previsão de receber 6,9% das despesas regionalizadas – porcentual mais condizente com a participação de 6,6% no PIB e de 5,7% da população. Minas Gerais, que produz 9,1% das riquezas nacionais e abriga 10,5% dos brasileiros, garantiu uma rubrica de 9,3% dos repasses federais.

Em outras palavras, a União pretende investir o equivalente a R$ 421 em cada paranaense – o segundo menor valor entre as 27 unidades federativas –, R$ 739 em cada gaúcho e R$ 545 em cada mineiro. “A comparação com estados de porte similar revela que há diferença de tratamento”, avalia Márcia Soares, professora do Departamento de Ciência Política da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). O único estado que receberá menos recursos per capita é São Paulo: R$ 303. O baixo valor, no entanto, é reflexo da grande população paulista (41,3 milhões). Por outro lado, unidades federativas com menos habitantes aparecem com um repasse per capita bem alto.

Bicameral

O sistema legislativo brasileiro tem as condições de corrigir distorções no Orçamento da União, afirma o cientista político Octaciano Nogueira, da Universidade de Brasília (UnB). Isso porque a LOA precisa ser aprovada tanto na Câmara Federal como no Senado – na primeira Casa, o número de deputados varia entre 8 e 76 e, na segunda, cada estado tem três representantes.

“A distribuição de recursos é feita por um critério na Câmara, onde há uma desigualdade demográfica, e corrigida no Senado, que tem uma igualdade política”, explica Nogueira. “As distorções do Orçamento não são resultado da assimetria brasileira, mas sim da má atuação dos representantes. É um problema de dinamismo e de atuação”, afirma.

Para Adriano Codato, professor de Ciência Política da Universidade Federal do Paraná (UFPR), a bancada do Paraná no Congresso precisa ser bem mais unida. “A impressão que dá é que ela não funciona como uma bancada estadual. Os parlamentares agem individualmente ou como uma bancada partidária. É preciso se reunir sempre, para discutir e pressionar o governo federal.” Segundo ele, os representantes de Minas Gerais e do Nordeste são conhecidos por esquecerem as diferenças político-partidárias em prol de suas regiões.

Outro agravante, segundo Codato, é a falta de pressão por parte do Executivo estadual. Segundo ele, é preciso uma atuação melhor da representação política do Paraná em Brasília – comandada por Eduardo Requião, irmão do governador Roberto Requião, desde o início de 2009. “A função básica de um escritório político é fazer lobby. Mas parece que o do Paraná só serve para promover o governador na TV Educativa”, critica. “O que impressiona é que o Paraná tem o ministro do Planejamento (Paulo Bernardo), e nem assim a situação mudou.”

Márcia Soares, da UFMG, acrescenta outros fatores que influenciam o tratamento dispensado a cada estado: o alinhamento com as políticas do Planalto, como é feita a captação de recursos e a preferência do eleitorado. “Nem sempre acontece, mas a tendência é que o governo federal beneficie seu partido ou base aliada”, diz. Mas isso pode ser minimizado pelo trabalho de captação. “É importante saber onde há recursos e como negociá-los. Quando um deputado, por exemplo, apresenta uma emenda dentro de uma ação importante para o governo federal, há mais chances de ter êxito.”

Além disso, o desempenho eleitoral do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Paraná – abaixo da média nacional – pode ter sido um agravante. “O governo tende a beneficiar não somente onde há aliados, mas também onde os eleitores são mais favoráveis.”

Em 2009, estado foi o décimo colocado

Em 2009, a previsão orçamentária da União para o estado era de R$ 3,9 bilhões, mas com remanejamento e créditos adicionais, houve um acréscimo de R$ 550,9 milhões. Desse montante, R$ 4 bilhões foram empenhados – isto é, foram efetivamente reservados no Orçamento, de acordo com relatório da execução da despesa por unidade da federação, da Câmara dos Deputados.

O valor repassado ao estado foi apenas o 10.º entre os 27 estados. Além das unidades da federação que sempre ganham mais recursos – São Paulo, Distrito Federal (ambos com R$ 11,6 bilhões), Rio de Janeiro (R$ 11,1 bilhões), Minas Gerais (R$ 9,4 bilhões) e Rio Grande do Sul (R$ 7,3 bilhões) – também ficaram na frente do Paraná estados de porte médio, como Bahia (R$ 6,6 bilhões), Pernambuco (R$ 4,8 bilhões), Ceará (R$ 4,3 bilhões) e Pará (R$ 4,2 bilhões).

A despesa regionalizada do Paraná no ano passado foi de R$ 382,51 per capita – considerando a população estimada de 10,6 milhões, segundo o IBGE. Além do montante específico para o estado, os paranaenses foram direta ou indiretamente beneficiados por outros investimentos da União. A despesa nacional totalizou R$ 1,2 trilhão no ano passado – o equivalente a R$ 6,4 mil para cada brasileiro. (RF)

Serviço: Fiscalize o Orçamento da União pelo site http://www2.camara.gov.br/orcamentobrasil/fiscalize Fonte: Gazeta do Povo, reportagem de Rosana Félix

Repasse

Maior despesa é do Ministério da Saúde

Os ministérios da Saúde e da Educação lideram o repasse de verbas para todos os estados. No Paraná, a estimativa é que os órgãos apliquem em 2010 cerca de R$ 2,3 bilhões e R$ 1,2 bilhão, respectivamente. O valor dos repasses pode mudar ao longo do ano (para mais ou para menos), por meio de créditos adicionais e remanejamentos.

Além do recurso destinado ao estado, os paranaenses também podem ser beneficiados por investimentos feitos diretos pelo governo federal, que não estão regionalizados – o valor total do Orçamento de 2010 é de R$ 1,8 trilhão.

Na área de Saúde, a maior despesa da União no Paraná será com a assistência ambulatorial e hospitalar especializada (R$ 1,6 bilhão). Em Educação, o maior repasse é para o para o programa Brasil Universitário (R$ 750,5 milhões).
Congresso

Bancada tem tradição de não pressionar

Os dados de execução orçamentária elaborados pela Câmara Federal e pelo Senado mostram que os parlamentares do Paraná têm uma dificuldade recorrente para garantir maior repasse de verbas. No ano passado, o estado recebeu R$ 64,5 milhões em emendas de bancadas. Isso representou pouco menos da metade do que havia sido autorizado (R$ 136,2 milhões). Com esse desempenho, a bancada paranaense foi apenas a 15ª, entre as 27 unidades federativas, em liberação de recursos.

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Crime policial passa impune ao cidadão

Investigação e punição por mortes e ações violentas durante ações policiais não correspondem à expectativa da sociedade

Ao contrário de parte da população, Thiago Klemtz de Abreu, de 19 anos, confiava na polícia. Seu sonho era ser delegado. Desejo encerrado em 16 de agosto de 2009, após o estudante de Direito morrer com três tiros na saída da Sociedade Harmonia, no Bigorrilho. O acusado pela morte é Omar Assaf Júnior, de 29 anos, um policial militar, profissão em que o jovem depositava confiança. Conforme testemunhas, o PM disparou três vezes, duas delas depois de Abreu estar, indefeso, no chão. Assaf foi indiciado por homicídio triplamente qualificado (por não haver chance de defesa, motivo fútil e por ser policial). Desde dezembro, o oficial está em liberdade e atua na área administrativa da PM enquanto o caso é apurado.

Lesões corporais e homicídios causados por policiais, como o caso de Abreu, infelizmente ainda são situações corriqueiras. São inúmeros os casos de violência policial relatados pela imprensa. Mas são raras as condenações que se tornam públicas. “Questiono-me como pode esse indivíduo ainda fazer parte da centenária Polícia Militar, como pode ainda portar arma?”, afirma Patrícia Klemtz, mãe de Abreu.

Ainda em 2009, outros 13 policiais militares foram acusados pelo assassinato de cinco jovens no Santa Cândida. Os agentes afirmaram que atiraram em legítima defesa. O inquérito, no entanto, indicou o contrário. O aparelho rastreador da viatura mostrou que, antes de as vítimas serem conduzidas ao hospital, os policiais pararam por alguns minutos em um terreno baldio, o provável local da execução. Após a ocorrência, o governador Roberto Requião (PMDB) proibiu o transporte de vítimas de troca de tiros em viaturas policiais. Os policiais foram denunciados por homicídio pelo Ministério Público (MP) e aguardam a conclusão dos inquéritos militar e do MP.

Apesar da sensação de impunidade, 48 policiais militares foram excluídos da corporação e 34 policiais civis foram demitidos por suspeitas de irregularidades em suas ações no Paraná em 2009, segundo a Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp). As instituições registraram outras 41 propostas de exclusão e 185 prisões. Entre 2003 e 2008, 249 PMs foram desligados da corporação e 137 civis perderam o emprego. Mais de 1,7 mil investigações foram instauradas pela Polícia Civil e cerca de 7 mil procedimentos disciplinares foram abertos pela PM.

A dificuldade, porém, está no acompanhamento dessas investigações por parte do cidadão. Estudo da Universidade de São Paulo revela que 14 das 17 ouvidorias de polícia do país não acompanham os casos de morte envolvendo policiais. Apenas três das instituições analisadas cumprem com essa função primordial: São Paulo, Pará e Rio Grande do Norte. O Paraná está na lista de outros estados, onde o órgão se transforma em uma espécie de Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC), recebendo reclamações, elogios ou sugestões da população, mas sem resultados efetivos.

A incumbência das Ouvidorias não é investigar, mas monitorar se a apuração é conduzida da forma adequada. O estado de São Paulo requisita cópia de todos os processos e pode pedir diligências. No modelo ideal, a instituição se transforma em contraponto às Corregedorias, órgão em que a polí­­cia investiga a própria polícia. Essa independência, contudo, é barrada pelo baixo número de funcionários e a inexistência de orçamentos específicos para o órgão. “Uma de nossas diretrizes é o fortalecimento das Ouvidorias nos moldes considerados adequados”, diz Isabel Figueiredo, coordenadora-geral de Direitos Humanos e de Segurança Pública da Secretaria Especial de Direitos Humanos (SEDH).

Criada em 2000, a Ouvidoria do Paraná apresentava os mesmos males no ano passado. Apenas dez funcionários atuavam na instituição, número considerado insuficiente para a demanda de processos. E a falta de autonomia impede o acesso a determinados documentos, enquanto em São Paulo a legislação autoriza a interferência em qualquer investigação.

Inquérito Militar

Nos casos de suspeita de envolvimento policial militar em confrontos, a corporação instaura um Inquérito Policial Militar, com prazo legal de 40 dias e possibilidade de ampliação por outros 20. “Quando não finaliza no período certo, geralmente ocorre por falta de laudos periciais”, explica o coronel Jorge Costa Filho, comandante do Policiamento da Capital. Essa apuração nunca pode ser encerrada sem relatório, que indica se existem indícios de crime. O laudo é encaminhado à Auditoria da Justiça Militar, cujo cargo é ocupado por um promotor do Ministério Público, designado para a função.

O promotor analisa e pode pe dir o arquivamento ou encaminhar a um juiz. Nos casos de crime contra a vida, o caso é encaminhado à Justiça Militar, mas automaticamente chega à Justiça comum. “Os nossos processos levam entre um ano e um ano e meio para acabar. Na comum, levaria dez anos”, avalia Costa Filho. Enquanto um policial é julgado, ele presta serviços administrativos. Fonte: Gazeta do Povo, reportagem de Vinicius Boreki

Depoimento

Pelo fim da barbárie

A dor imensa de perder um filho assassinado é indescritível, maior ainda quando se descobre que o assassino é um policial militar. Aquele que deveria proteger a sociedade mata um jovem desarmado que, sem chance de se defender, implora pela vida e é covardemente executado. A tristeza e a indignação me acompanham dia a dia. Questiono-me como pode esse indivíduo ainda fazer parte da centenária Polícia Militar, como pode ainda portar arma? Somos nós cidadãos desta cidade que com o dinheiro de pesados impostos pagamos pela arma e o salário de alguns policiais despreparados, responsáveis por crueldades. Não podemos mais conviver com a violência e impunidade. São nossos direitos a segurança e a liberdade, por isso clamemos por mudanças para que tantos outros não sejam as futuras vítimas da incompetência e do abuso do poder da arma. Queremos crer na Justiça e na Polícia Militar. Pelo fim da barbárie.

Patrícia Klemtz, mãe de Thiago Klemtz de Abreu Pessoa, assassinado em 16 de agosto do ano passado.

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segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Em panfleto, CNBB chama Lula de “novo Herodes” por plano de direitos humanos

Herodes, aquele que, segundo a Bíblia, ordenou a “matança dos inocentes”, é como a Igreja Católica agora denomina o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em panfleto distribuído em São Paulo contra pontos dos quais discorda no 3º Programa Nacional de Direitos Humanos, lançado em dezembro pelo governo.

No livro de São Mateus, Herodes ordena o extermínio de todas as crianças menores de dois anos em Belém, na Judeia, para não perder seu trono àquele anunciado como o recém-nascido rei dos judeus, Jesus Cristo. Para a igreja, o “novo Herodes” autorizará o mesmo extermínio anunciando-se a favor da descriminalização do aborto.

No panfleto, intitulado “Presente de Natal do presidente Lula”, a Comissão Regional em Defesa da Vida do Regional Sul 1 da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), contesta este e outros pontos do já polêmico plano. “Herodes mandou matar algumas dezenas de recém-nascidos (Mt 2,16). Com esse decreto, Lula permitirá o massacre de centenas de milhares ou até de milhões de crianças no seio da mãe!”, incita o documento.

Segundo Dom José Benedito Simão, presidente da comissão e bispo auxiliar da arquidiocese de São Paulo, a igreja não é contra o plano em sua totalidade, mas considera que quatro deles “agridem” os direitos humanos. Além da questão do aborto, são eles: união civil entre pessoas do mesmo sexo, direito de adoção por casais homoafetivos e a proibição da ostentação de símbolos religiosos em estabelecimentos públicos da União.

“Não é uma campanha contra o projeto, mas alguns pontos em que acreditamos que ele agride e extrapola os direitos humanos e o direito à vida”, critica Dom Simão. “O que nós contestamos é a falta de sensibilidade desse decreto, que funciona como um projeto, e não ajuda em nada ao Estado Democrático de Direito em que queremos viver. Não queremos cair em outra ditadura. Esse decreto é arbitrário e antidemocrático”, completa.

Segundo Dom Simão, que também é bispo da Diocese de Assis, no interior de São Paulo, a intenção é ampliar a distribuição e divulgação do panfleto em todas as cidades do Estado e também pela internet. “Ele [o plano] não está a favor do Brasil. Agora vem o presidente dizer que não sabia, que assinou sem ler? Como vai assinar se não leu?”

Sobre a questão da retirada dos crucifixos, o bispo defende que não somente os símbolos da Igreja Católica estejam presentes, como também o de outras religiões. “Nós não queremos que retire, queremos é que se coloquem mais símbolos ainda. A igreja sempre defendeu os direitos humanos e vai apoiar o governo em tudo o que for a favor da vida. Mas esse plano tem que ser revisto sim. O governo só reviu a questão dos militares, mas nesses quesitos não está querendo rever. Que princípios o governo quer defender com esse projeto?”

A CNBB nacional também criticou os mesmos pontos no programa, por meio de nota oficial. Mas sua assessoria de imprensa disse desconhecer a distribuição do panfleto, alegando que o regional tem autonomia para determinadas ações, que não precisam passar pelo seu crivo. A assessoria informou ainda que a CNBB nacional não irá se manifestar sobre o panfleto.

O Regional Sul 1 também informou que a comissão tem autonomia e que o panfleto não precisaria ser aprovado pelo presidente da sede para ser distribuído. O regional coordena oito subregionais: Aparecida, Botucatu, Campinas, Ribeirão Preto 1, Ribeirão Preto 2, São Paulo 1, São Paulo 2 e Sorocaba, cada uma delas englobando pelo menos quatro cidades do Estado.

O UOL Notícias entrou em contato com a Presidência da República. A assessoria de imprensa informou que o governo não irá se pronunciar.

Em busca de direitos

A ABGLT (Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais), que congrega 220 organizações congêneres, apoia o programa de direitos humanos. Em nota oficial, o presidente da entidade, Toni Reis, afirma que a associação participou da elaboração e defende que “os direitos sexuais de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais são direitos humanos e, por isso, direitos fundamentais a serem respeitados em uma sociedade democrática”.

Atualmente, o aborto é considerado crime no Brasil, exceto em duas situações: gravidez decorrente de estupro e quando há risco de morte à mãe. No Código Penal, o aborto é enquadrado como crime contra a vida, com penas que variam de um a 10 anos de prisão.

O casamento homossexual também não é permitido, mas a união civil entre pessoas do mesmo sexo está em vias de ser julgada pelo Supremo Tribunal Federal. A adoção por casais homoafetivos ocorre, mas é rara. Faz parte de uma jurisprudência ainda minoritária, formada por decisões favoráveis em primeira instância com base no direito constitucional à família.

O polêmico plano

Aprovado em dezembro, o PNDH-3 traça recomendações ao Legislativo para a futura elaboração de leis orientadas a casos que envolvam os direitos humanos no país. Um dos pontos mais controversos prevê a criação de uma Comissão da Verdade, para investigar casos de violação de direitos humanos durante a ditadura militar.

A medida gerou desentendimentos entre militares e a pasta de direitos humanos, e culminou em uma alteração no plano, assinada por Lula no último dia 14, suprimindo a expressão “repressão política”, para englobar qualquer conflito no período.

A mudança não encerrou a discussão, já que outras polêmicas foram mantidas, como a tentativa de controle da imprensa e a não repreensão às invasões de terra, alvos de críticas de entidades como a Associação Brasileira das Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) e a Confederação Nacional da Agricultura (CNA).

Em nota, a Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República, que elaborou o programa, diz que ele incorpora propostas aprovadas em cerca de 50 conferências nacionais, realizadas desde 2003, e que sua versão preliminar esteve disponível durante 2009 para sugestões e críticas.Fonte: UOL/Padom

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Magno Malta diz que programa de direitos humanos cria império homossexual no Brasil

O senador Magno Malta (PR-ES) afirmou que irá criar uma Frente Parlamentar contra o decreto presidencial que criou o Programa Nacional de Direitos Humanos. Para o parlamentar, o decreto — assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no final do ano passado — “enaltece o projeto de lei 122”, em tramitação na Câmara, que, em sua opinião, “cria um império homossexual no Brasil”.

Em pronunciamento nesta quinta-feira (4), o senador afirmou… que a frente terá a maioria dos parlamentares tanto do Senado Federal quanto da Câmara dos Deputados e que o PL 122 “irá morrer nesta Casa”.

Magno Malta informou que a Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) do Senado aprovou na última quinta-feira requerimento de sua autoria para a realização de uma audiência pública sobre a matéria. Segundo o parlamentar, serão convidados representantes “da sociedade islâmica, da sociedade espírita, da sociedade judaica, das religiões afro-brasileiras e também católicos, evangélicos, ateus e intelectuais”.

O senador afirmou que não tem nada contra os homossexuais, que respeita muito, mas disse não poder permitir a aprovação de um projeto inconstitucional. Afirmou que a Constituição, no parágrafo 3º de sue artigo 226, estabelece que a união estável é aquela realizada “entre um homem e uma mulher”.

“Não sou homofóbico”, declarou o parlamentar, para quem “o Brasil precisa de uma grande campanha de educação e respeito nessa e em outras questões”.Fonte: Correio Braziliense

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“Sereis como deuses…” Por Pe Luiz Carlos Lodi da Cruz

…a promessa do Presidente Lula no seu Programa Nacional de Direitos Humanos.

Adão e Eva podiam comer de todas as árvores do jardim. A única proibição era que eles decidissem por si mesmos o que é bem e o que é mal (Gn 2.16-17).

A serpente enganou o primeiro casal dizendo que a felicidade deles estaria em desobedecer a Deus. Comendo do fruto proibido, eles estariam agindo “como deuses, versados no bem e no mal” (Gn 3.5). Ser livre para satisfazer os próprios caprichos, sem se importar com as leis que o Criador inscreveu na natureza: eis a libertação do homem!

Todos nós conhecemos as tristes consequências dessa rebelião contra Deus, dessa reivindicação de uma falsa autonomia diante do Criador.

* * *

No dia 21 de dezembro de 2009, às vésperas da Solenidade do Natal do Senhor, o presidente Lula presenteou os brasileiros com o Decreto 7037/2009[1], que aprovou o 3º Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3). Ao povo foi oferecido o direito de agir ignorando a Deus e não se importando com as leis naturais.

“Não matarás” (Ex 20.13)

Segundo Lula, seremos felizes não se respeitarmos a vida, mas se tivermos o direito de matar. Por isso o governo pretende “apoiar a aprovação do projeto de lei que descriminaliza o aborto, considerando a autonomia das mulheres para decidir sobre seus corpos” (Eixo orientador IV, diretriz 9, objetivo estratégico III ação programática g).

Usando a inverdade de que existem casos em que o aborto é “legal” no Brasil, o Estado já vem financiando sua prática em nossos hospitais. É desejo do governo “implementar mecanismos de monitoramento dos serviços de atendimento ao aborto legalmente autorizado (sic), garantindo seu cumprimento e facilidade de acesso” (Eixo Orientador IV, diretriz 17, objetivo estratégico II, ação programática g).

“Homem e mulher os criou” (Gn 1.27)

Segundo Lula, a complementaridade natural dos sexos não precisa ser respeitada. Essa lei, segundo a qual somente um homem e uma mulher podem casar-se entre si, é apelidada de “heteronormatividade”. O governo se propõe “desconstruir” essa regra, reconhecendo novas formas de família. Pretende “reconhecer e incluir nos sistemas de informação do serviço público todas as configurações familiares (sic) constituídas por lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais, com base na desconstrução da heteronormatividade (sic)” (Eixo orientador III, diretriz 10, objetivo estratégico V, ação programática d). Pretende ainda “apoiar projeto de lei que disponha sobre a união civil entre pessoas do mesmo sexo” e “promover ações voltadas à garantia do direito de adoção por casais homoafetivos” (Idem, ações programáticas b, c).

Tão grande é a autonomia proposta pelo governo, que ninguém deve ser obrigado sequer a aceitar o próprio sexo. Quem estiver insatisfeito, pode ir ao SUS a fim de fazer uma cirurgia “transexualizadora”. O decreto promete “garantir o acompanhamento multiprofissional a pessoas transexuais que fazem parte do processo transexualizador no Sistema Único de Saúde e de suas famílias” (Eixo orientador III, diretriz 7, objetivo estratégico IV, ação programática p).

“Não cometerás adultério” (Ex 20,14)

Em matéria sexual, o governo oferece a felicidade através da liberdade. Todos devem ter direito à “livre orientação sexual” (Eixo orientador III, diretriz 10, objetivo estratégico V). Não deve haver liberdade, porém, para se opor ao homossexualismo. Essa conduta, apelidada de “homofobia”, deve ser combatida pelo Estado. Para isso, o governo pretende “fomentar a criação de redes de proteção dos Direitos Humanos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (LGBT), principalmente a partir do apoio à implementação de Centros de Referência em Direitos Humanos de Prevenção e Combate à Homofobia (sic) e de núcleos de pesquisa e promoção da cidadania daquele segmento em universidades públicas” (Eixo orientador III, diretriz 10, objetivo estratégico V, ação programática g).

A prostituição não deve ser combatida, mas reconhecida como uma profissão. Segundo o governo, é preciso “garantir os direitos trabalhistas e previdenciários de profissionais do sexo por meio da regulamentação de sua profissão” (Eixo Orientador III, diretriz 7, objetivo estratégico VI, ação programática n). Pretende-se ainda quebrar a imagem negativa das mulheres prostitutas: “realizar campanhas e ações educativas para desconstruir os estereótipos relativos às profissionais do sexo” (Eixo orientador III, diretriz 9, objetivo estratégico III, ação programática h).

“Não roubarás” (Ex 20.15)

Um dos grandes entraves do governo petista em seu apoio às invasões de terra é a ação de reintegração de posse. Por esse meio processual, o proprietário tem restituído o direito à posse de que havia sido privado pelo invasor. O decreto do presidente Lula dá a entender que se pretende dificultar o cumprimento dessas ordens judiciais: “propor projeto de lei voltado a regulamentar o cumprimento de mandados de reintegração de posse ou correlatos, garantindo a observância do respeito aos Direitos Humanos” (Eixo orientador IV, diretriz 17, objetivo estratégico VI, ação programática b). De fato, se invadir propriedade privada é um direito humano, é lógico que o governo queira mudar a lei para garantir o exercício desse direito.

“Amarás o Senhor teu Deus” (Dt 6.4)

Se, conforme pensa o governo, Deus é inimigo do homem por cercear sua liberdade, é necessário expulsar a Deus. Por isso o decreto prevê “desenvolver mecanismos para impedir a ostentação de símbolos religiosos em estabelecimentos públicos da União” (Eixo orientador III, diretriz 10, objetivo estratégico VI ,ação programática c). A preocupação de Lula é compreensível: a presença de um crucifixo nos prédios dos Ministérios, do Congresso Nacional e dos Tribunais é incômoda para os que pretendem condenar inocentes à morte.

* * *

Como ocorreu no jardim do Éden, as promessas de Lula são ilusórias. O convite à liberdade esconde uma dura escravidão.

Se, por exemplo, são direitos humanos o aborto, o homossexualismo e a prostituição, o governo pretende punir os que ousarem falar contra esses “direitos”. O decreto prevê diversas penalidades para os meios de comunicação social que contrariarem sua ideologia: “propor a criação de marco legal regulamentando o art. 221 da Constituição, estabelecendo o respeito aos Direitos Humanos nos serviços de radiodifusão (rádio e televisão) concedidos, permitidos ou autorizados, como condição para sua outorga e renovação, prevendo penalidades administrativas como advertência, multa, suspensão da programação e cassação, de acordo com a gravidade das violações praticadas” (Eixo Orientador V, diretriz 22, objetivo estratégico I, ação programática a).

Como se vê, estamos às portas de uma ditadura.

Quem assinou o decreto?

O decreto 7037/2009 traz a assinatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de seus ministros. Entre eles figura Dilma Rousseff, pré-candidata do PT à presidência da República.

Conclusão de tudo isso: um cristão não pode votar no Partido dos Trabalhadores.

Anápolis, 11 de fevereiro de 2010

Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz
Presidente do Pró-Vida de Anápolis

[1] Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Decreto/D7037.htm. O decreto foi publicado no Diário Oficial da União em 22/12/2009.

Fonte: www.juliosevero.com

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A crise se agrava para as crianças haitianas - Por New York Times

Depois de mais de um mês do terremoto que arrasou o Haiti, hospitais não param de receber novas crianças. Os médicos têm reclamado das péssimas condições para prestar assistência e da burocracia.

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