Participe da comunidade do meu Blog

sábado, 7 de agosto de 2010

Prefeitura anuncia retomada do serviço de água e esgoto em Maringá

O contrato com a Sanepar vence no próximo dia 27 de agosto, e já no dia seguinte a responsabilidade pelo sistema passa a ser da Prefeitura. Validade do contrato segue na justiça

O contrato entre a Prefeitura de Maringá e a Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) termina em 27 de agosto próximo e a concessão não será renovada. Na quarta-feira (4), o município notificou a empresa que, após 30 anos, vai retomar o serviço de abastecimento de água e tratamento de esgoto. A Sanepar tem 15 dias para se manifestar.

Segundo o chefe de gabinete da prefeitura, Leopoldo Fielski, a intenção é que o serviço fique de acordo com o plano de saneamento que está sendo desenvolvido pela administração. Também é uma alternativa para baratear o sistema.

A retomada do serviço também está relacionada com a lei municipal, derrubada recentemente no Supremo Tribunal Federal (STF), que impede a renovação automática de concessões de caráter exclusivo, como é o caso do abastecimento de água e o transporte coletivo.

A decisão esbarra na polêmica sobre o aditivo contratual que garantiria que a Sanepar continuasse explorando o serviço até 2040. A validade foi questionada na justiça, visto que a renovação firmada em 1996 foi feita às escondidas, e sequer passou pela aprovação na Câmara Municipal.

Na decisão mais recente em relação ao caso, no início de fevereiro, o Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) suspendeu a anulação do aditivo , o que na prática estabelece que o contrato segue valendo, pelo menos até o julgamento do processo.

Como a Sanepar julga que o contrato não termina neste mês – mas sim em 2040 – a assessoria de imprensa informou que só vai se pronunciar sobre a decisão da prefeitura quando a assessoria jurídica analisar a notificação.

Para Fielski, a partir do dia 28, quando o serviço passar das mãos da Sanepar para as mãos da prefeitura, o que deve ocorrer é que a estatal siga com os trabalhos, mas com base em contrato temporário, até que estudos indiquem o que deverá ser feito em seguida.

“O município vai retomar imediatamente, mas isso não significa que haja um descontentamento com o serviço da Sanepar, que é reconhecidamente a melhor companhia de abastecimento do país. Tanto, que nossa primeira intenção é convidar a Sanepar para que continue o serviço, mas sem a titularidade de concessão”, disse.

Basicamente, a prefeitura vai assumir a responsabilidade pela sistema, mas irá contratar alguma empresa terceira para fazer o trabalho. A Sanepar terá preferência, mas não da forma que é feito hoje. “Temos um leque grande de possibilidades. A exploração da água, segundo a constituição do Paraná, precisa ser feita por empresa majoritariamente estatal, mas podemos firmar contratos até com estatais de outros estados”, disse.

Conta salgada

No final de outubro, o então presidente da Sanepar, Stênio Jacob, alegou que se a Prefeitura optasse por tirar a estatal da jogada, a empresa teria direito a uma gorda indenização.

De acordo com as contas da Sanepar, com a contabilização dos investimentos, descontadas as amortizações, a prefeitura ficará devendo R$227,4 milhões à Sanepar, em caso de rompimento do contrato . O valor, segundo as contas da própria empresa, é referente aos investimentos feitos no sistema de água e esgoto na cidade e que ainda não foram incorporados aos bens reversíveis do município. Fonte: Jornal de Maringá, reportagem de Hélio Strassacapa

Leia mais >>

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Posição do Brasil sobre direitos humanos provoca polêmica

Texto apresenta sugestões de como tratar países acusados de ferir direitos.
Especialistas em direitos humanos questionam postura do governo brasileiro.

Um documento enviado pelo governo brasileiro a integrantes das Nações Unidas tem provocado uma discussão entre cientistas políticos e defensores dos direitos humanos. O documento foi encaminhado há pouco mais de um mês pelo Itamaraty a países que discutem a revisão do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas.

O texto apresenta sugestões de como tratar países acusados de ferir direitos, defende o diálogo e propõe visitas de delegações para averiguar as denúncias. Também sugere que sejam oferecidos a eles assistência técnica e mecanismos para o desenvolvimento.

Mas especialistas em direitos humanos questionam a postura do governo brasileiro, que vem sendo criticado pela aproximação com países onde os direitos humanos não são respeitados, como Cuba e Irã.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi cobrado por não ter dado apoio aos presos políticos de Cuba e só ter defendido a iraniana condenada à morte por apedrejamento depois de críticas da comunidade internacional.

O cientista político Ricardo Caldas considera que o documento acaba favorecendo regimes ditatoriais e vê outros interesses na política externa brasileira. “Tudo leva a crer que o objetivo maior é desenvolver interesses comerciais, aumentar as exportações e talvez o investimento de empresas brasileiras nesses países. Gerar negócios. Mas eu penso que a gente não pode simplesmente se aliar ao país mais tirano do mundo dizendo que a gente vai abrir um poço de petróleo lá”, afirmou.

O Itamaraty divulgou nota nesta quinta-feira (5) sobre o texto que causou tanta polêmica. O governo brasileiro nega que busque evitar censura a países que violam os direitos humanos e diz que as propostas brasileiras visam fortalecer o Conselho de Direitos Humanos da ONU. Fonte: G1.com.br

Leia mais >>

Richa abre vantagem de 13 pontos sobre Dias no Paraná

A O candidato do PSDB, Beto Richa, lidera a disputa pelo governo do Paraná com 46% das intenções de voto, de acordo com pesquisa do Ibope divulgada hoje pela Rede Paranaense de Comunicação (RPC), afiliada da Rede Globo. Na segunda colocação está o candidato do PDT, Osmar Dias, que aparece com 33% das preferências dos 1008 eleitores ouvidos entre os dias 2 e 4 deste mês.

Os candidatos Amadeu Felipe (PCB), Luiz Felipe Bergmann (Psol) e Paulo Salamuni (PV) não obtiveram 1% das intenções de voto. Os candidatos Avanilson Alves Araújo (PSTU) e Robinson de Paula (PRTB) não foram citados. Os votos brancos e nulos somaram 4%, enquanto 16% não souberam ou não quiseram responder. A margem de erro da pesquisa é de 3 pontos porcentuais para mais ou para menos.

O Ibope também ouviu os eleitores sobre as eleições para o Senado. O ex-governador Roberto Requião (PMDB) aparece na dianteira com 48% das intenções de voto. Ele é seguido por Gleisi Hoffmann (PT), com 32%, Ricardo Barros (PP), com 15%, e Gustavo Fruet (PSDB), com 11%. Os candidatos Gilberto Araújo (PCB), Luiz Piva (Psol) e Valmor Venturini (Psol) aparecem com 2% cada um. Rubens Hering (PV) e Irineu Fritz (PT do B) receberam 1% dos votos cada um.

Os candidatos Ademir Pedroso (PRTB), Rivaldir Jensen (PRTB) e Cláudio Timossi (PSTU) não foram citados. Os votos brancos e nulos somaram 11%, enquanto 43% não responderam ou não souberam a resposta. A pesquisa está registrada no Tribunal Regional Eleitoral sob número 17416/2010 e no Tribunal Superior Eleitoral sob número 21696/2010. Fonte: Agência Estado

Leia mais >>

Ex-espiões alertam Obama para ataque de Israel ao Irã

O grupo Profissionais Veteranos da Inteligência pela Sanidade (Vips) enviou uma carta ao presidente dos EUA, Barack Obama, "alertando para a probabilidade de que Israel vá atacar o Irã tão cedo quanto neste mês, e isso provavelmente levaria a uma guerra mais ampla".

A carta diz ao presidente que "isso pode ser detido, mas somente se você agir rapidamente para prevenir um ataque israelense com uma condenação pública dessa medida antes que ela ocorra". O documento acrescenta que "mudança de regime, e não armas nucleares iranianas, é a preocupação primária de Israel".

O documento também diz que "se o temor declarado de Israel, de que uma ou duas armas nucleares no arsenal iraniano seriam algo que mudaria o jogo, seria de se esperar que os líderes israelenses dariam pulos de alegria diante da possibilidade de ver metade do urânio levemente enriquecido do Irã ser embarcado para o exterior".

Ao invés disso, acreditam os membros do grupo, Israel descarta como 'um truque' o acordo tripartite negociado por Turquia e Brasil para embarcar metade do urânio levemente enriquecido do Irã para longe do controle de Teerã.

Programa nuclear

A carta diz ainda que a liderança israelense está na expectativa de um memorando que a comunidade de inteligência dos EUA estaria preparando para atualizar a Estimativa de Inteligência Nacional de 2007, que diz que "nós julgamos com alta confiança que, no outono de 2003, Teerã suspendeu seu programa de armas nucleares". Segundo os integrantes do Vips, uma de suas fontes diz que o novo memorando deverá reafirmar o conteúdo daquela estimativa, ou seja, de que o Irã não tem um programa nuclear militar.

O grupo avalia que o anúncio, na semana passada, de que funcionários dos EUA vão se reunir com os iranianos no próximo mês para retomar conversações sobre maneiras de "arranjar um enriquecimento maior do urânio levemente enriquecido do Irã para o reator de pesquisas médicas de Teerã foi bem-vindo por todos, menos os líderes de Israel".

Argumento

Para os autores da carta, um acordo "enfraqueceria grandemente o argumento mais assustador de Israel para atacar o Irã" e, por isso, "cresce o incentivo em Tel Aviv para que os israelenses ataquem antes que tal acordo seja alcançado".

Um dos autores da missiva é Phil Girardi, que foi da Diretoria de Operações da CIA por 20 anos. O grupo foi formado no começo de 2003, com o objetivo de denunciar as distorções que o governo do então presidente George W. Bush fazia das análises dos serviços de inteligência norte-americanos para justificar a invasão do Iraque. Fonte: Agência Estado

Leia mais >>

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Corregedoria revela furto de 17 toneladas de documentos da Secretaria da Educação

Documentos que sumiram poderiam ajudar na comprovação de fraudes com cartões corporativos da secretaria

O sumiço de 17 toneladas de documentos da Secretaria Estadual da Educação do Paraná (Seed) foi revelado nesta quarta-feira (4) pela Corregedoria-Geral do Estado, órgão do governo paranaense responsável por investigar possíveis irregularidades na administração pública estadual.

Os documentos que foram furtados poderiam ajudar a comprovar fraudes na utilização de dinheiro reservado para gastos com viagens na Seed. Os papéis, referentes ao período anterior a 2009, estavam em um barracão em Piraquara, na região metropolitana de Curitiba, e seriam auditados por técnicos da Corregedoria.

Apesar de ter sido revelado nesta quarta, o governo estadual informou que o furto dos documentos foi registrado na polícia em janeiro deste ano. Na época, não houve investigação. O secretário especial de Corregedoria e Ouvidoria Geral do Estado, Antônio Comparsi de Mello acredita que o sumiço pode estar relacionado às fraudes na secretaria. Em entrevista ao telejornal ParanáTV 2º Edição, da RPC TV, ele declarou que o furto pode ter sido articulado por alguém que tinha interesse no desaparecimento de provas das irregularidades.

Segundo a Agência Estadual de Notícias – órgão oficial do governo – Mello pediu a designação de um delegado especial para cuidar da investigação do crime. A auditoria da Corregedoria deve ser concluída em 30 dias.

Histórico

A Seed passou a ser investigada em junho deste ano pelo Ministério Público Estadual. O órgão começou a apurar o uso indevido de diárias de viagens por servidores da secretaria. A denúncia apontava que funcionários da Superintendência de Desenvolvimento Educacional (Sude), antiga Fundepar (Fundação Educacional do Paraná), estariam envolvidos em um suposto esquema de fraude com o uso de cartões corporativos do governo.

Uma sindicância interna estimou que R$ 800 mil que deveriam se destinar ao pagamento de gastos com viagens, entre janeiro de 2009 e maio de 2010, foram desviados para outros fins, tais como o pagamento de babás e consertos de computadores e automóveis particulares. Parte desse desvio era feito por servidores que usavam o cartão corporativo de colegas para fazer saques de diárias de viagens. Fonte: Gazeta do Povo

Leia mais >>

Para cientista israelense, armas trazem paz

O incentivo ideal para que os países adotem uma estratégia pacífica? Exércitos, diz Robert Aumann, da Universidade Hebraica de Jerusalém.

Aumann, 80, é íntimo da guerra. Nasceu em uma família rica de judeus ortodoxos na Alemanha, que foi para os EUA fugindo dos nazistas.

Foi um dos melhores jovens matemáticos dos EUA nos anos 1950. Com a criação de Israel, mudou-se. Seu filho mais velho morreu no Exército israelense, em 1982.

"A paz não é feita com concessões, mas se mostrando pronto para guerrear. Os romanos foram campeões da paz. A "Paz Romana" durou 200 anos. Qual o lema? Se quer paz, prepare-se para a guerra. É teoria dos jogos. Não é legal, mas é verdade."

A teoria dos jogos mostra que o ataque é uma estratégia muito vantajosa quando um lado percebe fraqueza no outro, diz. O exemplo clássico da teoria, aliás, é o dilema do prisioneiro. Se dois comparsas ficarem quietos, ambos serão soltos. Se apenas um ficar em silêncio, ele é condenado. Se ambos falarem, os dois são presos.

Como um não sabe o que o outro fará, não colaborar é a melhor opção --afinal, se o comparsa ficar quieto, você é solto; se ele falar, você seria preso de qualquer jeito.

"Compare a Guerra Fria e a Segunda Guerra. Negociar com Hitler não trouxe a paz."
Antes de morrer, conta, o filho lhe escreveu. Dizia que não há bem sem o mal. Fonte: Folha Online, reportagem de Ricardo Mioto

Leia mais >>

Sociologia precisa de equações, dizem prêmios Nobel em SP

Temas: eleições, diplomacia, história. Os especialistas: matemáticos --todos ganhadores do Nobel de economia, sendo um deles John Nash, que inspirou o filme "Uma Mente Brilhante".

Nada de estranho, dizem. Eles usam a teoria dos jogos --o estudo matemático sobre como pessoas escolhem estratégias--, e acham que ela será muito útil às ciências sociais neste século.
Luiz Carlos Murauskas/Folhapress
John Nash e outros três Nobel de economia participam de seminário realizado na USP sobre a teoria dos jogos

"O tratamento matemático precisa de pressupostos claros, e isso leva a conclusões por consequência lógica", diz Robert Aumann, da Universidade Hebraica (Israel).

"Com palavras, você se convence de qualquer coisa. A matemática promove uma disciplina de pensamento."

Nash, aos 82, esteve hoje na USP para o encontro que reuniu cientistas que trabalham com teoria dos jogos. Recuperado da esquizofrenia, diz que foi hospitalizado contra a vontade e ataca a eficácia do procedimento.

A área que Nash ajudou a fundar permite comparar, por exemplo, tipos de votação. Se as pessoas votam em apenas um deputado, é mais fácil ser eleito com um discurso específico, focado em um grupo de eleitores (defendendo direitos gays ou maiores salários para policiais).

Se os eleitores fazem uma lista com três nomes, é preciso o triplo de votos para vencer. Discursos de interesse geral (como crescimento econômico ou menos impostos) tendem a ter mais sucesso.

Nesse caso, é fácil prever o resultado da modelagem matemática. Em sistemas sofisticados, os resultados de mudanças nas regras do jogo são mais imprevisíveis. A matemática, aí, faz previsões que a reflexão não atinge.

A ideia não é desprezar as ciências sociais, diz Roger Myerson, da Universidade de Chicago. "Li autores de política. Ele mostram quais questões institucionais importantes estudar." Ele pesquisou a República de Weimar, da Alemanha pré-Segunda Guerra. O sistema político era generoso com quem adotasse estratégias autoritárias.

Nash diz que gostou do filme sobre sua vida, mas que ele não é fidedigno. A cena em que está no bar e as garotas do local o fazem ter um insight é invenção do roteirista. "E ele ganhou um Oscar." Fonte: Folha Online, reportagem de Ricardo Mioto

Leia mais >>

Para especialista, não haverá 2º turno

Pedro Elói Rech observa que a polarização de dois candidatos no pleito impede a existência de um contraponto eleitoral

O professor de Ciências Políticas para os cursos de Comunicação da Universidade Positivo, Pedro Elói Rech, acredita que dificilmente ocorrerá segundo turno nas eleições estaduais. Rech observa que a polarização de dois candidatos no pleito impede a existência de um contraponto eleitoral. “Vejo o caso da Marina em nível nacional. Os 10% que ela deverá fazer, provavelmente serão suficientes para levar a disputa para o segundo turno”. O professor exemplificou a questão paranaense dizendo que o terceiro candidato mais citado nas intenções de voto, Paulo Salamuni (PV), não passou do 1%.

Segundo Rech, apesar de definida no primeiro turno, é impossível dizer quem ganhará, diante do empate técnico entre Beto Richa (PSDB) e Osmar Dias (PDT). A situação poderá mudar quando começarem as propagandas no rádio e televisão e nas participações nos debates. “Como os projetos de governos são parecidos, pois todas as pesquisas mostram o que a população quer, é no debate, mais precisamente na réplica e na tréplica que as contradições e as posturas reais são conhecidas”, avalia. (CA) Fonte: Bem Paraná, reportagem de Caio Augusto

Leia mais >>

Senado aprova poder de polícia para Forças Armadas nas fronteirasSenado aprova poder de polícia para Forças Armadas nas fronteiras

Proposta dá ao ministro da Defesa poder de indicar chefes militares. Projeto de iniciativa do Executivo segue para sanção presidencial

O plenário do Senado aprovou nesta quarta-feira (4) um projeto que dá poder de polícia para as Forças Armadas nas regiões de fronteiras. O projeto segue agora para sanção presidencial. A proposta foi enviada pelo Executivo ao Congresso em dezembro do ano passado.

Pelo texto, será permitido às Forças Armadas fazer patrulhamento, revista de pessoas, veículos, embarcações e aeronaves e prisões em flagrante. Essas atividades são permitidas tanto nas fronteiras terrestres quanto nas marítimas.

Ainda na Câmara, que aprovou o projeto em março, os deputados incluíram uma emenda de Antonio Carlos Pannunzio (PSDB-SP) enfatizando que o poder de polícia independe da “posse, propriedade ou finalidade” da terra. Com isso, Pannunzio acredita estar autorizado o patrulhamento de terras indígenas pelas Forças Armadas.

O projeto faz outras alterações na estrutura nacional de Defesa do país e aumenta o poder do ministro da Defesa. Caberá a ele e não mais ao presidente da República a indicação dos comandantes do Exército, da Aeronáutica e da Marinha. O texto aprovado pelo Senado é o mesmo votado pela Câmara. Fonte: G1/Globo.com

Leia mais >>

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Bate-papo com candidatos é marcado por ataques e propostas vagas

Beto Richa e Osmar Dias, os dois principais candidatos ao governo do Paraná, participaram do bate-papo com estudantes no Teatro Positivo, em Curitiba. Foto: Antonio More/Gazeta do Povo

Participaram Beto Richa (PSDB), Luiz Felipe Bergmann (PSol) e Osmar Dias (PDT), candidatos ao governo do estado, e Rubens Hering (PV), que disputa o Senado

Três candidatos que disputam o governo do estado - Beto Richa (PSDB), Luiz Felipe Bergmann (PSol) e Osmar Dias (PDT) - participaram na manhã desta terça-feira (3) de um bate-papo com estudantes da Universidade Positivo, em Curitiba. Também esteve presente o candidato ao Senado pelo PV, Rubens Hering. Cada concorrente falou separadamente com os universitários. Os ataques aos adversários e as propostas vagas marcaram os discursos.

O primeiro candidato a responder as perguntas foi o tucano. Richa começou afirmando que está preparado para assumir o governo do estado. "Fui eleito dez vezes o melhor prefeito do Brasil. Estou pronto para assumir o desafio de governar o Paraná", disse. O ex-prefeito de Curitiba fez referência ao compromisso que havia assumido na eleição de 2008, quando foi reeleito para prefeitura, de que não deixaria o cargo para disputar o governo. "Meus eleitores me liberaram. Temos pesquisas que mostram que 80% dos que votaram em mim, querem que eu vá para o governo do estado", afirmou.

Questionado sobre a relação de seu governo na prefeitura de Curitiba com o do ex-governador do Paraná Roberto Requião (PMDB), Richa afirmou que foi perseguido e que a capital foi prejudicada. "Tive repasses do governo estadual para área de saúde. Mas depois de 2006, quando apoiei outro candidato e não o ex-governador, os repasses azedaram e muitas obras, obras importantes, como a construção do hospital do idoso, ficaram sem recursos", disse. Ele afirmou que como governador pretende fazer parceria com prefeitos, independente dos partidos.

Ele também defendeu a implantação da Linha Verde, antiga BR-476. A pergunta encaminhada ao candidato se referia a rua como "via lenta". Este foi o único momento em que o candidato falou em tom mais incisivo. Ele questionou a pergunta e disse que quem havia feito não conhece a obra. "Quando assumimos a obra, estava tudo abandonado. Os congestionamentos antes eram gigantes e quem disse isso, ou não passou por lá agora, ou não sabia como era antes", afirmou. As principais proposta de Richa são aumento do efetivo da polícia e contratação de médicos. "Nas regiões onde há hospital regional,não há médico", afirmou.

Osmar Dias

Já Osmar Dias abriu seu discurso, criticando a candidatura do adversário. Ele afirmou que apoiou Beto Richa na última eleição. No entanto, para Osmar, o ex-prefeito de Curitiba não poderia ter deixado o cargo para disputar a vaga no Palácio Iguaçu. "Ele descumpriu uma promessa de campanha. Por isso não deveria ser candidato e eu também não poderia compor uma chapa com ele dessa forma". Várias vezes, durante sua fala, Osmar disse que não havia “votado a favor da venda do Banestado”, referindo-se ao adversário quando era deputado estadual.

Uma das promessas de Osmar é fazer uma auditoria completa nos contratos de pedágio. “Vamos fazer com que as concessionárias divulguem periodicamente os balancetes, com a receita e o cronograma de obras, para que todos possam fiscalizar”, disse.

Osmar Dias foi questionado, ainda, se teve alguma participação na escolha do candidato a vice de José Serra (PSDB) na disputa à Presidência da República. Antes da escolha de Índio da Costa para compor a chapa do tucano, o mais cotado era o senador Álvaro Dias, irmão de Osmar. “Não tive nada a ver com a escolha do vice de Serra. Não participei nem da escolha do vice de Dilma”, afirmou.

Bergmann

O candidato Luiz Felipe Bergmann (PSol) foi questionado se é favorável aos métodos usados pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Bergmann defendeu o movimento afirmando que o MST é que faz a reforma agrária no país. "O que deveria fazer um pai que vê seu filho morrendo de fome, enquanto existe terras improdutíveis em latifúndios. Se a reforma agrária não for feita por bem, é preciso usar métodos mais incisivos", afirmou. Fonte: Gazeta do Povo, reportagem de Gladson Angeli

Leia mais >>

Candidatos à Presidência comentam os ataques à Rota


Nesta segunda-feira, a maioria dos candidatos à Presidência da República fez campanha no eixo Rio-São Paulo. Os ataques à Rota, a tropa de elite da Polícia Militar paulista, foram comentados pelos 3 principais candidatos.

Leia mais >>

'Ele não era má pessoa', diz brasileira que evitou roubo falando de Jesus

Nayara Gonçalves, de 20 anos, nunca tinha sido assaltada. Ela diz que ficou chateada ao saber que assaltante foi pego em outro roubo.

Apenas quatro minutos depois de abrir a loja de celulares em que trabalha em Pompano Beach, na sexta-feira retrasada (23), a mineira Nayara Gonçaves viu um homem entrar todo vestido de preto. Ela percebeu que havia algo estranho, mas não conseguiu fechar a porta a tempo. Ele se aproximou do balcão, perguntou preços de aparelhos e logo mostrou uma arma, anunciando um assalto. Em vez de entregar de cara tudo o que tinha no caixa, Nayara decidiu conversar com o homem, e acabou convencendo ele a desistir do roubo.

"Percebi que ele não era má pessoa. [...] Ele disse que odiava ter que fazer aquilo, mas que precisava de todo o dinheiro que tinha no caixa. Eu disse: 'antes de fazer qualquer coisa eu quero te falar um pouco de Jesus'. Comecei a dizer que era evangélica e que esse não era o caminho certo. Ele ouviu, não apontou mais a arma pra mim e falou que precisava de US$ 300 para não ser despejado do apartamento em que morava", disse a brasileira de 20 anos em entrevista ao G1, por telefone.

O assaltante, depois identificado como Israel Camacho, de 37 anos, disse que Nayara estava certa e que não queria machucá-la. Ela ofereceu ajuda para ele arrumar um emprego, e ele disse que já tinha um trabalho, mas precisava do dinheiro imediatamente. "Jesus pode mudar a sua vida", ela disse. Já a caminho da porta, o assaltante olhou para a brasileira e mostrou a arma falando: "quer saber de uma coisa? Isso nem é de verdade, é uma arma de brinquedo."

Nayara nunca foi assaltada antes. Nascida em Mantena (MG), ela mora com a família nos EUA há cinco anos e é gerente da loja. "Fiquei muito nervosa, porque não sabia qual seria a reação dele. Meu chefe quando viu as imagens das câmeras de segurança disse que eu era louca, que devia ter entregado o dinheiro. A policial da delegacia me falou que nunca tinha visto algo assim."

A fala da brasileira pode ter poupado um assalto à loja em que trabalha, mas não impediu que o assaltante voltasse a roubar. Camacho foi preso no mesmo dia, após invadir uma loja de sapatos poucas horas depois da tentativa frustrada de levar dinheiro do estabelecimento onde Nayara trabalha. "Fiquei muito chateada quando soube. Achei que ele realmente tinha se arrependido, que eu tinha plantado uma semente em seu coração. Mas acho que agora ele vai repensar e ainda pode fazer um compromisso com Deus." Fonte: G1.com reportagem de Giovana Sanchez

Leia mais >>

Secretário da Segurança descarta onda de violência em SP

Antônio Ferreira Pinto se reuniu na tarde desta terça-feira com governador. Eles divergem sobre ideia de que crime promove tumulto em ano eleitoral.

O secretário da Segurança Pública de São Paulo, Antônio Ferreira Pinto, disse nesta terça-feira (3) ao G1 que os ataques ocorridos no fim de semana contra o quartel da Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota) e contra o comandante do grupo de elite, coronel Paulo Telhada, são fatos isolados, sem vínculo com o clima eleitoral. No Palácio dos Bandeirantes para uma reunião que ele classificou como de rotina com o governador Alberto Goldman, Ferreira Pinto também disse que atribuir as mortes registradas em confronto com a PM no início da semana a estes episódios de sábado e domingo é "pura maldade, que só aumenta a intranquilidade na população."

DiFerreira Pinto disse que os policiais são constantemente alertados sobre manter a letalidade da ação policial sob controle, são homens honrados e de família e não estariam revidando qualquer ataque até porque no atentado contra Telhada não houve morte, apenas tiros descordenados contra o veículo.

Ferreira Pinto afirmou que não ocorrerá novo episódio como a onda de ataques contra unidades policiais em 2006. "2006 é passado, falo isso sob o risco de cair no ridículo, mas diante da minha experiência de 34 anos como policial e como promotor público."

Mais cedo, em entrevista coletiva, o governador Alberto Goldman havia admitido a possibilidade de o crime organizado utilizar o período eleitoral para promover inquietação. "A criminalidade procura trazer um certo grau de inquietação. Essa criminalidade mais ou menos organizada, não se sabe como está estruturada hoje, neste momento, sempre procura ações que possam trazer algum tipo de inquietação", afirmou Goldman.

Para Ferreira Pinto, essa possibilidade não existe. "Posso garantir que o clima organizado sequer conhece legislação eleitoral para se aproveitar dela. Estas questões são isoladas e não tem nenhuma vinculação com o sistema penitenciário", afirmou.


Ferreira Pinto afirmou que o ataque contra Telhada está sendo investigado, mas deixou claro que não entende o episódio no quartel da Rota como um ataque.

"Temos um caso isolado contra o coronel Telhada, que está sendo analisado. Fora isso, temos um caso do quartel da Rota. Me parece um despropósito dizer que é um ataque, o indivíduo, de madrugada, dar tiros contra a parede lateral de um prédio tão portentoso quanto aquele. É um gesto que até agora não entendemos o significado a não ser buscar uma repercussão maior do que propriamente oferecer algum perigo. Jamais isso pode ser entendido como ataque."

Ferreira Pinto minimizou o fato de o homem que atirou contra o quartel da Rota ter tido um irmão ex-policial. "O irmão dele é ex-policial e saiu porque pediu baixa, exoneração. Não saiu por problemas disciplinares. Saiu por questão de convicção própria, interesse próprio. Então não há nenhuma ilação com o fato de ele ter um irmão que é ex-policial."

Ferreira Pinto disse que a reunião com o governador não tem nada a ver com os ataques à polícia. "Vamos conversar sobre problemas administrativos. Sobre a construção de um museu da Polícia Militar, do centro cultural da Polícia Militar naquela área do Parque Dom Pedro e que também vai contribuir para a reurbanização daquela área." Fonte: G1.com

Leia mais >>

Senado aprova ampliação da licença-maternidade para 6 meses

O Senado aprovou nesta terça-feira por unanimidade a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que torna obrigatória a ampliação da licença-maternidade de quatro para seis meses no país. Hoje, a licença de 180 dias é facultativa às empresas, que têm liberdade para aderir ou não à extensão do benefício.

Para que a licença obrigatória entre em vigor, a PEC tem de ser votada pela Câmara. Somente depois de aprovada pelos deputados segue para promulgação. O Senado já havia aprovado a matéria em primeiro turno no final de julho, mas concluiu a análise da proposta nesta terça-feira.

No modelo facultativo, as empresas que aderirem ao programa 'Empresa Cidadã' podem deduzir do Imposto de Renda os dois meses extras de salário-maternidade pagos pelos empregadores. A nova licença já é adotada em diversos órgãos públicos.

Autora da proposta, a senadora Rosalba Ciarlini (DEM-RN) disse que a aprovação da PEC não traz prejuízo às trabalhadoras, que temem correr risco de demissão após o maior período de ausência do trabalho. "Todos os países que avançaram na licença-maternidade não enfrentaram esse problema."

Todos os 62 senadores presentes na sessão plenária do Senado votaram favoravelmente à extensão da licença maternidade. Em ano eleitoral, diversos senadores-candidatos aproveitaram para defender a aprovação do texto incluindo a relatora, que disputa o governo do Rio Grande do Norte. Fonte: Folha Online, reportagem de Gabriela Guerreiro

Leia mais >>

domingo, 1 de agosto de 2010

Governador de SP descarta que ataques contra PM sejam ação do PCC

O governador de São Paulo, Alberto Goldman (PSDB), disse neste domingo que não acredita que os ataques ao comandante da Rota (Rondas Ostensivas Tobias Aguiar) e ao batalhão da corporação sejam uma ação coordenada de facções criminosas, como o PCC (Primeiro Comando da Capital).

"Eu não acredito que haja qualquer possibilidade disso. Independentemente de não acreditarmos que essa possibilidade exista, eu diria que estamos todos preparados para qualquer tentativa que possa ocorrer. Mesmo que seja possibilidade zero, ou quase zero, eu acho que é obrigação nossa estarmos preparados para qualquer eventualidade. Estamos preparados e não acredito que possa, de qualquer forma, se repetirem os episódios que nós tivemos em 2006", afirmou durante entrevista à rádio Jovem Pan.

Na madrugada deste domingo, um homem foi morto a tiros por policiais da Rota após atirar contra o batalhão da corporação, na Luz (centro). Segundo informações da polícia, dois homens que estavam em um veículo preto atiraram contra o quartel assim que o carro que trafegava pela avenida Tiradentes, entrou na rua João Teodoro, esquina onde fica o batalhão.

Um deles teria saído do veículo e continuou a atirar contra os policiais do batalhão que haviam ido até o local verificar a origem dos tiros. Os policiais revidaram e atingiram um criminoso, que morreu no hospital. Outro suspeito, que dirigia o carro, fugiu.

O comandante da Rota também sofreu um atentado na manhã de ontem quando saía de sua casa. Um carro cinza com dois homens parou em frente ao seu veículo e disparou cerca de dez tiros. O oficial se escondeu agachado no carro e não foi atingido. Ninguém foi preso até a manhã deste domingo.

Apesar dos ataques ocorreram num período inferior a 24 horas, o governador não vê ligação entre os casos.

Também na madrugada deste domingo, dez veículos foram incendiados em sete bairros da zona leste de São Paulo. Segundo o Corpo de Bombeiros, a corporação foi acionada para combater as chamas entre a 0h e as 3h40.

Os casos foram registrados em nos bairros Vila Carrão, Itaquera, Jardim Helena, Arthur Alvim, Cidade AE Carvalho, Lajeado e Vila Aimoré. Fonte: Folha Online

Leia mais >>

Bandidos incendeiam dez veículos na periferia de SP

PM acredita ser uma retaliação de criminosos devido às prisões efetuadas constantemente na região

Pelo menos 10 veículos foram incendiados durante a madrugada deste domingo, na zona leste de São Paulo, segundo informações do Centro de Operações dos Bombeiros (Cobom). Três casos foram registrados em delegacias. Ninguém ficou ferido.

Segundo a Polícia Militar, alguns dos carros eram carcaças estacionadas na rua. Ainda não há informação se os casos estão relacionados, de acordo com a PM, que acredita ser uma retaliação de criminosos devido às prisões efetuadas constantemente na região.

Os incêndios, de acordo com o Cobom, começaram por volta das 0h23 e seguiram até as 3h40 de hoje. Foram registrados pelos bombeiros, dois incêndios em Arthur Alvim, dois em Lajeado, um no Jardim Helena, dois na Vila Aimoré, um em Itaquera, um na Vila Carrão e um em A.E.Carvalho.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP), três incêndios foram registrados. Um deles em São Miguel Paulista, onde um Fiat Linea ano 2010 foi incendiado por volta da 1h40. O carro, segundo a SSP, foi roubado na área do 59ºDP, no Jardim Noemia e o dono não havia feito o boletim de ocorrência.

Outro caso ocorreu em Guaianases, onde o responsável por um pátio de veículos apreendidos pelo Estado conseguiu apagar os chamas que apareceram em frente ao portão do imóvel, por volta da 1 hora. Nenhum carro foi atingido. Já no bairro de Burgo Paulista, um Passat 1980 foi encontrado incendiado por volta das 2h10. Fonte: Agência Estado

Leia mais >>

Suspeito de atirar contra Rota já tinha passagens pela polícia

Homem, que faleceu após troca de tiros com a PM, já havia cumprido pena por roubo e lesão corporal

Tenente-coronel da Rota sofre atentadoUm dos dois suspeitos de atirar contra o prédio da Rondas Ostensivas Tobias Aguiar (Rota), na região central de São Paulo, e que faleceu após troca de tiros com policiais militares já havia sido preso anteriormente, segundo a polícia.

O homem, de 33 anos, já havia cumprido pena por roubo e lesão corporal e havia saído da cadeia em fevereiro, segundo informações da Polícia, que ainda não tem informações se o suspeito teria ligações com alguma facção criminosa.

O quartel da Rota foi atacado por volta das 3h15 de hoje. Segundo policiais da 2ºDP, onde o caso foi registrado, os policiais militares foram avisados que teria um carro suspeito parado junto à Rua João Teodoro, na lateral do prédio da Rota.

Ao chegarem o local, os PMs comprovaram que um dos suspeitos estava atirando contra uma janela do edifício. O outro suspeito estava dentro do carro e fugiu. Com a troca de tiros, o homem foi atingido e levado para o pronto-socorro de Santana, onde faleceu. Foram apreendidos uma arma .40 e um coquetel molotov.Fonte: Agência Estado

Leia mais >>

Quartel da Rota é atacado em São Paulo

Pelo menos dois suspeitos atacaram a tiros o quartel das Rondas Ostensivas Tobias Aguiar (Rota), na região central de São Paulo, na madrugada deste sábado (31). O ataque ao prédio ocorreu menos de 24 horas depois do atentado sofrido pelo tenente-coronel da Rota, Paulo Telhada, na sua residência.

Segundo a Polícia Militar (PM), os bandidos estavam em um veículo e passaram em frente ao quartel por volta das 3h15. Houve tiroteio e um dos suspeitos foi baleado. Ele foi socorrido no pronto-socorro de Santana, onde morreu, segundo a PM. Outro suspeito fugiu.

O governador do Estado, Alberto Goldman, descartou uma nova onda de atentados por parte do PCC depois dos ataques. As declarações foram feitas à Radio Jovem Pan. Há informações também de que diversos carros foram incendiados na zona leste da cidade. Não há ainda o número oficial, mas, segundo o Corpo de Bombeiros, pelo menos dez carros foram atingidos.

De acordo com nota divulgada pela PM, as instituições e os órgãos de segurança continuam as investigações para identificar os autores dos disparos efetuados contra a residência do comandante da Rota e o ataque contra o prédio do batalhão. Fonte: Agência Estado

Leia mais >>

Filho do Hamas - Mosab Hassan Yousef

A história real de um filho do Hamas que se tornou espião israelense, converteu-se ao cristianismo e ajudou a combater uma das maiores organizações terroristas do mundo.
Mosab é filho do sheik Hassan Yousef, um dos fundadores do Hamas, e assume altos riscos ao falar publicamente de sua fé em Jesus.

Em seu livro, ele expõe os bastidores da organização islâmica extremista e revela os lances ousados de sua atuação com o Shin Bet (o serviço secreto interno de Israel) para evitar a morte de inocentes.

Leia mais >>

Tortura persiste no Brasil

Relatório da Pastoral Carcerária mostra que prática ainda é generalizada no país e que policiais e agentes penitenciários são os principais agressores

A tortura é prática sistemática e generalizada no país ainda. É o que aponta o Relatório sobre Tortura: uma Experiência de Monitoramento dos Locais de Detenção para Prevenção da Tortura, elaborado pela Pastoral Carcerária e que será lançado nesta segunda-feira, em São Paulo. O documento mostra que juízes e promotores resistem em combater as violações e as denúncias dos presos raramente são levadas a sério. A Pastoral Carcerária registrou, entre 1997 e 2009, 211 casos de tortura em 20 estados brasileiros, sendo o maior número em São Paulo (71), Maranhão (30), Goiás (25) e Rio Grande do Norte (12). No Paraná, foram sete casos. Do total de casos registrados no país, em 21 a violência levou o agredido à morte.

O relatório mostra, ainda, que a cada dez casos registrados pela entidade, apenas em quatro foi tomada alguma providência pelas autoridades. “Há a ficção de que tudo que o agente público fala é verdade e de tudo que o preso fala é mentira. Há a ideia de que a tortura é correta e que, se o preso não quisesse passar por aquilo, não deveria ter cometido o crime”, afirma o assessor jurídico da Pastoral Carcerária, José de Jesus Filho.

As violações registradas acontecem em maior parte nas carceragens de delegacias e em penitenciárias. Contudo, há casos de violência em residências e até na rua. A Polícia Militar e os agentes penitenciários são apontados como os principais autores das agressões. “Vemos uma continuidade do regime militar nessas ações”, comenta Jesus Filho. “Vivemos numa sociedade que legitima a tortura, numa sociedade vingativa que não conhece o Estado Democrático de Direito”, complementa.

Impunidade

O documento contém um trecho da pesquisa da coordenadora-geral da Ação dos Cristãos para Abolição da Tortura (Acat-Brasil), Maria Gorete de Jesus. A entidade analisou 51 processos criminais de tortura na cidade de São Paulo, no período de 2000 a 2004. Dos 203 réus, 127 foram absolvidos, 33 foram condenados por tortura e 21 por outros crimes (lesão corporal ou maus-tratos). Ou seja, o porcentual de condenação não chega a 30%. Dos 203 réus, 181 eram agentes do Estado. Entre os 12 civis acusados, a metade foi condenada.

Segundo o documento, nos casos de tortura envolvendo agentes do Estado, a produção de provas é frágil e o corporativismo policial interfere diretamente na apuração das denúncias. “Nas sentenças é comum encontrar questionamentos quanto às lesões constatadas na vítima, colocando em dúvida não somente a palavra da pessoa agredida, mas também a autoria do crime. Chega-se ao ponto de dizer que a própria vítima teria sido responsável pelos ferimentos”, diz o texto.

Os dados contidos no relatório foram levantados por cerca de 5 mil agentes da Pastoral Carcerária, que semanalmente vão aos presídios levar assistência religiosa aos encarcerados. As denúncias de tortura são feitas por presos, parentes e até mesmo pelos próprios agentes penitenciários. Com o documento, a Pasteral Carcerária tenta pressionar a criação de mecanismos de controle e prevenção de tortura.

ONU

Um dos objetivos do Protocolo Facultativo à Convenção da ONU contra Tortura e Outros Tra­ta­­mentos ou Penas Cruéis, Desu­­manos ou Degradantes, ratificado pelo Brasil em 2007, é implementar um Mecanismo Nacional de Prevenção e Com­­bate à Tortura. Tal mecanismo deveria ter sido criado ainda em 2007. Mas, depois de três anos, o anteprojeto ainda não foi encaminhado ao Congresso Nacional.

Além desse mecanismo de controle de tortura, o relatório ainda sugere a criação de uma delegacia própria para apuração de casos de tortura, criação de um banco de dados para registros de denúncias, colocar a gestão prisional exclusivamente sob o controle de civis, proibir a vistoria e revista nas unidades prisionais por policias militares, entre outros.

Documento abre brecha para revisão de leis sobre o aborto

Um documento assinado pela ministra da Secretaria Especial de Políticas para Mulheres (SPM), Nilcéa Freire, no dia 16 de julho, levantou mais uma vez o debate sobre o aborto no país. O Consenso de Bra­­sília, aprovado na 21.ª Con­ferência Regional sobre a Mulher da América Latina e Caribe, prevê, entre outras 79 ações para a promoção e defesa dos direitos das mulheres, que os países signatários revisem “as leis que preveem medidas punitivas contra as mulheres que tenham cometido abortos” e garantam “a realização do aborto em condições seguras nos casos autorizados por lei”. Se seguida ao pé da letra a recomendação, o Brasil teria se comprometido em despenalizar o crime de aborto no país, independentemente do caso.

O movimento Brasil Sem Aborto criticou a posição adotada pelo governo brasileiro. “O documento mostra a posição daquelas pessoas que o assinaram e não do povo brasileiro. Surpreende que o governo brasileiro assine um documento, que contraria inclusive a postura do Congresso Nacional, onde a lei que tenta aprovar o aborto no país foi derrotada duas vezes”, afirma a presidente do Brasil Sem Aborto, Lenise Garcia.

Rejeição

Em novembro do ano passado, uma pesquisa realizada pelo Instituto Paraná Pesquisas, a pedido da Gazeta do Povo, mostrou que 57% dos entrevistados são contra a legalização do aborto em qualquer circunstância. Entre os que são a favor da prática, 34,5% concordam com o aborto em caso de estupro; 8,6% quando há má formação do feto; e 4,46% devido ao risco de a mãe vir a morrer.

De acordo com a sub-secretária de Articulação Institu­cional e Ações Temáticas da SPM, Sônia Malheiros Miguel, o Consenso de Brasília só reforça as mesmas intenções da Declaração e Plataforma de Ação de Beijing, assinada pelo Brasil em 1995. Ela lembra, ainda, que o novo acordo não tem força de lei. “Trata-se apenas de uma recomendação”, diz. Sônia garante que não há nada de concreto no momento no país em relação a mudanças legislativas sobre o tema. “O que temos de mais concreto sobre o assunto no país é a discussão no Supremo Tribunal Federal sobre a autorização de aborto de anencéfalos. Se passar a ser permitido, já estaremos cumprindo a recomendação, pois estamos ampliando os casos que são autorizados por lei”, explica.

Segundo Sônia, as consequências do documento assinado em Brasília dependerão da realidade de cada país. “A revisão da legislação depende do jogo de forças políticas em cada país. Aqui a possibilidade de legalizar o aborto ainda é tema de debate, não há nada concreto”, diz. Pela legislação penal brasileira, o aborto é crime e a gestante pode ser punida com detenção de um a três anos. Nos casos de estupro e de a gestante correr risco de morrer, a punição não é aplicada. Fonte: Gazeta do Povo, reportagem de Themys Cabral

“No dia 3 de outubro de 2006, o detento R.A.S. teria sido submetido a intenso sofrimento físico e mental aplicado como forma de castigá-lo por tentativa de fuga, pelos chefes de segurança do Centro de Detenção Provisória, localizado em São José dos Pinhais. As denúncias foram realizadas por alguns funcionários da unidade, dizendo que a tortura naquele estabelecimento era comum (...). O agente penitenciário que denunciou as torturas sofreu ameaças e perseguições, tendo que ser inserido num programa de proteção a testemunhas.”

Fonte: Relatório da Pastoral Carcerária.

“Nos dias 7 e 8 de março 2006, a Pastoral Carcerária realizou visitas à Cadeia Pública de Maringá e constatou uma série de violações cometidas contra os presos. O caso mais grave teria ocorrido com o detento J.G.M., que teria ficado na cela disciplinar logo após ter sido torturado por policiais civis durante o translado do Hospital à Cadeia Pública de Maringá (...). Durante a visita, os agentes de Pastoral identificaram adolescentes detidos na Cadeia e que também apresentavam marcas de agressão.

Fonte: Relatório da Pastoral Carcerária.

“Há a ideia de que a tortura é correta e que, se o preso não quisesse passar por aquilo, não deveria ter cometido o crime. Vivemos numa sociedade que legitima a tortura, numa sociedade vingativa que não conhece o Estado Democrático de Direito.”

José de Jesus Filho, assessor jurídico da Pastoral Carcerária.

“O preso L.B.S. foi agredido fisicamente na Delegacia Alto Maracanã, em Colombo, e recebeu em seu braço, com fio de eletricidade, a inscrição X9 – na gíria prisional significa delator. Além disso, foi introduzido um cabo de vassoura em seu ânus, uma esponja em chamas em suas nádegas e teve queimaduras de cigarro pelo corpo. Os mau-tratos permaneceram por cerca de dez dias sem que nenhuma autoridade pública notasse.Fonte: OAB-PR.

Leia mais >>

sábado, 31 de julho de 2010

Agentes Penitenciários descobrem túnel dentro de penitenciária

Grupo pretendia fugir no próximo fim de semana, quando é comemorado o Dia dos Pais

Um túnel de aproximadamente 20 metros de comprimento foi descoberto dentro do Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em São Luís, no Maranhão, na manhã deste sábado, 31. A escavação com aproximadamente um metro de diâmetro começa na parte dos fundos da unidade prisional e dá acesso a uma estrada.

O túnel foi descoberto durante uma vistoria de rotina feita por agentes penitenciários. Treze presos suspeitos de cavar a passagem foram transferidos para outro presídio.

O grupo pretendia fugir no próximo fim de semana, quando é comemorado o Dia dos Pais. A polícia investiga se outros presos estavam envolvidos na tentativa de fuga. Fonte: Agência Estado

Leia mais >>

Seap prepara contratação de novo hospital para atender o SAS em Maringá

O valor máximo a ser pago não sofreu reajuste, o que poderá desestimular concorrência. A falta de interessados já frustrou a contratação do serviço em fevereiro, deixando 41 mil usuários sem atendimento

O contrato emergencial firmado entre o Governo do Estado e o Hospital Metropolitano de Sarandi termina em 60 dias e por isso a Secretaria de Estado da Administração e da Previdência (Seap) se apressa para publicar um novo edital de licitação. O valor a ser pago não sofreu reajuste, o que abre margem para uma nova concorrência vazia, como já ocorreu em Maringá, em fevereiro, e que deixou 41 mil usuários do Sistema de Assistência à Saúde (SAS) sem atendimento.

A mesma situação é verificada em Ponta Grossa e Cascavel, onde os contratos do SAS terminam em 31 de agosto. Segundo o diretor do SAS no Paraná, Eduardo Mischiatti, a publicação aguarda apenas o parecer do governador Orlando Pessuti.

Juntas, as cidades somam 94 mil beneficiários que olham com atenção para possíveis mudanças no sistema, já que o reajuste médio de 11% oferecido pelo governo é considerado pouco atrativo pelos possíveis concorrentes.

O Hospital Santa Catarina, que presta o serviço em Cascavel, recebe hoje R$ 17,80 por beneficiário. A Santa Casa de Ponta Grossa recebe R$ 20,23 e o Hospital Metropolitano de Sarandi (região de Maringá) recebe R$ 23,80, o segundo maior valor do Paraná. Os valores máximos previstos para os novos contratos são R$ 21,40, R$ 23,80 e R$23,80 por usuário cadastrado, respectivamente, mas os dirigentes das unidades alegam que o reajuste ainda não cobre as gastos.

A preocupação é compartilhada pelo Sindicato dos Servidores Estaduais de Maringá e Região (Sintemmar), que teme que novamente a licitação não atraia interessados e que o atendimento médico seja interrompido, como ocorreu em março. O Hospital Santa Rita, que até então era responsável pelo serviço, não renovou contrato emergencial deixando 41 mil usuários da região de Maringá sem assistência.

Para Carlos Ferri, diretor do Hospital Metropolitano, que atende a região de Maringá em caráter de emergência desde março, o valor adequado a ser recebido é de R$ 32,00 por beneficiário, mas ele sabe que será difícil negociar uma quantia maior do que a oferecida. “Os usuários do SAS fazem parte de uma população esclarecida e que exige sempre o melhor atendimento, e tudo isso tem um custo elevado”, disse ele.

Já o diretor do SAS na Santa Casa de Ponta Grossa, Dalton Scarpin Gomes, disse que o hospital ainda não pode garantir que participará da nova concorrência, pois não sabe o que o edital prevê. Mesmo assim, para o padrão de atendimento oferecido na cidade hoje, o reajuste não está a contento. “Acho que o valor está defasado. Tivemos um reajuste em cinco anos e temos que avaliar (a participação na licitação) para que pelo menos não tenhamos prejuízo”, afirmou.

Contrato de emergência

O fim do contrato com um hospital e a possibilidade da prestação de serviço por outro pode trazer complicações no tratamento de alguns usuários, como para a aposentada Shirlei Galete, de 66 anos. Ela é residente em Nova Esperança, região de Maringá, e tem sofrido com a descentralização do atendimento.

Até março, todas as consultas e exames eram feitas no mesmo local, mas agora, ela precisa se deslocar sete quilômetros para realizar todas as consultas necessárias. “Eu venho de longe, preciso passar o dia todo aqui, e para mim que sou aposentada não é fácil. Antes era tudo junto, mas agora eu faço exame aqui (região central de Maringá) e preciso ir até Sarandi (região metropolitana) para mostrar para o médico”, disse. Fonte: Gazeta do Povo, reportagem de Hélio Strassacapa

Leia mais >>

Corregedoria auditará diárias de viagem de cinco secretarias

Além da pasta da Educação, cuja sindicância interna apontou fraude no uso da verba, serão verificadas despesas da Saúde, Agricultura, Meio Ambiente e Trabalho

A Corregedoria-Geral do Estado, órgão do governo paranaense responsável por investigar possíveis irregularidades na administração pública estadual, iniciou ontem uma auditoria para apurar o esquema de fraude na concessão de diárias de viagens ocorrida na Superintendência de Desenvolvi­­­men­­to Educacional (Sude) – antiga Fundepar, órgão da Secretaria Estadual da Educação (Seed). A auditoria da Corregedoria também será realizada em outras quatro secretarias: Saúde, Agricultura, Meio Ambiente e Trabalho.

Uma sindicância interna da Secretaria da Educação, realizada em junho, revelou que as diárias de viagens eram desviadas e chegaram a ser usadas para pagar babá e consertar computadores e carros particulares de servidores da Sude, o órgão da Educação que faz as compras . De acordo com relatório obtido com exclusividade pela Gazeta do Povo, as irregularidades podem somar um desvio de R$ 800 mil no período compreendido entre janeiro de 2009 e maio de 2010.

A sindicância ocorreu após denúncias feitas por servidores da Sude, que descobriram por meio de pesquisas na internet que seus nomes estavam sendo usados indevidamente (eles não haviam viajado a trabalho, mas apareciam como beneficiários de diárias para esse fim). No total, 54 servidores foram ouvidos pela sindicância. Alguns admitiram ter entregues seus cartões corporativos com respectivas senhas a pedido de suas chefias imediatas. É com o cartão corporativo que os funcionários públicos sacam valores para as despesas necessárias para as viagens, como as diárias (para alimentação e hospedagem) e transporte. Outros servidores relataram para a sindicância que nem sequer tinham recebido cartões corporativos.

Quatro funcionários concursados da Educação respondem a procedimento administrativo devido à suspeita de fraude. Outros dois ex-servidores não efetivos, que tinham cargos comissionados, já foram exonerados.

Precaução

De acordo com o secretário especial de Corregedoria e Ouvidoria- Geral do Estado, Antonio Com­­­parsi de Mello, o governador Orlando Pessuti, determinou que o mesmo procedimento instaurado na Educação fosse estendido a outras secretarias que usam muitas diárias de viagens. “Nas outras secretarias vamos constatar se também há alguma irregularidade. É mais uma precaução”, disse ontem Comparsi de Mello. Na Educação, além da sindicância interna e da auditoria da Corregedoria, há uma investigação aberta pelo Minis­­­­tério Público Estadual para apurar a fraude com as diárias.

As investigações da Correge­­­­doria devem ser concluídas em 30 dias. Comparsi ressalta que a sindicância interna ocorrida na pasta da Educação foi preliminar. “Queremos ir mais a fundo. Vamos fazer um trabalho com pessoal especializado. Serão oito auditores. A ideia é que a auditoria da Corregedoria tenha um papel independente”, diz.

Ele ressalta ainda que serão investigadas as diárias de viagens desde o ano de 2007. A sindicância interna ocorrida na Educação apurou as viagens ocorridas apenas entre 2009 e maio de 2010.

Sem custo de transporte

A Gazeta do Povo também apurou, no relatório de despesas de viagens da Seed de janeiro a junho de 2009, que 53% das diárias pagas a servidores em suposto deslocamento não indicaram o custo de transporte – o que é autorizado pelo Decreto 3.498, assinado em 2004 pelo então governador Roberto Requião, mas que abre a possibilidade de que o servidor não precise prestar contas das despesas.

Entre janeiro e junho de 2009, a Seed gastou R$ 1,211 milhão com diárias de viagem. Desses, R$ 645,93 mil foram de diárias pagas sem indicação do meio de transporte usado no deslocamento. A fraude apurada na pasta da Educação ocorreu justamente em viagens realizadas com meio de transporte sem custo declarado para o estado.

Comparsi de Mello explicou ontem que é possível que os servidores viagem sem que apareça na prestação de contas o custo do transporte. “Pode ocorrer de cinco pessoas viajarem num carro e o gasto de combustível aparecer na prestação de contas de apenas uma”, diz.

O secretário da Corredoria ainda afirma que o sistema da Central de Viagens é eficiente, mesmo que Decreto 3.498 não exija a prestação de contas de transporte, alimentação e hospedagem. “A diária é de R$ 120. Não é um valor alto e é suficiente para que o servidor arque com o pagamento do hotel e duas refeições. Em algumas cidades, servidores reclamam que o valor é insuficiente. Se fosse exigido controle de notas precisaríamos de uma estrutura maior para conferência. No passado já tivemos problemas, mesmo com notas”, diz ele. Fonte: Gazeta do Povo, reportagem de Tatiana Duarte

Pessuti
Ceder cartão a outro servidor será proibido

O governador do Paraná, Orlando Pessuti, deve determinar na segunda-feira a proibição do uso de cartão corporativo de um servidor estadual para o pagamento de viagens de outros, como ocorria na Secretaria da Educação. A informação é secretário especial da Corregedoria e Ouvidoria-Geral do Estado, Antonio Comparsi de Mello. “O cartão corporativo é para uso individual e há inclusive uma senha para que possa ser usado. Quem não tem cartão não poderá viajar”, disse ontem o secretário.

Ele explica ainda que a proibição demandará um controle interno ainda maior por parte de cada secretaria. “Não dá para admitir este tipo de exceção. O problema na Sude ocorreu por isso. Começaram a abrir exceção e perderam o controle”, afirma.

Leia mais >>

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Drogas na vagina e fraudes na Saúde

“Há anos vejo mulheres sendo presas por tráfico de drogas ao visitar maridos e namorados nas cadeias. Quase sempre são jovens com pouca escolaridade, mães de mais de um filho, moradoras da periferia das cidades, apaixonadas por bandidos que nunca mais se lembrarão delas quando estiverem atrás das grades. Essas moças geralmente são surpreendidas pelas funcionárias ao passar pela revista, em dia de visita, tentando levar cocaína ou maconha escondida em sacos plásticos introduzidos na vagina.

“Encaminhadas à delegacia, são autuadas em flagrante e trancadas. Não voltam mais para casa; os filhos ficarão sob os cuidados sabe lá Deus de quem. Meses mais tarde, serão condenadas a cumprir penas que podem chegar a quatro ou cinco anos. As novatas entrarão em contato com criminosas de carreira e aprenderão a obedecer a leis impostas pelas quadrilhas que dominam os presídios paulistas; as mais experientes farão pós-graduação no mundo do crime.

“Primárias e reincidentes, quando libertadas, estarão na mesma condição: ex-presidiárias sem dinheiro nem emprego, com filhos para acabar de criar e com a folha de antecedentes marcada. Dos anos no cárcere, carregarão as cicatrizes do aprisionamento e as ligações com as parceiras de infortúnio. Voltar a delinqüir é a saída natural.

“Sem a pretensão de analisar o rigor das leis contra o tráfico, muito menos a de defender quem as infringe, confesso que no caso dessas moças fico confuso. Quantos gramas de maconha cabem na vagina de uma mulher? Essa quantidade apreendida é relevante no combate ao tráfico? Será que uma simples medida administrativa, como cassar definitivamente o direito de visitar qualquer presidiário, não seria castigo suficiente para essas contraventoras e não reduziria a superpopulação nas cadeias femininas?

“Semana passada, a Operação Parasitas, da Polícia de São Paulo, prendeu cinco acusados de comandar uma quadrilha que fraudou centenas de licitações nos principais hospitais públicos da cidade, além de outros no interior do Estado, em Minas Gerais e no Rio de Janeiro. O golpe era o de sempre: empresários subornam funcionários públicos para ganhar licitações superfaturadas, realizar vendas de artigos desnecessários e entregar produtos de qualidade inferior à estipulada nos contratos (ou nem entregá-los).

“Os policiais encontraram compras efetuadas a preços 400% mais altos do que os encontrados no mercado, cateteres contrabandeados da China vendidos como material de primeira e até fraudes em leilões eletrônicos, com provável participação de pregoeiros e de funcionários dos hospitais.

“No período de dois anos, o volume dos negócios teria chegado a R$ 100 milhões. A lavagem do dinheiro era feita em offshores abertas no exterior em nome de pessoas humildes, como sempre.

“Por meio de doações a campanhas políticas, os chefes exerciam influência nos municípios em que atuavam. Num deles, chegaram a "comprar" o cargo de secretário da Saúde por R$ 200 mil, doados ao caixa de campanha de um candidato a prefeito nas últimas eleições.

“O que mais me chamou a atenção, entretanto, foi o fato de que algumas das empresas investigadas e alguns dos suspeitos estavam envolvidos em outras falcatruas perpetradas contra o sistema de saúde: a máfia dos sanguessugas e as fraudes do antigo PAS da Prefeitura de São Paulo. Outros, ainda, haviam sido investigados pela CPI do Banestado e pela Operação Farol da Colina, da Polícia Federal.

“Quer dizer, esses senhores não haviam apenas escapado da cadeia como suas empresas tinham toda liberdade para negociar com hospitais públicos e secretarias de Saúde.

“Os escândalos que se repetem em ciclos na área da Saúde desde que me conheço por gente são frutos da impunidade. Quem rouba dinheiro destinado ao tratamento de doentes pobres deveria responder por crime hediondo e cumprir pena em regime fechado, sem nenhuma regalia, naquelas celas de CDP com mais de vinte ladrões.

“Não sou ingênuo, leitor, sei que os acusados estarão na rua em uma semana. No Brasil, cadeia foi feita exclusivamente para bandido pobre.

“Apesar disso, tomo a liberdade de fazer uma sugestão: por que não condenar esses parasitas, predadores da pior espécie, a quatro ou cinco anos, como é feito com as moças presas nas portas dos presídios?

“É pouco, dirá você. Também acho, mas é melhor do que nada.”

Fonte: Jornal Folha de São Paulo, 8/11/2008, Dr Dráuzio Varela

Leia mais >>

Reflexão: Ciências de mais aproxima de Deus

História ocorrida em 1892

Um senhor de 70 anos viajava de trem, tendo ao seu lado um jovem universitário, que lia o seu livro de ciências.

O senhor, por sua vez, lia um livro de capa preta.

Foi quando o jovem percebeu que se tratava da Bíblia e estava aberta no livro de Marcos. Sem muita cerimônia, o jovem interrompeu a leitura do velho e perguntou:

- O senhor ainda acredita neste livro cheio de fábulas e crendices?

- Sim, mas não é um livro de crendices. É a Palavra de Jesus. Estou errado?

- Mas é claro que está! Creio que o senhor deveria estudar a História Universal. Veria que a Revolução Francesa, ocorrida há mais de 100 anos, mostrou a miopia da religião. somente pessoas sem cultura ainda crêem que Deus tenha criado o mundo em seis dias. O senhor deveria conhecer um pouco mais sobre o que os nossos cientistas pensam e dizem sobre tudo isso.

- É mesmo? E o que pensam e dizem os nossos cientistas sobre a Bíblia?

- Bem, respondeu o universitário, como vou descer na próxima estação, falta-me tempo agora, mas deixe o seu cartão que eu lhe enviarei o material pelo correio com a máxima urgência.

O velho, então, cuidadosamente, abriu o bolso interno do paletó e deu o seu cartão ao universitário.

Quando o jovem leu o que estava escrito, saiu cabisbaixo sentindo-se pior que uma ameba.

No cartão estava escrito:

Professor Doutor Louis Pasteur

Diretor-Geral do Instituto de Pesquisas

Científicas da Universidade Nacional da França



"Um pouco de ciência nos afasta de Deus. Muito, nos aproxima."

Louis Pasteur

Louis Pasteur (Dole, 27 de dezembro de 1822 - Villeneuve-L'Etang, 28 de setembro de 1895) foi um cientista francês cujas descobertas tiveram enorme importância na história da química e da medicina. A ele se deve a técnica conhecida como pasteurização.

Pasteur, que era cristão, foi dos maiores adversários da moda da teoria da evolução que então se instalava com furor. Disse textualmente: “Há algo no fundo de nossas almas que nos diz que o mundo deve ser algo mais do que uma mera combinação de fatos, devida a um equilíbrio mecânico surgido simplesmente do caos dos elementos, por uma ação gradual das forças materiais"

Leia mais >>

Exército mexicano mata líder narcotraficante "Nacho" Coronel

O chefe do narcotráfico Ignacio "Nacho" Coronel, um dos líderes do cartel de Sinaloa morreu na quinta-feira em um confronto com militares no México, no mais duro golpe ao narcotráfico neste ano.

Coronel era considerado o terceiro da linha de comando dentro do cartel. Ele tinha mandado de prisão emitido pelos Estados Unidos, que ofereciam US$ 5 milhões por informações que conduzissem à sua detenção. O México oferecia outros US$ 2,3 milhões de recompensa por sua captura.

O líder narcotraficante morreu ao enfrentar militares durante uma operação para capturá-lo no luxuoso bairro de Zapopan, nos subúrbios da cidade de Guadalajara, no oeste do país, de onde supostamente operava.

Ao verem-se cercados, Coronel e seus acompanhantes reagiram disparando contra os soldados --que devolveram fogo, disse o subchefe de operações do Estado-Maior da Defesa Nacional, Edgar Villegas, em coletiva de imprensa.

"Nacho Coronel tentou escapar da operação agredindo a equipe militar com arma de fogo, causando a morte de um militar e ferindo mais um, e então ao repelir a agressão [dos militares] faleceu o referido líder", disse Villegas.

Coronel, 56, foi considerado há pouco tempo um líder em ascensão pela revista política "Proceso", que disse que ele estava em condições de formar seu próprio cartel. Dentro do Sinaloa, ele era responsável por grande parte do tráfico de metanfetaminas e toneladas de cocaína aos EUA.

O presidente mexicano, Felipe Calderón, lidera uma guerra frontal contra os cartéis, que deixou quase 25 mil mortos desde que assumiu o poder, em dezembro de 2006. Fonte:Alberto Fajardo da Reuters, via Folha Online

Leia mais >>

Marina defende plebiscito sobre legalização da maconha

Em agenda de campanha em Natal, a candidata do PV à Presidência da República, Marina Silva, dividirá as atenções dos potiguares com a Marcha pela Maconha, prevista para as 16 horas de hoje. Pela manhã, Marina deu entrevistas a duas emissoras de rádio e defendeu um plebiscito para discutir a legalização da maconha. "Não podemos resolver isso (legalização da droga) sem um grande debate", argumentou.

A candidata disse que respeita as opiniões do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e do deputado Fernando Gabeira (PV-RJ), que são favoráveis à legalização, mas assim como na questão do casamento gay, ela é contra. No entanto ela espera que o assunto seja levado à sociedade. "Eu nunca tive nenhuma atitude de discriminação", afirmou.

Durante entrevista de 25 minutos à Rádio 95 FM, Marina disse que sua candidatura conseguiu se impor no cenário eleitoral e que "acabou o plebiscito" entre PT e PSDB. No entanto, para a candidata o desafio agora é "acabar com a baixaria" de acusações entre seus adversários. "Eu não estou me deixando pautar pelo jogo do vale-tudo."

A presidenciável voltou a criticar as acusações do vice do presidenciável José Serra, deputado Indio da Costa (DEM-RJ), que levantou recentemente a questão da suposta relação entre PT e as Forças Revolucionárias Armadas da Colômbia (Farc). Marina disse que falta a Indio maturidade e"quilometragem política". "O vice do Serra às vezes extrapola. Não vale tudo para se ganhar as eleições", criticou.

Marina disse esperar de seus adversários uma postura de respeito à legislação e que, após as multas da Justiça Eleitoral, que não haja mais infrações. Para ela, Dilma Rousseff (PT) e Serra colecionam multas porque suas candidaturas têm estrutura financeira para pagar as punições. "Eu ia lavar prato pelo resto da vida se fosse multada toda semana", disse.

Governos

Se eleita, ela afirmou que não discriminará governos de oposição ao seu partido por acreditar que isso representa um "pensamento mesquinho". "Essa é a política pequena." Num discurso voltado para os nordestinos, Marina defendeu mais investimento em educação (principalmente no combate ao analfabetismo), saúde (com foco na luta contra a mortalidade infantil), segurança (destacou a violência doméstica) e manutenção do Bolsa Família, rechaçando a ideia de programa assistencialista. "Só chama de assistencialista quem não sabe o que é passar fome", rebateu ela durante entrevista à Rádio 96 FM.

Marina também abordou durante as entrevistas o investimento em obras de infraestrutura, uma vez que o Estado receberá jogos da Copa do Mundo de 2014. A candidata afirmou que quer ir além do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), o qual chamou de sistema de gerenciamento de obras. "No governo do Fernando Henrique Cardoso nem tinha isso", cutucou.

A candidata aproveitou o assunto para rebater os críticos que afirmam que um governo verde não investirá em obras. "A gente pode fazer os investimentos sem destruir a natureza. O que não dá é fazer de qualquer jeito", disse.

Marina defendeu ainda o corte de gastos e o fim do "festival de cargos comissionados". "O servidor concursado deve ser mantido. O que nós temos de acabar é com o desperdício", propôs. A candidata disse se espelhar no modelo de transparência na divulgação dos gastos implementada pelo presidente norte-americano Barack Obama. "Quero fazer como o presidente Obama, colocar tudo na internet." Fonte: Agência Estado

Leia mais >>

Cadeias totalmente insalubres no Estado

A superlotação é um dos problemas encontrados pelos detentos. Foto: Fábio Alexandre

Presos provisórios e condenados no Paraná vivem em extrema insalubridade, segundo Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

A constatação foi feita através de uma vistoria, realizada em 2009 em estabelecimentos prisionais do Paraná. De acordo com a OAB, as pessoas detidas nesses lugares sofrem com graves ofensas aos direitos humanos, uma vez que são submetidas ao tratamento cruel, desumano e degradante diariamente.

De acordo com Priscilla Placha Sá, presidente da comissão, é impossível aprisionar pessoas que violaram a lei em condições que também violam a lei. “Constatamos que esses detentos sofrem com a superlotação, doenças de pele, HIV (aids), sarna, tuberculose e até mesmo uma espécie de mofo na pele. Como se não bastasse, presenciamos a ausência de higiene básica, ventilação, luminosidade, água e a presença de ratos e baratas”, relata.

Segundo ela, em determinados lugares existia apenas um vaso sanitário precário para mais de 50 presos. Por conta dessas condições, muitos dos lugares vistoriados tinham temperaturas em média 10.º acima do registrado fora das delegacias.

Dentre os locais visitados pelos representantes da comissão estão, além da cadeia pública de Paranaguá, o 9.º, 11.º e 12.º Distrito Policial, a delegacia de Polícia da Lapa e a de Pinhais.

Além de apontar a situação desses locais, a OAB recomenda varias providências, tais como reuniões conjuntas entre o Ministério Público e o Poder Judiciário, visitas conjuntas e regulares da OAB, Poder Judiciário e Ministério Público aos estabelecimentos prisionais, o término da violação dos direitos humanos fundamentais, dentre outras.

Indignação

Na quarta-feira, o governador Orlando Pessuti assinou em Paranaguá, litoral do Estado, a autorização da licitação para a construção de uma nova cadeia na cidade.

“O atual estabelecimento prisional de Paranaguá é, além de tudo, um risco para a população local, que pede socorro. Por isso, se verificarmos que essa autorização de licitação por ventura não esteja concretizada ou caminhando até setembro, vamos fechar Paranaguá”, avisa a chefe da subseção de Paranaguá da OAB, Dora Maria Schuller. Fonte: Paraná Online, reportagem de Leonardo Coleto

Leia mais >>

Protesto contra a violência reúne centenas em Maringá

A passeata realizada na tarde desta quinta-feira (29) teve início na Avenida Osires Guimarães e seguiu até a Avenida Guaiapó. Foto: Gelinton Batista


Comerciantes da Zona 36 fecharam as portas para reivindicar a instalação de um módulo policial no bairro e maior atuação da polícia

Centenas de moradores e comerciantes da Zona 36, que engloba vários bairros na região leste de Maringá, realizaram na tarde desta quinta-feira (29) uma manifestação contra o aumento da violência. Somente este ano foram registradas mais de 40 assaltos no comércio e casas da localidade. A passeata, que teve início na Avenida Osires Guimarães seguiu até a Avenida Guaiapó.

A população foi para rua com faixas, cartazes e fazendo muito barulho. Entre as reivindicações apresentadas pela comunidade está a instalação de um módulo policial no bairro e maior atuação da polícia. Além disso, os manifestantes pediram pela ampliação do efetivo policial de Maringá e pelo o desenvolvimento de políticas públicas para crianças, adolescentes e jovens, a fim de que eles não entrem para o crime.
Entre os participantes da passeata estava o presidente do Conselho de Segurança de Maringá (Conseg), coronel Antonio Tadeu Rodrigues, que reconheceu o aumento de assaltos e roubos. "Realmente, aqui houve um acréscimo destes casos e isso tem nos preocupado muito. Acredito que falta mais investimentos sociais como escola em tempo integral. Temos muito jovens desocupados nas ruas, campo propício para o envolvimento com as drogas”, afirmou.

Vários comerciantes da região (que conta com aproximadamente 33 mil habitantes) fecharam as portas de seus estabelecimentos em apoio ao protesto. Muitos deles sofreram vários assaltos nos últimos meses. Segundo o presidente da Associação de Moradores do Jardim Atlanta, do Conjunto Itatiaia e do Jardim Ibirapuera, Clóvis Trentin, um supermercado da região chegou a ser assaltado três vezes em duas semanas. “Os comerciantes estão até trabalhando de portas fechadas. A segurança está um caos.”

Polícia não deve fazer trabalho específico na Zona 36

A reivindicações da comunidade foram avaliadas pelo 4º Batalhão da Polícia Militar (4ºBPM) na tarde desta quinta-feira (29), durante uma reunião. Apesar de toda mobilização no bairro, a polícia informou que não fará nenhum trabalho específico na região da Zona 36, mas sim operações por toda a cidade.

O oficial de comunicação social do 4º Batalhão de Polícia Militar (BPM), tenente Alexandro Gomes, afirmou que o patrulhamento ocorre diariamente em todo o município. No caso da Zona 36, existe uma viatura somente para atender aos bairros que a compõem. “O patrulhamento acontece, mas as pessoas podem não ver porque estão trabalhando”, diz. “Quanto ao aumento do efeito, isso não depende do batalhão, mas, sim, do governo.”

Entre os bairros que integram a Zona 36, o 4º BPM informa que o Jardim Liberdade teve 23 roubos; o Jardim América, 17 roubos; e o Conjunto Itatiana, apenas um, entre 1º de janeiro e 29 de julho de 2009. Os mesmos bairros registraram, respectivamente, 33, 21 e três, no mesmo período deste ano. “Houve um aumento, mas não foi significativo”, diz Gomes. “Entre 1º de janeiro e 29 de julho de 2009, registramos 142 só na Zona 1.” Fonte: Gazeta do Povo, reportagem de Marcus Ayres e Thiago Ramari

Leia mais >>

Diária de viagem da Secretaria da Educação pagou até babá

Relatório da sindicância interna da pasta, a que a Gazeta do Povo obteve com exclusividade, expõe descontrole com o uso do dinheiro público

A fraude com cartões corporativos da Secretaria Estadual da Educação do Paraná (Seed) expõe um descontrole do uso do dinheiro público originalmente destinado a viagens de trabalho de servidores da Superintendência de Desenvolvimento Educacional (Sude), antiga Fundepar – órgão responsável pelas obras e compras da pasta.

Sindicância interna, cujo relatório final a Gazeta do Povo teve acesso com exclusividade, mostra que R$ 800 mil que deveriam se destinar ao pagamento de gastos com viagens, entre janeiro de 2009 e maio de 2010, foram desviados para outros fins, tais como o pagamento de babás e consertos de computadores e automóveis particulares. Parte desse desvio era feito por servidores que usavam o cartão corporativo de colegas para fazer saques de diárias de viagens.

A reportagem ainda apurou, no relatório de despesas de viagens da Seed de janeiro a junho de 2009, que 53% das diárias pagas a servidores em suposto deslocamento não indicaram o custo de transporte – o que é autorizado pelo Decreto 3.498, assinado em 2004 pelo então governador Roberto Requião, mas que abre a possibilidade de que o servidor não precise prestar contas das despesas.

Entre janeiro e junho de 2009, a Seed gastou R$ 1,211 milhão com diárias de viagem. Desses, R$ 645,93 mil foram de diárias pagas sem indicação do meio de transporte usado no deslocamento.

A fraude ocorreu justamente em viagens realizadas com meio de transporte sem custo declarado para o estado, conforme ressalta a promotora do Patrimônio Público Adriana Vanessa Rabelo, do Ministério Estadual do Paraná (MP), responsável pelas investigações sobre o caso. “As viagens não solicitavam custo de locomoção e eram esticadas para o prazo máximo permitido, que é de seis dias”, diz Adriana.

Quatro servidores efetivos da secretaria, suspeitos de envolvimento no desvio, estão afastados. Eles respondem a procedimento administrativo interno da Seed. Outros dois ex-funcionários tinham cargo em comissão e já haviam sidos exonerados antes da realização da sindicância.

Embora os nomes dos envolvidos conste do relatório interno da secretaria, obtido pela reportagem, o MP informa que não finalizou as investigações. “Ainda não há como dizer quem irá responder [pelo desvio]”, afirma Adriana. A partir disso, a Gazeta do Povo optou por não divulgar os nomes.

A promotora solicitou ainda a quebra de sigilo bancário dos servidores para a Justiça. Mas, até o fechamento desta edição, ainda não havia uma resposta do Judiciário a respeito do pedido.

Sem mudanças

Apesar das denúncias em torno do uso indevido das diárias, até o momento não houve nenhuma mudança no trâmite das solicitações de viagens dentro da Seed ou em outras secretarias e autarquias do governo estadual.

A Secretaria Estadual da Administração, responsável pela Central de Viagens do governo, emitiu nota oficial informando que cada órgão é responsável pela fiscalização das viagens de seus servidores. O texto ainda ressalta que “não é possível solicitar uma viagem através do sistema Central de Viagens sem que seja definido o meio de transporte no qual o servidor irá se deslocar da sede do órgão até o destino solicitado e que cada viagem depende da autorização de cinco pessoas dentro de cada órgão” – embora o decreto estadual permita o contrário.

De acordo com a promotora Adriana, após a instauração da sindicância interna na Seed, em maio, houve uma queda de cerca de 80% nas solicitações de viagens em toda a secretaria. A secretária da Educação, Yvelise Arco-Verde, afirma que a queda tem relação com o período pré-eleitoral e de férias escolares. Fonte: Gazeta do Povo, reportagem de Tatiana Duarte

Leia mais >>

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Acompanhe ao vivo as aulas da 4ª Escola Bíblica Ministerial

EBM 2010
"Conheçamos, e prossigamos em conhecer ao senhor"
Acompanhe ao vivo pelo site da Igreja Assembleia de Deus Maringá
http://www.admaringa.com.br/ clique em Culto Ao Vivo
Horário 19h e 30min às 22h

Leia mais >>

quarta-feira, 28 de julho de 2010

4ª Escola Bíblica Ministerial com cerca de 1.000 alunos é um sucesso

A 4ª Escola Bíblica Ministerial da IEADCEMAR que esta sendo realizada no templo central da Assembleia de Deus de Maringá tem sido uma benção e um sucesso de público e de ensino.

Esta 4ª edição da EBM que tem como professores os pastores Robson Brito, que é Pastor Presidente da IEADCEMAR e doutor em teologia, pastor Paulo R. Romeiro, que é Pastor da AD de São Paulo, professor e doutor da Faculdade do Makenzie-SP e o pastor Moysés Ramos que é pastor presidente da AD de Londrina, que ministram respectivamente as matérias de Teologia, Apologética e Cristologia esta sendo muito bem conduzida e obtido uma ótima aceitação dos participantes.

Contando com cerca de 1.000 alunos matriculados oriundos de cerca de 20 cidades da região metropolitana de Maringá é um sucesso. O pastor Robson Brito tem a visão de valorizar o ensino correto da Bíblia Sagrada e esta a frente encorajamento a liderança e incentivando a formação dos membros, obreiros e pastores da IEADCEMAR.

Na coordenação da 4ª EBM estão os pastores e teólogos Antonio Sutir e Clementino José Francelino a quem parabenizamos pelo brilhante trabalho.

Neste terceiro dia de escola quem prestigiou as aulas foi o meu querido amigo e deputado estadual Dr. Wilson Quinteiro que disse “estou impressionado pela preocupação com o ensino teológico que o pastor Robson Brito tem demonstrado e pelo ânimo dos irmãos e irmãs, assim como pela vontade e dedicação dos alunos, parabéns a todos”.

Leia mais >>

Beto Richa recebe apoio de líderes evangélicos e destaca papelde igrejas na ação social

O candidato da coligação Novo Paraná ao Governo do Estado, Beto Richa, recebeu na manhã desta quarta-feira (28) o apoio de pastores e líderes de igrejas evangélicas do Paraná, durante encontro na Sociedade Urca, em Curitiba.

No encontro, que reuniu 120 pastores de 23 igrejas evangélicas, Richa e os candidatos ao Senado Gustavo Fruet e Ricardo Barros, receberam uma benção das lideranças religiosas.

Beto Richa airmou que pretende estreitar a relação com as instituições religiosas, como as igrejas evangélicas, na execução de programas na área social. Esta parceria deu certo em Curitiba, porque as igrejas ajudam no fortalecimento das famílias e na formação dos jovens, afirmou Richa.

Cada vez mais precisamos de valores, para enfrentar esta epidemia do crack, que aflige as famílias. As igrejas têm um papel fundamental nesta luta, disse.Richa disse que pretende criar Centros Regionais de Tratamento de Dependentes Químicos, apoiando também centros criados por instituições religiosas.

Outra ação é um combate ao tráfico de drogas. Em Curitiba, foi criada a primeira Secretaria Antidrogas do Brasil e vamos usar esta experiência para enfrentar este mal que atinge às famílias paranaenses,nos 399 municípios do Paraná, disse.

O discurso de Beto Richa foi recebido pelos pastores. Para o pastor Rogério Amorim, presidente da Igreja Quadrangular, Beto Richa representa o novo. "Quero que Beto Richa modernize o Paraná", afirmou. "Beto Richa é arrojado e sincero. Ele respeita as causas das igrejas evangélicas. Por isto, queremos que leve as boas práticas de Curitiba para todo o Paraná", disse o pastor Anderson Pariz, coordenador do comitê político da Assembléia de Deus.

O pastor da igreja Templo das Águias, Sérgio Cardoso, também disse que os paranaenses precisam de renovação. "Queremos um governo que dialogue com todo mundo. Isto Beto fez quando era prefeito e fará como governador", disse.

Caminhada

Após o encontro com os pastores, Beto Richa esteve no bairro CIC, onde participou de uma caminhada na rua Pedro Gusso, na CIC. Acompanhado dos candidatos ao Senado, Gustavo Fruet e Ricardo Barros, e do candidato a deputado federal, Rubens Bueno, Beto Richa conversou com os moradores e comerciantes.

No trajeto, Beto Richa disse que uma das suas prioridades é a segurança. "Vamos ampliar o efetivo das polícias Militar e Civil, que estão defasados com o mesmo efetivo de 20 anos atrás", disse.

Para Richa é preciso investir na inteligência para reduzir a criminalidade e combater o crime organizado.A líder comunitária da CIC, Vanilde Tiburcio de Souza, disse que Beto Richa já mostrou que pode melhorar a vida dos paranaenses. "Beto Richa é um grande gestor público, que sabe como resolver problemas, com ideias criativas, como foi feito em Curitiba?, destacou.

Caminhoneiros

Ao meio-dia, Beto Richa foi recebido por 400 caminhoneiros, durante as comemorações da Festa dos Caminhoneiros, que comemoram o dia de São Cristovão, padroeiro da categoria.

No encontro, Richa anunciou que vai investir na melhoria da infraestrutura das rodovias e do Porto de Paranaguá. "É preciso melhorar as rodovias e estradas paranaenses para que o caminhoneiro possa levar com segurança a safra e a produção industrial paranaenses. Vamos chamar as concessionárias para conversar para reduzir os preços de pedágios", afirmou.

Richa disse que também vai modernizar o Porto de Paranaguá. "Os caminhoneiros perdem parte do tempo da viagem, ficando em filas no Porto ou demorando para poder desembarcar e embarcar mercadorias. Este processo será melhorado", disse.

Leia mais >>

Ao propor a proibição da palmada, o Estado infantiliza os pais

Por Eliane BrumJornalista, escritora e documentarista. Ganhou mais de 40 prêmios nacionais e internacionais de reportagem. É autora de Coluna Prestes – O Avesso da Lenda (Artes e Ofícios), A Vida Que Ninguém Vê (Arquipélago Editorial, Prêmio Jabuti 2007) e O Olho da Rua (Globo). 

Tento me mover pela vida a partir das dúvidas. Mesmo quando acho que tenho uma razoável certeza sobre algum tema, me pergunto várias vezes: “será?”. E guardo uma parte de mim sempre aberta para mudar de ideia diante de algum fato novo ou argumento bem fundamentado. É o caso da lei da palmada, que me parece desde sempre um total disparate. Ao constatar que o projeto de lei enviado pelo presidente Lula ao Congresso em 14 de julho é apoiado e defendido em entrevistas e artigos por pessoas cuja inteligência e atuação pública tenho grande respeito, me forcei a um questionamento ainda maior. Será que palmada é crime e eu não estou percebendo algo importante?

O projeto, que ficou conhecido como “lei da palmada”, se propõe a alterar o artigo 18 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Nele, fica proibido o uso de castigos corporais de qualquer tipo na educação dos filhos. O castigo corporal é definido como “ação de natureza disciplinar ou punitiva com o uso de força física que resulte em dor ou lesão à criança ou adolescente”. Li, pesquisei, estudei e continuo achando um total disparate. Não encontro um único argumento que me convença de uma lei proibindo palmadas.

Antes de seguir, quero deixar muito claro que, obviamente, espancamento é crime. Seja dos pais ou de quem for. Palmada não. E nada me convence de que precisamos de mais uma lei, já que a legislação existente pune o espancamento e demais agressões físicas. Nada tampouco me convence de que o Estado deve interferir neste nível na vida privada, na maneira como cada um educa seus filhos. Não por uma postura liberal, mas por algo bem mais sério que vou abordar mais adiante.

Um dos argumentos em defesa da nova lei é de que as pessoas não saberiam a diferença entre uma palmada e um espancamento. Acredito que a maioria das pessoas sabe muito bem a diferença entre dar um tapa na bunda de uma criança e espancar uma criança. Não vale como estatística, mas nunca conheci ninguém que não soubesse, exceto pessoas com distúrbios muito graves, que também não sabiam a diferença entre quase tudo. Quem espanca não acha que está dando uma palmada. Tem certeza de que espanca e quer espancar.

Outro argumento é de que a suposta violência começaria com uma palmada e evoluiria para um espancamento. Não me parece que temos provas de que isso seja um fato verídico. É verdade que temos, infelizmente, um número elevado de crianças espancadas no país – no caso de crianças espancadas, queimadas e agredidas de todas as formas qualquer número acima de zero é elevado e vergonhoso e seus autores devem ser punidos com as penas previstas nas leis que já existem. Mas não é a maioria nem é uma regra evolutiva. Não vejo pais dando palmadas nos primeiros dois anos de vida e no terceiro e no quarto espancando. E no quinto e sexto matando? O espancamento de uma criança quebra tanto o consenso social que provoca horror e espanto.

Me parece muito perigoso tachar de criminosos pais que dão palmadas. Por vários motivos. O primeiro deles é a injustiça da afirmação. Crime é algo muito sério e algo com que o Estado e todos nós precisamos nos preocupar porque rompe e ameaça o tecido social, portanto a sobrevivência de todos. Não pode e não deve ser banalizado. Chamar de criminoso um pai ou uma mãe que dá uma palmada na criança na tentativa de educar é, além de um equívoco, um flagrante abuso.

Me preocupa muito, por exemplo, o fato de demorarmos a agir no caso das denúncias de espancamentos e de agressão sexual. Assim como me preocupa a falta de instrumentos de proteção efetivos para amparar as crianças violadas de todas as formas. Quem trabalha com a prevenção da violência contra crianças sabe que há escassez de assistência. Isso resulta em traumas físicos e psicológicos para as vítimas e impunidade para os agressores. Quando o Estado coloca a palmada e o espancamento no mesmo nível, como se fosse a mesma coisa, todas as lacunas de prevenção, assistência e repressão podem se tornar ainda mais largas.

Se o Estado se propõe a entrar na casa das pessoas e fiscalizar se todos os pais do Brasil estão dando ou não palmadas em seus filhos, em vez de concentrar seus recursos e esforços naquilo que é importante – a prevenção do espancamento e a punição dos espancadores, assim como dos abusadores de todo tipo – temo que o tiro possa sair pela culatra, com o perdão do clichê. Acho que na vida, seja para um governante, um legislador ou um cidadão comum, é importante ter foco.

Este tipo de debate é rico porque todos têm suas próprias experiências. E eu acredito muito na experiência. Vivemos numa época em que a tradição foi desmoralizada e a maioria corre para especialistas de todo o tipo para saber como deve agir ou pensar. Não confia nem na soma de experiências próprias e dos que acertaram e erraram antes – nem em seus próprios instintos. Uma pena, porque perdemos muito. Todos nós perdemos muito. E, talvez, mais que todos, nossas crianças.

Espancamento, ouso dizer que a maioria de nós não experimentou. Mas palmadas quase todos conhecem na pele. Eu nunca fui espancada pelos meus pais, mas recebi várias palmadas. E todas elas, na minha percepção, foram atos de amor e de educação. Eu nunca espanquei minha filha, mas dei várias palmadas nela. E também foram atos de amor e de educação.

Quando eu era criança, só conheci um colega que era espancado pela mãe. Numa ocasião, esta mulher entrou na escola onde estudávamos com um pedaço de pau e deu uma surra pública no meu amigo. Para nós aquilo foi algo totalmente apavorante. Tínhamos oito anos e não sabíamos que os pais eram capazes de tal violência. Sabíamos perfeitamente a diferença entre aquela surra sangrenta que testemunhamos e o que acontecia dentro da nossa casa quando aprontávamos alguma arte. Lembro que nos reunimos para conversar. Estávamos assustados e precisávamos explicitar e assegurar a diferença para termos certeza de que nossos pais nunca fariam algo assim. A forma que encontramos foi cada um contar como os pais procediam quando faziam algo errado. Rememorar os limites era a única maneira de nos tranquilizar diante daquela cena de horror.

O curioso é que, nervosos, cada um queria se exibir mais do que o outro. Minha mãe corre atrás de mim e me dá palmadas, a maioria dos meus colegas dizia, orgulhoso. Tinha um que se gabava de que o pai lhe dava umas cintadas na bunda. Me senti um pouco inferiorizada porque apanhava pouco. Então exagerei dizendo: “Minha mãe me dá muitas chineladas e dói bastante”. Pronto. Todos nós reafirmamos que éramos amados. Não éramos e não seríamos espancados, mas éramos amados o suficiente para que nossos pais se preocupassem de nos punir por coisas erradas que fazíamos. Confiávamos que nossos pais nunca superariam este limite. E, depois desta sessão espontânea de terapia coletiva, fomos convidar nosso machucado colega para brincar.

Passei a infância com uma inveja manifesta dos meus irmãos que um dia apanharam de cinta do meu pai. Meu pai explicou calmamente porque eles apanhariam, perguntou se tinham entendido bem as razões e as circunstâncias e começou a bater pelo meu irmão mais velho, por causa de outra regra muito clara: como ele era o mais velho, deveria dar exemplo aos mais novos. Como eu nasci muitos anos mais tarde, meu pai já tinha delegado esta tarefa à minha mãe e perdi esta parte. Seguiu mantendo uma autoridade que nos impunha tal respeito que bastava cravar em nós “aquele olhar” para pararmos a traquinagem no meio do movimento. Mas eu me sentia roubada – e desconfiava secretamente que meu pai me amava menos. Meus irmãos até hoje rolam de rir desta surra ritual de cinta nos encontros familiares – e eu não tenho nada para contar. Lembro de um dia ter me enchido de coragem e perguntado ao meu pai: “Por que eu nunca apanhei de cinta?”. Não lembro a resposta.

Quando chegou a minha vez de ser mãe, busquei as referências na minha própria educação. Minha opinião era a de que eu tinha apanhado pouco e deveria ter sido mais reprimida sob certos aspectos. Não havia a menor chance de que eu, como mãe, fosse permitir algumas petulâncias que meus pais engoliram de mim como filha. Fui uma mãe bem mais dura do que meus pais foram comigo, o que implicou em um número maior de palmadas e de regras. E, claro, me esforcei para desenvolver aquele olhar que emana da autoridade – e não do autoritarismo – no qual meu pai era mestre. Não fiquei traumatizada pelas palmadas que recebi dos meus pais – nem minha filha ficou traumatizada com as dadas por mim. Ainda ontem telefonei para ela, hoje com 28 anos, para me certificar. Não, ela definitivamente não ficou traumatizada.

Li num artigo de jornal a seguinte afirmação de uma psiquiatra: “Crianças que sofrem palmadas são induzidas a pensar que podem dar palmadas nos outros, que a violência é a maneira de resolver as coisas, e se tornam agressivas na escola”. Me parece um pensamento bastante inconsistente. Nunca achei que pudesse dar palmadas em ninguém nem permiti que outros que não fossem meus pais me dessem palmadas. Era muito claro que esta prerrogativa, a de me dar palmadas para me educar, era só dos meus pais. E que eu só as teria quando fosse mãe. Assim como era muito claro para mim e para meus irmãos que a violência não era a forma de solucionar conflitos. Possivelmente porque nós – e a maioria das crianças ao nosso redor – não decodificavam a palmada como violência. Nunca conheci nenhuma criança que saísse dando tapas nos outros porque recebia palmadas em casa. Vi, sim, especialmente em trabalhos de reportagem, crianças espancadas que se tornaram muito agressivas ou totalmente alheias. Garanto: é de outra ordem.

Outro argumento que aparece neste debate é o da desproporção. Não há comparação entre a força de um adulto e a capacidade de se defender de uma criança, entre o tamanho da mão que aplica a palmada e a mão de quem a recebe. É verdade. E não vejo como poderia ser diferente. Não compreendo como poderia existir um processo educativo que não parta de uma desproporção. Se eu tenho condições de ser mãe é justamente porque assumo a desproporção. Para me tornar mãe ou pai, eu preciso antes acreditar que tenho o que transmitir ao meu filho e tenho meios para educar. É minha esta responsabilidade. E dá um trabalho enorme – muito maior do que deixar para lá e não colocar limites, como se vê cada vez mais por aí.

É a consciência da desproporção que faz com que eu controle minha força se for dar uma palmada. E controle minha “força” também para não impor as minhas respostas e, assim, impedir meu filho de fazer sua própria busca pelo conhecimento. Com a minha orientação, sim, mas não com os meus dogmas. Ser pai ou mãe é se responsabilizar pelo seu poder, em todos os sentidos. Quando a gente se responsabiliza fica muito mais difícil se exceder em qualquer aspecto – seja físico ou psicológico.

Mas o aspecto que mais me preocupa se este projeto de lei for aprovado é o de reforçar aquele que me parece ser – este sim – um dos grandes problemas atuais: a dificuldade dos pais de educar seus filhos. Não me parece que o problema da maioria das crianças hoje seja a palmada que eventualmente recebe dos pais. Mas o fato de não receber limites de seus pais, de não ser efetivamente educada.

Boa parte dos pais me parece completamente perdida. As crianças gritam, as crianças querem porque querem, as crianças interrompem às vezes aos berros quando o pai conversa com outra pessoa, as crianças não cumprimentam ninguém nem na chegada nem na saída, fazem exigências como se o mundo e todos os adultos dentro dele existissem para servi-las, testam e testam para ver se alguém vai fazê-las parar, botar algum limite, e nada. Basta sair na rua para testemunhar cenas lamentáveis em restaurantes, shoppings, cinemas e lugares públicos protagonizadas por pequenos déspotas diante de pais infantilizados. Pais esvaziados, inseguros sobre sua capacidade de educar o filho que botaram no mundo e que parecem duvidar que têm algo a ensinar àquelas crianças. Pais sem nenhuma autoridade.

O que uma parte destes pais faz quando se torna insuportável viver com estes filhos? Leva para um especialista que diagnostica a criança como a mais nova portadora da epidemia da moda: a tal da TDAH – Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade. E dá-lhe medicamento cada vez mais cedo. Como boa parte das crianças ao redor já foi diagnosticada com a “doença” esta, ninguém acha suspeito. Imagino que, quando parte desta geração crescer, o rito de passagem vai ser apenas mudar o medicamento: aos 18 anos ganha um carro e sua primeira caixa de antidepressivos.

Pobres pais? Não! Pobres crianças que visivelmente estão cada vez mais infelizes porque ninguém nasce sabendo sobre seus limites e todo o resto. Um filho precisa que os pais sejam pais. Diante deste quadro, o que o Estado faz? Infantiliza e esvazia de autoridade ainda mais estes pais ao se meter na vida privada e dizer como eles devem educar. Ou que eles não podem tocar nos seus filhos para educar sob pena de serem tratados como criminosos ou párias. Ou, talvez o pior: tratados como maus pais.

Na escola, os professores já choram diante de crianças e adolescentes que desafiam sua combalida autoridade dizendo: “Você não pode me mandar fazer nada porque quem paga o seu salário é o meu pai”. A tradução é: portanto, eu mando em você e, portanto, não há educação possível a partir desta premissa. Se a lei da palmada for aprovada, é possível imaginar as variações dentro de casa: “Se me bater eu te denuncio para o conselho tutelar”.

Não estou fazendo aqui nesta coluna uma apologia da palmada. Há pais que educam sem bater – e conheço alguns. Há outros que educam dando palmadas quando outras tentativas se esgotam. Os que não batem não são melhores pais porque não batem – e vice-versa. Cada relação é uma relação. Cada filho é diferente do outro. E com cada filho seremos pais diferentes, porque cada um deles nos trará demandas diferentes. Quem tem mais de um filho sabe bem disso.

Não tenho dúvida de que os autores e apoiadores da lei são bem intencionados. Mas acho que se equivocaram e erraram o alvo. Uma lei como esta desautoriza os pais – e o faz numa época em que eles mesmos, por diversas razões, já desautorizam a si mesmos. Ao exercer sua autoridade de forma abusiva, o Estado esvazia de autoridade e infantiliza seus cidadãos. Isto é grave. Embora eu tenha poucos motivos para confiar neste Congresso que aí está, espero que vozes com bom senso se ergam para impedir este projeto de virar lei. Se virar, como todas as leis sem lastro na realidade, não será cumprida. E isto desmoraliza a democracia. Fonte: Revista Época, colunista Eliane Brum

Leia mais >>