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segunda-feira, 31 de maio de 2010

Reajuste dos servidores vai ser depositado em junho retroativo ao pagamento de maio

O governador Orlando Pessuti anunciou nesta segunda-feira (31), durante reunião com o Fórum dos Servidores Públicos Estaduais realizada no Palácio das Araucárias, em Curitiba, que o reajuste geral de 5% será depositado na folha de junho. O pagamento, por outro lado, será retroativo ao mês de maio, explicou o governador.

Pelo quarto ano consecutivo, o Governo do Paraná vai corrigir os salários, aposentadorias e pensões do funcionalismo. Neste ano, o índice será aplicado não só sobre o vencimento base, como sobre as gratificações também. A medida vai beneficiar 252,5 mil pessoas (servidores da ativa, aposentados e pensionistas). O reajuste geral acumulado no período 2007-2010 chega a 20,5%.

“Passamos a manhã inteira reunidos com a equipe econômica do governo (secretarias da Fazenda, Planejamento e Administração). Diante da melhora na arrecadação, da desobrigação da multa da Secretaria do Tesouro Nacional [referente aos títulos podres] e do momento da economia que nos dá boas perspectivas, concluímos que será possível suportar esse acréscimo nas despesas com pessoal”, declarou Orlando Pessuti.

IMPACTO - O reajuste de 5% representará um aumento de R$ 38 milhões mensais na folha de pagamento do Poder Executivo, informou a secretária da Administração e da Previdência, Maria Marta Lunardon, que recebeu os sindicalistas junto com o governador. Na implantação, mês que vem - com o pagamento retroativo -, esse impacto será dobrado, ressaltou a secretária.

Maria Marta salientou ainda que no decorrer do ano as despesas com pessoal terão acréscimo significativo em razão também do processo em curso de ampliação dos quadros, indispensável para os investimentos que o Governo do Paraná vem fazendo. “São ingressos de concursados para a segurança pública, de funcionários para as escolas, de servidores para a agricultura e, principalmente, de equipes para os hospitais que estão sendo construídos ou ampliados.”

DIÁLOGO MANTIDO – Os líderes do Fórum de Servidores consideraram positiva a decisão do governo de implantar o reajuste em junho, com a correção retroativa a maio. E enalteceram a continuidade do diálogo que já vinha sendo mantido durante a gestão do ex-governador Roberto Requião.

“Em 2003, o governo recebeu uma 'herança maldita', de sucateamento de salários e do Estado. É importante manter esse debate, que já existia com a Maria Marta e com o Ênio Verri [ex-secretário do Planejamento], para melhorar o serviço público”, afirmou o representante do Sindicato dos Servidores da Agricultura e do Meio Ambiente (Sindiseab), Heitor Raymundo.

As presidentes dos sindicatos da Educação (APP), Marlei Fernandes, e da Saúde (Sindisaúde), Elaine Rodella, também destacaram o debate contínuo. “Já temos a secretária Maria Marta e a Secretaria do Planejamento como interlocutores, é importante mantermos esse diálogo”, disse Elaine. “Ao nos receber em Guarapuava, semana passada, o governador deu demonstração disso”, assinalou Marlei.

Além da secretária Maria Marta Lunardon, participaram da reunião com o Fórum dos Servidores o secretário da Casa Civil, Ney Caldas, o secretário-chefe de Gabinete do Governador, André Pegorer, o assessor especial do governo, José Maria Correa, e o economista Cid Cordeiro, coordenador do Dieese. Fonte: AEN

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Brasil condena ataque e pede explicações de Israel

O governo brasileiro recebeu com "choque e consternação" a notícia sobre o ataque israelense a um dos barcos da flotilha que levava ajuda humanitária internacional à Faixa de Gaza. Em nota divulgada hoje, o Ministério das Relações Exteriores afirma que o "Brasil condena, em termos veementes, a ação israelense, uma vez que não há justificativa para intervenção militar em comboio pacífico, de caráter estritamente humanitário". Além disso, o embaixador de Israel no Brasil está sendo chamado ao Itamaraty para que seja manifestada a indignação do governo brasileiro com o incidente e preocupação com a situação da cidadã brasileira.

O comunicado afirma que o fato é agravado por ter ocorrido em águas internacionais, segundo as informações disponíveis até o momento. Para o Brasil, o ocorrido deve ser objeto de investigação independente, "que esclareça plenamente os fatos à luz do Direito Humanitário e do Direito Internacional como um todo".

"Os trágicos resultados da operação militar israelense denotam, uma vez mais, a necessidade de que seja levantado, imediatamente, o bloqueio imposto à Faixa de Gaza, com vistas a garantir a liberdade de locomoção de seus habitantes e o livre acesso de alimentos, remédios e bens de consumo àquela região", diz a nota.

O ministério também afirma que preocupa o governo brasileiro a notícia de que uma brasileira, Iara Lee, estava em uma das embarcações que compunha a flotilha humanitária. De acordo com o texto, o ministro Celso Amorim determinou que sejam tomadas providências para a localização dela. O Brasil ainda instruiu sua representante junto à Organização das Nações Unidas (ONU) para que apoie a convocação de reunião extraordinária do Conselho de Segurança (CS) para discutir a operação militar israelense. Fonte: Agência Estado

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Lula cobra respeito do Conselho de Segurança ao Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a comentar hoje sobre a resistência dos países que formam o Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU), liderados pelos Estados Unidos, ao acordo firmado por Brasil e Turquia com o Irã em torno de seu programa nuclear. Na abertura de um evento internacional da indústria automotiva no Rio de Janeiro, ele se queixou da postura dos países desenvolvidos e cobrou respeito ao Brasil no cenário internacional.

"A divergência do Irã com os EUA perdurava por 31 anos. Qual foi o mal que o Brasil e a Turquia fizeram? Foi o de convencer o presidente do Irã a se sentar para negociar. Que era o que eles queriam que acontecesse. Quando o Irã topa sentar, eles falam que não vale mais", queixou-se Lula. "Não é possível fazer política internacional sem respeito mútuo." Fonte: Agência Estado

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Israel ataca barcos que tentavam furar bloqueio a Gaza

Militares israelenses abordaram uma frota de embarcações que tentavam furar o bloqueio à faixa de Gaza transportando 10 mil toneladas de suprimentos à região. As forças israelenses invadiram os barcos de madrugada, entrando em confronto com alguns das centenas de ativistas a bordo. Fonte: Uol Notícias/BBC Brasil

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Militares israelenses descrevem momentos iniciais de ataque

A BORDO DO INS KIDON, Mar do Mediterrâneo, 31 de maio (Reuters) - Militares israelenses que atacaram um comboio com ajuda humanitária destinado à Faixa de Gaza nesta segunda-feira foram atacados pelos ativistas com facas e cassetetes e alguns soldados mergulharam no mar para se salvarem, segundo um testemunho israelense.

Israel disse que militares abriram fogo para se defender e que dez ativistas foram mortos e sete soldados ficaram feridos. Com Israel interferindo em sinais de rádio e censurando a imprensa, há poucos relatos independentes do que ocorreu no mar.

Um porta-voz militar israelense disse que alguns dos soldados estavam equipados com armas não-letais mas que elas não eram suficientes contra os ativistas, que as muniram com balas.

"Eles tinham pistolas com munição... para se defenderem", disse ele.

Um dos soldados disse a repórteres ter descido de um helicóptero por uma corda a um dos seis navios do comboio e foi imediatamente atacado por um grupo de pessoas que esperava por eles.

"Eles nos bateram com pedaços de metal e facas", disse.

Um cinegrafista da Reuters a bordo do navio da marinha israelense Kidon, perto do comboio de ajuda de seis navios, disse que os comandantes que monitoravam a operação foram surpreendidos pela forte resistência dos ativistas pró-palestinos.

Um dos militares disse que alguns dos soldados tiveram seus capacetes e equipamentos retirados e vários foram arremessados de um piso superior a outro inferior e depois se jogaram ao mar para que se salvassem.

"Eles me arremessaram, me atingiram com paus e garrafas e roubaram meu rifle", disse um dos soldados. "Eu tirei minha pistola e não tive outra escolha a não ser atirar." Fonte: Reuters, por Rami Amichai e Jeffrey Heller

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Conselho de Segurança da ONU faz reunião de emergência sobre Gaza

O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas se reunirá na tarde desta segunda-feira em uma sessão de emergência para discutir o ataque de Israel contra um comboio de navios que levavam ajuda humanitária a Gaza, disseram diplomatas do Conselho de Segurança à Reuters.

O horário da reunião ainda não foi agendado, e não foram dados maiores detalhes.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, fez um apelo nesta segunda-feira por uma investigação completa e mostrou-se chocado com o ataque israelense, que matou ao menos dez pessoas.

"É vital que haja uma investigação completa para determinar exatamente como o ataque ocorreu. Eu acredito que Israel deve fornecer urgentemente uma explicação", disse ele em coletiva de imprensa realizada na capital de Uganda, Kampala.

O secretário-geral está em Kampala para participar de uma conferência de revisão do Tribunal Penal Internacional (ICC, sigla em inglês).

Ataque

O Exército de Israel atacou na madrugada desta segunda-feira um comboio de barcos organizado pela ONG Free Gaza, um grupo de seis navios, liderados por uma embarcação turca, que transportava mais de 750 pessoas e 10 mil toneladas de ajuda humanitária para a faixa de Gaza, deixando ao menos dez mortos e cerca de 30 feridos.

O grupo tentava furar o bloqueio de Israel à entrega de mercadorias aos palestinos. De acordo com a imprensa turca o ataque ocorreu em águas internacionais, mas as forças de defesa de Israel mantêm que as embarcações tinham invadido seu território.

A imprensa turca mostrou imagens captadas dentro do navio turco Mavi Marmara, nas quais se viam os soldados israelenses abrindo fogo. Em Istambul cerca de 10 mil pessoas protestaram contra os ataques.

O presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, decretou três dias de luto nos territórios palestinos devido ao ataque israelense à "Frota da Liberdade".

Em comunicado emitido na cidade cisjordaniana de Ramallah através da agência oficial palestina "Wafa", Abbas não anunciou, no entanto, uma interrupção do diálogo indireto de paz que mantém com Israel.

EUA

Os Estados Unidos lamentaram a ação e indicaram que uma investigação deve apurar os detalhes da ação militar.

"Os EUA lamentam profundamente a perda de vidas humanas e o saldo de feridos, e neste momento tentam entender as circunstâncias em que esta tragédia ocorreu", sinalizou o porta-voz da Casa Branca, Bill Burton.

O ataque também motivou forte reação na comunidade internacional. A Turquia já pediu à ONU (Organização das Nações Unidas), uma reunião urgente sobre o tema.

A alta comissária para os Direitos Humanos da ONU, Navi Pillay, se manifestou, e em seu discurso na abertura da 14ª sessão do Conselho de Direitos Humanos da ONU disse estar "comovida" com as informações do ataque, que provocou "mortos e feridos".

Irã

O ministro de Defesa do Irã fez nesta segunda-feira um apelo à comunidade internacional para que cortem todas as relações com Israel após a morte de ativistas que levavam ajuda humanitária à faixa de Gaza a bordo de navios nesta segunda-feira.

"O mínimo que a comunidade internacional deveria fazer com relação ao horrível crime cometido pelo regime sionista é boicotá-lo e cortar todas as relações diplomáticas, econômicas e políticas", disse Ahmad Vahidi, segundo a agência semi-oficial de notícias Irna.

Anteriormente, o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, denunciou o ataque do Exército israelense contra a frota, qualificando-o de um "ato desumano do regime sionista".

"O ato desumano do regime sionista contra o povo palestino e o fato de impedir que a ajuda humanitária destinada à população chegasse a Gaza não é um sinal de força, e sim de fragilidade deste regime", declarou Ahmadinejad.

"Tudo isto mostra que o fim deste sinistro regime fantoche está mais perto do que nunca", acrescentou. Fonte: Reuters via Folha Online

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Comunidade internacional condena ataque de Israel à frota humanitária

O ataque do Exército de Israel à "Frota da Liberdade", que matou ao menos 10 pessoas e deixou dezenas de feridos motivou forte reação da comunidade internacional, condenando a decisão militar. Alguns chegaram a classificar o ato como um "massacre" e criticaram a ação, indicando um uso de força "desproporcional", alegando que as tropas israelenses usaram armamentos e forças desmedidas contra os cerca de 750 ativistas distribuídos em seis navios, liderados por uma embarcação turca.

Veja a repercussão:

ONU (Organização das Nações Unidas)
"Estou chocado pelas informações de que há mortos e feridos nos barcos que levavam ajuda à Gaza. Condeno estas violências. É vital que se realize uma investigação completa", declarou o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, à imprensa em Campala, capital de Uganda, onde assiste à abertura de uma conferência sobre a Corte Penal Internacional.

EUA
"Os Estados Unidos lamentam profundamente a perda de vidas humanas e o saldo de feridos, e atualmente tentam entender as circunstâncias nas quais aconteceu a tragédia", afirmou o porta-voz da Casa Branca, Bill Burton, em um comunicado. A ação violenta aconteceu na véspera de um encontro em Washington entre o presidente americano Barack Obama e o primeiro-ministro israelense Binyamin Netanyahu.

França
"Toda a luz deve ser lançada sobre as circunstâncias desta tragédia, que enfatiza a urgência de reativar o processo de paz israelense-palestino", disse o presidente francês, Nicolas Sarkozy. O ministério das Relações Exteriores convocou o embaixador de Israel em Paris, Daniel Shek, para explicar o ocorrido.

Reino Unido
O chanceler britânico, William Hague, pediu ao Estado hebreu que ponha fim às "inaceitáveis e contraproducentes restrições impostas às ajudas encaminhadas ao território palestino" e disse que "há uma clara necessidade de que Israel atue com moderação e de acordo com as normas internacionais".

Turquia
O país chamou para consultas seu embaixador em Israel. O vice-primeiro-ministro turco, Bulent Arinc, confirmou que a Turquia pediu uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU e anunciou ter ordenado também que os preparativos para as manobras militares conjuntas com Israel fossem anulados.

Alemanha
"Os governos da Alemanha sempre reconheceram o direito de defesa de Israel, mas este direito deve acontecer dentro de uma resposta proporcional", disse o porta-voz do governo, Ulrich Wilhelm, em uma entrevista coletiva. O país, que raramente critica Israel, acredita que a medida é "à primeira vista, de caráter desproporcional".

ANP (Autoridade Nacional Palestina)
"Teremos que tomar algumas decisões difíceis esta tarde", disse uma fonte do gabinete palestino, sem revelar quais seriam as medidas. O presidente da ANP, Mahmoud Abbas, qualificou a ação de "massacre" e decretou três dias de luto nos territórios palestinos. A ANP também pediu uma reunião de urgência ao Conselho de Segurança da ONU para "debater a pirataria, o crime e o massacre israelense", nas palavras do principal negociador palestino, Saeb Erakat.

Irã
O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, denunciou o ataque do Exército israelense como "um ato desumano do regime sionista", informou a agência oficial Irna. "O ato desumano do regime sionista contra o povo palestino e o fato de impedir que a ajuda humanitária destinada à população chegasse a Gaza não é um sinal de força, e sim de fragilidade deste regime", declarou Ahmadinejad. "Tudo isto mostra que o fim deste sinistro regime fantoche está mais perto do que nunca", completou. Fonte: Folha Online com Agências Internacionais

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domingo, 30 de maio de 2010

Governo Admite Dificuldades para PAGAR REAJUSTE A SERVIDOR

Pessuti afirma que Estado não tem dinheiro para implantar aumento do funcionalismo em maio e discute data na segunda

Dep. Estadual Reni Pereira (PSB): oposição ameaça bloquear novos gastos

O governador Orlando Pessuti (PMDB) admitiu ontem que o Estado enfrenta dificuldades financeiras para pagar o reajuste salarial de 5% do funcionalismo público. A reposição, aprovada em março pela Assembleia Legislativa, não entrou na folha de pagamento de maio. Na segunda-feira, Pessuti se reúne com os secretários da Fazenda, Heron Arzua, e da Administração, Maria Marta Lunardon, para discutir a data de implantação dos novos salários.

“Tanto secretaria administração fazenda disseram que não tínhamos dinheiro para rodar a folha de maio com os 5%”, afirmou ontem. Segundo ele, não está descartada a possibilidade de que seja lançada uma folha de pagamento suplementar nas próximas semanas, mas isso vai depender do comportamento da receita do Estado. “Fechando a arrecadação (de maio) no dia 31, vamos ver se podemos fazer isso com uma folha complementar em meados de junho ou se vai ficar para julho”, explicou o governador.

A alegação de falta de recursos é contestada pelos sindicatos que representam os servidores públicos, a oposição, e até dentro do grupo político do próprio governo. O impacto mensal na folha de pagamento é estimada em R$ 38 milhões. O Estado alega que a receita total nos primeiros quatro meses de 2010 teria sido 4% menor do que a prevista no Orçamento, uma diferença de quase R$ 700 milhões entre o projetado e arrecadado.

O oposição, porém, apontou que dados oficiais do próprio governo indicariam aumento da arrecadação no período. O líder da bancada de oposição, deputado Élio Rusch (DEM), recebeu os relatórios da Secretaria da Fazenda para a realização da audiência pública de prestação de contas do governo marcada para a próxima quarta-feira.

Segundo ele, os dados oficiais mostram que nos primeiros quatro meses de 2010, a receita total do Estado teve um aumento de 13,47% em relação ao mesmo período de 2009, passando de R$ 5,9 bilhões para R$ 6,7 bilhões. “Não há motivos para não conceder o reajuste do funcionalismo”, diz Rusch, que pretende questionar o secretário da Fazenda, Heron Arzua, na audiência pública sobre as contas do governo, na Assembleia Legislativa, marcada para a próxima quarta-feira.

Bloqueio — A oposição questiona ainda o fato do governo dizer que não tem dinheiro para pagar o reajuste do funcionalismo, ao mesmo tempo em que está solicitando à Assembleia autorização para promover gastos com novas obras.

Na semana que vem, a Casa deve votar pedido de suplementação orçamentária de R$ 100 milhões para a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Urbano, para a realização de obras de recuperação asfáltica em vias urbanas de 394 municípios paranaenses. Se não tem dinheiro para pagar o aumento dos servidores, não tem para obra nova”, disse o deputado Reni Pereira (PSB). Segundo Pereira, caso o governo não se comprometa a implementar imediatamente o reajuste dos servidores, a Casa deve bloquear qualquer pedido de suplementação orçamentária para novos gastos.

Rompido com Pessuti desde que repassou o cargo ao sucessor para disputar uma vaga no Senado, no início da abril, o ex-governador Roberto Requião (PMDB) engrossou o côro dos críticos à demora no pagamento do aumento dos servidores. “Governo não paga o aumento salarial previsto. Vai pagar sob pressão, arranhando sua credibilidade”, comentou, em sua página no site twitter.Fonte: O Estado do Paraná, reportagem de Ivan Santos

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Marina Silva participa de culto da Assembleia de Deus

A pré-candidata do Partido Verde à Presidência da República, Marina Silva, participou do culto da igreja Assembleia de Deus em Mogi Guaçu, interior de São Paulo, e pediu para que os crentes não "satanizassem" os seus adversários nas eleições, como Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB). "O mesmo Deus que me ama, ama Dilma, ama Serra e ama Plínio (Plínio de Arruda Sampaio, virtual candidato à presidência pelo PSOL)".

Marina, evangélica e missionária da Assembleia de Deus, chegou um pouco antes das 9 horas e foi homenageada pelos evangélicos. Depois, conduzida junto aos pastores que representavam perto de 20 assembleias em municípios do interior de São Paulo. Ela ouviu a pregação e depois ocupou o púlpito por 40 minutos em que fez um resumo de sua trajetória de vida e começou contando sobre "a vontade" de se alfabetizar aos 16 anos de idade. Falou que chegou a ser desenganada pelos médicos com a malária e hepatite antes de concluir sua graduação em história.

Em uma conversa rápida com a imprensa, Marina foi questionada se temia ser apontada por usar o púlpito como palanque. "Não temo por questões de princípios, a minha fé é publica, todos me conhecem", declarou. "Sou o que sou desde quando eu era cristã católica. Nós somos um Estado laico e isso é muito positivo tanto para quem crê como para quem não crê, ou é evangélico, como para espírita, como para católico ou qualquer pessoa".

Quanto ao caso da intermediação através do presidente Lula entre Irã e Turquia para trocas de componentes atômicos, a pré-candidata Marina Silva disse que " o diálogo em busca da paz é sempre bom. Mas temos que ser cautelosos" falou. "O Irá já se comprometeu, ano passado, com a Rússia e a França e não cumpriu" disse. "Estamos na expectativa de paz".

Marina Silva não participou das prévias das convenções do PV programada para o início da tarde em Campinas. Ela disse que retornaria a Brasília ainda neste domingo, sem explicar o motivo. A ex-senadora está na região de Campinas desde a manhã de sábado, quando participou de caminhada pelo centro da cidade e de lançamentos de pré-candidatos a Câmara federal. Fonte: Agência Estado

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Auxiliar de carcereiro é morto a tiros em frente à delegacia

Eustáquio Pereira, de 37 anos, foi morto a tiros na tarde de sábado (29), em Campina da Lagoa, enquanto conversava em uma mercearia em frente à delegacia. O crime aconteceu por volta das 17h30 e chocou o pequeno município, com cerca de 15 mil habitantes.

Pereira era funcionário contratado pela prefeitura para trabalhar na delegacia e exercia a função de auxiliar de carcereiro. Moradores contaram que um homem chegou a pé, entrou na mercearia onde Pereira estava conversando com o proprietário do estabelecimento comercial, e efetuou os cinco tiros, que atingiram a cabeça e o tórax dele. A vítima teve morte instantânea.

Operação da Nurce apreendeu cerca de seis mil CDs e DVDs O autor dos tiros fugiu em um carro que estava estacionado próximo ao local do crime. Segundo o investigador da polícia civil de Campina da Lagoa, Walter Ribeiro, o auxiliar de carcereiro era um funcionário calmo e não tinha rixas. “Acreditamos que o crime pode estar ligado ao serviço na delegacia”. O suspeito ainda não foi preso. A polícia civil investiga o caso. Fonte: Jornal de Maringá, reportagem de Dirceu Portugal

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sábado, 29 de maio de 2010

Marina critica Serra por declarações sobre a Bolívia

A pré-candidata do PV à Presidência da República, Marina Silva, criticou neste sábado o também pré-candidato José Serra (PSDB), por causa das críticas que o tucano fez à Bolívia.

Serra disse nesta semana que o governo boliviano é "cúmplice" do tráfico de drogas para o Brasil.

As declarações do ex-governador de São Paulo, de acordo com Marina, foram equivocadas por causa da generalização.

"Não é assim que se trata um país irmão, até porque o povo boliviano não merece esse tipo de generalização. Nós somos vizinhos dos bolivianos no Acre, sabemos que temos graves problemas ali na fronteira com o tráfico de drogas, mas longe de eu querer atribuir isso a uma ação deliberada do governo e ou à sociedade boliviana", disse ela.

Marina afirmou ainda que a realidade do narcotráfico na Bolívia não difere muito do que acontece no Brasil. "Os problemas que são enfrentados em relação ao narcotráfico na Bolívia talvez não sejam diferentes de outros países e até mesmo dentro do nosso context", avaliou a pré-candidata, que participou do lançamento da pré-candidatura de Luciano Zica a deputado federal pelo PV, em Campinas.

Mais tarde, em outro evento, Marina cutucou Serra indiretamente pelas críticas que ele vem fazendo a um suposto aparelhamento do Estado por parte do governo federal.

Segundo ela, os candidatos a cargos majoritários, quando em campanha, sempre negam que vão colocar amigos e militantes em cargos, mas a história mostra que não é assim. "Todo mundo jura de pés juntos que não vai aparelhar. Mas depois esquece isso tudo", disse ela. "Depois que ganha, reforma o compromisso".

Elogios

A pré-candidata verde voltou a elogiar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso que, segunda ela, fizeram o Brasil avançar porque eram líderes, e não gerentes. "O Lula fez o que fez em relação aos programas sociais porque não era um gerentão, era uma liderança. FHC só fez o Plano Real porque não era um gerentão, era uma liderança", disse Marina Silva. Fonte: Folha Online

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Encontro no Rio termina sem definição sobre questão nuclear do Irã

Palco involuntário das recentes respostas do Brasil às críticas americanas em relação à aproximação com o Irã, o 3º Fórum da Aliança das Civilizações chegou ao fim hoje (29), no Rio, tendo "reforçado a necessidade de encarar a diversidade global na sua urgência".

É o que disse o alto representante da ONU para a Aliança, Jorge Sampaio, ex-presidente de Portugal. Ele evitou comentar, porém, as divergências entre Brasil e Estados Unidos sobre o tema.

"É evidente que a Aliança não trará soluções políticas para problemas políticos. Há sempre uma enorme utopia em todo isso, situações que melhoram e que agravam. Temos que trabalhar com a realidade e esperar que o impulso faça surgirem as forças", afirmou.

Na sexta-feira, Lula havia criticado, durante o evento, "posições inflexíveis" que "ajudam a confrontação e afastam a possibilidade de paz", afirmando, em seguida, que o Brasil era credenciado a buscar um acordo de paz na questão nuclear.

As frases de Lula foram entendidas como respostas indiretas ao comentário da secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton. Na quinta-feira, ela afirmara que Brasil e EUA tinham "sérias discordâncias" em relação ao Irã e que o fato de o Brasil ter, junto com a Turquia, levado o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, a assinar um acordo para enriquecimento de urânio tornava "o mundo mais perigoso".

No fim da tarde de ontem, o ministro de Relações Exteriores brasileiro, Celso Amorim, havia comentado que "tem muita gente decepcionada porque o diálogo produziu resultados".

Sampaio comemorou o fato de 7 mil pessoas terem se inscrito no evento, que começou na quinta-feira. "Sabíamos que o Rio é bonito, mas havia o problema da distância. Há pessoas que têm que viajar um dia inteiro para falar apenas 15 minutos. Mas foi surpreendente", disse.

O representante da ONU afirmou que o desafio do próximo Fórum, em 2011, em Doha, no Catar, será chegar a 10 mil inscrições.

Esperado para o encerramento do Fórum, o ministro de Relações Exteriores, Celso Amorim, não apareceu, sob a alegação de problemas de saúde na família. A representação do Itamaray coube à embaixadora Vera Machado.

Antes de formada a mesa de encerramento, ocorreu uma cena inusitada. Sampaio sentou-se sozinho à mesa e esperou, por alguns segundos, a chegada dos chanceleres turco, Arhmet Davutoglu, e espanhol, Miguel Moratinos, além da embaixadora brasileira. Como ninguém chegava, ele pediu licença para ir buscá-los. Levantou-se e se dirigiu para trás do palco, onde havia uma sala de estar. Segundos depois, vieram um a um, Moratinos, Machado e Sampaio, além do representante dos 50 jovens embaixadores do evento.

Davutoglu chegou quando todos estavam sentados e já era sua vez de falar. Ia sentar-se, quando Sampaio ordenou que se dirigisse ao púlpito, para falar. Em seu discurso, exaltou a Aliança das Civilizações e não tocou no acordo feito por seu país e pelo Brasil com o Irã. Fonte: Uol Notícias, reportagem de Samantha Lima

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Para Morales, EUA "descarregam sua raiva" contra Lula

O presidente da Bolívia, Evo Morales, disse que os Estados Unidos "tentam descarregar sua raiva" contra o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, por causa das divergências sobre como tratar a questão nuclear iraniana. Em entrevista coletiva, Morales tratou das recentes declarações da secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, que contestou o acordo entre Brasil, Turquia e Irã.

"Por causa da soberba das autoridades dos Estados Unidos, esse país está sendo excluído e está se excluindo, e por isso tenta descarregar sua raiva contra Lula", afirmou o presidente boliviano. Para ele, os EUA "não têm autoridade moral para acusar ninguém, já que quem põe o mundo em perigo são aqueles que levam seus militares a acabar com nossos continentes, nossos países, são aqueles que instalam bases militares em outros países".

Morales disse ainda que "não é possível que exista esse tipo de ameaça ou chantagem, e não vamos permitir chantagens por parte dos Estados Unidos na Unasul (União de Nações Sul-americanas)". Fonte: Agência Estado

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Preso é achado morto em presídio de segurança máxima de Catanduvas

Renildo dos Santos Nascimento foi transferido para a unidade em 2009. Ele era suspeito de comandar série de ataques a ônibus em Salvador

Agentes da Penitenciária Federal de Segurança Máxima de Catanduvas, no Paraná, encontraram, na manhã desta sexta-feira (28), o corpo de um detento enforcado em uma das celas da unidade. Segundo informações da Polícia Federal (PF) de Cascavel , o preso foi identificado como Renildo dos Santos Nascimento, que responde por crimes de tráfico e homicídio em Salvador.

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública (SSP) da Bahia, o preso foi transferido, com mais 13 criminosos, para a unidade de segurança máxima em setembro do ano passado, depois de uma série de ataques a ônibus e postos policiais na capital baiana.

O agente federal Cláudio Fávaro, da PF de Cascavel, disse ao G1 que participou da operação de abertura da cela, que também foi acompanhada por procuradores da República. "Trata-se de um ambiente federal. O trabalho também foi acompanhado por peritos federais. Ele [preso] usou calças e lençóis para fazer a tereza [corda improvisada feita de retalhos]."

Segundo a PF, a mulher e o filho do preso estão morando em Catanduvas e ainda não sabem se o corpo de Renildo será sepultado na cidade paranaense ou se será levado para Salvador. "Os presos nos disseram que ele [Renildo] vinha reclamando que a família estava passando dificuldades e isso teria sido a motivação para o suicídio."

A Justiça Federal do Paraná e o Departamento Penintenciário Federal (Depen) vão instaurar processo administrativo para investigar as causas da morte do preso.

Perfil

Renildo dos Santos seria integrante de uma organização criminosa responsável pelo tráfico de cocaína na Bahia, segundo informações da Polícia Civil da Bahia. Em nota da Secretaria de Segurança Pública da Bahia, o órgão aponta que Renildo teria sido o mentor da chacina ocorridano Bairro Mussurunga, em Salvador, em 2008.Fonte: G1/Globo.com

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Marina Disse: "Só os Despostas Oferecem Destino os Democratas dão a Possibilidade de Construir um Futuro"

Na charge desta semana, o debate entre Brasil e Estados Unidos sobre o acordo nuclear com o Irã. Eleições 2010: Dilma Rousseff (PT) cresce nas pesquisas, e José Serra (PSDB) eleva o tom das críticas ao governo do presidente Lula. O tucano dispara até contra a Bolívia. Ele, Dilma e Marina Silva (PV) se encontraram em uma sabatina. Aécio Neves (PSDB) reapareceu e disse que não será vice na chapa tucana. Fonte: Uol Notícias

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sexta-feira, 28 de maio de 2010

Convenção do PSDB pode aprovar Serra e adiar vice

Marcada para o próximo dia 12 de junho, a convenção nacional do PSDB pode aprovar apenas o nome de José Serra, sem um candidato a vice.

Com a saída de Aécio Neves do páreo, a cúpula do DEM voltou a reivindicar a vaga. E cogita esticar a negociação até 28 de junho, data de sua convenção. A lei não impõe a aprovação de chapas completas nas convenções partidárias. Admite-se que a escolha do vice seja feita
posteriormente. O DEM considera-se “dono” da segunda posição na chapa.

Concordara em abrir mão em favor de Aécio Neves. Ao reafirmar sua opção pela corrida ao Senado, Aécio reacendeu uma polêmica que o DEM decidira sufocar.

Um pedaço expressivo da legenda acha que, sem Aécio, a vice deve ser preenchida por um político dos seus quadros.Nos subterrâneos, líderes do DEM queixam-se da facilidade com que o PSDB leva nomes ao noticiário. Antes da nova recusa de Aécio, os operadores de Serra
iniciaram um flerte com Francisco Dornelles (PP-RJ). Depois, o presidente do PSDB e coordenador da campanha de Serra, Sérgio Guerra (PE), levou à mesa o nome do grão-tucano Tasso Jereissati.

Diferentemente do que ocorria com Aécio, nem Dornelles nem Tasso são unanimidades no DEM. Longe disso. Nos próximos dias, tucanos e ‘demos’ vão intensificar as negociações. Se chegarem a um acordo nos próximos 15 dias, Serra sairá da convenção do dia 12 com um vice. Do contrário,
o DEM planeja cozinhar a escolha em banho-maria até a data de sua própria convenção, no dia 28. Fonte: Blog do Josias de Souza

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Diante de impasse entre Osmar e Pessuti, PT prepara o “plano C”

O PT paranaense já prepara um “plano C”, diante dos entraves que as negociações de uma aliança com Osmar Dias (PDT) e Orlando Pessuti (PMDB) enfrentam. Para os petistas, Osmar parece cada vez mais próximo do palanque tucano.

E o PMDB de Pessuti só aceita aliança caso ela inclua também a chapa proporcional para candidatos a deputado estadual e federal. Só que uma aliança dessas é praticamente inviável, já que dizimaria as bancadas do PT no Estado, diante da superioridade de votos dos candidatos peemedebistas.

Resta então ao partido a solução final: lançar um candidato próprio ao governo, mesmo que sem qualquer chance na disputa. Ao menos para ter um palanque para Dilma Roussef no Paraná. Fonte: Bem Paraná, reportagem de Ivan Santos

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Pessuti não consegue pagar o reajuste do funcionalismo

O governador Orlando Pessuti, do PMDB, admite que o Estado enfrenta dificuldades financeiras para pagar o reajuste salarial de 5% do funcionalismo público. Quem é o culpado pelo rombo? Requião dizem os atuais inquilinos do Palácio das Araucárias.

A reposição, aprovada em março pela Assembleia Legislativa, não entrou na folha de pagamento de maio. Na segunda-feira, Pessuti se reúne com os secretários da Fazenda, Heron Arzua, e da Administração, Maria Marta Lunardon, para discutir a data de implantação dos novos salários.

“Tanto a secretaria da Administração quanto a da Fazenda disseram que não tínhamos dinheiro para rodar a folha de maio com os 5%”, afirmou ontem. Segundo ele, não está descartada a possibilidade de que seja lançada uma folha de pagamento suplementar nas próximas semanas, mas isso vai depender do comportamento da receita do Estado. “Fechando a arrecadação (de maio) no dia 31, vamos ver se podemos fazer isso com uma folha complementar em meados de junho ou se vai ficar para julho”, explicou o governador.

A alegação de falta de recursos é contestada pelo ex-governador Requião e pelos sindicatos que representam os servidores públicos, a oposição, e até dentro do grupo político do próprio governo. O impacto mensal na folha de pagamento é estimada em R$ 38 milhões. O Estado alega que a receita total nos primeiros quatro meses de 2010 teria sido 4% menor do que a prevista no Orçamento, uma diferença de quase R$ 700 milhões entre o projetado e arrecadado.

O oposição, porém, apontou que dados oficiais do próprio governo indicariam aumento da arrecadação no período. O líder da bancada de oposição, deputado Élio Rusch (DEM), recebeu os relatórios da Secretaria da Fazenda para a realização da audiência pública de prestação de contas do governo marcada para a próxima quarta-feira. Segundo ele, os dados oficiais mostram que nos primeiros quatro meses de 2010, a receita total do Estado teve um aumento de 13,47% em relação ao mesmo período de 2009, passando de R$ 5,9 bilhões para R$ 6,7 bilhões. “Não há motivos para não conceder o reajuste do funcionalismo”, diz Rusch, que pretende questionar o secretário da Fazenda, Heron Arzua, na audiência pública sobre as contas do governo, na Assembleia Legislativa, marcada para a próxima quarta-feira.

Bloqueio — A oposição questiona ainda o fato do governo dizer que não tem dinheiro para pagar o reajuste do funcionalismo, ao mesmo tempo em que está solicitando à Assembleia autorização para promover gastos com novas obras. Na semana que vem, a Casa deve votar pedido de suplementação orçamentária de R$ 100 milhões para a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Urbano, para a realização de obras de recuperação asfáltica em vias urbanas de 394 municípios paranaenses. Se não tem dinheiro para pagar o aumento dos servidores, não tem para obra nova”, disse o deputado Reni Pereira (PSB). Segundo Pereira, caso o governo não se comprometa a implementar imediatamente o reajuste dos servidores, a Casa deve bloquear qualquer pedido de suplementação orçamentária para novos gastos.

Rompido com Pessuti desde que repassou o cargo ao sucessor para disputar uma vaga no Senado, no início da abril, o ex-governador Roberto Requião (PMDB) engrossou o côro dos críticos à demora no pagamento do aumento dos servidores. “Governo não paga o aumento salarial previsto. Vai pagar sob pressão, arranhando sua credibilidade”, comentou Requião, em sua página no site twitter. Fonte: Blog Fabio Campana

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quinta-feira, 27 de maio de 2010

“Redução do efetivo da PM aumenta violência”, diz Richa no Sudoeste

Próxima da fronteira com Argentina e Paraguai, região é rota de tráfico de drogas e contrabando

O aumento da violência no Estado está diretamente associado à redução de efetivos da Polícia Militar, afirmou o pré-candidato do PSDB ao Governo do Paraná, Beto Richa, em viagem a municípios do Sudoeste para discutir seu Plano de Governo. Até sexta-feira (28), Richa participará de reuniões nas Câmaras Municipais de 20 municípios da região.

“Nas grandes ou pequenas cidades, no meio rural e nos centros urbanos, os cidadãos são unânimes em apontar a violência como maior fator de destruição da qualidade de vida”, disse Richa em Salto do Lontra, em conversa com o prefeito Luiz Carlos Gotardi (PMDB). O Sudoeste, na fronteira com Argentina e Paraguai, é rota de tráfico de drogas e contrabando. Richa lembrou que o número de policiais civis e militares foi congelado nos últimos 20 anos, período em que a população do Paraná aumentou quase 30% e a violência cresceu de maneira alarmante. “É inadiável a ampliação dos efetivos policiais”, disse ele. “Os criminosos precisam saber que serão punidos com o rigor da lei.”

DESENVOLVIMENTO REGIONAL

Richa visitou as fábricas de confecções Kridges, em Ampére, e Traymon, em Santo Antônio do Sudoeste. A Kridges, que começou em um barracão, dá emprego a 800 pessoas e hoje é de um setor que tem 93 empresas apenas em Ampére. A Traymon, em Santo Antônio do Sudoeste, produz 30 mil peças de roupas por mês e emprega 240 pessoas de três municípios da região. São exemplos de que é possível criar alternativas de emprego e renda, evitando a migração para as grandes cidades.

"Não há desenvolvimento sustentável possível sem a indústria. O Paraná consolida sua agropecuária com o agronegócio e a agricultura familiar. Mas, cada vez mais, o Estado deverá compatibilizar esta vocação agrícola com a industrialização pela via da inovação tecnológica, seguindo as vocações de cada região ou município", afirmou Richa.

REUNIÕES NAS CÂMARAS MUNICIPAIS

Nesta quinta-feira, Richa participou de reuniões nas Câmaras Municipais de Ampére, Pinhal de São Bento, Pranchita, Santo Antônio do Sudoeste, Bom Jesus do Sul e Barracão. À noite, Richa dará a aula magna para a primeira turma do curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Paranaense (Unipar) do campus de Francisco Beltrão. Na sexta-feira (28), os encontros serão em Verê, São Jorge do Oeste, Cruzeiro do Iguaçú, Nova Prata do Iguaçú, Nova Esperança do Sudoeste e Francisco Beltrão.

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Obama abandona doutrina da "guerra contra o terror"

A Nova estratégia de segurança nacional dos EUA defende compromisso ou isolamento para o Irã e a Coreia do Norte

A nova estratégia de segurança divulgada nesta quinta-feira pela administração Obama aponta a Al-Qaeda como principal inimigo, mas abandona a expressão "guerra ao terror", insistindo que o uso da força por si só não pode garantir a segurança dos Estados Unidos.

A Casa Branca deverá publicar nesta quinta-feira sua "Estratégia de Segurança Nacional", um documento sobre como os Estados Unidos avaliam e enfrentam as ameaças contra o país. O texto - ao qual a AFP teve acesso - foi, nos últimos 16 meses, alvo de intensas consultas na administração Obama.

"Sempre tentaremos deslegitimar o uso do terrorismo e isolar aqueles que o praticam", afirma o documento de 52 páginas que abandona oficialmente a retórica elaborada pela administração George W. Bush depois do 11 de setembro, particularmente a noção de "guerra contra o terror".

"Não é uma guerra mundial contra uma tática - o terrorismo - ou uma religião - o islamismo", afirma o texto. "Nós estamos em guerra contra uma rede específica, a Al-Qaeda, e os terroristas que apoiam seus esforços de atacar os Estados Unidos e nossos aliados."

O texto destaca a ameaças que representam os indivíduos radicais que não têm o perfil tradicional dos terroristas, como o jovem nigeriano que tentou explodir um avião em território americano no Natal, ou o pai de família americano de origem paquistanesa suspeito de ter planejado um atentado com carro-bomba em Nova York no último 1º de maio.

"Nossa melhor defesa contra essa ameaça reside em famílias, comunidades locais e instituições bem equipadas e informadas", informou o documento, completando que "o governo vai investir em espionagem".

Outros eixos da nova doutrina são a luta contra as crises econômicas e o aquecimento global, cujas consequências colocam em perigo a segurança dos Estados Unidos.

O documento tende a redefinir o que será a política externa americana depois de duas sangrentas guerras no Iraque e no Afeganistão e uma crise econômica mundial, enquanto planeja avaliar precisamente os interesses americanos no exterior, assim como o uso da força, designando diversas ameaças, desde a ciberguerra até as epidemias, passando pelas desigualdades.

Para alcançar esses objetivos, a nova estratégia propõe apoiar-se na força militar, mas também na diplomacia, nos contatos econômicos, na ajuda ao desenvolvimento e na educação, ao mesmo tempo que defende um enfoque "sem ilusão" nas relações com os inimigos dos Estados Unidos, como Irã e Coreia do Norte.

O documento mantém a possibilidade para Washington de empreender ações militares unilaterais, mas sob condições mais estritas que durante a era Bush. Fonte: AFP via Uol Notícias

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ONU elogia papel de Brasil e Turquia na questão iraniana

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, pediu que o governo iraniano ofereça esclarecimentos sobre seus planos nucleares ao mesmo tempo em que elogiou os esforços diplomáticos do Brasil e da Turquia no que diz respeito ao programa nuclear do país persa.

"As Nações Unidas saúdam os recentes esforços diplomáticos do Brasil e da Turquia para refrear o programa nuclear iraniano", disse o secretário-geral durante uma coletiva de imprensa no Rio de Janeiro. "Mas o Irã ainda tem de esclarecer que seu programa nuclear tem propósitos pacíficos e não militares."

Brasil e Turquia intermediaram um acordo que permitiria ao país trocar urânio de baixo enriquecimento por combustível nuclear mais enriquecido. Mas o acordo foi recebido com ceticismo pelos Estados Unidos e outros países, que insistem na possibilidade de novas sanções econômicas contra o Irã.

Ban Ki-moon disse que "o Conselho de Segurança da ONU vai continuar as discussões sobre a possibilidade de sanções. Ainda há uma séria falta de confiança a respeito do programa nuclear iraniano."

Coreias

Ele também comentou sobre o aumento das tensões entre as Coreias do Sul e do Norte. As Coreias têm se desentendido nos últimos dias por causa de acusações de que um ataque com torpedo norte-coreano foi responsável pelo naufrágio de um navio militar sul-coreano.

"A prerrogativa da ONU é tomar medidas para manter a paz e a segurança permanentes nas Coreias", disse Ban Ki-moon. "A ONU pediu ao Conselho de Segurança que tome as medidas necessárias para tranquilizar a situação entre as Coreias."

O secretário-geral da ONU, porém, não deu detalhes sobre as medidas que podem ser tomadas. "A ONU está monitorando de perto as tensões entre as Coreias do Sul e do Norte", disse ele. As informações são da Dow Jones. Fonte: Agência Estado

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Governo Desmentido

O líder da bancada de oposição, deputado Élio Rusch (DEM), recebeu os relatórios da Secretaria da Fazenda para a realização da audiência pública de prestação de contas do governo marcada para a próxima quarta-feira.

Rusch diz que os números colocam por terra o argumento do governo de que não haveria dinheiro para pagar o reajuste salarial de 5% do funcionalismo público, aprovado em março, mas até hoje não implementado. Segundo ele, os dados oficiais mostram que nos primeiros quatro meses de 2010, a receita total do Estado teve um aumento de 13,47% em relação ao mesmo período de 2009, passando de R$ 5,9 bilhões para R$ 6,7 bilhões.

“Não há motivos para não conceder o reajuste do funcionalismo. Vamos aguardar a audiência pública para debater as contas do estado e ver os reais motivos para a não aplicação do reajuste aos servidores”, prometeu Rusch. Fonte: Bem Paraná, por Josianne Ritz

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terça-feira, 25 de maio de 2010

O que o Ministério da Saúde faz hoje as igrejas evangélicas já faziam ontem

A igreja nem sempre erra. Costuma acertar e tomar a dianteira na solução de alguns problemas.

Desde que foram implantadas no Brasil, a partir da segunda metade do século 19, as igrejas evangélicas de missão eram contrárias ao fumo. Antes de ser batizado nas igrejas congregacionais presbiterianas, metodistas e batistas, o novo convertido era encorajado a deixar de fumar. Mais tarde, quando chegaram os primeiros pentecostais (Assembleia de Deus e Congregação Cristã do Brasil), a mesma medida foi adotada.

Milhares de fumantes brasileiros abandonaram o vício (como era chamado). Alguns tiveram dificuldade e demoraram anos para se livrar dos cigarros. Por causa do ensino da igreja e do exemplo dos pais, uma enorme quantidade de adolescentes e jovens nunca se iniciou no tabaco. E como há uma relação entre a dependência do fumo e a de substâncias ilícitas, a vantagem foi maior do que se esperava. De alguma forma, esse comportamento livrou muitas pessoas do câncer, de outras doenças e da morte, além de oxigenar o ambiente.

O que o evangelho fez e ainda faz, é feito hoje pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelo Ministério da Saúde, por meio de muitas leis, muita propaganda e muitos gastos. E também com bons resultados -- cerca de 21 milhões de brasileiros deixaram de fumar nas últimas duas décadas. Fonte: Ultimato Notícias

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Expulsão de policiais civis pode ser anulada

Entre 2003 e 2008, 210 policiais foram presos e 137 excluídos

A participação de dois membros do Ministério Público do Estado no Conselho da Polícia Civil do Paraná abre caminho para um grupo de policiais excluídos dos quadros da corporação nos últimos anos voltarem à atividade.

De acordo com a Constituição Federal, os promotores públicos estão impedidos de participar de outras atividades remuneradas, com exceção do Magistério. Como integrantes do conselho, os promotores recebem R$ 1.334,20 por sessão que comparecem. Em média, são quatro por mês.

A brecha, que é debatida por conta de uma lei complementar, está sendo utilizada por policiais condenados por vários motivos. Em caso de reintegração, eles receberão também o ressarcimento financeiro desde o período de exclusão, com todos os direitos trabalhistas inclusos.

Segundo levantamento oficial, entre os anos de 2003 e 2008, durante a gestão do ex-secretário Luiz Fernando Delazari, 210 policiais civis foram presos e outros 137 foram excluídos das funções, sendo que muitos deles passaram a recorrer da sentença utilizando o artifício.

O número de ações não é preciso, pois muitas foram contestadas, enquanto outras estão sendo discutidas juridicamente.

Recursos
Entre os casos que mais chamam a atenção, com recursos nas instâncias superiores, estão os dos ex-policiais Samir Skandar e Mauro Canuto, expulsos após o envolvimento na CPI do Narcotráfico, e o maringaense Luiz Carlos Del Nero, investigador de Segunda Classe, exonerado, por meio do Diário Oficial de sete de agosto de 2007, sob a alegação de transgressão disciplinar.

Em relação a Del Nero, o Tribunal de Justiça (TJ) deu um despacho em março deste ano desfavorável à reincorporação, mas o caso não está encerrado. A defesa de Del Nero alega, segundo documento disponível no TJ, que o processo estava irregular.

“Inconstitucionalidade da composição, por membros do Ministério Público, do Conselho da Polícia Civil. O Processo Administrativo Disciplinar que culminou na inconstitucional demissão do impetrante foi relatado por um membro do MP”, diz a alegação.

Ainda assim, o pedido de embargo foi recusado pelo desembargador Rafael Augusto Cassetari por causa de uma manifestação do Conselho Nacional do Ministério Público, favorável à participação remunerada no Conselho da Polícia Civil do Rio Grande do Sul.

“É legítima a participação de membro do Ministério Público em Conselho Superior de Polícia, integrando mesmo suas funções institucionais como atividade de controle externo”, diz o despacho.

Respaldo
A batalha jurídica, porém, está longe do fim. Segundo nota divulgada pelo Ministério Público, por meio da assessoria, a participação dos dois integrantes do MP no Conselho tem o respaldo de lei complementar.

“Conforme o artigo 6º, inciso IV, da Lei Complementar nº 14 de 26 de maio de 1982, há dois promotores de Justiça do Ministério Público do Paraná no Conselho Estadual da Polícia Civil. O dispositivo que trata da presença de integrantes do MP no referido colegiado foi incluído pela Lei Complementar nº 98, de 12 de maio de 2003, e já é reconhecido como legal e constitucional pelo Tribunal de Justiça do Paraná e tribunais superiores. Os representantes do MP-PR no Conselho atualmente são os promotores de Justiça Aline Bilek Bahr e Pedro Carvalho dos Santos Assinger. Eles são indicados pelo procurador-geral de Justiça e nomeados pelo governador do Estado”, diz a nota. Os dois promotores não quiseram se pronunciar.

Sindicato
Para o advogado Milton Miró Vernalha Filho, do escritório Vernalha & Yamasaki, responsável pela assessoria jurídica do Sindicato das Classes Policiais Civis do Paraná (Sinclapol), a participação dos promotores, mesmo com a Lei Complementar, fere a Constituição Federal.

Na avaliação dele, porém, a representatividade do Ministério Público equilibra mais as decisões. “Constatou-se no decorrer do tempo que os integrantes do Ministério Público têm demonstrado e preservado as garantias fundamentais dos acusados. Isso porque os delegados de polícia que compõem o conselho muitas vezes são rigorosos na punição, mas não tentam de forma alguma corrigir o que está errado”, afirmou.

Na opinião do presidente do Sinclapol, André Gutierrez, existem várias contestações por parte de alguns policiais, mas nenhuma realizada pelo sindicato. Em alguns casos, diz ele, os argumentos utilizados nas ações tomam outros rumos. Para Gutierrez, o mais importante seria uma alteração na composição do Conselho, que seria igualitário, com a participação de todas as carreiras.

“Temos uma proposta em que os policiais seriam julgados por policiais de carreira. O Conselho teria lugar para investigadores, escrivães, papiloscopistas, agentes e delegados, mas isso não aconteceu ainda”, afirmou.

Mesmo com o parecer do Ministério Público, a discussão está longe de encerrar. As ações tramitam pelo TJ e pode ser alvo de uma discussão nacional que uniformize as decisões, haja vista que em alguns Estados há casos de reintegração sob esse motivo, como no Rio Grande do Sul, além de outras ações tomadas pela Confederação Brasileira dos Policiais (Cobrapol). A reportagem tentou contato com os advogados de defesa dos policiais, mas não obteve retorno até o fechamento desta edição. Fonte: O Diário, reportagem de Júlio César Lima

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Visitas à PCE serão retomadas em junho

Parentes de presidiários protestaram, ontem. Foto: Daniel Caron

As visitas coletivas aos detentos da Penitenciária Central do Estado (PCE) começam a ser regularizadas a partir de 12 de junho. O cronograma foi passado aos familiares, para que se organizem em relação às datas. Desde a rebelião ocorrida em janeiro, as visitas foram interrompidas. Outras atividades dos presos voltam gradativamente ao normal.

“Agora, a visita é somente uma vez por mês e uma só pessoa. Meu filho não vê a filha dele desde dezembro”, reclama Terezinha de Jesus Silva. Seu filho cumpre pena na PCE há dois anos. Um grupo de parentes de presos da PCE se reuniu ontem, com representantes do Departamento Penitenciário do Paraná (Depen).

O denominado Movimento em Defesa das Pessoas Privadas de Liberdade foi formado após a rebelião e, segundo o Depen, deve continuar sendo um canal de comunicação entre o sistema penitenciário e as pessoas ligadas aos presos.

Segurança

O Depen também confirmou que só o Batalhão da Guarda da Polícia Militar continua na segurança interna do presídio. As sacolas de alimentos, proibidas após o motim, colchões e agasalhos de inverno também foram liberados aos presos nos últimos dias, informam algumas das mães dos detentos.

Para a advogada Juliana Cabral, do Instituto de Defesa dos Direitos Humanos (Iddeha), que está dando suporte ao movimento dos familiares de presos, representantes do Depen disseram que não há violência. “Mas mães e esposas perceberam hematomas causados por balas de borracha”, diz a advogada. O Depen nega maus-tratos. Fonte: Paraná Online, reportagem de Luciana Cristo

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PP fecha apoio a Richa e acelera definição do quadro eleitoral

O deputado Ricardo Barros (PP): “O PSDB foi pragmático” - Foto: Jonas Oliveira

Em troca de apoio a tucano, partido terá vaga de candidato ao Senado e coligação proporcional para deputados

O Partido Progressista fechou ontem acordo com o PSDB para apoiar a candidatura do ex-prefeito tucano Beto Richa ao governo do Estado. Em troca, o PP garantiu uma das vagas de candidato da aliança ao Senado para o presidente estadual do partido, deputado federal Ricardo Barros, e a coligação proporcional para cargos de deputado federal e estadual com os tucanos.

Com o acordo, Richa já garantiu o apoio formal de pelo menos dois partidos – além do PP, também já está certo o PSB do atual prefeito de Curitiba, Luciano Ducci. E tem ainda como quase certa a adesão do Democratas – cuja maioria dos parlamentares já manifestou a preferência pelo tucano. O PSDB aguarda agora uma resposta do senador Osmar Dias (PDT), a quem os tucanos ofereceram a segunda vaga de candidato ao Senado e a indicação do vice de Richa.

A decisão do PP põe por terra os planos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de unir os partidos da base aliada no Paraná em torno da candidatura de Osmar ao governo. Diante da indefinição do pedetista e da falta de acordo com o PT local, o PP preferiu fechar o apoio a Richa, que inclui também trabalhar pela candidatura do tucano José Serra (PSDB) à presidência no Estado.

Vice-líder do governo Lula na Câmara, Barros culpou o PT pelo fracasso da articulação em torno de Osmar. “O PT não fez nenhum esforço para conquistar esse apoio”, disse o deputado, referindo-se ao fato do PT não ter admitido a coligação para candidatos a deputado federal e estadual com o PP.

Ao contrário dos petistas, destacou Barros, o PSDB aceitou sacrificar os interesses do partido para garantir a aliança. Caso Osmar Dias aceite a proposta de concorrer à reeleição para o Senado na chapa de Richa, lembrou Barros, os tucanos terão que abrir mão de dois candidatos próprios ao cargo – o atual senador Flávio Arns e o deputado federal Gustavo Fruet. Além disso, a aliança nas chapas proporcionais também podem prejudicar a reeleição dos parlamentares tucanos (veja matéria na mesma página).

“Para o PSDB também não foi fácil. Tudo tem seu preço. O PSDB foi pragmático”, alegou. Barros prevê que o acordo entre os dois partidos vai acelerar a definição do quadro de candidaturas e alianças. “Nossa entrada na aliança vai deflagrar definições partidárias, para um lado e para o outro. A dúvida agora é se PT e PMDB vão caminhar juntos ou separados”, explicou.

O PT tenta atrair o PMDB para o palanque de Osmar. O governador Orlando Pessuti (PMDB), porém, não admite abrir mão da candidatura à reeleição. Caso isso se confirme, e Osmar deixe a disputa ao governo para concorrer ao Senado na chapa liderada por Richa, restará ao PT apoiar Pessuti para garantir um palanque para a presidenciável petista Dilma Roussef no Paraná.

O presidente estadual do PSDB, deputado Valdir Rossoni, admitiu que o partido se dividiu em relação à coligação proporcional com o PP. “Há os que acham ruim e os que acham que é bom”, avaliou. Segundo ele, a intenção é fazer um “chapão” com todos os partidos que apoiarem Richa para o governo. Mas legendas como PPS já avisaram que não aceitam coligação na proporcional. Nesse caso, os partidos podem compor na disputa majoritária e se dividirem em grupos nas chapas para Assembleia Legislativa e Câmara Federal. “Vai depender de quais serão os partidos da aliança”, disse. “Convidaremos todos os partidos para o chapão. Quem quiser entra”, explicou Barros. Fonte: Bem Paraná, reportagem de Ivan Santos

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Quinteiro aprova liberação de recursos para pavimentação asfáltica em Maringá

O deputado Quinteiro aprovou na Assembléia Legislativa, o pedido do governador Orlando Pessuti para a liberação de R$ 11,5 milhões para obras de pavimentação asfáltica em Maringá.

Os recursos serão financiados pelo Fundo de Desenvolvimento Urbano (FDU), administrado pela Secretaria do Desenvolvimento Urbano (Sedu) e pelo Paranacidade. O valor total das obras, que compreendem a pavimentação de 21 quilômetros de ruas e avenidas, será de R$ 14,7 milhões. O município de Maringá terá contrapartida de R$ 3,2 milhões e o edital de licitação será publicado nos próximos dias.

Serão pavimentados 63 trechos de ruas dos bairros Loteamento Grajaú, dos jardins Rebouças, Novo Alvorada, Andrade e Catedral, e dos condomínios Ana Rosa, Cidade do Campo e Portal das Torres. De acordo com o Deputado Quinteiro, outros orçamentos estarão sendo liberados também para atender a região.

"Vamos continuar identificando os principais problemas da nossa região e trabalhando para buscar a solução junto ao governo do Paraná e ser esse elo de ligação entre a população e o governdo do estado. Temos as portas abertas para fazer as reivindicações. O Pessuti tem nos atendido, já assinou a ordem de serviços da extensão da UEM, também autorizou a implantação das bibliotecas cidadãs e muitos outros projetos e indicações, estão sendo atendidos". Afirma Quinteiro.

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segunda-feira, 24 de maio de 2010

PSDB recebe apoio do PP à pré-candidatura de Beto Richa

O presidente do PSDB do Paraná, deputado estadual Valdir Rossoni, recebeu nesta segunda-feira (24) o apoio oficial do PP a pré-candidatura de Beto Richa ao Governo do Estado. O presidente do PP do Paraná, deputado federal Ricardo Barros, encaminhou a Rossoni uma carta de intenções, solicitando o compromisso do pré-candidato Beto Richa na sustentação de projetos de interesse do partido. “Esse acordo foi aprovado por nossa Comissão Executiva e agora será levado para aprovação em nossa convenção, no próximo dia 11 de junho”, explicou Rossoni.

Para Richa, “o PP representa uma aliança estratégia para o PSDB, tanto no Paraná como em nível nacional”.

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Rossoni garante que faltam poucas horas para acerto PSDB/PDT no Paraná

Na Assembleia, o presidente do PSDB do Paraná, deputado Valdir Rossoni, garante que faltam poucas horas para que o acordo entre os tucanos e pedetistas seja anunciado.

Já o possível candidato a vice-governador de Beto Richa (PSDB) em eventual composição, deputado Augustinho Zucchi (PDT), não confirma a informação. Fonte: Bem Paraná, por Abraão Benício

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Bancada federal do PSDB/PR vai pedir ajuda da direção nacional para melar aliança com PP

A bancada do PSDB/PR na Câmara Federal vai recorrer ao presidente nacional da legenda, senador Sérgio Guerra (PE), na tentativa de evitar que seja concretizada a aliança com o PP no estado.

“Queremos saber se esta aliança é apenas do Beto Richa ou se também é do Serra. Essa decisão da aliança com o PP vai gerar um debate no partido que deve se estender até a convenção. Além de dificultar minha candidatura, se concretizada a aliança, certamente as bancadas do PSDB na Câmara e na Assembleia irão encolher. Também perdemos a cadeira do Arns (Flávio) no Senado”, analisa o deputado federal Gustavo Fruet (PSDB). Fonte: Bem Paraná, por Abraão Benício

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PP fecha acordo com PSDB. Ricardo Barros é candidato ao Senado


O presidente do Partido Progressista no Paraná, Ricardo Barros, anunciou a aliança com o PSDB e o lançamento da sua candidatura ao Senado na chapa de Beto Richa. O anúncio foi feito na manhã desta segunda-feira (24), em Curitiba, na reunião da executiva do PP.

Para consolidar o apoio, o deputado federal Ricardo Barros entregou ao presidente estadual do PSDB, Valdir Rossoni, uma carta requisitando o compromisso do candidato Beto Richa com ações e investimentos considerados fundamentais pelo PP.

“É uma aliança programática. Apresentamos pontos essenciais para o desenvolvimento econômico do Estado e a melhoria da qualidade de vida dos paranaenses”, disse Barros. Pelo acordo haverá também coligação na eleição proporcional entre o PP e o PSDB e outros partidos que façam parte da aliança.

Participaram do evento os deputados federais Nelson Meurer e Dilceu Sperafico; os deputados estaduais, Antonio Belinati, Duílio Genari, Cida Borghetti e Ney Leprevost; os deputados estaduais do PSDB Valdir Rossoni e Ademar Traiano; prefeitos e lideranças de diversas regiões do Estado.

PROPOSTAS – O documento formado por oito pontos principais – Segurança Pública, Agricultura, Saúde, Educação, Indústria e Comércio, Habitação, Turismo e Infraestrutura – é resultado da Caravana Progressista que visitou os 399 municípios do Paraná ouvindo ideias e sugestões da população

No texto destacam-se a necessidade do aumento do efetivo policial, de novos batalhões e companhias da polícia militar; da instalação Ceasas nas microrregiões, de novos hospitais regionais com atendimento de média complexidade e da criação de centros de saúde exclusivos para idosos.

Na área de infraestrutura a população pede aeroportos regionais no Oeste, no Sudoeste e de cargas no Litoral; duplicações nas principais rodovias estaduais; pavimentação de ligações entre municípios; construção do Arco Norte em Londrina; Implantação do TECNOPARQUE em Maringá.

O PP pede também a valorização dos professores, o incentivo as escolas de ensino integral, a criação de Centros Universitários regionais; a construção de barracões industriais e o desenvolvimento de arranjos produtivos locais; a e um terminal de passageiros no Porto de Paranaguá.

Confira a íntegra da carta:

Senhor Presidente

Deputado Estadual Valdir Rossoni

O diretório do PARTIDO PROGRESSISTA do Paraná Vem propor ao diretório do PARTIDO DA SOCIAL DEMOCRACIA BRASILEIRA do Paraná uma aliança política para o pleito de 2010 nos seguintes termos:

1.

O candidato a governador pelo PSDB Sr. Beto Richa assume o compromisso de acrescentar em seu plano de governo o seguinte:

1.

SEGURANÇA PÚBLICA

Aumento do efetivo policial;

Ampliar o número de municípios com Delegados-assistentes;

Implementar novos batalhões e companhias da policia militar;

Ampliar vagas na carceragem;

Liberar policiais do serviço administrativo;

2.

AGRICULTURA

Instalar novos CEASAS nas microrregiões;

Melhorar a conservação de estradas rurais;

Implementar programa de calcário;

3.

SAÚDE

Ampliar para todas as regiões o funcionamento das regionais de saúde;

Implementar hospitais regionais, pelo menos dois por regional de saúde, com credenciamento de média complexidade, hemodiálise, oncologia, tomografia, cirurgias eletivas e consultas especializadas, no padrão de hospital-escola;

Incentivar o programa saúde da família, PSF assumindo 25% dos custos da equipe;

Dotar as regionais de saúde de equipes para apoio técnico aos municípios;

Incentivar a instalação de centros de recuperação de drogados;

Regionalizar o atendimento da Cemepar;

Vacinar as crianças de 6 meses a sete anos contra a influenza;

Ampliar os hospitais universitários;

VÔ – Centro de atendimento integral a pessoas idosas.

4.

EDUCAÇÃO

Incentivar as escolas de ensino integral;

Centros Universitários estaduais do arenito, do norte pioneiro, do centro do Paraná, do centro sul e do vale da ribeira, com extensões;

Ensinar cidadania, princípios e valores aos alunos;

Valorização dos professores;

Universalizar o segundo grau profissionalizante;

5.

INDÚSTRIA E COMÉRCIO

Construir barracões industriais para incentivar a geração de empregos;

Desenvolver arranjos produtivos locais para consolidar novos pólos de desenvolvimento;

6.

HABITAÇÃO

O governo participara efetivamente com recursos próprios para a solução da questão habitacional, seja nas cidades, seja no campo;

7.

TURISMO

Consolidar turismo religioso – rota do rosário no norte pioneiro, redução jesuítica em Santo Inácio, santuário de santa Rita de cássia em Lunardelli, nossa senhora das brotas em Pirai do Sul, entre outros;

Centros de eventos;

Rodovia costa do sol;

Apoiar terminal para navio de passageiros no porto de Paranaguá;

8.

INFRA ESTRUTURA

Incentivar, em parceria com a Municípios e União :

Aeroporto regional do oeste;

Aeroporto de cargas do litoral;

Ampliação dos aeroportos de Maringá, Londrina e Curitiba;

Aeroporto do sudoeste;

Adequação das estradas estaduais ao volume de tráfego com duplicações ou terceira pista;

Asfaltamento das várias ligações entre municípios;

Ampliação do porto de Paranaguá;

Ligação ferroviária de cascavel e Umuarama até Guaíra;

Adequação do trânsito nas rodovias ao perímetro urbano das cidades, com a construção passarelas, viadutos e contornos;

Por exemplo:

Construção do Arco Norte em Londrina;

Construção do contorno leste em Francisco Beltrão;

Construção da ligação asfáltica até o município de Coronel Domingos Soares;

Programa de controle e combate de erosão na região noroeste – PRONOROESTE II;

Implantação de TECNOPARQUE em Maringá;

2.

O Partido Progressista indicará na chapa majoritária como candidato ao cargo de Senador da República o Deputado Federal Ricardo Barros;
3.

Na eleição proporcional, para deputados federais e estaduais, haverá coligação entre estes e demais partidos que componham da aliança;
4.

O Partido Progressista coloca seus quadros à disposição do candidato ao governo e da coligação para participar nas diversas áreas de coordenação de campanha;

Certos de que esta aliança contribuirá para o desenvolvimento econômico e melhoria da qualidade de vida dos paranaenses subscrevemos.

Atenciosamente

RICARDO BARROS

Presidente do Diretório do Partido Progressista no Estado do Paraná
Fonte: Blog Fábio Campana

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Tucanos aprovam aliança com PP e Fruet fica de fora na disputa pelo Senado

Conforme o previsto, o deputado federal Gustavo Fruet (PSDB) dançou. Um dos mais brilhantes representantes do Paraná no Distrito Federal não terá legenda para disputar cadeira no Senado nas eleições de outubro.

Por 14 votos a 5, os tucanos aprovaram há pouco em reunião da Executiva Estadual a coligação com o PP, inclusive na proporcional. Ou seja, uma das vagas de candidato ao Senado fica para o presidente estadual do PP, deputado federal Ricardo Barros. A outra está aberta para o senador Osmar Dias (PDT), que ainda tenta esta semana reunir forças para disputar o Palácio das Araucárias.

Votaram contra a aliança plena o senador Flavio Arns, os deputados federais Alfredo Kiefer, Luis Carlos Hauly e Gustavo Fruet e o deputado estadual Luis Nishimori. Fonte: Bem Paraná, Blog Política em Debate

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domingo, 23 de maio de 2010

Brasil vai dominar nos próximos meses o ciclo industrial completo do Urânio, revela oficial da Marinha

O Brasil está pronto para dominar o ciclo nuclear completo em escala industrial. A inauguração da primeira fase da Usina de Hexafluoreto de Urânio (Usexa), prevista para este ano, permitirá que o país atue em todas as etapas do beneficiamento do mineral radioativo, desde a extração até a fabricação do combustível nuclear em grande proporção.

Com isso, o Brasil fica independente de outros países no processo de enriquecimento, garantindo suprimento para as usinas nucleares e também para o futuro submarino nuclear. A informação foi divulgada pelo coordenador do Programa de Propulsão Nuclear da Marinha, capitão de mar e guerra André Luis Ferreira Marques.

A Agência Brasil teve acesso exclusivo ao Centro Tecnológico da Marinha, no complexo militar de Aramar, em Iperó (SP), onde fica a Usexa, e constatou o ritmo acelerado das obras. Na mesma área estão sendo construídos os prédios do Laboratório de Geração Nucleoelétrica (Labgen), responsável pela fabricação do reator do futuro submarino nuclear.

“A Usexa começará a funcionar nos próximos meses em fase de comissionamento, quando se testam o sistema e os equipamentos para demonstrar que eles operam corretamente. As temperaturas, as pressões, as vazões, se as válvulas estão funcionando e se a instrumentação está dando informação confiável. Mas não vamos botar o urânio, ainda.”

Segundo o militar, o yellow cake – urânio em forma de um pó amarelo - só deve começar a ser processado em 2011. A Usexa é formada por 40 quilômetros de tubos, tanques, fornos e milhares de válvulas, onde o mineral é misturado com outros produtos químicos para sair em estado gasoso, o hexafluoreto de urânio, ou UF6. Depois passar por ultracentrífugas para ser enriquecido, esse gás vai separando o urânio 238, mais abundante, mas que não interessa ao processo, do urânio 235, mais instável e que produz energia mais facilmente.

O objetivo da Usexa é produzir combustível para o submarino nuclear brasileiro, que deve entrar em operação por volta de 2020. No complexo de Aramar serão produzidas 40 toneladas de UF6 por ano. Atualmente só seis países têm condições de fazer a conversão do yellow cake em gás: França, Rússia, Canadá, Estados Unidos, Brasil e Irã. O UF6 que o Brasil usa ainda é processado no Canadá.

O trabalho é complexo e a quantidade de urânio usada é muito grande. De acordo com Ferreira Marques, mil quilos de yellow cake geram apenas um quilo de gás UF6. Isso produz uma quantidade de efluente muito grande, gerando um passivo ambiental (lixo) que tem de ser administrado.

“O grande problema hoje nessas unidades de conversão de urânio é fazê-las passar pelo licenciamento ambiental. Nós estamos seguindo essas leis direitinho”, garantiu o capitão. Ele ressaltou que, em Aramar, o material que sobrar será reprocessado várias vezes para minimizar o impacto ambiental.

O gás é convertido novamente em pó e segue para o último estágio, que é a fabricação das pastilhas que alimentarão os reatores nucleares. A montagem das varetas do reator - onde ficam as pastilhas - é feita em uma unidade na Universidade de São Paulo (USP).

Para alimentar as usinas Angra 1 e 2 e a terceira unidade, que está sendo construída, os volumes de urânio necessários chegam a 400 toneladas de UF6 por ano para cada uma. Esse combustível será produzido na unidade das Indústrias Nucleares do Brasil (INB), no município fluminense de Resende, onde funciona um complexo de ultracentrífugas operando em cascata.

“Cada usina de Angra pede de 400 a 500 toneladas por ano. A produção em Aramar é dirigida para as necessidades do Ministério da Defesa. Existem conversações para nós sermos consultores técnicos da INB para eles fazerem lá em Resende uma unidade de 1.200 toneladas de UF6 por ano”, informou Ferreira Marques. Fonte: Agência Brasil, reportagem de
Vladimir Platonov

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Sem acordo e sem ficha limpa, a jaguatirica pode arranhar

No Escuta Essa! desta semana, o polêmico acordo entre Brasil, Turquia e Irã para tentar por fim ao impasse na questão nuclear iraniana e a reação dos Estados Unidos. No Congresso brasileiro, o projeto “Ficha Limpa” foi aprovado e vai para sanção do presidente Lula. Na corrida eleitoral, Marina Silva (PV) e Dilma Rousseff (PT) já têm seus vices, Guilherme Leal (PV) e Michel Temer (PMDB), respectivamente. Enquanto José Serra (PSDB) não define o seu vice, o lado feminino das pré-candidatas entra em pauta na disputa. Fonte: UOL Notícias.

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Elo entre Al Qaeda, tráfico e brasileiros mobiliza PF

A Polícia Federal tenta desvendar um enigma que mistura a rede terrorista Al Qaeda, tráfico de cocaína para financiar ações do terror e um grupo brasileiro de supostos contrabandistas.

A investigação visa identificar quem são os brasileiros citados por militantes ligados à Al Qaeda, que ajudariam o grupo terrorista a colocar entre 500 kg e uma tonelada de cocaína em Mali, na África Ocidental.

A aparente conexão brasileira foi descoberta com a prisão, em dezembro do ano passado, de três militantes de um braço da Al Qaeda que atua entre Gana, Mali e Argélia, na África Ocidental.

O trio --Omar Issa, Harouna Touré e Idris Abdelrahman-- é de Mali, foi preso em Gana e deportado para Nova York, onde será julgado.

É a primeira prisão de integrantes da Al Qaeda num caso que o governo dos EUA classifica de narcoterrorismo --a venda de drogas para financiar ações armadas.

Touré era o contato com os brasileiros, de acordo com uma investigação da DEA (Drug Enforcement Administration, a agência americana antidrogas).


Em conversas telefônicas e gravações em vídeo, Touré diz que traria a cocaína da Colômbia com a ajuda de brasileiros. O passaporte dele tem a comprovação de que passou pelo Brasil, pela França e pela Arábia Saudita.

Consultada pela Folha, a PF diz que investiga que grupo atuaria na rota do tráfico entre o Brasil e Mali.

Tráfico no deserto

A tarefa do grupo brasileiro seria levar a cocaína da Colômbia para Mali, como relatam documentos obtidos pela Folha nos EUA. De Mali, a droga seria transportada pelo deserto até o Marrocos e depois para a Espanha.

Mali é o principal entreposto de cocaína na África, segundo o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crimes. O norte do país virou rota de contrabando e palco de sequestros. De 30 a 70 toneladas de cocaína que vão para a Europa passam pela África Ocidental.

O braço da Al Qaeda que levaria a cocaína pelo deserto caiu numa armadilha da DEA. A agência colocou um informante para negociar com o trio como se fosse das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia).

Os americanos imaginavam que o ódio que ambos nutrem pelos EUA funcionaria como liga para os negócios. Deu certo.

Touré, que veio ao Brasil, disse, em mais de uma conversa com o informante, que cobraria US$ 2.000 por quilo de cocaína transportado --transportar 500 kg renderia US$ 1 milhão ao grupo.

No norte da África, é rotineira a mistura de crimes e radicalismo islâmico. Muitas das rotas de contrabando em Gana e no Chade são dominadas por facções terroristas.

Os militantes que estão presos em Nova York pertencem a um grupo chamado Aqim (Al Qaeda do Magreb Islâmico).

A facção nasceu em 1997 na Argélia, com o objetivo de atacar autoridades seculares argelinas e alvos ocidentais. Em 2006, o grupo assumiu um atentado em que morreram 43 militares da Argélia e o sequestro de 23 europeus.

A aliança da Aqim com a Al Qaeda foi selada em 11 de setembro de 2006, no quinto aniversário do ataque às torres gêmeas de Nova York.

Foi Osama bin Laden quem autorizou que usassem o nome Al Qaeda do Magreb Islâmico _antes, a facção chamava-se Grupo Salafista de Predicação e Combate [predicação é sermão]. Fonte: Folha Online, reportagem de Sérgio Dávila e Mario Cesar Carvalho

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Banda gospel do Bope leva paz às comunidades cariocas

Tropa de Louvor é o grupo formado por membros do Batalhão de Operações Especiais, que realiza shows-cultos e se apresenta com a arma na cintura e a Bíblia na mão direita

'Se queres a paz, prepara-te para guerra'. A frase estampada em latim na parte de trás da camisa preta é o aviso que os integrantes da Tropa de Louvor deixam por onde passam. A banda gospel é formada por membros dos Caveiras de Cristo, policiais evangélicos que integram o Batalhão de Operações Especiais (Bope). A Tropa realiza cultos-shows nas comunidades pacificadas e cria uma nova vertente de comportamento, por vezes contraditório, na unidade em que seus homens são treinados para matar.

“Deus está neste lugar”, diz o sargento do Bope e pastor da Igreja Assembleia de Deus Carlos Mello, para um grupo de 200 pessoas, entre eles pastores e padres, no culto-show do Borel, no sábado à tarde. Com a tradicional farda do Bope, o emblema da caveira no braço esquerdo e a Bíblia na mão direita, ele conta seus testemunhos de conversão e convida os moradores para uma tarde de louvor: “Estamos aqui trazendo a palavra do Senhor”.

O público, tímido no início, não demora a se acostumar com a cena do palco: um coral de homens de preto, com coldres e armas na cintura, cantando e orando. A quadra da Escola de Samba Unidos da Tijuca se transforma então numa espécie de templo evangélico dos Caveiras de Cristo.

No culto, animado pela Tropa de Louvor, a interação com os moradores é mantida o tempo inteiro. Além dos momentos de cura e libertação, a banda abre para o plateia um espaço para uma espécie de show de calouros evangélico. Neste momento vale tudo: alguns anunciam o CD que será lançado, outros cantam funk-gospel e ainda há os que aproveitam para prestar depoimentos como o de uma ex-alcoólatra.

“É a primeira vez que os vejo. Estou realmente surpresa. Desmistifica aquela imagem do Bope nos lugares com o Caveirão e para matar”, disse a auxiliar de creche, Andréia Cristiane de Albuquerque, 34 anos.

Público cresce a cada apresentação

A favela do Borel, na Tijuca, foi a quarta comunidade com Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) em que a Tropa de Louvor se apresentou — e a que atraiu o maior número de fiéis, cerca de 200. Na primeira tentativa de aproximação do grupo com moradores, no Pavão-Pavãozinho, em Copacabana, apareceram 20 pessoas. No segundo culto, na Ladeira dos Tabajaras, foram 30 moradores. E no Morro da Providência, na Gamboa, eram apenas 10 pessoas. “Não soubemos convidar os moradores”, admitiu o sargento do Bope, Max Coelho.

Prova de que o culto organizado pelo Bope é marcado pelo diferencial está na plateia: lado a lado padres e pastores rezam de mãos dadas. “Isso aqui traz esperança”, diz o padre da Paróquia São Camilo, na Tijuca, José Patrício de Souza, 63 anos. Para o bispo da Igreja Evangélica Pentecostal Salvação por Cristo, Antonio Ferreira, 75 anos, o culto não é para falar de religião: “Estamos aqui para unir pessoas”.

Bope

O Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) é a Força de Intervenção da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro. Fundado em 19 de Janeiro de 1978, atualmente possui um efetivo de policiais especializados em operações de combate ao crime em áreas de alto risco e resgate de reféns. Fonte: O Galileo com informações do Odia/Bope, reportagem de Sheila Bastos

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PMDB quer cobrar mensalidade em universidade pública

Principal aliado do PT na campanha de Dilma Rousseff à Presidência, o PMDB apresentará proposta para o programa de governo com pontos que colidem com o que os petistas pregam. No capítulo da educação, o PMDB aconselha Dilma a instituir “progressivamente” a cobrança de mensalidade nas universidades públicas federais, caso seja eleita presidente.

O partido escalado para ocupar a vaga de vice na chapa acha que o governo deve cobrar prestação dos alunos “cuja renda familiar anual seja superior a 150 salários mínimos” - a referência corresponde hoje a R$ 76.500,00.

“Essa proposta é inconstitucional”, avaliou o jurista Dalmo de Abreu Dallari, ao destacar que o artigo 206, inciso IV da Constituição, garante a gratuidade do ensino público em estabelecimentos oficiais.

Para Dallari, a sugestão é “puramente demagógica” e não tem futuro. “Trata-se de expressão de egoísmo e insensibilidade social”, afirmou.

Nas diretrizes do programa de Dilma, aprovado no 4.º Congresso do PT, em fevereiro, os petistas propõem exatamente o contrário. Diz o texto que, para ter educação de qualidade e constituir uma sociedade do conhecimento, será necessário “aprofundar o processo de expansão das universidades públicas”. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo. Fonte: Agência Estado

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Fórum cobra reajuste de 5% e aumenta pressão sobre governo

Servidores querem anúncio definitivo - Segunda-feira, dia 24, é o prazo limite dado pelas entidades para que o governo anuncie a data do pagamento. Foto:Valnísia Mangueira

O Fórum das Entidades Sindicais do Paraná voltou a se reunir, na manhã desta sexta-feira (21), com representantes do governo estadual. Na conversa com a diretora geral da Secretaria de Estado de Administração e Previdência (Seap), Regina Gubert, e com o diretor geral da Secretaria de Estado de Planejamento e Orçamento, Luiz Alberto de Carvalho, os dirigentes sindicais - entre eles a presidente da APP, professora Marlei Fernandes de Carvalho - expuseram a insatisfação dos servidores com o não pagamento, até o momento, do reajuste de 5%.

Segundo o Fórum, é inadmissível que este item da pauta dos servidores, que já estava acordado, não seja cumprido. A presidente da APP explica que o funcionalismo do Estado exige o pagamento da reposição ainda em maio. "Não aceitamos outra resposta na segunda-feira, que é prazo final - quando se reúne a equipe econômica do governo -, que não seja a do pagamento do 5% dos servidores no mês de maio. Se a folha de algum segmento já foi rodada, que seja rodada uma folha complementar", enfatizou.

Para as entidades que compõem o Fórum, o governo deve honrar o compromisso previsto na data-base. Pelos cálculos da própria Seap, a aplicação do índice significará um aumento de R$ 38 milhões na folha de pagamento. Um dos motivos alegados pela equipe do governo para a demora seria a falta de recursos. "Mas este é um argumento que foi desmontado, inclusive nesta reunião, pelo economista do Dieese Cid Cordeiro. Ele demonstrou, com dados do próprio governo, que a arrecadação cresceu", informou Marlei.

Além do reajuste geral, o Fórum cobrou a correção de 14,89% sobre todas as gratificações existentes no Poder Executivo. Para as entidades, o governo deveria anunciar o pagamento conjunto dos reajustes. Outro tema discutido foi o da redação de uma instrução interna, do Grupo Setorial de Recursos Humanos (GRHS), normatizando a questão do reenquadramento. Para os sindicatos, critérios precisam ser definidos, para além do parecer genérico emitido pela Procuradoria Geral do Estado (PGE) quando enquadrou, este ano, dez funcionários.

Na segunda-feira, dia 24, as entidades estarão de prontidão, a partir das 14h, em frente ao Palácio das Araucárias. Os sindicatos vão esperar o anúncio definitivo sobre o pagamento do reajuste. O Fórum também tenta agendar, com o governador Orlando Pessuti, uma audiência para tratar da pauta completa das categorias. "A base não quer mais desculpas. Estaremos dispostos a retornar à conversa caso o governo esteja disposto a cumprir o seu dever", destacou Heitor Raimundo, do Sindseab. Fonte: APP Sindicato

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O nascimento da Guerrilha Guarani

Inspirado no modelo de um dos mais antigos movimentos insurgentes latino-americanos, as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), o grupo ameaça associar-se a narcotraficantes para patrocinar sua causa: tomar pelas armas o poder de um país com 6 milhões de habitantes e expulsar milhares de agricultores brasileiros espalhados em seu território de 400 mil quilômetros quadrados.

Nascida na virada do milênio, a organização cunhou pela primeira vez seu nome de batismo ao reivindicar a autoria de um atentado, em 13 de março de 2008, no município de Horqueta, a cem quilômetros da fronteira com o Brasil. Após incendiar a fazenda de um colono brasileiro, os guerrilheiros assinaram com tinta branca na parede de um galpão: Exército do Povo Paraguaio (EPP).

Desde então, a sigla tem crescido no imaginário do povo de origem guarani muito mais do que suas ações terroristas e o seu real poder de fogo. A ameaça levou o presidente Fernando Lugo a decretar estado de exceção em cinco departamentos por onde perambulam os insurgentes e os transformou em inimigos públicos número 1. Lugo colocou no encalço da organização as forças armadas e a Polícia Nacional, somando um contingente de 3 mil homens equipados com aeronaves, embarcações e transporte terrestre.

Ao restringir a movimentação clandestina e encurralar 15 comandantes, o presidente Lugo pode fazer com que eles migrem dos sequestros (a principal fonte de renda) para o narcotráfico, a exemplo do que ocorreu com sua mentora colombiana. Na década de 90, as Farc se associaram a cartéis da cocaína para sobreviver à escassez de recursos.

Miséria dos produtores é terreno fértil ao narcoterror

As condições geográficas para que isso acontece já existem. O Departamento de San Pedro, na região central do país, ao mesmo tempo em que é o berço do EPP, abriga 1,2 mil famílias de pequenos agricultores que hoje produzem maconha para intermediários dos cartéis baseados na linha divisória com o Brasil.

A miséria fornece um terreno propício para os guerrilheiros atuarem entre os plantadores da erva. Se conseguirem organizá-los e protegê-los, podem formar uma área livre – onde autoridades não entram – dentro do Paraguai, a exemplo do que já existe na Colômbia.

– Imagine um território livre a 120 quilômetros da fronteira seca com o Paraguai? – espanta-se o delegado federal Fabrízio José Romano, de Ponta Porã (MS).

A possibilidade de uma vizinhança narcoterrorista, ao estilo das temidas Farc, fez autoridades brasileiras agirem. Um grupo da Polícia Federal (PF) do Brasil e outro da Secretaria Nacional Antidrogas (Senad) do Paraguai se associaram para investigar se o EPP tentará sobreviver organizando e protegendo plantadores de maconha. Cogitam até da possibilidade de criar um cartel para abastecer seu principal mercado consumidor, as regiões sul e sudeste do Brasil.

– Os seguidores do EPP irão pelo mesmo caminho das Farc – comentou o policial Nelson Lopez, um dos diretores da Senad, que recebe da PF apoio técnico na investigação, por meio de escutas telefônicas e rastreamento de possíveis conexões dos guerrilheiros com comparsas no Brasil.

Uma eventual robustez financeira do grupo, garantida pela aliança com as drogas, patrocinaria o projeto político do EPP de chegar ao poder. O caminho para isso seria o mesmo já trilhado pelas Farc na Colômbia: infiltrar simpatizantes nos partidos políticos e instituições na linha divisória.

Foi nesse território limítrofe, na avenida que separa Pedro Juan Caballero e Ponta Porã, que, no início do mês, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva encontrou-se com seu colega paraguaio para, entre outros assuntos, tratar da ameaça binacional. Depois de apertar a mão de Lugo, Lula dirigiu-se a empresários e jornalistas:

– Não podemos permitir que bandidos travestidos de libertadores coloquem a democracia em risco.

Expulsão e morte de brasileiros pelo EPP

Os guerrilheiros têm como bandeira a expulsão dos 400 mil colonos brasileiros (chamados de brasiguaios) que vivem no país, responsáveis por 70% da produção de grãos. Reflexo disso está na beira da BR-163, entre as cidades de Naviraí e Itaquiraí (MS), onde um acampamento abriga 400 famílias, ex-proprietárias de terras no Paraguai e expulsas por grupos de sem-terra organizados e armados pelo EPP. Entre elas, a do gaúcho Gervásio da Silva, 31 anos, que plantava milho e soja:

– Cercaram nossa casa e dispararam tiros. Só deram tempo para sairmos. Ficaram com tudo que havíamos construído nos últimos 20 anos.

Em 22 de abril, na Estância Santa Adélia, em Horqueta, no Departamento de Concepción, foram mortos os brasiguaios Osmar da Silva Souza, Jair Ravelo e Francisco Ramirez, além do policial paraguaio Joaquín Aguero.

A situação foi lembrada no encontro entre os dois presidentes. Lugo fez questão de demonstrar ao seu colega brasileiro que vem agindo para tentar prender os culpados. Com prestígio em baixa no país, ele tenta reverter essa situação seguindo a cartilha de seu colega colombiano, Álvaro Uribe, que fez crescer o apoio popular ao desmistificar a figura do guerrilheiro das Farc, tratando-o como criminoso comum. Estipulou um preço (500 milhões de guaranis ou R$ 150 mil) pela cabeça dos principais líderes da guerrilha e mandou espalhar cartazes e outdoors com as fotos deles. Colheu o primeiro fruto no começo de maio, com a captura de Julián de Jesús Ortiz. Fonte: Zero Hora, reportagem de Carlos Wagner

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Grupo é preso em flagrante tentando desviar 250 toneladas de fertilizantes

Ao todo, oito pessoas foram presas pelo Gaeco. Eles se passavam por representante de transportadora para pegar carga de uma empresa do Jardim Industrial

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e a Polícia Militar prenderam oito pessoas que estavam desviando carga em Maringá. O flagrante aconteceu por volta das 17h de sábado (21), na saída para Campo Mourão. Os oficiais encontraram aproximadamente 250 toneladas de fertilizantes em seis bitrens e uma carreta. Foi a primeira operação do Gaeco em Maringá. Os detidos foram encaminhados para a 9ª Subdivisão de Polícia (SDP).

O delegado do Gaeco em Maringá, Elmano Rodrigues Ciriaco, afirma que uma denúncia chegou de forma anônima à polícia na quinta-feira (20) informando que o grupo chegaria a Maringá para aplicar o golpe em uma empresa de fertilizantes localizada no Parque Industrial. Na sequência, oficiais realizaram monitoramento para identificar e vigiar veículos suspeitos. O grupo foi autuado em flagrante assim que tentava deixar a cidade com a carga.
O delegado diz que as pessoas presas são de Curitiba, Araucária e Paranaguá. Segundo ele, o líder entre os presos é Lélio José Tosta, de Paranaguá. O esquema começava quando um informante repassava para o grupo detalhes sobre o transporte de carga de alguma empresa que aconteceria em breve. O grupo se organizava então para chegar na empresa antes da transportadora contratada para o serviço. Os envolvidos se passavam por funcionários da transportadora para levar a carga embora.

Ciriaco acrescenta que, antes de chegar à empresa, o grupo trocava as placas dos caminhões. Em seguida, realizavam o carregamento da carga e iam embora. Depois, recolocavam as placas supostamente verdadeiras. “Assim, quando a transportadora contratada chegava na empresa, ninguém conseguia localizar a carga”, diz. Existe a suspeita de que o grupo também usava notas fiscais frias para fazer o carregamento.

O destino da carga ainda não é conhecido. Segundo Ciriaco, há duas hipóteses: a carga seria levada para algum receptador ou para o porto de Paranaguá. Além disso, o informante do grupo pode ter alguma ligação com a empresa, já que se tratavam de informações privilegiadas sobre o transporte da carga.

Os oito presos vão responder pelos crimes de formação de quadrilha, adulteração de identificação de veículo automotor e tentativa de furto qualificado. Com base nos exames periciais que o Instituto de Criminalística realizará em breve, o Gaeco vai apurar os crimes relativos às possíveis notas fiscais falsas e ao estelionato.

“Vamos tentar também descobrir outros crimes praticados por esse grupo, já que suspeitamos que os envolvidos já aplicaram esse golpe em outras regiões do Paraná e no interior de São Paulo”, diz. Cerca de 20 policiais estiveram envolvidos na operação. Fonte: Jornal de Maringá, reportagem de Thiago Ramari

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