A prisão de Antonio Francisco Bonfim Lopes, o Nem --apontado como o chefe do tráfico de drogas na favela da Rocinha--, pode resultar em informações sobre o organograma do crime e corrupção policial. Em entrevista à Rede Globo, o secretário da Segurança do Rio, José Mariano Beltrame, afirmou nesta segunda-feira que a polícia espera que Nem contribua com as investigações.
"Seria uma oportunidade importantíssima o oferecimento de alguma medida judicial para que ele pudesse contribuir com a Justiça e, obviamente, com a polícia", disse o secretário ao telejornal "Bom Dia Brasil". Medida que costuma ser aplicada é a da delação premiada, quando o criminoso coopera com a investigação e tem a pena reduzida pela Justiça.
O traficante foi preso na semana passada, no porta-malas de um carro, quando tentava fugir. Um dos policiais militares que participaram da prisão disse que os homens que ajudavam Nem na tentativa de fuga chegaram a oferecer R$ 1 milhão de suborno.
Para o secretário, Nem pode ajudar também a identificar casos de corrupção.
"Ele [Nem] tem conhecimento não só da arquitetura do tráfico como o assédio que ele, em tese, teria, no que diz respeito a corrupção. Nós esperamos ansiosamente que ele possa nos dar qualquer tipo de dado para que a gente puxe esse novelo", disse o secretário à GloboNews.
Rafael Andrade/Folhapress
Uma das casas do traficante Nem, na Rocinha
"As polícias querem esclarecer essas situações. Se isso [corrupção] é muito ruim, se isso dói, se isso é vergonhoso, se isso nos deixa mal, é essa mesma polícia que está fazendo um trabalho belíssimo. Essa mesma polícia está pacificando áreas", afirmou.
Forças de segurança ocuparam a Rocinha na madrugada de domingo (13), sem que tiros fossem disparados. Casas de luxo usadas pelos traficantes foram revistadas.
De acordo com o secretário, esses imóveis e equipamentos --considerados bens do tráfico-- podem ser destinados à comunidade ou ao governo. Segundo ele, uma das casas poderia ser uma base operacional da polícia, por exemplo, mas isso ainda depende de avaliação das autoridades. Fonte: Folha Online
Editoria de Arte/Folhapre
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segunda-feira, 14 de novembro de 2011
Beltrame diz esperar que Nem forneça dados sobre tráfico e corrupção
13 de novembro, dia do Agente Penitenciário do Paraná
domingo, 13 de novembro de 2011
No Paraná no dia 13 de novembro comemora-se o dia do agente penitenciário, uma homenagem ao agente penitenciário Adalberto Gomes da Silva, morto durante a rebelião na Penitenciária Central do Estado em Piraquara no dia 13 de novembro de 1989.
A profissão de agente penitenciário é considerada pela Organização Internacional do Trabalho como a segunda mais perigosa do mundo.
O exercício profissional do agente penitenciário exige uma série de habilidades e competências muito peculiares, seguramente dentre as carreias de profissionais de segurança a profissão de agente penitenciário tem elevados índices de complexidade.
Dentro das unidades prisionais o agente penitenciário vive em constante tensão, para os presos que ingressam no sistema penitenciário ele é visto como a personificação do Estado que o prende, ao longo da pena o agente penitenciário é visto pelos presos como a sociedade que lhe privou de direitos fundamentais, e não para por aí.
No cumprimento da pena o agente penitenciário é um dos principais agentes da reeducação, da ressocialização do apenado, ao garantir o acesso aos direitos dos presos, ao ser exemplo de valores elevados e ao impor a disciplina dentro dos limites exigidos na unidade prisional, limites estes que os apenados não têm e que em muitos casos nunca os tiveram.
Neste processo o embate dos presos com os agentes penitenciários é inevitável, porém o agente penitenciário não pode recuar e cumprindo o seu papel de estabelecer limites dentro das regras disciplinares o agente muitas vezes é agredido e em algumas vezes recebe ameaças diretas e veladas.
O agente penitenciário luta diuturnamente pela redução de sua vulnerabilidade, com: inteligência, coragem, profissionalismo, proatividade e espírito de equipe, marcas dos agentes penitenciários do Paraná que a despeito das dificuldades tem se esforçado para manter o elevado nível do sistema penal paranaense.
Em meio a grandes desafios os agentes penitenciários do Paraná tem contribuído significativamente para que o sistema penal do Paraná tenha elevado número de presos trabalhando e estudando, reduzidos índices de suicídios e homicídios dentro das penitenciárias, reduzidos índices de fugas e baixos índices de motins e rebeliões.
É o momento de toda a comunidade reconhecer cada vez mais o papel fundamental destes profissionais que lutam para manter e melhorar os níveis de defesa social no Paraná.
A todos os agentes penitenciários do Paraná, parabéns.
Luciano Marcelo Simões de Brito
Agente Penitenciário
domingo, 13 de novembro de 2011
Maioria dos estudantes da USP apoia Polícia Militar no campus
A maioria dos estudantes da USP em São Paulo é a favor da presença da Polícia Militar na Cidade Universitária.
Pesquisa feita pelo Datafolha na última quarta-feira com alunos de 28 unidades aponta que 58% deles apoiam o policiamento no campus, na zona oeste da capital.
A polêmica sobre o convênio firmado entre reitoria e PM, em vigor há dois meses, está no centro dos protestos que agitam a universidade desde o final de outubro.
O aval aos policiais militares no campus, no entanto, não é homogêneo. Tem ampla maioria em exatas (77% a favor) e biológicas (76%), mas é minoritário em humanas (40% a favor e 54% contra).
Na FFLCH (Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas) -onde a detenção de três estudantes com maconha serviu como estopim das manifestações-, 70% dos alunos são contrários.
Por outro lado, o apoio é ostensivo em unidades como a Escola Politécnica (86% querem a PM) e as faculdades de Medicina (73%) e Economia e Administração (72%).
Na ECA (Escola de Comunicações e Artes), a polêmica divide os alunos: 47% a favor e 42% contra. A margem de erro é de quatro pontos percentuais para mais ou menos.
O levantamento também aponta que a maioria (57%) tem mais confiança do que medo na PM. Iguais 57%, porém, acham que a presença policial no campus não alterou a sensação de segurança.
Um em cada dez alunos declarou já ter sido vítima de algum crime dentro da USP -31% deles após a polícia começar a patrulhar o campus.
INVASÃO DE PRÉDIOS
Embora a maioria apoie a PM na Cidade Universitária, os estudantes se dividem sobre a ação policial para retirar um grupo de alunos que havia invadido a reitoria.
Segundo a pesquisa, 45% aprovaram e 46% reprovaram a operação, que contou com 400 policiais, cavalos e helicópteros. O resultado se explica, diz o Datafolha, pelo fato de 55% avaliarem que a polícia usou de muita força. Estudantes disseram ter sido agredidos, o que a PM nega.
Sobre a invasão de prédios da USP, a ampla maioria (73%) declarou ser contra.
Primeiro, os alunos tomaram a FFLCH, logo após a detenção dos alunos. Quatro dias depois, uma assembleia aprovou a desocupação, mas um grupo invadiu a reitoria.
Para 53%, os invasores devem ser punidos. Entre os alunos da FFLCH, essa ideia é defendida por apenas 24%. Fonte: Folha Online, reportagem de José Benedito da Silva
sábado, 12 de novembro de 2011
Câmara de Maringá tem que demitir 15 até 4 de dezembro
O presidente da Câmara Municipal de Maringá, Mário Hossokawa (PMDB) e o promotor de Proteção ao Patrimônio Público, José Aparecido da Cruz, assinaram ontem um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) para garantir a proporcionalidade entre o número de funcionários comissionados e o de servidores efetivos do Poder Legislativo.
Com o TAC, a Câmara se compromete a demitir 15 assessores parlamentares, um de cada gabinete de vereador, até 4 de dezembro. Para fechar a conta, o presidente da Câmara vai contratar nove pessoas aprovadas em concurso público. Desta forma, a Casa consegue atender ao Ministério Público em relação ao princípio da proporcionalidade.
Até o final de outubro, a Câmara Municipal tinha 104 cargos comissionados e 60 servidores efetivos. Com a demissão de 20 comissionados em novembro e mais 15 até o início de dezembro, vão sobrar 69 cargos comissionados e, com a contratação de mais nove servidores, o número de funcionários efetivos sobe para 69.
"Sinto pelas pessoas que perderam o emprego, mas a lei não se discute", diz Hossokawa.
Para que seja cortado um assessor de cada gabinete de vereador, a Câmara vai precisar definir a nova fórmula de contratação de assessores parlamentares. "Vamos ter que mudar o regimento e fazer uma reforma administrativa."
Na decisão a ser tomada pelos vereadores é possível economizar mais recursos públicos -- eliminando dos gabinetes um dos cinco cargos a que os vereadores têm direito.
Ainda assim há a possibilidade dos vereadores reajustarem os salários dos quatro assessores que ficarem, com o valor dos vencimentos do assessor que for exonerado.
Hossokawa vai demitir assessores da Câmara para evitar processo
O aumento previsto na conta da Casa será com o salário bruto dos nove funcionários efetivos que vão ser contratados, cerca de R$ 8 mil por mês.
"Com a demissão dos 20, ficamos com o serviço deficitário em alguns setores. No gabinete da presidência, por exemplo, não temos mais nenhum funcionário no período da manhã e só uma à tarde", diz.
O presidente espera que o funcionamento da Câmara não seja prejudicado com as mudanças. "Ainda não conhecemos os concursados, mas esperamos que ajudem a Casa a funcionar normalmente", diz. "Se não cumpríssemos com o que é recomendado, viria a ação civil pública e logicamente seríamos condenados", avalia.
Opiniões
O vereador Heine Macieira (PP) continua a discordar do posicionamento do Ministério Público e avalia que os assessores dos gabinetes não deveriam entrar na conta da proporcionalidade.
"Nos gabinetes, deveria ser delimitado um valor e não um número de funcionários. Mas vou acatar a decisão do presidente em relação à recomentação da promotoria. Como base de apoio dele, tenho que seguir", relata.
Humberto Henrique (PT) avalia que os vereadores vão ter que se adequar a esta nova realidade. "Se é uma exigência que temos de atender, vamos cumprir", diz.
O vereador lembra que quando começaram as discussões sobre a reforma administrativa da Câmara, este problema já havia sido levantado. "Demorou, mas aconteceu aquilo que defendemos há mais de 3 anos", afirma. Fonte: O Diário, reportagem de Murilo Gati
quarta-feira, 9 de novembro de 2011
Plano Diretor do Sistema Penal do Paraná é apresentado a comunidade de Maringá na PEM
Nesta terça-feira (8) o Plano Diretor para o Sistema Penal do Paraná para os anos de 2011-2014 foi apresentado a comunidade maringaense na Penitenciária Estadual de Maringá - PEM.
O plano Diretor do Sistema Penal do Paraná que foi lançado no dia 27 de outubro no Palácio das Araucárias em Curitiba pela Drª Maria Tereza Uille Gomes, Secretária de Estado da SEJU e pelo Dr Mauricio Kuehne, Diretor do DEPEN-PR foi apresentado em Maringá pela Coordenadora de Planejamento e Projetos e Assessora de Gabinete da SEJU, Drª Sônia Maria Fedri Schober.
Na parte da manhã cerca de 50 pessoas da comunidade de Maringá compareceram na PEM para a exposição do Plano Diretor, entre elas o Dr Alexandre Kozechen, juiz da VEP; Drª Valéria Seyr, promotora da VEP; o Secretário de Relações Institucionais, Luiz Lazaro Sorvos representando o prefeito de Maringá Silvio Barros; a professora Maria Inês Teixeira Barbosa, Chefe do Núcleo Regional de Educação de Maringá; os presidentes dos conselhos de segurança de Maringá, Sarandi e Paiçandu, Cel Antonio Tadeu Rodrigues; Nelson Bazoti e Paulo Haro; representantes de entidades religiosas como Padre Antonio da Igreja Católica, pastor Francisco Rodrigues da Assembleia de Deus e irmã Rute Schneider da Adventista do 7º Dia; representantes das empresas conveniadas que oferecem trabalho a presos da PEM, entre elas: Cocamar, Sial Engenharia, Metro Engenharia e Design Engenharia; representantes dos programas de trabalho na PEM em parceria com órgão públicos como a professora Maria Angela do CAP - Visão de Liberdade; restauração de Livros da BCE-UEM; Projeto Cultivar, parceria entre o IAP e Cocamar com o viveiro para produção de mudas de árvores; além de estudantes de cursos de direito, UEM/CESUMAR e faculdade Alvorada e órgãos de imprensa.
Na parte da tarde a exposição foi focada para a comunidade interna do Sistema Penitenciário em Maringá com a exposição feita pela Drª Sonia aos funcionários e agentes penitenciários da Casa de Custódia de Maringá - CCM e da Penitenciária Estadual de Maringá.
O Plano Diretor para o Sistema Penal para o período de 2011-2014 estabelece as metas e estratégias do governo do Paraná para o Sistema Penal e os dezessete programas de trabalho do planejamento estratégico que são:
o Programa da Defensoria Pública;
o Programa de Penas e Medidas Alternativa ligadas aos patronatos;
o Programa de Desenvolvimento Integrado - PDI-Cidadania;
o Programa de Arte, Cultura, Esporte, Lazer e Bem Estar nos Estabelimentos Penais;
o Programa de Estrutura de Recursos Humanos;
o Programa de Sistema de Inteligência;
o Programa de Sistema Integrado de Informações;
o Programa de Aparelhamento e Reaparelhamento dos Estabelecimentos Penais;
o Programa de Planejamento para Ampliação e Reforma dos Estabelecimentos Penais;
o Programa de Assistência nos Estabelecimentos Penais;
o Programa de Assistência à Família do Presos Interno e Egresso;
o Programa de Saúde dos Setenciados;
o Programa de Educação em Direitos Humanos;
o Programa do Conselho Penitenciário;
o Programa de Reestruturação da Gestão do Sistema Penal;
o Programa de Proposições e Alterações Legislativas; e
o Programa de Ouvidoria, Corregedoria e Controle Interno do Sistema Penal.
Senado aprova projeto de tolerância zero para quem dirige embriagado
Um projeto do senador Ricardo Ferraço (PMDB), aprovado nesta quarta-feira, 9, pela Comissão de Constituição de Justiça (CCJ), pode tornar a Lei Seca mais rigorosa para o motorista bêbado que provocar acidentes.
O texto eleva para até 16 anos de prisão a pena para quem dirigir embriagado ou sob efeito de outras drogas, e provocar acidentes com morte.
Além disso, baixa de seis decigramas por litro de sangue para zero a tolerância de nível alcoólico de quem estiver dirigindo, sob pena de multa e até prisão.
Atualmente, são aceitos até 0,29 mg de álcool por litro de ar expelido no bafômetro, com aplicação de multa e proibição de dirigir por um ano, além de apreensão do veículo até que alguém sóbrio possa dirigir. Acima de 0,30 mg/l, além das restrições acima, o motorista ainda pode pegar de 6 meses até 3 anos de prisão.
A proposta modifica o Código de Trânsito Brasileiro para facilitar a punição e admitir novos indícios contra os infratores.
Pelo projeto, além do teste do bafômetro, também passariam a valer outras provas como vídeos, testemunhas e sinais de embriaguez. Segundo o senador, a proposta busca conter a violência no trânsito e evitar a impunidade.
Agora, o projeto será encaminhado para a Câmara dos Deputados. Fonte: Agência Estado
Policiais que escoltavam traficantes são presos no Rio
Um operação da Polícia Federal prendeu cinco policiais, entre civis e militares, que escoltavam dois traficantes para fora da Rocinha, no Rio. A favela será palco de uma ocupação policial no próximo domingo.
Também foram presos 15 traficantes na Gávea, próximo à PUC-RJ (Pontifícia Universidade Católica). Segundo informações da TV Globo, entre eles estavam Peixe e Coelho --dois dos principais cúmplices do chefe do tráfico na Rocinha, Antônio Bonfim Lopes, o Nem.
As prisões aconteceram no fim de um dia marcado por operações de patrulha e revista com cerca de 50 policiais nos dois principais acessos da Rocinha, justamente para evitar a fuga de traficantes antes da ocupação anunciada para este final de semana.
Segundo a polícia, por causa da iminente ocupação policial, Nem teria decretado desde a semana passada um toque de recolher para comerciantes e moradores, segundo investigação da Polícia Civil. O traficante também teria limitado a circulação de motociclistas.
Apontado como um dos líderes da facção criminosa ADA (Amigos dos Amigos), o traficante Nem controla a Rocinha desde novembro de 2005 e possui nove mandados de prisão contra ele.
ATENDIMENTO
Uma investigação da Polícia Civil confirmou que Nem recebeu atendimento médico na manhã de segunda-feira (7) na UPA (Unidade de Pronto-Atendimento) da Rocinha.
Na ocasião, o traficante teria ido à UPA acompanhado de seguranças armados com fuzis. A Secretaria Municipal de Saúde, responsável pela unidade, não confirma o atendimento ao criminoso, mas também não nega o fato. A pasta informa apenas que a UPA funcionou normalmente na segunda-feira.
Uma das informações recebidas pela Polícia Civil é de que Nem teria procurado atendimento porque teria tido uma convulsão após misturar álcool com ecstasy durante uma festa realizada na Rocinha entre a noite de domingo (6) e a madrugada de segunda-feira. Fonte: Folha Online
terça-feira, 8 de novembro de 2011
Irã rejeita por antecipação relatório da AIEA e desafia Washington
De acordo com fontes diplomáticas ocidentais, o novo relatório da AIEA reafirma as suspeitas sobre as ambições militares do programa nuclear iraniano
O chefe da diplomacia iraniana, Ali Akbar Salehi, rejeitou previamente nesta terça-feira todas as acusações sobre o programa nuclear militar de seu país antes mesmos da publicação do relatório da AIEA sobre sua capacidade nuclear, e afirmou que os ocidentais continuam sem "nenhuma prova séria".
O presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad, citado pelo site da televisão pública iraniana, também se pronunciou a respeito da publicação desse relatório, que acontecerá entre esta terça e quarta-feira.
"Os Estados Unidos possuem 5.000 bombas atômicas e nos acusam imprudentemente de fabricar armas nucleares. Eles precisam entender que se cortarem a mão que estenderam para o mundo, ninguém mais precisará de bomba atômica", declarou o presidente, segundo o site.
Durante uma coletiva de imprensa em Erevan, Salehi foi questionado sobre o relatório da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), e afirmou que "não existe nenhuma prova séria de que o Irã fabrica uma bomba nuclear".
De acordo com fontes diplomáticas ocidentais, o novo relatório da AIEA reafirma as suspeitas sobre as ambições militares do programa nuclear iraniano. Teerã sempre negou querer adquirir armas nucleares e garante que as pesquisas realizadas visam unicamente à produção de energia.
"O Ocidente e os Estados Unidos exercem uma pressão sobre o Irã sem argumentos sérios nem provas", disse Salehi.
"Nós sempre repetimos que não queremos fabricar armas nucleares. Nossa posição sempre foi de utilizar o programa nuclear para fins pacíficos", acrescentou.
Para o diplomata, "se a AIEA apresentar um relatório que não é objetivo, perderá credibilidade".
A AIEA deve criticar em seu relatório a "ausência de cooperação" do Irã e "o desrespeito as suas obrigações" como país membro, principalmente por continuar com o enriquecimento do urânio, que poderá levar o país à produção da arma atômica, afirmam fontes diplomáticas.
O chefe da diplomacia israelense, Avigdor Lieberman, citado pelo jornal Maariv, exigiu que a comunidade internacional aplique sanções internacionais "severas e incapacitantes".
Por sua vez, a China pediu nesta terça-feira a cooperação sincera do Irã com a AIEA, preconizando o "diálogo e a cooperação".
O presidente israelense, Shimon Peres, alertou no domingo que "a possibilidade de um ataque militar contra o Irã - inimigo declarado de Israel - está mais próximo do que uma opção diplomática".
O presidente russo Dmitri Medvedev advertiu contra esta "retórica perigosa", embora reconheça que Teerã não cumpre com os seus compromissos.
"É preciso que as partes envolvidas permaneçam tranquilas. Precisamos evitar ameaças e comentários violentos", declarou. "Tudo isso pode levar a um conflito muito grande, o que seria uma catástrofe para o Oriente Médio".
Os iranianos disseram à Rússia que "estão prontos para cooperar, mas infelizmente não existe avanço neste sentido", acrescentou Medvedev.
O número dois do Conselho Nacional de Segurança iraniano, Ali Bagheri, é esperado nesta terça-feira em Moscou para uma reunião sobre o programa nuclear com o ministro russo das Relações Exteriores, Sergueï Lavrov, segundo comunicado do conselho.
Washington e seus aliados ocidentais não escondem a intenção de utilizar o relatório da AIEA para endurecer ainda mais as sanções individuais contra o Irã. Fonte: AFP
MP pede ao TSE cassação do líder do governo na Câmara
Cândido Vaccarezza é acusado de arrecadação ilícita durante a campanha de 2010
O Ministério Público Eleitoral em São Paulo (MPE-SP) interpôs na sexta-feira (4) recurso no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pedindo a cassação do deputado federal Cândido Vaccarezza (PT-SP) por suposta arrecadação ilícita durante a campanha eleitoral de 2010.
O petista, que é também líder do governo federal na Câmara dos Deputados, teria recebido R$ 350 mil advindos de uma concessionária de serviço público e de uma entidade de classe. O MPE-SP lembra no recurso que a Lei das Eleições, nº 9.504/1997, veda doações provenientes dessas fontes e prevê como penalidade máxima a cassação do mandato.
O deputado federal teria recebido recursos da UTC Engenharia S/A no valor de R$ 200 mil, e da Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisas (Interfarma), no valor de R$ 150 mil. O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) decidiu em favor do parlamentar petista após concluir que a Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisas (Interfarma) não recebe recursos públicos e tem patrimônio particular.
A Justiça Eleitoral de São Paulo também considerou que a UTC engenharia S/A não é concessionária ou permissionária de serviço público, o que possibilita que as duas empresas doem recursos à campanha eleitoral do parlamentar petista.
No recurso, o MPE-SP argumenta, contudo, que a Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisas (Interfarma) reúne características de entidade de classe, um vez que representa entidades associadas perante quaisquer entidades públicas ou privadas, além de atuar junto às autoridades competentes na certificação de produtos farmacêuticos. O MPE-SP lembra ainda que o Supremo Tribunal Federal (STF) já se manifestou sobre o tema ao considerar que uma entidade de classe é aquela que congrega associações regionais. "A fim de perseguirem, em todo o País, o mesmo objetivo institucional de defesa dos interesses de uma determinada classe", destaca.
O MPE-SP alega ainda que, no caso da UTC Engenharia S/A, a empresa é uma concessionária de serviço público ao atuar na exploração de petróleo e gás natural. "Uma atividade de titularidade exclusiva da União, a qual somente pode ser delegada mediante concessão ou permissão", ressalta. O MPE-SP alega ainda que o valor doado ao deputado federal pelas duas empresas teve repercussão no contexto da campanha, o que teria poder de desequilibrar a eleição. "(Ele) foi eleito com expressiva quantidade de votos, o que contribuiu para o aumento do quociente do partido e da coligação pelo qual disputava a eleição." A relatora do recurso é a ministra do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Nancy Andrighi. Fonte: Agência Estado
domingo, 6 de novembro de 2011
Beleza e Auto estima também são temas do Paraná em Ação
Nos três dias do Paraná em Ação de Maringá, Senac e Cesumar embelezam e elevam a autoestima de homens e mulheresModelagem de sobrancelha
Mais importante do que ter um visual bonito é estar de bem com o próprio corpo. Cuidar dos cabelos, da pele e da própria alimentação deve ser uma atitude prazerosa e estimulante e nunca motivo de angústia e decepções. Por isso, em todas as edições, o Paraná em Ação conta trabalho vários parceiros que oferecem serviços de embelezamento e cuidados com a saúde.
Um parceiro sempre presente no Paraná em Ação é o Senac, com o trabalho voluntário de alunas e professoras de Auto Maquiagem, Cabelereiro e Modelagem de Sobrancelhas.
Em Maringá não foi diferente: a coordenadora do curso de cabelereira, professora Neuza Beleze confessou que é muito gratificante trabalhar nesses eventos. “As mulheres chegam com uma revista na mão e mostram o corte de cabelo que querem, ou pedem o corte de alguma artista de novela”. Ela acrescenta que muitas clientes do salão do Senac vieram cortar os cabelos. “Não importa se já são clientes ou não. O importante é que quando saem daqui com o visual dos sonhos,é muito gratificante”, disse Neuza.
Mas não foi só com o cabelo dos sonhos que as mulheres, e até os homens, saíram do Paraná em Ação satisfeitos. As alunas do Curso de Estética e Cosmética da Cesumar ajudaram a melhorar a aparência e a autoestima das mulheres com a modelagem de sobrancelhas e sobrancelha egípcia. “A grande maioria do nosso atendimento foi mulheres que usufruíram dos nossos serviços, mas os homens também aproveitaram e fizeram o retoque de sobrancelhas”, explica a professora do curso de Estética e Cosmética da Cesumar, Jelmary Rezende.Acupuntaura- Instituto Morena Rosa
Outra grande parceira em Maringá foi o Instituto Morena Rosa – grupo de confecção de Cianorte – que trouxe seu ônibus, especialmente adaptado para atendimento médico e odontológico de seus colaboradores das 13 unidades do grupo. Para o Paraná em Ação de Maringá trouxe profissionais para atender a população com terapias alternativas, Reiki e Acupuntura. O acupunturista Afonso Celso Abrão Junior ressalta que é norma da empresa participar e colaborar voluntariamente das atividades para melhorar a vida das pessoas da comunidade. “E as terapias alternativas, como a acupuntura, por exemplo, é uma nova parceria do grupo, voltada ao bem estar das pessoas”, explicou Afonso.Corte de cabelo-SESC
Esta é segunda participação do Instituto Morena Rosa no Paraná em Ação. A primeira foi em Paranavaí, com grande aceitação da população. “Nós aplicamos a acupuntura auricular que tem uma resposta bem rápida no alívio e dos sintomas”, disse Afonso. Fonte: SERC
sábado, 5 de novembro de 2011
Presos da Penitenciária Estadual de Maringá retiram documentos no Paraná em Ação em Maringá
Cerca de 12 presos em regime semiaberto da Penitenciária Estadual de Maringá participaram no dia de hoje (4) da 4ª edição do programa do Estado Paraná em Ação que esta sendo realizado em Maringá, os presos retiraram documentos como: documento de identidade, CPF e carteira de trabalho.
Os presos em regime semiaberto da PEM, trabalham durante o dia e dormem na penitenciária, cerca de 140 presos estão trabalhando em empresas conveniadas fora da unidade prisional e a retirada de documentos é de fundamental importância para reinserção social.
O diretor da PEM, Luciano Marcelo Simões de Brito afirmou “a retirada de documentos como a carteira de trabalho é fundamental para que os presos possam se inserir no mercado de trabalho, cerca de 90% dos presos em regime semiaberto da PEM estão trabalhando e o nosso objetivo é promover a ressocialização e a reinserção social dos egressos do sistema penitenciário, portanto não poderíamos perder esta oportunidade de viabilizar a confecção destes documentos essenciais para este processo”.
O programa Paraná em Ação em Maringá organizado pela SERC atenderá cerca de 40 mil pessoas com a possibilidade de retirada de documentos pessoais, de realização de consultas e exames médicos e outros serviços, além do fato de que a presença de vários órgãos do Estado viabiliza ao cidadão uma série de serviços públicos em horários alternativos e com agilidade.
O evento ocorre na Praça Renato Celidônio ao lado da Prefeitura de Maringá e se encerra neste domingo (6) às 12 horas com a direção do Dr Wilson Quinteiro, Secretário de Estado de Relações com a Comunidade.
Reflexão: A fé e a esperança segundo C. S. Lewis
"A fé, no sentido em que estou usando a palavra, é a arte de se aferrar, apesar das mudanças de humor, àquilo que a razão já aceitou. Pois o humor sempre há de mudar, qualquer que seja o ponto de vista da razão. Agora que sou cristão, há dias em que tudo na religião parece muito improvável. Quando eu era ateu, porém, passava por fases em que o cristianismo parecia probabilíssimo. A rebelião dos humores contra o nosso eu verdadeiro virá de um jeito ou de outro. E por isso que a fé é uma virtude tão necessária: se não colocar os humores em seu devido lugar, você não poderá jamais ser um cristão firme ou mesmo um ateu firme; será apenas uma criatura hesitante, cujas crenças dependem, na verdade, da qualidade do clima ou da sua digestão naquele dia. Consequentemente, temos de formar o hábito da fé. ...
"A esperança é uma das virtudes teológicas. Isso quer dizer que (ao contrário do que o homem moderno pensa) o anseio contínuo pelo mundo eterno não é uma forma de escapismo ou de auto-ilusão, mas uma das coisas que se espera do cristão. Não significa que se deve deixar o mundo presente tal como está. Se você estudar a história, verá que os cristãos que mais trabalharam por este mundo eram exatamente os que mais pensavam no outro mundo. Os apóstolos, que desencadearam a conversão do Império Romano, os grandes homens que erigiram a Idade Média, os protestantes ingleses que aboliram o tráfico de escravos - todos deixaram sua marca sobre a Terra precisamente porque suas mentes estavam ocupadas com o Paraíso. Foi quando os cristãos deixaram de pensar no outro mundo que se tornaram tão incompetentes neste aqui." Fonte: Cristianismo Puro e Simples, Por C. S. Lewis
Exército da Colômbia mata líder máximo das Farc
AFP PHOTO / Luis ACOSTA
A foto datada de 2 de fevereiro deste ano mostra Alfonso Cano sendo entrevistado em São Vicente, na Colômbia
O governo anunciou a captura de quatro membros da segurança do líder da guerrilha durante uma operação na zona montanhosa entre os municípios de Suárez e Buenos Aires
O líder máximo das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), Guillermo León Sáenz Vargas, também conhecido como Alfonso Cano, foi morto por tropas do Exército colombiano, anunciou nesta sexta-feira o governador do departamento de Cauca à Rádio Caracol.
"As forças militares da Colômbia alcançaram um de seus objetivos militares mais importantes", Alfonso Cano, que "foi abatido precisamente no ocidente do departamento" de Cauca, disse o governador Alberto Gonzalez Mosquera.
"Conseguimos confirmar plenamente a morte de Cano. Ainda não sabemos os detalhes de como ocorreu, mas é um fato", confirmou à AFP um oficial da inteligência militar.
Cano substituiu o fundador das Farc, Manuel Marulanda (Tirofijo), que morreu de ataque do coração em março de 2008.
Em setembro de 2010, Jorge Briceno (Mono Jojoy), número dois das Farc e chefe militar da organização, foi abatido pelos militares.
Fundada em 1964 e hoje com cerca de 8 mil combatentes, as Farc também perderam outros dois dirigentes históricos nos últimos anos: Raul Reyes, morto em um ataque aéreo contra o território do Equador, e Ivan Rios, assassinado por outro rebelde. Os dois integravam o bureau político das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia.
Captura
O ministro da Defesa, Juan Carlos Pinzón, já havia anunciado, na sexta-feira (4), a captura do guerrilheiro conhecido como "El Indio Efraín". Ele seria o chefe da segurança de Alfonso Cano.
Com "El Indio Efraín" foram detidos outros três membros da segurança de Cano, e no local da ação morreram uma mulher e o operador de rádio do grupo, conhecido por "El Zorro".
A operação ocorreu na zona montanhosa entre os municípios de Suárez e Buenos Aires, onde prosseguem intensos combates entre tropas do Exército e guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).
Segundo Pinzón, os militares apreenderam com "El Indio Efraín" sete computadores, uma metralhadora M-60, 97 mil dólares e mais dinheiro em outras moedas.Fonte: APF via Gazeta do Povo
Secretaria de Justiça lança Plano Diretor para o Sistema Penitenciário do Paraná
Nos dias 27 e 28 de outubro aconteceu no Palácio das Araucárias o segundo encontro do colegiado de diretores de unidades prisionais do Departamento Penitenciário do Estado ligados a Secretaria de Estado da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos.
Na ocasião a Drª Maria Tereza Uille Gomes, Secretária de Estado da SEJU lançou o Plano Diretor para o Sistema Penal do Paraná para os anos de 2011-2014, além dos 24 diretores de unidades prisionais do Paraná e dos 2 diretores de patronatos estiveram presentes na solenidade a Diretora Geral da SEJU, Drª Édina Maria Silva de Paula; o diretor geral do DEPEN, Dr Mauricio Kuehne; a Coordenadora de Planejamento e Projetos – Assessoria de Gabinete, Drª Sônia Maria Fedri Schober; a Coordenadora do Comitê do Plano Diretor do Sistema Penal do Estado do Paraná, Drª Maria Gorete Brotti, a diretora da Escola de Educação em Direitos Humanos - ESEDH, professora Sonia Virmond e o Dr Joran, defensor público e Corregedor Geral do Sistema Penitenciário.
O Plano Diretor para o Sistema Penal para o período de 2011-2014 estabelece as metas e estratégias do governo do Paraná para o Sistema Penal e os dezessete programas de trabalho do planejamento estratégico do Sistema Penal, entre eles: o Programa da Defensoria Pública, o Programa de Penas e Medidas Alternativa ligadas aos patronatos, o Programa de Desenvolvimento Integrado - PDI-Cidadania, o Programa de Arte, Cultura, Esporte, Lazer e Bem Estar nos Estabelimentos Penais, o Programa de Estrutura de Recursos Humanos, o Programa de Sistema de Inteligência, o Programa de Aparelhamento e Reaparelhamento dos Estabelecimentos Penais e o Programa de Planejamento para Ampliação e Reforma dos Estabelecimentos Penais.Drª Maria Tereza Uille Gomes, Secretária SEJU e o Dr Mauricio Kuehne, Diretor Geral do DEPEN no momento da assinatura da resolução que publica o Plano Diretor do Sistema Penal do Paraná
Plenário do Colegiado de Diretores de Unidades Prisionais do DEPEN-PR
quarta-feira, 2 de novembro de 2011
Nunca confundi a religião com o futebol, diz Jorginho
Robson Ventura/Folhapress
Jorginho comanda o Figueirense durante partida do Brasileiro
Jorginho, 47, não parece o mesmo de um ano e meio atrás. Ex-auxiliar de Dunga na seleção brasileira que foi eliminada na Copa-10, trocou o discurso fervoroso e os ataques à imprensa por uma atitude afável, reflexiva.
"Sempre fui respeitador, mesmo quando fazia uma colocação mais incisiva", disse à Folha o hoje técnico do Figueirense, time-sensação do Campeonato Brasileiro, com 50 pontos, a dois da zona de classificação à Libertadores.
Folha - A campanha do Figueirense é uma surpresa?
Jorginho - Nós sabíamos que não seria fácil, disputar uma vaga [na Libertadores] com grandes clubes, mas, internamente, nunca duvidamos. Procuramos não externar os planos para não parecer loucura, soberba. É como o Alcoólicos Anônimos, passo a passo.
Porque o Figueirense, com menos investimento que vários outros, vai tão bem?
Porque o trabalho teve continuidade. Perdemos o Catarinense, o que pareceu muito ruim na época, mas foi a melhor coisa que nos aconteceu. Tivemos tempo, fizemos pré-temporada, pudemos preparar o time taticamente, montar o elenco. Recuperamos jogadores desmotivados e sem preparo.
Tite já disse que trocaria alto salário por mais estabilidade.
Concordo. No Brasileiro, ficamos seis jogos sem vencer e houve pressão para me demitir. O trabalho teria sido jogado fora.
Já teve proposta para sair?
Já, de um time do Campeonato Brasileiro, mas não cito o nome de jeito nenhum. Não saí porque não era a hora.
O sucesso no Figueirense tem algum significado de revanche, pela forma como você saiu da seleção brasileira?
Não, penso [isso] de forma nenhuma. Não quero responder a ninguém, porque eu sei, sempre soube da minha capacidade. O trabalho na seleção foi muito bem-feito. Nós perdemos um jogo, não perdemos um trabalho. Tudo foi feito com muito amor, com muito critério, dedicação.
Você se arrepende de alguma decisão tomada na seleção?
Não. O trabalho foi muito bem planejado e executado. Perdemos nos 45 minutos de um jogo, que é algo que pode acontecer com qualquer equipe. Quando perdemos a Copa do Mundo [para a Holanda, nas quartas de final] algumas matérias diziam que nosso time era desequilibrado. Um ano antes, a mesma equipe virou um 2 a 0 contra os EUA na Copa das Confederações. Desfalcada, ganhou da Argentina na Copa América [de 2007], que era a sensação do momento. Para muitos cronistas, gente do futebol, perderíamos com facilidade. Nos classificamos para a Copa do Mundo ao ganhar da Argentina lá na casa deles. Perdemos um jogo. Em outras situações, outras seleções, a seleção atual, quando há derrotas, nunca se fala sobre isso, sobre desequilíbrio emocional.
Ficou alguma mágoa?
Foram quatro anos de experiências maravilhosas. Em três anos e meio conquistamos tudo, mas perdemos a Copa, que é o ápice. Isso fica marcado na nossa vida. A única coisa que eu lamento, que foi acontecendo ao longo de 2010, foi essa distância grande entre nós e a imprensa. Esses arranhões que aconteceram, isso foi desnecessário, dos dois lados, tanto da imprensa quanto do nosso. Na Copa do Mundo, os dois lados foram culpados.
Você tirou alguma lição disso?
Precisamos ter um ambiente profissional, dos dois lados. Tem que haver do nosso lado e do lado da imprensa. No Figueirense, eu não preciso ser amigo dos repórteres, mas temos excelente relacionamento, de respeito. Experiência como a da Copa do Mundo eu não vou passar de novo, a não ser em outra Copa, e os erros cometidos, jamais cometerei no futuro.
Como você lida com a religião no seu time hoje?
Eu nunca trabalhei com religião. Uma coisa era o Jorginho atleta, atleta de Cristo. Quando terminei a carreira, nunca fiz reunião, como técnico, nunca fiz. É um mito que as pessoas criam. Sou evangélico, amo Deus, a palavra de Deus, mas não confundo meu trabalho com cristianismo, nunca confundi. Nunca fiz no Figueirense, no Goiás, no América, na seleção. Se os jogadores quiserem fazer culto, reunião, eu permito, mas não participo. Na seleção, eu nunca participei. Mas, quando se perde, é preciso encontrar alguém para crucificar.
Pretende voltar à seleção?
A seleção está bem servida com o Mano [Menezes], mas espero voltar. Os quatro anos ali dentro me deram uma visão muito clara como auxiliar e como treinador, porque auxiliar não deixa de ser treinador, é o objetivo futuro. Sei que agora não. Mas, depois de 2014, com certeza.
Tem falado com o Dunga?
Sempre. É meu amigo, meu irmão. Interessante que a gente nunca foi amigo enquanto era jogador, hoje somos muito amigos. Ele vai voltar ano que vem e vai demonstrar todo o valor dele. Fonte: Folha Online, reportagem de Martín Fernandez
PF bate com carro em avião e impede fuga de suspeitos; veja
Para impedir a fuga de suspeitos de transportar carga ilegal para o Brasil, policiais federais de Ribeirão Preto (314 km de São Paulo) atiraram um carro da corporação contra o avião que era usado pelo grupo. Com a ação, os agentes da PF que filmaram o momento da abordagem-- conseguiram impedir a decolagem do avião.
Cinco suspeitos, incluindo o piloto do avião, apreensão de uma carga estimada em R$ 200 mil em notebooks, equipamentos de vigilância eletrônica e uma bicicleta.
"Vou bater na asa, vou bater na asa. Não atira, não", grita o policial.
Descoberto indício de programa nuclear sírio
Agência da ONU suspeita que instalação em Al-Hasakah era parte de plano atômico
A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) suspeita que a Síria tenha construído no passado uma instalação para um programa clandestino de desenvolvimento de armas nucleares. A afirmação foi feita nesta terça-feira, 1, por um diplomata envolvido nas investigações da organização em entrevista para a agência de notícias Associated Press.
Imagem feita por satélite mostra complexo militar na cidade de Al-Hasakah, noroeste da Síria - AP
AP
A divulgação da suspeita foi feita ao mesmo tempo que o regime sírio, por meio de sua imprensa estatal, diz ter chegado a um acordo com a Liga Árabe para encerrar a repressão aos opositores. A entidade formada pelos Estados árabes ainda não confirmou a informação.
Juntamente com a descrição do suposto plano nuclear da Síria, foi divulgada uma foto da instalação na cidade de Al-Hasakah. Atualmente, o local - que lembra uma instalação semelhante à construída por Muamar Kadafi, na Líbia, para seu programa nuclear - é usado para outras finalidades.
Correspondências
Também teriam sido encontradas correspondências trocadas entre o regime sírio e Abdul Qadeer Khan, pai da bomba atômica do Paquistão - acusado de vender tecnologia e segredos nucleares para países da região.
O governo sírio não comentou a suspeita e a AIEA também não confirmou nem negou a informação divulgada hoje. Em 2007, Israel bombardeou uma outra instalação na Síria. Na ocasião, israelenses e sírios evitaram falar do que se tratava.
A instalação suspeita relatada pela AP seria própria para o enriquecimento de urânio, enquanto o local destruído por Israel seria para plutônio. Dessa forma, estima-se que a Síria estivesse atuando por meio das duas vias alternativas em seu suposto programa nuclear.
Oficialmente, o regime de Assad, que enfrenta um levante de opositores em várias partes do país, nega que esteja desenvolvendo armas atômicas. Os sírios são signatários do Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP).
Sanções
Caso seja comprovada a existência de um programa nuclear clandestino, Damasco correria o risco de sofrer sanções semelhantes às impostas ao Irã. Também não se descarta a possibilidade de aumentar a pressão para que o regime concorde com mais inspeções da AIEA. No Conselho de Segurança da ONU, diplomatas dizem que a divulgação da suspeita serviria apenas "para esquentar uma resolução contra a Síria", indicando que nada será feito sem uma confirmação oficial da agência.
Além das cinco potências que são membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU (EUA, Rússia, França, Grã-Bretanha e China), Israel, Paquistão, Índia e Coreia do Norte têm armas nucleares. Os quatro últimos países, porém, diferentemente da Síria e do Irã, não integram o TNP.
O regime de Assad conseguiu evitar uma resolução contra seu regime no mês passado. O texto condenava a violenta repressão a opositores, que já deixou mais de 3 mil mortos, segundo a ONU. O suposto programa nuclear não era mencionado.
Minas
A Síria também foi acusada na terça de estar colocando minas na fronteira com o Líbano. Mesmo antes dos levantes, a fronteira era usada para o contrabando de armas. No entanto, o fluxo era do território sírio para o libanês. Agora, a rota foi invertida.
Em Beirute, a polícia libanesa acusou Damasco de invadir o Líbano e sequestrar quatro dissidentes. Entre eles, está Shibli al-Aisamy, de 89 anos, um dos fundadores do Partido Baath, de Assad. Os outros três são irmãos. Eles teriam sido levados para a Síria e estão desaparecidos.Fonte: O Estado de S.Paulo, reportagem de Gustavo Chacra
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
Alunos organizam ato a favor da PM no campus da USP
Um grupo de estudantes da USP (Universidade de São Paulo) marcou um protesto para apoiar a presença da Polícia Militar no campus. O evento está previsto para acontecer às 17h de terça (1º) na praça do Relógio.
De acordo com o texto publicado no Facebook, o movimento repudia o episódio de quinta-feira (27) --quando estudantes contra a PM ocuparam um prédio administrativo da FFLCH (Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas) e houve confronto com a polícia.
"A Cidade Universitária é parte da cidade de São Paulo e deve ser tratada como tal. Aqui a lei se cumpre e os fora da lei são devidamente punidos!", diz a nota. "A minoria contra tudo e todos não pode nos impedir de querer o que é nosso de direito!", afirma o grupo em outro trecho.
Por volta das 16h de hoje, 473 pessoas tinham confirmado presença no ato.
REITORIA
Na quinta-feira passada, estudantes de geografia foram flagrados com maconha no estacionamento da faculdade. Os alunos reagiram contra a prisão dos colegas, o que desencadeou um confronto com os policiais.
A Folha apurou que a reitoria trata o grupo de alunos que invadiram o prédio da FFLCH como um problema localizado e que o convênio com a PM, assinado há mais de 50 dias, será mantido. Membros da reitoria da USP devem se reunir nesta segunda-feira para discutir o confronto.
Estudantes que depredaram seis carros de polícia poderão ser indiciados por dano ao patrimônio público.
Um ato está marcado para as 18h de hoje, na portaria principal da USP, para chamar a atenção para os questionamentos dos alunos. Fonte: Folha Online
Beto Richa vem a Maringá nesta sexta-feira para abertura do Paraná em Ação
O governador Beto Richa (PSDB) vem a Maringá nesta sexta-feira (4) para a cerimônia de abertura da 4ª edição do Paraná em Ação. O evento está previsto para as 10 horas, na Praça Deputado Renato Celidônio s/n (Praça do Correio Central), no Centro do município. A informação foi confirmada nesta segunda-feira (31) pela assessoria da Secretaria Especial de Relações com a Comunidade, que promove a ação.
O Paraná em Ação acontece de sexta a domingo (6), com atendimento ao público das 9 às 17 horas – no dia 6, as atividades se encerram as 12 horas. Durante os três dias a população terá a oportunidade de usufruir uma série de serviços gratuitos em um só local. Emissão de documentos, como carteira de identidade, CPF, carteira de trabalho e título de eleitor.
Em 2011, o Paraná em Ação já passou por Sarandi, Cascavel e Paranavaí. Nos três eventos, foram beneficiados 45 municípios, realizados mais de 100 mil atendimentos para um público de cerca de 60 mil pessoas. Fonte: O Diário, reportagem de Larissa Ayumi Sato
Comandante do 4º BPM vence competição de tiro da PM
O comandante do 4° Batalhão de Polícia Militar (BPM) de Maringá, tenente-coronel Chehade Elias Geha, foi o primeiro colocado na competição de tiro policial promovida pela Polícia Militar do Paraná encerrada na sexta-feira (28). O evento realizado na Academia Policial Militar do Guatupê (APMG) serviu para avaliar o nível técnico dos policiais militares. Participaram da prova 37 oficiais de todas as unidades da corporação do Paraná, sendo que os dez melhores da fase classificação foram à final.
"O que mais importa não é o resultado do evento, e sim a congregação entre os oficiais que vão a partir de agora replicar os conhecimentos para nossa tropa, lá na ponta, para o aperfeiçoamento do serviço fim, o que é muito necessário para o trabalho na segurança pública no Estado",explicou o Comandante-Geral da PM em exercício, coronel Júlio Ozga Nóbrega. "A arma é uma ferramenta necessária para a polícia militar, mas que precisa ser usada com muito zelo e cuidado, e somente em última instância, quando não há mais nada que possa ser feito. E, tenho certeza de que esta competição tambéma primora isso, além da prática", completo.
O tenente-coronel Chehade não escondeu a satisfação com o primeiro lugar. "É uma satisfação conquistar o título de campeão desta prova depois de 26 anos de serviços prestados à corporação. Tenho quase 49 anos de idade e isso recompensa, entre outras coisas, todos os esforços que tive na carreira até agora",avalia o campeão.
Ele disse ainda que espera servir de exemplo para os mais jovens da corporação para que cheguem à idade dele com a mesma força e vontade de atuação dentro da instituição. "Que sirva de exemplo e estimulo", disse. Chehade já participou de diversos cursos de instrução de tiro e táticas para uso de armas. Na instituição também já treinou bastante o tiro para a sobrevivência policial.
Segundo ele, a corporação dá um grande passo retomando esta competição de oficiais que teve sua última edição em 1995, sendo realizada noano passado novamente, mas para as praças da PM. "Acho louvável a iniciativa do comando em realizar esta prova, que desperta o preparo e a vivacidade entre os participantes; ela deveria acontecer anualmente para que cada vez mais possam ser cobrados dos participantes detalhes técnicos, entre outros quesitos de tiro, ou seja, assim o nível de exigência e o aperfeiçoamento da cobrança poderão ser bem maiores", garante.
Prova
O capitão Rui Noé Barroso, coordenador da pista, explicou que a prova é realizada anualmente e reúne policiais interessados em competir e enfrentar uma pista com obstáculos. "As circunstâncias oferecidas ao competidor na prova são próximas da realidade, por isso, devido aos obstáculos, o policial deve aplicar as técnicas de tiro e, desta forma, estará se aperfeiçoando também", frisa. "Nós avaliadores podemos observar o desempenho de cada um no que diz respeito a confrontos armados e emprego de técnicas policias relacionadas ao tiro", completa.
Barroso explica que, da mesma forma como ocorre no dia-a-dia, a segurança tanto das vítimas quanto do policial militar, vêm em primeiro lugarem uma situação de confronto. "Os alvos enfrentados na prova culminam em uma pontuação, que associada ao tempo que o policial leva par fazer a pista, gera um coeficiente, o qual define o melhor,mas acima de tudo está a segurança de cada um", relata Barroso.
Colocação final
1° - Tenente-Coronel Chehade
2° - Tenente Divonsir
3° - Tenente Feitosa
4° -Capitão Moreira Só
5° - Capitão Potuk
6° - TenenteWencel
7° - Capitão Goldoni
8° - Tenente Vilela
9° -Tenente-Coronel Rincoski
10° - Tenente Israel
Fonte: O Diário
Censo mapeia drogas nas universidades
A Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná deu início a um censo inédito sobre o uso de substâncias psicoativas nas universidades e faculdades estaduais. A etapa piloto do projeto foi realizada na última semana na Escola de Música e Belas Artes do Paraná (Embap), em Curitiba. O objetivo é reunir informações que servirão de base para a elaboração de estratégias de combate ao uso drogas. Cerca de 100 mil pessoas vão participar da pesquisa, entre alunos, professores e agentes universitários.
A iniciativa da secretaria – sob a responsabilidade do Grupo de Trabalho para Enfrentamento ao Crack e outras Drogas – surgiu da constatação do crescente consumo de drogas lícitas e ilícitas, principalmente por jovens, e da inexistência de um estudo semelhante. Segundo a coordenadora geral do projeto, a técnica da Universidade Estadual do Oeste Michelle Sauer, a intenção é definir ações para minimizar as consequências do uso de drogas. Fonte: Gazeta do Povo
domingo, 30 de outubro de 2011
Maringá recebe quarta edição do Paraná em Ação de 2011

Nos dias 4,5 e 6 de novembro Maringá recebe a quarta edição do Paraná em Ação 2011, um projeto da Secretaria de Relações com a Comunidade em parceria com várias entidades e que ocorrerá na Praça de Convivência ao lado da Prefeitura Municipal de Maringá.
A abertura será na próxima sexta-feira (04), às 10 horas, ao lado da Prefeitura de Maringá os atendimentos ocorrem na sexta-feira e sábado, será das 9 horas às 17, com encerramento no domingo (23) às 12h.
Durante os três dias o Paraná em Ação irá atender centenas de pessoas que poderão usufruir de uma série de serviços gratuitos, como a emissão da carteira de identidade, CPF e carteira de trabalho. Podem também fazer sua contagem de tempo de serviço para aposentadoria e benefícios sociais, fazer inscrições nos serviços gratuitos do Governo do Estado e ainda participar de oficinas, recreação, palestras e orientações.
Os serviços judiciários, como separações, divórcios, guarda de menores, casamento coletivo será realizado pelo Projeto Justiça no Bairro. O atendimento será no mesmo horário do Paraná em Aça no Colégio professor Bento Munhoz da Rocha Neto, em frente ao Ginásio Noroestão.
Serviços - A atração dessa edição são os serviços dos Consulados do Paraguai e da Argentina para solução e regularização de documentos de brasileiros que residem, residiram e/ou tiveram filhos nesses dois países e o serviço do Sebrae/PR, que vai prestar informações sobre o programa Empreendedor Individual. Consultores vão oferecer suporte e esclarecer as dúvidas mais freqüentes sobre o processo de formalização.
Durante os três dias de feira, além do Sebrae/PR, entidades ligadas no processo de formalização do empreendedor como o Sindicato dos Contabilistas, Prefeitura de Paranavaí, com a Secretaria do Planejamento e Receita Municipal, Vigilância Sanitária e Corpo de Bombeiros irão oferecer todo apoio para quem desejar sair da informalidade.
O Paraná em Ação, etapa de Paranavaí é aberto a toda a comunidade de Maringá e Região. Mais informações sobre o Paraná em Ação, podem ser obtidas pelo telefone 0800 645 5252. Fonte: Serc
Escolas estaduais do Paraná terão turmas menores a partir de 2012
A Secretaria de da Educação publicou nesta sexta-feira (28), em Diário Oficial, novas resoluções sobre o porte das escolas e o número de estudantes por turma para o ano letivo de 2012 na rede pública estadual de ensino. Os documentos garantem a redução do número de alunos por turma, organizam as 2,2 mil escolas de acordo com sua infraestrutura e criam novas funções de profissionais da educação. A partir deles, o número de profissionais nos estabelecimentos de ensino será ampliado e adequado.
A resolução número 4527/2011 fixa o número de estudantes para efeito de composição de turmas das escolas da rede pública de ensino do Paraná para o ano letivo de 2012. Com o novo documento, o número de alunos por turma será reduzido. No ensino fundamental, as turmas – que pela resolução anterior podiam ter até 40 alunos – agora terão no máximo 30, na 5ª e 6ª séries, e até 35 na 7ª e 8ª séries.
No ensino médio, o número máximo de alunos foi reduzido de 45 para 40. Na educação de jovens e adultos, as turmas terão de 20 a 25 alunos (até agora eram de 25 a 45 alunos).
A antiga resolução foi publicada em 2002 e não considerava as discussões realizadas na Conferência Nacional da Educação e as exigências sanitárias para os prédios escolares definidas pela Vigilância Sanitária.
A nova resolução ainda interfere nas práticas pedagógicas aplicadas pelos professores e tem reflexos na qualidade de ensino ofertada na rede pública. “Com uma quantidade adequada de estudantes em cada série, facilita-se o trabalho pedagógico dos profissionais da educação”, disse a superintendente da Educação da secretaria, Meroujy Giacomassi Cavet.
PORTE – A resolução número 4534/2011 orienta sobre o porte das escolas, organiza as instituições e cria novas funções de profissionais da educação – como agente de biblioteca, merendeiro e inspetor. “Cada um destes profissionais é essencial para garantir a melhoria da qualidade de ensino. Com a resolução do porte, ofereceremos melhores condições de trabalho aos profissionais de educação e, com isso, também aperfeiçoaremos o atendimento aos nossos estudantes”, afirmou Meroujy.
A resolução número 4534/2011 é resultado de um amplo debate realizado com a comunidade. Antes de ser elaborada, foi colocada em consulta pública pela internet. De acordo com Meroujy, a nova gestão da secretaria prioriza o diálogo com a população antes de implementar mudanças administrativas. Só neste ano, cinco consultas públicas foram.
Com a definição do porte das escolas é possível enfrentar e corrigir distorções que surgiam com a antiga resolução, publicada em 2002. A superintendente ressalta que, nos últimos anos, com a ampliação da oferta de ensino, houve mudança na necessidade de recursos humanos para o funcionamento das escolas. Fonte: AEN
Começa pelo Paraná repatriação de presos estrangeiros
O ato de repatriação de dois paraguaios presos no Paraná, que ocorrerá nesta segunda-feira (31), marca o início do processo de transferência de presos estrangeiros a seus países de origem, feito pelo Ministério da Justiça.
Os dois detentos, que cumprem pena na Penitenciária Estadual de Foz do Iguaçu 2, por tráfico internacional de drogas, fazem parte de uma lista enviada pela secretaria da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos do Paraná à Divisão de Estrangeiros do Ministério da Justiça, com os dados referentes a 44 estrangeiros detidos no estado interessados em cumprir o restante da pena em seus países.
“A transferência atende ao direito que todo estrangeiro preso no Brasil tem. É um instrumento de cunho humanitário de ressocialização, aproximando o condenado de seus familiares em seu ambiente social e cultural”, afirma a secretária da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos do Paraná, Maria Tereza Uille Gomes.
De acordo com o juiz auxiliar da Corregedoria do Conselho Nacional de Justiça, Erivaldo Ribeiro dos Santos, “é uma demonstração de respeito aos direitos humanos, independente da nacionalidade de cada preso, pois a melhor forma de reinserção social de um apenado é ele estar próximo de sua família, em seu próprio país”.
Segundo ele, o Paraná passa a ser exemplo para o sistema prisional brasileiro por cumprir acordos bilaterais e multilaterais estabelecidos com vários países. “O Estado dá exemplo de gestão ao identificar os presos interessados na transferência, ao formalizar o pedido à Divisão de Estrangeiros do Ministério da Justiça e monitorar a efetivação”, afirma Santos.
Repatriações – Outros 42 presos estrangeiros que cumprem pena em Foz do Iguaçu aguardam decisão da negociação entre o Brasil e governos dos respectivos países para serem transferidos. Ao todo são 26 homens, sendo 23 paraguaios e três argentinos, e 16 mulheres, das quais 15 são paraguaias e uma é boliviana.
Estão presos hoje no Paraná 159 estrangeiros, sendo 143 homens e 16 mulheres. Entre os homens estão 138 latinos americanos, 10 europeus, cinco asiáticos e dois africanos.
Dos latinos americanos, 138 são paraguaios, 10 argentinos, três uruguaios, dois bolivianos, dois haitianos e um chileno. “Os que manifestarem interesse na repatriação terão seus pedidos analisados e encaminhados ao Ministério da Justiça. Se houver aceite por parte dos governos dos respectivos países, as transferências serão feitas imediatamente”, diz Maria Tereza Uille Gomes.
Em todo o Brasil estão presos 3.397 estrangeiros, sendo 2.615 homens e 782 mulheres. Destes, 1.680 são do continente americano, 871 são africanos, 688 europeus, 157 asiáticos e um da Oceania.
Cerimônia – O ato de transferência, nesta segunda-feira, será na Delegacia da Polícia Federal em Foz do Iguaçu e terá a presença de autoridades dos dois países, envolvendo representantes do Ministério da Justiça, do Conselho Nacional de Justiça e da Secretaria da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos do Paraná.
A Seju e o Departamento Penitenciário do Paraná serão representados pelos diretores das duas penitenciárias estaduais de Foz do Iguaçu, João Victor Ferreira Fujimoto e Rodrigo Pereira. Fonte: AEN
Ucrânia garante contrapartida em foguete em Alcântara
O presidente da Ucrânia, Viktor Yanukovych, garantiu nesta terça-feira a contrapartida de seu país ao projeto da empresa binacional Alcântara Cyclone Space, que desenvolve o foguete Cyclone 4. A Ucrânia entrará com R$ 250 milhões --cerca de 43% do total. O aporte do Brasil será de valor semelhante.
Ucrânia e Brasil firmam parceira para produção de insulina
A garantia foi dada à presidente Dilma Rousseff, que se reuniu em Brasília com Yanukovych na primeira visita oficial do ucraniano ao Brasil.
A formalização do acordo permitirá o início de lançamentos de foguetes na base de Alcântara, no Maranhão, em 2013.
Segundo o Itamaraty, o plano é que no início de 2013 seja lançado o chamado teste de qualificação e, ainda no mesmo ano, se possa iniciar os lançamentos de foguetes.
O plano brasileiro é permitir o lançamento de seis satélites ao ano. Caso este ritmo se mantenha, o governo espera recuperar o investimento em três anos.
A presidente Dilma afirmou na manhã desta terça-feira que o Brasil irá enviar engenheiros à Ucrânia para serem treinados em empresas produtoras de veículos lançadores de satélites.
"A instalação do sítio de lançamento do Cyclone 4 em Alcântara terá efeitos multiplicadores em atividade de sensoriamento remoto, serviços meteorológicos e controle do espaço aéreo", afirmou Dilma, que garantiu ainda que significará o "ingresso [do Brasil] no mercado de lançamento de satélites".
No encontro, também se firmou um memorando para produção de insulina que pode beneficiar o Brasil, que ainda depende de material importado para atender a demanda interna. Fonte: Folha Online, reportagem de Ana Flor
Após ataques, Jihad Islâmica se compromete com trégua com Israel
O movimento da Jihad Islâmica anunciou neste domingo que alcançou acordo de trégua com Israel, após 24 horas de ataques na faixa de Gaza e arredores, que tiraram a vida de nove de seus milicianos palestinos e um civil israelense.
"A Jihad Islâmica respondeu aos esforços de trégua, mas nos reservamos ao direito de responder a qualquer agressão. Criamos um balanço de horror com o inimigo, que foi quem suplicou por uma trégua", declarou em comunicado divulgado aos jornalistas Abu Ahmed, porta-voz do braço armado do movimento, as Brigadas Al Quds.
O grupo se comprometeu em cumprir a trégua estabelecida com a ajuda do Egito nas negociações, depois que ao menos dez pessoas morreram no sábado. O governo egípcio faz a intermediação do diálogo entre israelenses e palestinos, que não conversam diretamente.
"Pararemos de lançar foguetes contra Israel quando eles retirarem dos céus de Gaza todos os aviões de combate", disse Dawud Shehab, membro da Jihad Islâmica.
De acordo com a agência de notícias palestina "Maan", a mediação egípcia foi que permitiu o acordo de trégua, em vigor desde as 6h da madrugada deste domingo (2h de Brasília). Ainda assim, a polícia israelense disse que os ataques contra o sul de Israel continuaram, apesar de um porta-voz do Exército afirmar que não existia atividade militar em Gaza.
Oliver Weiken/Efe
Garoto observa estragos causados por míssil lançado de Gaza contra região de Ashdod, em Israel
O pacto de cessar-fogo coloca fim a 24 horas de confrontos, que começaram no sábado com um ataque da aviação israelense contra um campo de treinamento das Brigadas Al Quds, que matou cinco milicianos e feriu três.
Depois disso, houve o lançamento de cerca de 40 foguetes e bombas a partir de Gaza contra o território israelense, deixando um civil morto e dois feridos. Cinco bombardeios aéreos israelenses no norte e sul da faixa mataram mais tarde outros quatro milicianos da Jihad Islâmica.
Como medida preventiva, Israel fechou escolas em comunidades ao sul localizadas a uma distância de até 40 km de Gaza, assim como universidades e colégios que deveriam começar suas atividades acadêmicas neste domingo. Policiamento extra foi levado de outras partes do país.
A imprensa palestina havia informado que o governo do Hamas mantinha contatos com Egito, Turquia e representantes da ONU para tentar conter a crise iniciada após os ataques.
De Ramallah, a ANP (Autoridade Nacional Palestina), liderada por Mahmoud Abbas, apelou aos grupos milicianos para exercerem restrição a fim de "evitar uma guerra com Israel na faixa de Gaza" como a que acabou no final de 2008 com a vida de mais de 1.400 palestinos.
O premiê israelense, Benjamin Netanyahu, alertou que Israel se defenderia dos ataques se fosse necessário, mas, ao mesmo tempo, oficiais disseram que o país agia cautelosamente para evitar que a violência aumentasse ainda mais. Fonte: Agências Internacionais via Folha Online
CNJ vai voltar ao Paraná para nova inspeção no TJ
Eliana Calmon, corregedora do Conselho Nacional de Justiça (CNJ)
Dois anos após uma visita que detectou 113 falhas no Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR), o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) vai promover uma revisão dessa inspeção. A ideia é aferir in loco se as determinações iniciais, que incluíam a extinção de benefícios e mudanças na estrutura remuneratória do TJ, estão sendo cumpridas. O retorno deve acontecer no fim de novembro.
Foto:Wenderson Araújo/Gazeta do Povo
Os trabalhos serão uma oportunidade de melhorar a imagem do Judiciário paranaense. “O Paraná causou uma maior surpresa porque nós esperávamos, como brasileiros, encontrar um tribunal mais organizado”, diz em entrevista exclusiva à Gazeta do Povo a corregedora do CNJ e ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Eliana Calmon, referindo-se à inspeção de 2009 no TJ-PR, realizada pelo seu antecessor no cargo, Gilson Dipp.
Famosa pela declaração feita no mês passado de que “há bandidos escondidos atrás da toga”, a ministra elogia os esforços da atual gestão do TJ-PR, mas adianta que uma avaliação realista depende do que será visto pessoalmente pela equipe do conselho.
Na entrevista, Eliana trata ainda de temas nacionais, como a polêmica sobre a diminuição dos poderes de investigação do CNJ, e critica a campanha publicitária promovida pela Associação dos Magistrados do Paraná (Amapar), que usa o gancho de que os juízes brasileiros estão sendo condenados sem direito a julgamento.
Em 2009, houve a primeira inspeção do CNJ no TJ-PR. Foram detectadas 113 falhas. É um número compatível com a realidade do restante do Judiciário brasileiro?
Nós podemos dizer o seguinte, e isso vem do meu antecessor [Gilson Dipp]: a gestão da Justiça Estadual [de todo o Brasil] é de péssima qualidade. Agora, alguns tribunais são piores que os outros. Nós tivemos alguns tribunais do Norte e Nordeste onde apareceram maiores dificuldades de gestão com a coisa pública. A nossa surpresa foi que encontramos isso em estados que considerávamos bastante adiantados. O Paraná, dentro do critério geral, é um tribunal ruim. Era, na época da inspeção, um tribunal ruim. Um tribunal que apresentava as mazelas de muitos outros, inclusive do tribunal da minha terra [Bahia]. O Paraná causou uma maior surpresa porque nós esperávamos, como brasileiros, encontrar um tribunal mais organizado.
A senhora já teve alguma resposta dessas cobranças?
O que eu tenho hoje é uma administração com um presidente [Miguel Kfouri Neto] e um corregedor [Noeval de Quadros] do tribunal que são pessoas muito sérias, que estão fazendo parcerias, que estão querendo acertar. Eles passam alguns relatórios no sentido de que já conseguiram cumprir diversos deveres impostos pelo CNJ. Agora, nós só saberemos se efetivamente isso está sendo feito a contento quando nós fizermos a volta. Nós vamos fazer a revisão da inspeção. E digo isso porque, lamentavelmente, alguns tribunais fazem relatórios que não são verdadeiros para a corregedoria do CNJ. Nós já encontramos alguns relatórios que dizem ter saneado isso, isso e isso... Mas, quando voltamos, não é verdade.
A Amapar lançou recentemente uma campanha publicitária com anúncios sugerindo que os juízes brasileiros estão sendo condenados sem direito à defesa. Como a sra. vê esse tipo de manifestação?
Vejo isso como de uma irresponsabilidade absoluta. Todas as vezes que um magistrado se sente ofendido, ele vem ao CNJ porque o CNJ é também o órgão de defesa da magistratura. Nós temos dado diversas e diversas manifestações a favor da magistratura. Agora, aqui dentro, nós temos um critério absolutamente rigoroso. Toda vez que chega uma denúncia aqui, instauramos um procedimento sigiloso e começamos a averiguar. Quando chegamos à conclusão de que é absolutamente inverídica a reclamação, nós arquivamos. E a grande maioria é arquivada. Se por um acaso houver indícios de autoria [de irregularidade], nós levamos para o plenário [do CNJ]. É o plenário quem define se vai haver processo administrativo. Ao fazer isso, que é quando o processo se torna público, tem direito de defesa, tem advogado, tem tudo. O plenário, por maioria, é quem decide. Mas não é uma decisão para aplicar a sanção. Ele [o processo] sai da corregedoria, passa para um relator, que é um dos conselheiros. É ele quem vai reunir provas, testemunhas. Para, a partir daí, dar o seu voto. No plenário, novamente vem um advogado. E tudo isso é condenar sem direito de defesa? É absolutamente impossível. Então, essa manifestação é absolutamente equivocada. Nem uma criança pode acreditar que isso seja possível numa sociedade onde existe o direito de defesa, democracia. É um exagero que às vezes toca as raias da irresponsabilidade.
Só explicando a situação: a manifestação da Amapar é uma campanha publicitária. Segundo explicação da associação, o material já estava pronto três meses antes da declaração da senhora sobre os bandidos de toga.
Há três ou a seis [meses], ela é de uma irresponsabilidade enorme. E nós vamos convidá-los para vir à corregedoria e mostrar como trabalhamos. Eles estão baseados em o que para dizer isso? Não houve nenhum afastamento prévio de magistrado [sem julgamento].
O que foi alegado pela Amapar também é que se trata de uma campanha para aumentar a autoestima do Judiciário com a população.
Não se aumenta autoestima desse jeito. O que aumenta a autoestima é dizer o seguinte: nós somos trabalhadores e provamos isso com estatísticas, com eficiência, com boas condutas, boas práticas.
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“Não sou um baluarte anticorrupção”
A corregedora do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Eliana Calmon, reafirmou à Gazeta do Povo que a declaração de que “há bandidos escondidos atrás da toga” não é uma “generalização” e que não entende os motivos para reações negativas dos colegas. Por outro lado, admitiu que a polêmica ajudou a amadurecer a discussão em torno da ação movida pela Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) no Supremo Tribunal Federal (STF) para diminuir o poder de investigação do CNJ.
A ministra também refutou o rótulo de ícone do combate à corrupção. “Eu me assustei no momento em que eu fui levada a ser um baluarte de luta contra a corrupção. Na verdade, eu faço parte de uma engrenagem de um órgão de controle.”
Passado mais de um mês após a sra. ter dito que “existem bandidos escondidos atrás das togas”, qual é a sua reflexão sobre o impacto da declaração?
Na realidade, eu não compreendo o porquê do impacto. É mais ou menos o que eu tenho repetido há muito tempo; até mesmo antes de chegar ao CNJ. Depois que cheguei, com muito mais razão, porque tenho visto muitas coisas. Aqui é um vale de lágrimas. As pessoas vêm fazer reclamações, abrem o coração e contam coisas. Mas eu falei aquilo dentro de um contexto. Uma palavra solta pode gerar uma série de equívocos. Quando nós [juízes] fazemos o exame da prova de interceptação telefônica, por exemplo, nós não usamos só a palavra, mas o contexto todo. Até a entonação da voz pode significar muita coisa. De forma que, no contexto, não havia porque eu generalizar. E eu não era maluca de dizer que os juízes são bandidos. Passado um mês [da declaração], posso dizer que as coisas estão nos seus devidos lugares.
Por que a declaração agrediu tanto determinados juízes?
Parece-me que a Associação dos Magistrados Brasileiros, que tem uma política de defender prerrogativas, não aceita a competência concorrente do CNJ. E, prevalecendo-se da minha fala, veio olhar com olhos bastante expressivos essa palavra [bandidos] e talvez tenha incentivado o ministro presidente do CNJ [Cézar Peluso] para essa afirmação [Peluso assinou uma nota de repúdio do CNJ contra as declarações de Eliana]. É o que eu posso pensar. Depois, outras associações entraram. Mas, após um mês, voltaram atrás. Muitas já estão inclusive se retratando. Também é muito importante que a gente tenha o apoio da mídia, o apoio popular. Foi um desabrochar da sociedade de forma muito espontânea. Eu só falei ali [em entrevista à Associação Paulista de Jornais], uma vez, e não falei mais. A não ser no Jornal Nacional, quando achei por bem dizer que eu não quis generalizar. Fiquei 15 dias sem sequer cumprir as minhas agendas para me resguardar de criar polêmica.
Parece que os brasileiros estavam esperando por um ícone na luta contra a corrupção. A sra. cabe nesse papel?
Eu me assustei no momento em que fui levada a ser um baluarte da luta contra a corrupção. Na verdade, faço parte de uma engrenagem de um órgão de controle. Não sou um baluarte do combate à corrupção; sou uma peça dessa engrenagem estatal. Se você é um baluarte, não cabe mais como peça, porque você passa a ter uma posição ideológica. E eu não tenho uma posição ideológica; tenho uma posição funcional. Quero fazer essa delimitação: estou aqui para exercer um papel dentro do Poder Judiciário. Às vezes me perguntam sobre corrupção no Executivo e no Legislativo, mas eu não posso extrapolar. No dia que fizer isso, fico enfraquecida institucionalmente. Não quero desapontar os movimentos que são contra a corrupção, mas quero que haja um entendimento da população de que eu tenho uma limitação funcional.
A sra. sente que a declaração serviu ao menos para deixar mais madura a discussão sobre os poderes do CNJ?
Sem dúvida alguma. No início, achei que foi uma coisa ruim e fiquei preocupada. Temia um enfraquecimento da corregedoria, de chegar aos tribunais e não ter força para exercer o meu papel. Estou viajando muito por diversos estados e, ao contrário do que pensei, estou tendo uma receptividade efusiva por parte dos tribunais. Aliás, estou até ganhando condecorações. O que eles dizem é que eu tenho uma linguagem muito direta e forte. Defendo que o Judiciário mude um pouco a visão que tem sobre a comunicação. Estamos no século 21; os ditadores do mundo árabe caíram em função dos novos meios de comunicação. É exatamente a partir daí que o Judiciário tem de compreender que precisa seguir um caminho diferente. Quando falo em uma linguagem mais forte é para chamar atenção para a quebra desse paradigma.
Há poucos dias a OAB conseguiu entrar como amiga da corte (amicus curiae) na ação que a AMB move no Supremo questionando o poder de investigação do CNJ. A sra. não teme que o julgamento vire uma queda de braço de juízes contra advogados?
Não. O DNA do CNJ nasceu dentro da OAB. O primeiro arauto de um controle do Judiciário nasceu na Ordem. Talvez a instituição com o maior interesse de ver mais preservado o CNJ seja ela. Eles nunca fizeram segredo disso. A entrada deles na ação foi de toda pertinência. Dentro de um regime democrático não existe espaço para essa queda de braço.
A senhora citou recentemente o caso de um pistoleiro que virou juiz. Esse tipo de situação é mais comum do que se imagina?
Isso começou a acontecer há menos de duas décadas. No momento em que vivemos uma abertura do concurso público, com aumento da base de juízes, essas investigações sobre os candidatos vão ficando mais rasas. Nós estamos hoje em um mundo invadido pelo crime organizado. E o crime organizado tem interesse de se infiltrar nas instituições. Naturalmente, o Judiciário não consegue ficar imune. Eles [criminosos] estão fazendo isso também dentro do Ministério Público, da Polícia Federal, da Polícia Militar. Temos de ter a precaução de fazermos uma seleção mais adequada.
O que a sra. defende para solucionar o problema?
Acho que a investigação da vida pregressa precisa ser feita com um critério maior. E que isso possa ir até para o edital do concurso. Isso é preciso não apenas no Judiciário, mas na polícia, no Ministério Público, em todas as carreiras que lidam com o social. Você observa que os países desenvolvidos exigem essas prerrogativas para a magistratura, para o magistério e para a polícia. Fonte: Gazeta do Povo, reportagem de André Gonçalves
Auxiliar de carceragem é preso por torturar detento
O auxiliar de carceragem José Clementino da Silva, 45 anos, foi preso em flagrante na noite de ontem, por suspeita de torturar um detento do minipresídio da 9ª Subdivisão Policial (9ª SDP) de Maringá. Douglas Deivid Mendes, 18 anos, que está preso desde 20 de setembro deste ano por mandado de prisão expedido pela 2ª Vara Criminal de Maringá, precisou ser encaminhado ao Hospital Universitário (HU) depois das agressões.
De acordo com informações repassadas pela própria Polícia Civil, por volta das 21h Mendes alegou estar passando mal. Ele pediu ao auxiliar de carceragem para ser encaminhado à enfermaria do minipresídio.
O pedido foi negado por Silva. Revoltados com a atitude do funcionário, os companheiros de cela de Mendes deram início a um motim, exigindo atendimento ao detento.
O delegado-adjunto e diretor do minipresídio da 9ª SDP, Nagib Nassif Palma, foi chamado para conter os ânimos exaltados e ao chegar no setor de carceragem flagrou Silva torturando Mendes.
Arquivo/DNP
Carceragem da 9ª SDP, em Maringá; auxiliar de carceragem está preso em cela separada, para evitar agressões
O rapaz estava deitado no chão e era pisado no pescoço pelo auxiliar de carceragem que usava um par de botas com pontas de metal.
Silva recebeu voz de prisão e foi autuado por crime de tortura, previsto no artigo 1º, parágrafo 1, da Lei 9455/97. Ele está detido na carceragem da 9ª SDP, em uma cela isolada dos demais detentos, onde deve permanecer à espera de uma decisão judicial, já que o crime é considerado inafiançável.
Critério
"A atitude do delegado foi exemplar. Nenhum tipo de tortura é tolerado no minipresídio da 9ªSDP" Josué Batista Nunes, Chefe da carceragem da 9ªSDP
O auxiliar de carceragem trabalha há quase dois anos na Delegacia da Polícia Civil de Maringá e deveria ter o contrato emergencial com o Governo do Estado renovado em breve.
O detento torturado tem pelo menos seis passagens pela polícia por furto e receptação, inclusive quando ainda era adolescente. Mendes sofreu vários ferimentos e na manhã de ontem permanecia internado no HU de Maringá.
O chefe da carceragem, Josué Batista Nunes, avaliou a atitude do delegado Nagib exemplar e informou que nenhum tipo de tortura é tolerado no minipresídio da 9ª SDP.Fonte: O Diário, reportagem de Rosângela Gris
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Lula deixa o hospital Sírio-Libanês rumo a São Bernardo
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva acaba de deixar o hospital Sírio-Libanês, rumo ao seu apartamento em São Bernardo de Campo, acompanhado por sua esposa, dona Marisa Letícia. Lula saiu num carro fechado, sem falar à imprensa. O ex-presidente passou todo o sábado no hospital, submetendo-se a exames que detectaram um tumor na laringe. Segundo o assessor dele, José Chrispiniano, a previsão é de que Lula retorne ao hospital somente na segunda-feira, para iniciar tratamento de quimioterapia contra o câncer. A agenda do presidente será alterada em função do tratamento.
O ex-presidente Lula vinha reclamando, havia algum tempo, de um incômodo na garganta e de rouquidão, mas até quinta-feira, quando comemorou seus 66 anos, não sabia que estava com um tumor na laringe. Na comemoração de seu aniversário, o médico Roberto Kalil o orientou a fazer os exames, que acabaram por detectar o tumor. Boletim médico divulgado pelo hospital informou que o tratamento por quimioterapia será em caráter ambulatorial.
A equipe médica que assiste o ex-presidente é coordenada pelos médicos Roberto Kalil Filho, Paulo Hoff, Artur Katz, Luiz Paulo Kowalski, Gilberto Castro e Rubens V. de Brito Neto. (Francisco Carlos de Assis) Fonte: Agência Estado