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sábado, 23 de janeiro de 2010

Requião manda dona de casa abrigar detentos em Curitiba

O governador Roberto Requião (PMDB) não gostou nada de uma crítica feita por moradora em seu Twitter. A mulher desaprova a reativação do presídio do Ahú, em Curitiba, depois da destruição da Penitenciária Central do Estado, na última rebelião dos presos. "Só poderia ter vindo do sr., sem comentários. Aquela podega não tem estrutura para sustentar mais presos, fora que tinha rebelião todo ano. Se vocês fossem governadores reativariam presídio em bairro semi-nobre, próximo ao centro da cidade?", critica a curitibana. Requião não ficou quieto e respondeu a altura. "Titia, é solução de emergencia. Se você tiver lugar em casa, mande o endereço e diga quantos presos quer receber", disse (com rádio CBN Curitiba). Fonte: Bonde News

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Vizinho protesta contra barulho excessivo de igreja

Um morador de Divinópolis, através de decisão judicial, não vai mais ter que pagar uma indenização à Igreja Cristã Maranata por ter exibido uma faixa na rua, em protesto contra a poluição sonora causada pelos cultos da instituição. A decisão é da 12ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Minas Gerais e ocorreu por maioria de votos.

De acordo com o processo, em dezembro de 2007 o morador afixou uma faixa na varanda de sua casa, que fica próxima à igreja evangélica, no bairro Levindo P. Pereira, com os seguintes dizeres: "Um dia esta desgraça de Igreja Maranata sumirá daqui e nos deixará em paz novamente". Ele alega no processo que sofre grande perturbação de seu sossego com o barulho provocado pelas celebrações, cantos e pregações da igreja, chegando a fechar portas e janelas de sua casa no horário das atividades.

A igreja então ajuizou ação de indenização por danos morais contra o morador, alegando que a faixa com dizeres "ofensivos" atingiu sua honra. O juiz Ather Aguiar, da 3ª Vara Cível de Divinópolis, considerou que houve culpa recíproca no caso, mas condenou o morador a pagar indenização no valor de R$ 4.000 à igreja.

Inconformada com o valor da indenização, a igreja recorreu ao Tribunal de Justiça, requerendo sua majoração. O morador também recorreu, pedindo a improcedência do pedido de indenização.

No julgamento do recurso, prevaleceram os votos dos desembargadores Saldanha da Fonseca e José Flávio de Almeida, que reformaram a decisão de 1ª Instância para julgar improcedente o pedido de indenização por danos morais, ficando vencido o desembargador Alvimar de Ávila.

Segundo Saldanha da Fonseca, não há nenhuma ilegalidade na conduta do morador, que exerceu seu direito de liberdade de expressão, previsto na Constituição.

O desembargador ressaltou que "não há motivos para que prevaleça a condenação de primeira instância, sob pena de tolhermos um dos direitos balizadores do Estado Democrático de Direito, ao qual estamos submetidos desde o advento da Constituição da República de 1988, a saber, a liberdade de expressão".

Ele observou ainda que "quem suporta perturbação ilícita é o morador", que comprovou a irregularidade do funcionamento da igreja e o seu descumprimento à lei municipal que dispõe sobre a proteção contra a poluição sonora em Divinópolis.

O desembargador José Flávio de Almeida acompanhou o voto de Saldanha da Fonseca, ficando vencido o desembargador Alvimar de Ávila, que havia sido favorável à indenização e inclusive aumentado seu valor para R$ 5.000. (Fonte: TJ/MG), reportagem Bonde News

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sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Rebelião na PCE: Cerca de 40 feridos na PCE e presos da PEL fazem greve de fome... - Jornal da Massa 21 janeiro 2010 - Rede Massa

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Moradores de Lodrina discutem com Requião

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Requião discute com o povo em Londrina

O governador Roberto Requião (PMDB) bateu boca com um grupo de manifestantes ao deixar a Prefeitura de Londrina, ontem, após assinar contratos de financiamento para obras na rede de água e esgoto da Sanepar no município.

Os manifestantes eram moradores do loteamento Chácara São Miguel, localizado na zona Sul de Londrina, que reclamavam da construção de uma Estação de Tratamento da Sanepar no local.

A discussão começou antes mesmo da chegada do governador, quando os moradores foram pedir ao presidente da Sanepar, Stênio Jacob, que não construísse a estação no local.

A comunidade reclama do risco de contaminação das hortas plantadas pelos moradores, a principal fonte de renda das famílias locais. Jacob garantiu não haver risco de contaminação e não deu prosseguimento à discussão, que foi retomada com a presença do governador, que classificou o protesto de molecagem.

“Nunca gritei na presença de governador e não vou aceitar que gritem comigo. Molecagem eu não aceito nem de vocês, nem do PCC em penitenciária. A estação vai beneficiar a maioria e vai ser construída”.

Uma moradora ainda tentou apelas: “Ali tem gente que vive de horta. Governador, o senhor é excelência, mas vai morrer um dia como nós” e o governador respondeu.

“Mas eu não vou morrer de insalubridade numa cidade. Esse é o lugar tecnicamente escolhido pela Sanepar. A estação está decidida e vai ser lá”. “Nós achamos que os senhores estão fazendo isso para nos humilhar, já que existem outros quatro pontos possíveis. Nós estamos ali há 20 anos, não é justo que a Sanepar vá construir uma estação de esgoto nos fundos das nossas casas”, insistiu a moradora. “Não perguntei tua opinião. Eu não vou discutir isso. É uma decisão tomada em favor de 124 mil pessoas de Londrina. Eu não enrolo ninguém. Está decidido: a estação será naquele local”, retrucou o governador.

Em entrevista, Requião comentou a polêmica e os protestos. “A Sanepar vai instalar lá, é necessário e o local é apropriado. A estação é moderníssima, não tem cheiro nenhum. A saúde de Londrina é mais importante que um protesto. Eu respeito o protesto, acho que é viável e democrático. A decisão foi tomada em bases técnicas e da necessidade absoluta do tratamento do esgoto em Londrina”, declarou.

A área onde será construída a estação havia sido vetada pela Câmara Municipal de Londrina, porém, um decreto do governador tornou o local de utilidade pública, permitindo a obra. Ainda ontem, os manifestantes bloquearam a entrada dos equipamentos da empresa responsável pela construção. Requião garantiu a continuidade da obra.

Requião também foi duro no twitter ontem, discutindo com quem é contrário à reabertura do Presídio do Ahú. Ao deputado Elio Rusch (DEM), que disse ser um retrocesso a reabertura do presídio, Requião perguntou “para onde você quer ser levado, então?”.

Para uma dona de casa que também questionou a transferência de presos para o prédio desativado, o governador sugeriu que ela hospedasse presos em sua casa, então. “Titia, é solução emergencial. Se você tiver lugar em sua casa, mande o endereço e diga quantos presos quer receber”, tuitou o governador. Fonte: Paraná Online, reportagem de Roger Pereira

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quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Reflexão com C.S.Lewis - Cristianismo puro e simples

Têm um ditado evangélico que diz "ora que melhora", portanto vamos orar mais para as coisas melhorarem.

Tenho certeza que Deus não é pego de surpresa pelas nossas adversidades da vida, Ele é soberano e para aqueles que estão sem muita esperança ou tem depositado suas esperanças em homens e mulheres falíveis e tem declinado do hábito de orar veja a reflexão de C.S.Lewis sobre oração no vídeo abaixo.

Sobre o vídeo
Durante os anos de guerra, Lewis gravou uma serie de programas de rádio para a Nação. Tristemente, por causa do esforço da guerra, foram reciclados a maioria dos carretéis auditivos. E o mundo perdeu um capítulo da herança de um homem para sempre.
Mas um sobreviveu. E eu tenho esta gravação aqui compilada para você como o próprio Lewis falou há muito tempo.

Tradução: Murillo
Legendas: Victtorhugo
Musica: C.S Lewis Song - Brooke Fraser

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Israel teme denúncias judiciais e adia visita de militares a Londres

Uma delegação de militares israelenses adiou uma visita ao Reino Unido por medo de que fosse objeto de denúncias judiciais por crimes de guerra, disse o vice-chanceler de Israel, Danny Ayalon, nesta terça-feira. "Os militares foram convidados ao Reino Unido, porém permanecerão em Israel até que tenhamos 100% de certeza de que não serão objeto de denúncias judiciais naquele país", declarou Ayalon.

O vice-ministro afirmou que discutirá nesta terça-feira com a procuradora geral britânica, Patricia Janet Scotand, que atualmente faz uma visita a Israel, a respeito da necessidade de reformar o princípio de competência universal incluído na legislação britânica. Este princípio habilita os juízes britânicos a ordenar a prisão de personalidades estrangeiras em visita ao país denunciadas por crimes de guerra ou crimes contra a humanidade.

"Esta legislação dá margem a todo tipo de equívocos. Inicialmente tinha como objetivo os criminosos nazistas, mas organizações terroristas como o [grupo radical palestino] Hamas a utilizam atualmente para tomar como reféns as democracias", declarou Ayalon. "É preciso acabar com esta situação absurda, que afeta as excelentes relações bilaterais israelo-britânicas", completou.

Em dezembro passado, um tribunal londrino aceitou uma ordem de prisão contra Tzipi Livni, ex-chanceler e líder do partido de oposição Kadima. O pedido havia sido feito por grupos de defesa dos palestinos e tinha como justificativa o seu papel na megaofensiva militar realizada pelo Exército israelense de dezembro de 2008 a janeiro de 2009 contra o Hamas, na faixa de Gaza, que matou cerca de 1.400 palestinos e 13 israelenses.

Depois da decisão, Livni cancelou uma visita ao país alegando "problemas de agenda".

Ofensiva

Israel organizou uma grande ofensiva, encerrada em 17 de janeiro, com objetivo declarado de retaliar o lançamento de foguetes contra o território israelense. Segundo o Centro Palestino de Direitos Humanos, a operação deixou 1.434 palestinos mortos --incluindo 960 civis, 239 policiais e 235 militantes. Já as Forças de Defesa israelenses admitiram ter matado 1.370 pessoas, incluindo 309 civis inocentes, entre eles 189 crianças e jovens com menos de 15 anos.

O ataque levou a diversas acusações de crimes de guerra contra o Exército de Israel e denúncias dos próprios soldados do país.

O Conselho de Direitos Humanos da ONU (Organização das Nações Unidas) publicou o relatório Goldstone que afirma que Israel fez uso desproporcional da força e violou o direito humanitário internacional. O texto porém pondera que o lançamento de foguetes pelos insurgentes palestinos também configura crime de guerra. Fonte:da Folha Online da France Presse, em Jerusalém

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Famílias de militares brasileiros mortos no Haiti receberão R$ 500 mil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou hoje projeto de lei que libera R$ 500 mil em indenização para cada família dos 18 militares brasileiros mortos no terremoto no Haiti. O projeto também prevê o pagamento de uma "Bolsa Educação" para os filhos dos militares que tenham até 24 anos, no valor de R$ 510 mensais.

O valor da bolsa será pago a cada um dos filhos dos militares vítimas do terreno que estejam em idade escolar. O projeto será encaminhado para votação no Congresso Nacional, que retoma suas atividades no dia 2 de fevereiro --após o recesso legislativo.

Lula havia anunciado a decisão de indenizar as famílias dos militares e conceder o auxílio-educação durante a reunião ministerial realizada nesta quinta-feira, na Granja do Torto, em Brasília. O ministro Alexandre Padilha (Relações Institucionais) anunciou a intenção de Lula em conceder as indenizações, mas não confirmou os valores --que foram divulgados posteriormente pelo Palácio do Planalto.

A expectativa é que o Congresso vote a proposta logo após o recesso, já que o tema não deve dividir os parlamentares do governo e da oposição.

Além do benefício às famílias dos militares, o governo brasileiro decidiu liberar o total de R$ 375 milhões para ações no Haiti, incluindo os US$ 15 milhões que serão doados pelo Brasil ao país caribenho. Do total dos novos recursos, R$ 205 milhões serão destinados para o Ministério da Defesa, R$ 35,3 milhões para o Ministério de Relações Exteriores e R$ 135 milhões para o Ministério da Saúde.

Lula determinou ao ministro José Gomes Temporão (Saúde) a instalação de dez UPAS (Unidades de Pronto-Atendimento de Saúde) no Haiti. As unidades serão usadas para ajudar no socorro às vítimas do terremoto, assim como na reconstrução do sistema de saúde pública do país.

Os recursos destinados ao Ministério da Defesa vão ser usados para manter as tropas brasileiras que estão no Haiti, além dos novos homens que serão enviados pelo governo para o país caribenho.

Já o dinheiro reservado para o Ministério das Relações Exteriores será utilizado para reforçar a embaixada brasileira em Porto Príncipe, capital haitiana, atingida pelo terremoto. A liberação dos recursos será feita por Medida Provisória, que teve o texto finalizado pelo Ministério do Planejamento no início desta noite.

A expectativa é que a MP seja publicada amanhã no Diário Oficial. Fonte: Folha Online, reportagem de Gabriela Guerreiro

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Requião é recebido com protestos durante assinatura de contratos com a Sanepar

Moradores aproveitaram a presença do governador em Londrina para protestar contra a instalação da Estação de Tratamento Esperança

Moradores do loteamento Chácara São Miguel, um conjunto de chácaras na zona sul de Londrina, voltaram a protestar na manhã desta quinta-feira (21) contra a construção da Estação de Tratamento Esperança (ETE) no local. Eles aproveitaram a presença do governador Roberto Requião (PMDB), que veio assinar contratos de financiamento para obras na rede de água e esgoto da Sanepar em Londrina, para reivindicar que a estação não seja construída na região. Mesmo com a manifestação, o governador diz que manterá o calendário das obras. Houve bate-boca entre moradores e o governador.

O local foi escolhido pela Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) para a construção da ETE, mas os moradores protestam. No ano passado, a Câmara de Vereadores rejeitou a região para a construção. Um decreto estadual, porém, tornou a área de utilidade pública, e pelo menos parte de duas propriedades foi desapropriada pela Sanepar. Vencida a licitação, a empresa responsável pelas obras foi até o local na quarta-feira (20), quando foi impedida pelos moradores, que bloquearam a entrada de máquinas.

Desta vez, os moradores da região bateram boca com o presidente da Sanepar, Stênio Jacob, durante a manhã, enquanto aguardavam a chegada do governador Roberto Requião. Quando o governador chegou, foi questionado pela imprensa sobre a escolha da região como sede de uma estação de tratamento e sobre a manifestação dos moradores. “A saúde de Londrina é mais importante que um protesto. Eu respeito o protesto, mas a saúde é mais importante”, disse.

Os moradores reclamam da possibilidade de que a estação provoque mau cheiro e prejudique ainda a produção de alguns agricultores. “A estação será lá e não vai ter cheiro”, declarou Requião, dizendo que a construção da ETE será moderna. Os moradores, com faixas e cartazes, fizeram bastante barulho e chamaram a atenção dos que estavam no saguão da prefeitura.

Bate-boca

Ao final da assinatura dos contratos, os moradores questionaram a escolha do terreno na Chácara São Miguel. “Ali tem gente que vive de horta. Governador, o senhor é excelência e vai morrer um dia como nós”, disse uma moradora, dirigindo-se a Requião. O governador respondeu. “Eu não vou morrer de insalubridade numa cidade. [A Chácara São Miguel] é o lugar tecnicamente escolhido pela Sanepar. A estação está decidida e vai ser lá”, reafirmou.

Em entrevista ao JL na quarta-feira, o gerente regional da Sanepar, Sérgio Bahls, negou que poderá haver poluição com a construção da ETE. “O Instituto Ambiental do Paraná (IAP) autorizou a obra, porque achou a área adequada. Não haverá impacto de vizinhança”, disse. Fonte: Gazeta do Povo, reportagem de Fábio Luporini

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Governador discute com moradores de Londrina

Reportagem Paraná TV 2ª Edição de 20 de janeiro de 2010.

Eles queriam informação sobre a nova estação de tratamento de esgoto.

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Embaixada do Haiti já recebeu cerca de 900 e-mails de brasileiros para adoção

A embaixada do Haiti em Brasília já recebeu cerca de 900 e-mails com pedidos de adoção de crianças haitianas por brasileiros. A procura, de acordo com a adida cultural da embaixada, Norma Cooper, começou depois do terremoto de 7 graus na escala Richter registrado na capital do país caribenho, Porto Príncipe, na semana passada.

Em entrevista à Agência Brasil, Norma explicou que, no momento, a orientação para todos os brasileiros que têm interesse em adotar uma criança haitiana é enviar um e-mail para o endereço embhaiti@terra.com.br. Isso porque a embaixada ainda analisa, com o governo brasileiro, qual o procedimento a ser adotado nesses casos. “É preciso ver a lei porque as crianças têm que entrar em território estrangeiro”, disse.

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) divulgou comunicado expressando “preocupação” diante da situação de crianças haitianas que foram separadas dos pais após os tremores de terra. “Essas crianças encaram altos riscos de desnutrição e doenças, além do tráfico, abuso sexual e sério trauma emocional”, disse.

O organismo, entretanto, defende que a adoção internacional seja considerada apenas como última alternativa. Todos os esforços, de acordo com o Unicef, devem ser voltados para unir as crianças aos seus parentes. Fonte: Agência Brasil, reportagem de Paula Laboissière

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Fugiu da penitenciária, se converteu e pediu para ser preso

O jardineiro Roberto Aparecido Moraes, 34 anos, arrependeu-se de ter fugido da prisão e decidiu voltar para terminar de cumprir sua pena. A mudança aconteceu depois que ele tornou-se religioso, passando a frequentar uma igreja evangélica, contou a policiais militares. Roberto apareceu em frente à Penitenciária Danilo Pinheiro (P-1), no bairro Mineirão, às 22h30 de sexta-feira.

Da calçada da rua Altino Arantes, ele gritava dizendo que queria ser recolhido ao presídio. O lugar certo para se apresentar porém não era no presídio, mas sim na delegacia. Os agentes penitenciários da P-1 que faziam guarda avisaram a Polícia Militar a fim de acabar com a confusão.

Logo que os PMs da 5ª Companhia chegaram em frente à penitenciária, Roberto foi falar com eles. Disse que tinha fugido de um presídio de Piracicaba e queria se entregar, pois se transformou numa “pessoa evangélica” e estava disposto a pagar sua dívida com a Justiça. Ele informou o número da matrícula no sistema penitenciário e os PMs verificaram que realmente era procurado. Porém não tinha documento.

Na delegacia do plantão sul, policiais civis fizeram nova pesquisa e certificaram-se de que havia mandado de prisão para Roberto com data de 12 de fevereiro de 2009, expedido pela Vara do Júri de Piracicaba. Ele não entrou na Penitenciária Danilo Pinheiro como queria, mas no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Sorocaba. No boletim de captura de procurado não consta o crime que Roberto cumpria pena. Fonte: Jornal Cruzeiro do Sul

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Reativação do Ahu. Reportagem Paraná TV 2ª Edição, 20 jan 2010 - RPC TV

Transferência de presos da PCE deve ser feita ainda essa semana

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Po­pu­la­ção te­me so­lu­ção no Ahú

A transferência de presos da Penitenciária Central do Estado (PCE), em Piraquara, para o Presídio do Ahú, em Curitiba está causando polêmica entre moradores e especialistas. O maior temor é que a solução provisória se torne permanente, e o presídio, que estava desativado há três anos, seja reativado em definitivo. A presidente do Conselho Comunitário de Segurança (Conseg) do São Lourenço, Júlia Gladis Lacerda Arruda, alertou: ''Se o presídio vier, não vai mais''.

A Secretaria de Estado de Justiça afirma que os presos devem ficar no Ahú por um prazo de três meses, até que a PCE seja reformada e possa recebê-los novamente. Ninguém na secretaria, no entanto, quis comentar às críticas à reativação do Ahú. ''A gente sabe como são as soluções provisórias. Daqui a pouco o governador vai sair e o que é provisório vira permanente'', reclama Júlia. Ela se refere à possibilidade de o governador Roberto Requião deixar o governo em abril para concorrer ao Senado. Moradora da região há 40 anos, ela lembra problemas enfrentados no passado. ''Houveram várias fugas e invasão de casas pelos presos. O risco é sempre iminente.''

O secretário-geral da Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Paraná (OAB-PR), Juliano Breda, disse que a OAB entende que é uma medida de emergência, ''mas temos uma grande preocupação para ela seja provisória e por pouco tempo''. Segundo Breda, a entidade irá fiscalizar a situação dos presos que serão transferidos para o Ahú ''assim como fiscaliza também todas as outras penitenciárias do estado''.

A expectativa, informa Clayton Agostinho Auwerter, presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários do Paraná (Sindarspen), é que 500 presos sejam transferidos da PCE para o Ahú e outras unidades do sistema carcerário do estado. Para Auwerter, a reativação do Ahú ''é melhor do que (os presos) permanecerem no pátio (da PCE)''. Ele adianta que agentes penitenciários do interior do estado deverão ser transferidos para a capital para trabalhar no presídio reativado.

A decisão de trazer agentes de outras unidades do estado para Curitiba foi tomada com o apoio do Sindarspen, diz Auwerter. O presídio do Ahú, adianta, terá 40 agentes que serão responsáveis por 200 a 300 internos. Fonte: Bonde News, reportagem de Ro­sia­ne Cor­reia de Frei­tas

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Pre­sos da PCE se­rão trans­fe­ri­dos pa­ra Ca­tan­du­vas

Cerca de 40 presos que estão na Penitenciária Central do Estado (PCE), em Piraquara, deverão ser transferidos para a o Penitenciária Federal de Catanduvas (50 km ao sul de Cascavel) ainda esta semana. A transferência seria uma forma de ajudar a resolver a situação da PCE, que ficou parcialmente destruída depois de uma rebelião de presos que aconteceu na última quinta-feira, dia 14. Segundo a assessoria de imprensa da Polícia Federal, o transporte dos presos poderia ser realizado ainda nesta quinta-feira.

Ontem a reportagem da FOLHA tentou conversar com o juiz federal Sérgio Moro, que é corregedor do presídio de Catanduvas. A assessoria de comunicação da Justiça Federal informou que Moro não estava disponível para entrevistas. Segundo a assessoria, não há impedimento legal para a transferência de presos do sistema penitenciário estadual para o federal, mas não havia confirmação de que os 40 presos da PCE seriam realmente transferidos para Catanduvas.

Na Secretaria de Estado da Justiça a informação era de que a entidade só irá se pronunciar depois que a situação na PCE for resolvida. A Penitenciária de Catanduvas tem 208 vagas destinadas a presos de alta periculosidade. Fonte: Bonde News, reportagem de Ro­sia­ne Cor­reia de Frei­tas (Colaborou Marcela Rocha Mendes)

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De­ten­tos da PEL fa­zem gre­ve de fo­me

Pelo menos metade dos 570 presos se manifestaram em solidariedade aos detentos da PCE e em repúdio ao Governo do Estado

De­ci­são de trans­fe­rir pre­sos da PCE pa­ra o pre­sí­dio em Cu­ri­ti­ba preo­cu­pa mo­ra­do­res e es­pe­cia­lis­tas

Pelo menos 50% dos detentos da Penitenciária Estadual de Londrina (PEL) particiram de uma greve de fome que durou 24 horas. Eles também se recusaram a assumir os postos de trabalho. A atitude seria em solidariedade aos presos da Penitenciária Central do Estado (PCE), que não foram transferidos para outras unidades. Segundo o diretor regional do Sindicato dos Agentes Penitenciários do Paraná (Sindarspen), Antonio Alves da Silva Filho, o protesto, que começou anteontem à noite, é também uma forma de repúdio ao Governo do Estado, que não teria cumprido o acordo feito após a rebelião da PCE.

Silva Filho disse que as informações foram passadas por agentes que têm contato direto com os presos. ''Vários agentes vieram nos comunicar que os presos recusaram o jantar da terça-feira, o café da manhã e almoço de quarta-feira. Além disso, não estão estão fazendo faxina e assumindo os outros postos de trabalho. Os presos não disseram até quando isso vai durar, mas temos receio de que se uma medida não for tomada, possa se tornar uma rebelião. Não queremos que aconteça o mesmo da PCE'', disse o sindicalista ontem à tarde.

Pela manhã, o presidente do Sindarspen no Paraná, Clayton Agostinho Auwerter, esteve reunido com o coordenador geral do Departamento Penitenciário (Depen), Cezinando Vieira Paredes. O Depen monitorou a situação de Londrina, sem intervenção da polícia. ''Nos passaram também que a transferência de 500 presos da PCE deve ser feita, mas não há prazo'', comentou.

A juíza substituta da Vara de Execuções Penais (VEP) de Londrina, Zilda Romero, confirmou ter sido informada da situação, mas que não havia registro de reivindicação à direção da PEL. Segundo ela, cerca de 50% dos presos participaram da manifestação e ninguém será punido por não querer se alimentar. Atualmente, a PEL possui 570 presos, 30 a mais que a capacidade.

O diretor da PEL, capitão Diógenes Gonçalves, não se pronunciou a respeito. A Secretaria de Estado da Justiça e da Cidadania (Seju), por meio da assessoria de imprensa, disse também que não vai se pronunciar, somente quando a situação da reativação do presídio do AHU, em Curitiba, e outros problemas estiverem resolvidos.
Fonte: Bonde News, reportagem de Ma­rian Tri­guei­ros

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Rebelião na PCE: 1 agente para cada 112 presidiários - Jornal da Massa 20 janeiro 2010 - Rede Massa

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Polícia Civil abre concurso para preencher 500 vagas

São 90 vagas para escrivão, 381 para investigador e 29 para papiloscopista

Estão abertas as inscrições para o concurso da Polícia Civil. São 90 vagas para escrivão, 381 para investigador e 29 para papiloscopista. Os salários variam de R$ 1.955,92 a R$ 2.092,82. O candidato precisa ser maior de 21 anos, ter formação superior e Carteira Nacional de Habilitação na categoria B ou superior. As inscrições com o pagamento de uma taxa de R$ 67 vão até 11 de fevereiro pelo site www.cops.uel.br.

Desde 2003, o governo Roberto Requião contratou 6.400 funcionários para a segurança pública. Apenas no ano passado, mais de 800 policiais civis foram formados pela Escola Superior de Polícia Civil para reforçar o trabalho nas delegacias de todo o Paraná.

Estão programadas cinco etapas para a seleção: prova de conhecimentos gerais, prova de conhecimentos específicos, saúde e aptidão físicas e investigação de conduta. As duas primeiras etapas estão marcadas para 28 de março, em Curitiba. Em 24 de fevereiro, será divulgada a relação das inscrições homologadas. Fonte: AEN

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Clima tenso dentro e fora das prisões

Enquanto não sai a lista de mortos e feridos na rebelião da Penitenciária Central do Estado (PCE) e não se acha solução para os detentos que ficaram sem cela, o clima fica tenso dentro e fora das prisões. Hoje faz uma semana que o motim começou.

Segundo Oscar Moreira, presidente da organização não-governamental Amigos Nova Jerusalém Organização Social (Anjos), que trabalha em apoio a presidiários e ex-presidiários, quem estava na frente da PCE, ontem de manhã, ouviu vários tiros. “A falta de comunicação, de informação por parte da direção da cadeia é terrível. São milhares de familiares que ficam se perguntando se o parente está bem.”

PCC

Presos de cadeias começaram a fazer greve de fome. O ato foi confirmado em Fazenda Rio Grande, Guaratuba, Matinhos e Londrina. Segundo explicou a esposa de um dos detidos em Fazenda Rio Grande, os presos estão solidários com os “irmãos” da PCE.

“Eles querem que a situação lá no presidio seja solucionada logo. Foi ideia do PCC”, revelou. O PCC (Primeiro Comando da Capital) é uma facção criminosa que age em presídios.

A namorada de um preso disse que as mulheres que estão no presídio feminino, que tem marido preso na PCE, foram colocadas na solitária, para que não incitar uma rebelião. Está prevista para hoje, a partir das 13h, uma manifestação dos familiares do presos na frente da Vara de Execuções Penais (VEP) e passeata até o Fórum.

Sem lugar pra todos
No final da tarde de ontem, o diretor da PCE, Gamaliel Galvão Filho, disse que já tinha alojado 600, dos cerca de 1.500 presos. “Temos a previsão de abrigar mais 200. Oitocentos é o número máximo que a atual estrutura pode comportar”, explicou. A transferência para Prisão Provisória de Curitiba, no Ahu, de mais 400 presidiários, ainda não tem data para ocorrer.

Em outras penitenciárias do Estado, a informação que os presos da capital poderiam ser transferidos alterou a rotina. Em Cornélio Procópio, os agentes penitenciários fizeram pente-fino e apreenderam sete aparelhos celulares e várias facas feitas dentro da cadeia (estoques). Outros presídios deverão passar por vistorias nos próximos dias.

Identificados

Até agora, quatro, dos seis mortos confirmados na rebelião, foram identificados como Michel Pasa, 32 anos, Orlando Quartarolli, 24, Alexandre Carlos Simões, 21, e Carlos Alexandre Caetano, 30. Fonte: Paraná Online, reportagem de Márcio Barros

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PPS pode lançar Rubens Bueno ao governo

Bueno: “Tínhamos uma aliança tão bem construída, tão bem articulada” - Foto: Fábio Alexandre

provável rompimento entre PDT e PSDB com o lançamento de um candidato de cada partido para a disputa pelo governo do Estado, em outubro, pode colocar mais um personagem nas eleições deste ano.

O PPS pode lançar candidato próprio caso a grande aliança em torno de um único nome de PDT, PSDB, PPS e DEM não se confirme. Para o presidente do partido, Rubens Bueno, se confirmado o fim da aliança o partido terá de reavaliar sua posição de não lançar candidato.

“Nós estamos trabalhando para que a unidade se mantenha em torno de um nome, não importa qual, Agora temos uma posição do Osmar que é candidato e não arreda o pé e o PSDB com indicativo de candidatura própria. Se isso que está indicado, mas ainda não está confirmado se concretizar, vamos ter que rediscutir, se vamos com A, com B ou com a candidatura própria e a militância sempre defende a candidatura própria”, disse Bueno.

O presidente do PPS, que pode ser o nome a disputar o governo (em 2002 foi candidato com 7% dos votos e em 2006 teve uma votação de 8%) disse, no entanto, que o partido segue dedicando-se à manutenção da aliança.

“Estamos mantendo a esperança, é uma eleição muito importante e não é só no Paraná. É uma eleição nacional mais importante ainda. Mantemos a esperança de que possamos ir juntos na mesma aliança. É um momento histórico, de uma aliança com força para ganhar a eleição no primeiro turno e retomar a capacidade de administração e a força política nacional do Paraná”, disse.

Ele mostrou desapontamento com os outros partidos pelo possível rompimento e garantiu que sua legenda mantém-se fiel à aliança e sem reivindicar nada. “Tínhamos uma aliança tão bem construída, tão bem articulada. E desde 2008 estamos trabalhando com essa aliança, que fez parte de uma conversa nacional. Mas nós do PPS estamos sendo praticamente os únicos a bater nessa tecla o tempo todo, para repetirmos a aliança que não venceu o governo em 2006 por detalhes, mas que fez o prefeito Beto Richa (PSDB) o mais bem votado do Brasil em 2008. Mas se não repetirmos o mesmo grupo, o partido terá de avaliar o quadro, pois há espaço para um projeto alternativo”, disse, citando, ainda os nomes dos deputados Marcelo Rangel e Cesar Silvestri como possíveis candidatos do PPS ao governo.

Bueno disse que o PPS não tem um prazo para definir se apoiará um dos candidatos ou se lançará candidato próprio, mas acredita que a reunião do diretório do PSDB, marcada para o dia 8 de fevereiro será decisiva para o futuro da coligação, pois não vê possibilidade de desistência de Osmar Dias (PDT).

“Se o PSDB, com seu diretório decidir por candidatura própria, já saberemos que PDT tem candidato, PSDB tem candidato, PMDB tem candidato. O PPS terá que decidir, porque nosso projeto até então não era esse. Quando se confirmar que as duas candidaturas estiverem colocadas definitivamente, saberemos que toda nossa energia, todo nosso esforço de rodar o estado três vezes no ano passado não deu resultado. Teremos que discutir um outro caminho”, analisou. Fonte: Paraná Online, reportagem de Roger Pereira

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Equipes de resgate recuam no Haiti, ajuda ainda é insuficiente

Novo tremor abala o Haiti e leva pânico à capital e ao interior - Foto:Jody Amiet/AFP

A busca por sobreviventes do terremoto que devastou o Haiti perdia força nesta quinta-feira, enquanto equipes de resgate começavam a recuar e a ajuda humanitária, embora em maior quantidade, ainda não era suficiente para as dezenas de milhares de pessoas que ficaram feridas ou desabrigadas.

Um país desesperadamente pobre já antes do terremoto de magnitude 7,0 que deixou em ruínas a capital Porto Príncipe em 12 de janeiro e matou entre 100 mil e 200 mil pessoas, o Haiti agora pede ao mundo assistência básica.

"Estamos satisfeitos com o trabalho que estamos fazendo? Definitivamente não", disse Jon Andrus, diretor da Organização Pan-Americana de Saúde. "Mas estamos fazendo progressos. Pense onde começamos... Não havia estradas, somente escombros e cadáveres. Não havia comunicação, somente morte e desespero.".

O tremor de magnitude 5,9 que atingiu o Haiti na quarta-feira fez com que haitianos alarmados saíssem correndo de prédios e se afastassem de muros. O abalo, no entanto, não causou nova destruição ou reduziu a ajuda internacional, impulsionada pela chegada de mais tropas dos Estados Unidos.

A violência e os saques diminuíram com tropas dos EUA dando segurança para a distribuição de água e comida. Vários haitianos que perderam suas casas seguiam o conselho do governo e buscavam abrigo fora de Porto Príncipe.

Preocupado com a percepção de que os Estados Unidos estão assumindo um papel de liderança à força, o presidente Barack Obama disse na quarta-feira que a Casa Branca está sendo "muito cautelosa" para trabalhar com o governo haitiano e com a Organização das Nações Unidas (ONU).

"Quero garantir que, quando a América projetar seu poder ao redor do mundo, isso não seja visto somente quando está travando uma guerra", disse Obama à ABC News.

"Também tem que ser capaz de ajudar pessoas que precisam desesperadamente. E, em última instância, isso é bom para nós. Será bom para a nossa segurança nacional no longo prazo. "A ONU elogiou a República Dominicana por estabelecer um corredor humanitário de Santo Domingo a Porto Príncipe e pelo envio de 150 tropas da ONU para se juntarem a um contingente peruano de capacetes-azuis para proteger a área.

15 tremores

Apenas na última semana, a região do Haiti teve pelo menos 15 tremores acima de 4,4 graus na escala Richter. Nesta quarta-feira pela manhã, o fenômeno voltou a ocorrer. Primeiro, o abalo foi registrado como de 6,1 graus, mas depois foi reclassificado como de 5,9. Vários outros sismos menores podem ter ocorrido nos últimos dias mas não foram registrados pelas estações de monitoramento.

De acordo com o geofísico João Willy Corrêa Rosa, professor da Universidade de Brasília (UnB), isso ocorre porque "a falha onde as placas tectônicas se tocam ainda está em movimento, liberando energia". Tanto ele quanto Daniel Garcia, sismólogo do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), disseram ao jornal O Estado de S. Paulo que essas "réplicas" do terremoto são normais.

De acordo com eles, esses tremores podem continuar por semanas e até meses. "Se uma semana representa algum tempo para as pessoas em termos geológicos isso não é quase nada. As placas se movem a uma taxa de alguns centímetros ou milímetros por ano", afirma Garcia.

O professor da UnB explica que a escala Richter é logarítmica e o abalo de ontem foi muito menor do que o primeiro, apesar da diferença ter sido de apenas 1,1 grau. "O terremoto principal liberou energia equivalente a 30 bombas de Hiroshima. O de ontem foi semelhante a uma bomba."

No entanto, o sismólogo do USGS admite que, apesar de menos potentes, as réplicas de terremotos afetam uma população já fragilizada e "aumentam a ansiedade e o medo, o que é totalmente compreensível".


Tremor na quarta

A sudoeste do Haiti, no epicentro do tremor de magnitude 5,9 sentido na manhã desta quarta-feira, cidades do interior a dezenas de quilômetros da capital mostravam um cenário de destruição igualmente desolador.

Foi o tremor mais intenso desde 12 de janeiro, quando um terremoto de magnitude 7 dizimou casas, matou mais de cem mil pessoas e deixou desabrigada parcela expressiva da população pobre. Cerca de 3 milhões de pessoas foram atingidas.

Não houve registro de novas vítimas neste último tremor, cuja intensidade divulgada mais cedo chegava a 6,1, porém mais tarde retificada.

Na pequena cidadela, uma das mais antigas do país, não houve registro de mortos, apenas casas já condenadas desmoronaram. Como em Porto Príncipe, milhares de pessoas acampavam nas ruas e uma outra incontável multidão esperava ao redor de uma clareira o Exército norte-americano distribuir água.

"O que senti foi um tremor muito parecido com o primeiro," disse Cesar Henry Robert, da Polícia Nacional do Haiti. "Fiquei assustado. Saí correndo."

As fendas nas rodovias aumentaram de tamanho. As rachaduras chegavam a uma largura de 15 centímetros da rodovia nacional, único acesso ao local. Pedras de mais de 2 metros de altura, desprendidas das encostas, bloqueavam parte da estrada.

Até mesmo o cemitério de Petit Goave virou abrigo. Homens, mulheres e crianças encontraram pouso em lápides. Ali mesmo cozinhavam e faziam suas necessidades básicas. Lixo e dejetos disputavam espaço com comida e água retirada de esgotos. Frutas eram vendidas em pequenas feiras livres, num sinal patente de que a nação devastada retoma aos poucos sua rotina sobre o entulho.

Ao contrário dos cidadãos da capital, os haitianos do interior nada pediam aos estrangeiros. Nas entrevistas, apenas lamentavam a tragédia, mas com resignação.

Em Leogone, a cerca de 50 quilômetros de Porto Príncipe, boa parte das moradias virou pó. "Estamos sofrendo, com medo. Mas isso tudo vai passar," dizia Rosa Maria, de 58 anos, em um espanhol difícil. Atrás dela, uma enorme casa havia vindo ao chão horas antes. Durante a entrevista, outro pequeno sismo, que fez a mulher arregalar os olhos e colocar a mão na testa ferida na tragédia do último dia 12.

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Governo ainda não definiu transferência

Ainda é incerta a transferência de detentos da Peni­­tenciária Central do Estado (PCE), em Piraquara, para a Penitenciária Provisória de Curitiba (PPC), o antigo Pre­sídio do Ahú. A medida foi anunciada pelo governo do estado nesta semana, depois da rebelião que destruiu grande parte da PCE na quinta-feira passada. Porém, além de a estrutura da PPC não estar em condições de receber os detentos, a remoção não pode ser feita sem autorização judicial. “Não tem nada ainda definido. Ainda não temos autorização superior para fazer a transferência”, afirma o coordenador-geral do De­­par­­tamento Penitenciário do Paraná (Depen-PR), Cezi­nan­do Vieira Paredes.

Na segunda-feira, o secretário de Estado da Justiça e da Cidadania, Jair Braga, disse que 408 presos de menor perigo seriam transferidos até ontem para o Ahú. A remoção foi remarcada para a próxima semana, depois que o sistema de esgoto da PPC for revisto.

Paredes explica que a transferência de presos para o Ahú é uma opção até que as galerias da PCE sejam reconstruídas. Até ontem, 4 das 11 alas da PCE haviam sido recuperadas. Cerca de 900 detentos continuam nos pátios da penitenciária, sob coberturas. “O pessoal da área de saúde está lá de plantão para atender aqueles que necessitam de algum remédio ou tratamento médico”, diz Paredes.

Agentes na função

O governador Roberto Requião contestou matéria da Gazeta do Povo, publicada ontem, que apontou que 14 agentes penitenciários cuidavam diretamente de 1.578 detentos no dia da rebelião. Em sua conta no site de microblog Twitter, Requião disse que “Piraquara tem 240 agentes em turnos”. O presidente do Sindicato dos Agentes Pe­­nitenciários do Paraná, Clayton Auwerter, voltou a dizer que apenas 14 funcionários cuidavam das celas no momento do motim. “Pode ter 30 na escala, mas tiram agentes para o portão de acesso, a inspetoria, o portão externo”, diz. “Tiram agentes do fundo da cadeia para atender outros setores. Isso fragiliza a segurança. Pode até haver 240 no papel, mas na prática não tem.” Fonte:Gazeta do Povo, reportagem de Jorge Olavo

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Alvaro Dias e Beto Richa entram em confronto direto

Senador rejeita que escolha do candidato tucano seja feita pelo diretório estadual; prefeito diz não temer convenção

O senador Alvaro Dias (PSDB) decidiu radicalizar e agora diz que o Diretório Estadual não tem autoridade para definir quem será o candidato tucano ao governo do Paraná nas eleições de outubro. As declarações de Dias, que disputa a indicação com o prefeito de Curitiba Beto Richa, vieram à tona na tarde de ontem, apenas dois depois da reunião da Comissão Executiva, na qual ficou definido que, caso não haja um entendimento, os 45 membros do Diretório votariam para definir o candidato no próximo dia 8.

Nas entrelinhas, o senador dá a entender que pode recorrer a cúpula nacional e até mesmo a Justiça para levar a decisão para a convenção de junho. Na bolsa de apostas tucana, especula-se que Richa teria o apoio de cerca de 40 membros do Diretório e que apenas uma intervenção da nacional poderia manter vivo o sonho de Dias de disputar o Palácio das Araucárias.

Na tentativa de ganhar tempo, o senador garante que, se não houver entendimento, o candidato só sairá em junho. “Candidatura oficial só na convenção de junho. Se não houver entendimento, só em junho. Antes disso, não há fórum legítimo para um confronto. Seria subestimar minha inteligência alguém acreditar que me submeteria a uma votação num diretório formado por eles. Seria me rotular como perfeito idiota da política brasileira. Só se me botassem uma máscara de palhaço”, dispara.

A postura de Dias apenas confirma que dificilmente os tucanos paranaenses sairão unidos do processo de escolha do candidato.Além de desautorizar os correligionários do estado, Dias ainda não confirma que apoiará a candidatura do partido, caso Richa seja ungido.

“Se não houver respeito e houver uma imposição, tenho tempo até junho, e existem outras providências que podem ser adotadas. Quando houve a prorrogação do atual Diretório Estadual no ano passado, ficou acordado que a decisão seria através de pesquisas. Não deixo de honrar meus compromissos”, afirma, em referência a manutenção do grupo capitaneado pelo deputado estadual Valdir Rossoni no comando do partido no Paraná. Caso não esteja na disputa de outubro, Dias poderia optar em apoiar, mesmo que veladamente, a candidatura do irmão, o senador Osmar Dias (PDT).
Richa, por sua vez, garante que não teme enfrentar a convenção e que está disposto a renunciar ao mandato de prefeito no próximo dia 3 de abril, mesmo sem a certeza da candidatura. “Renuncio. Não tenho medo da convenção. Acato qualquer que seja a decisão do partido. Garanto que o risco é zero de intervenção nacional no Paraná”, garante.

Surpresa – Rossoni recebeu com surpresa a informação de que Alvaro Dias não irá aceitar o resultado da votação do Diretório. O presidente lembra que o próprio senador chegou a sugerir que a reunião acontecesse no dia 22 de fevereiro, após o carnaval. “A maior prova de que ele concordou é que chegou a propor uma data para a reunião do Diretório. A maioria acabou optando pelo dia 8. Entendemos que quem passar pelo crivo do Diretório estará ungido pelo partido. A convenção é mera formalidade para atender uma determinação legal”, rebate.

Já Richa minimiza o argumento de Alvaro Dias, que garante que sua candidatura teria potencial para barrar a do irmão, o senador Osmar Dias (PDT). “O senador Osmar Dias tem negado, por reiterada vezes, esse compromisso com o senador Alvaro Dias”, comentou. Fonte: Bem Paraná, reportagem de Abraão Benício

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quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Túmulos Descobertos ao lado das Pirâmides

Autoridades dizem que descobertas mostram que os trabalhadores que construíram as pirâmides eram homens livres e não escravos. Túmulos ficam ao lado das maiores pirâmides, com mais de quatro mil anos.

Os milhares de trabalhadores que construíram as pirâmides egípcias eram homens livres, que comiam carne regularmente, eram substituídos de três meses em três meses e receberam a honra de ser enterrados à sombra dos monumentos sagrados que ergueram. Uma honra que permite agora saber mais sobre estes homens, à medida que os seus túmulos vão sendo encontrados pelos arqueólogos.

A descoberta foi revelada ontem pelo ministro da Cultura, Faruk Hosni, e pelo Conselho Supremo de Antiguidades do país. O novo conjunto de túmulos de trabalhadores data da época da quarta dinastia do Egipto, que reinou de 2575 a 2467 antes de Cristo. Foi nesta altura, há mais de quatro mil anos, que foram construídas as grandes pirâmides, lembrou o chefe do conselho, Zahi Hawass, em comunicado.

As sepulturas confirmam ainda que os trabalhadores eram homens livres contratados e não escravos, ao contrário do que pensam a maior parte das pessoas, garante o especialista em egiptologia. E de três em três meses, eram substituídos por novas equipas.

"Estes túmulos foram construídos ao lado da pirâmide do faraó, o que indica que estas pessoas não eram de forma alguma escravos", diz Hawas. As sepulturas eram apenas para os homens que morriam durante a obra, acrescenta.

Os restos encontrados mostram que as cerca de 10 mil pessoas que trabalhavam na construção das pirâmides recebiam todos os dias 21 cabeças de gado bovino e 23 ovelhas, enviadas de quintas no Norte e Sul do Egipto para alimentar a força de trabalho. Os agricultores que contribuíam ficavam isentos de impostos, explica Hawass.

Os túmulos dos trabalhadores eram construídos com tijolos de barro e depois cobertos com estuque branco, provavelmente para imitarem os dos cidadãos mais ricos, feitos de calcário. Os primeiros foram descobertos em 1990, acidentalmente, quando um cavalo tropeçou numa estrutura de tijolo afastada da área principal do complexo funerário.

A descoberta é importante porque revela outro lado do Egipto - o das classes mais baixas - que não é visível nos monumentos dedicados a faraós, nobres e sacerdotes, explicou Salima Ikram, professora de Egiptologia na Universidade Americana do Cairo, à agência AP. Fonte: Diário de Notícias Ciência

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Transferência de presos da PCE para Ahu segue indefinida

Presído do Ahu vai receber detentos. Não se sabe quando. Pode ser hoje - Foto: Átila Alberti

Continua incerto o futuro dos presos da Penitenciária Central do Estado (PCE). Nem mesmo a Secretaria da Justiça sabe quando 300 internos serão removidos para o antigo presídio do Ahu. Os detentos permanecem no pátio da unidade, sob vigilância de agentes penitenciários e policiais militares.

Apenas duas, das 14 galerias da PCE, foram liberadas e voltaram a alojar 400, dos cerca de 1.500 presos. Na manhã de hoje, outras duas galerias deverão ser reocupadas.
Na tarde de ontem, familiares de presos, que permanecem em frente à PCE em busca de informações, relataram ter ouvido tiros e gritaria. Porém, a polícia não se manifestou sobre o motivo da confusão.

Investigações

O Centro de Operações Policiais Especiais (Cope) ouve testemunhas para apurar as responsabilidades da rebelião. Enquanto isso, o Governo do Estado afirma que o motivo foi confronto entre facções rivais, que teria sido facilitado por agentes penitenciários.

Por outro lado, o presidente do Sindicado dos Agentes Penitenciários do Paraná, Clayton Agostinho Auwerter, diz que a rebelião só foi possível por causa da determinação do governo de retirar policiais militares do interior da PCE.

Perigo

Ontem, surgiram rumores que presos do Centro de Detenção Provisória (CDR), em Maringá, e da Penitenciária Estadual de Londrina (PEL), estariam ameaçando quebradeiras. Eles estariam exigindo transferência para outras cidade ou estados, as mesmas reivindicações feitas pelos detentos da PCE.
Vítimas

Três, dos seis mortos na rebelião, permanecem sem identificação no Instituto Médico-Legal. Já foram identificados Orlando Quartarolli, 24 anos, e Alexandre Carlos Simões, 21, que morreram no motim, e Carlos Alexandre Caetano, 30, que morreu no Hospital do Trabalhador, vítima das agressões sofridas durante a rebelião.

O delegado Osmar Feijó, da delegacia de Piraquara, ainda aguarda a recontagem e a identificação dos presos que restaram na PCE para confirmara se há mais mortos. Fonte: Paraná Online, reportagem de Marcelo Vellinho

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EUA ampliam forças e preveem ter 12 vezes mais militares que o Brasil no Haiti

O Departamento de Defesa dos Estados Unidos anunciou nesta quarta-feira que enviará mais 2.000 fuzileiros navais para o Haiti, desviando tropas que estavam a caminho do golfo Pérsico e da África. Os EUA estimam que terão um total de 16 mil militares no Haiti e na costa do país até o fim de semana, trabalhando no auxílio a vítimas do terremoto do dia 12. O número atual já suplanta os cerca de 9.000 militares da Força de Paz das Nações Unidas, a Minustah, responsável pela segurança no país, e os reforços previstos deixarão os EUA com mais de 12 vezes o contingente brasileiro, o maior da missão.

Oficiais da Marinha americana informaram nesta que o grupo de três navios USS Nassau Amphibious Ready zarpou na segunda-feira rumo ao destino prévio, mas foi desviado para o Haiti, para ajudar no esforço humanitário após o terremoto.


O grupo é formado por fuzileiros do Estado da Carolina do Norte, e deve unir-se a um grupo de outros 2.000 em seu caminho para o Haiti, aonde pode chegar já nesta quinta-feira. O primeiro grupo de cerca de 2.000 fuzileiros navais já está na costa do Haiti e desembarcou pela primeira vez nesta terça-feira.

Um funcionário do Pentágono diz que há cerca de 11.500 militares americanos no Haiti ou em navios na costa do país, incluindo um porta-aviões nuclear, número que deve ficar próximo de 16 mil até o fim de semana.

O Conselho de Segurança da ONU também aprovou nesta terça-feira o envio de mais 3.500 homens para a missão de paz no Haiti. O Senado brasileiro marcou para a próxima segunda-feira (25) a votação de um pedido do ministro da Defesa, Nelson Jobim, que que prevê o envio de mais 1.300 militares e 150 policiais do Exército ao Haiti. Há atualmente cerca de 1.200 militares brasileiros na Minustah.

Nesta quarta-feira, o navio-hospital americano Comfort, da Marinha americana, ancorou na costa de Porto Príncipe, com cerca de 550 profissionais de saúde, somando-se a equipes de cerca de 30 outros países que tentam tratar os feridos. Cerca de 250 mil pessoas ficaram feridas no terremoto e grupos de ajuda dizem que muitas pessoas têm morrido por falta de cuidados médicos ou equipamentos adequados.

O Comfort conta com 1.000 leitos e capacidade para atender desde feridas leves a operações complexas. Ele participou de missões humanitárias no Haiti em abril, quando promoveu serviços médicos gratuitos.

Oito hospitais, a metade deles de campanha, estão funcionando atualmente em Porto Príncipe. O terremoto de 12 de janeiro causou pelo menos 75 mil mortos e 250 mil feridos, segundo autoridades haitianas. Entre os brasileiros, foram confirmadas 21 mortes --incluindo 18 militares da Minustah.

"Não se sabe com precisão quantos pacientes estão aqui. Milhares, possivelmente muito mais. O número aumenta cada vez que se abre uma nova unidade médica", disse nesta quarta-feira na capital haitiana o coronel americano Richard Ellison.

O secretário de Defesa americano, Robert Gates, ordenou também nesta quarta-feira o envio ao Haiti de uma embarcação especializada em limpeza de portos, informou a agência de notícias das Forças Armadas. A foi tomada depois que mais um tremor, de 6 graus na escala Richter, atingiu o país na manhã desta quarta-feira.

Nos últimos dias, cresceram os desentendimentos entre ONGs e as autoridades internacionais e as críticas ao papel de liderança assumido pelas forças americanas, que controlam o aeroporto de Porto Príncipe desde semana passada. As autoridades dos EUA e da ONU negam problemas e dizem que a divisão de tarefas é clara, com os americanos a cargo da ajuda humanitária e distribuição, podendo eventualmente atuar em autodefesa.

Mas o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, principal crítico de Washington na América Latina na atualidade, acusou os EUA de ocuparem o Haiti sob pretexto de prestarem ajuda. Em visita ao Haiti, nesta terça-feira, o vice-presidente da Bolívia, Álvaro García Linera, disse que os EUA pretendem estabelecer uma presença militar permanente no Haiti, dentro de uma estratégia para "controlar o continente".
Fonte: Folha Online, com Associated Press, France Presse e Efe

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Rebelião na PCE - Jornal da Massa 19 janeiro 2010 - Rede Massa

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Médicos Sem Fronteiras acusam EUA por atrasos na ajuda ao Haiti

Uma das principais organizações humanitárias da França acusou nesta quarta-feira os Estados Unidos de prejudicarem as operações de auxílio no Haiti e de causarem graves atrasos para os médicos que tentam levar ajuda vital às vítimas do terremoto deste mês.

Françoise Saulnier, diretora jurídica dos Médicos Sem Fronteiras, disse que vários dias foram perdidos porque o principal aeroporto de Porto Príncipe, agora sob controle dos EUA, foi bloqueado para o tráfego militar. "Perdemos três dias", afirmou ela à TV Reuters. "E esses três dias criaram um enorme problema de infecções e gangrenas, com amputações que agora são necessárias, enquanto poderíamos realmente ter poupado isso a essa gente."

A entidade, criada em 1971 por um grupo de jornalistas e médicos, entre os quais o atual chanceler francês, Bernard Kouchner, queixou-se de que cinco aeronaves levando 85 toneladas de medicamentos e suprimentos cirúrgicos foram barradas no aeroporto de Porto Príncipe desde domingo (17) à noite.

O secretário francês da Cooperação Internacional, Alain Joyandet, queixou-se no fim de semana às autoridades dos EUA depois que um avião da França com ajuda humanitária foi impedido de pousar na capital haitiana. Mas a presidência francesa minimizou o incidente, dizendo que o governo estava satisfeito com o grau de cooperação com os EUA.

Os EUA levaram ou estão levando cerca de 12 mil soldados ao Haiti por causa do terremoto do dia 12, que matou até 200 mil pessoas e deixou cerca de 3 milhões de feridos e desabrigados.

Saulnier declarou que a situação dos cirurgiões que atuam no Haiti está extremamente difícil, e que as equipes de auxílio foram obrigadas a comprar equipamentos improvisados nos mercados locais para serrar ossos. "Está simplesmente apocalíptico no momento, com pessoas em péssima situação e uma condição em deterioração", disse ela, acreditando que houve uma "verdadeira má gestão de questões vitais".

"Você tem os primeiros três dias para tentar tirar as pessoas dos [escombros de] edifícios, outros três para lhes dar atenção médica e cirúrgica, e então todo o resto, emergências, comida, abrigo, água --tudo vem depois disso", afirmou.

"E, agora, tudo foi misturado e a atenção urgente e vital ao povo foi adiada [por causa da] logística militar, que é útil, mas não no terceiro dia, não no quarto dia, mas talvez no oitavo dia. Esta logística militar realmente congestionou o aeroporto e levou a esta má gestão." Fonte: Reuters, reportagem de Morade Azzouz

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Presídio do Ahu receberá 300 presos da PCE

Instalações de água e esgoto, já desligadas, serão preparadas para receber os “novos” moradores - Foto: Roberto Corradini/Secs - Arquivo

Quase três dias depois da rebelião que resultou na morte de seis detentos e deixou a Penitenciaria Central do Estado completamente destruída, foi confirmada a remoção de 300 presos, de menor periculosidade, para as celas desativadas do “Presídio do Ahu”. Os demais serão transferidos para outras penitenciárias do Estado e somente 300 deverão ficar na PCE.

De acordo com o secretário estadual da Justiça, Jair Ramos Braga, todas as portas e algumas grades das alas da PCE foram arrancadas. “Não é simples recolocar uma porta daquelas, precisaremos de tempo para deixar a penitenciaria em condições de abrigar os presos novamente”, explicou. Segundo a assessoria de imprensa da Secretaria, a transferência pode ser transferida para amanhã.

A Prisão Provisória de Curitiba (PPC), nome oficial do Presídio do Ahu, estava sem desocupada desde 11 de julho de 2006, quando os últimos presos foram transferidos para o Centro de Detenção e Ressocialização (CDR), em Piraquara. Para receber os 300 detentos, o local passa por manutenção, pois desde a sua desativação, o sistema de esgoto, água e segurança haviam sido cancelados.

Sexto

Na tarde de ontem, foi confirmada a morte de mais um detento da PCE, ele estava internado, vítima de agressão. Seu nome não foi informado. Cinco morreram durante o motim, três deles carbonizados e não identificados, os outros dois são Orlando Quartarolli e Alexandre Carlos Simões. Oito detentos ficaram feridos e foram socorridos pelo Siate.

O motim começou na noite de quinta-feira, depois que os presos fizeram três agentes penitenciários reféns. Dos cerca de 1.500 detentos da PCE, aproximadamente 1.200 se envolveram, de alguma forma, no conflito. A rebelião terminou na tarde de sexta-feira, quando os presos se renderam e libertaram os reféns.
Quem vai cuidar dos presos?

Márcio Barros

Para o presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários do Paraná, Clayton Agostinho Auwerter, o maior problema não é a transferência dos presos para outras unidades, mas quem vai cuidar deles. “Se, na PCE, vão continuar 300 presos, vamos ter que manter agentes trabalhando lá. Quem serão os agentes que vão para a PPC?”

Ele comentou que, se cerca de 900 presos serão redistribuídos a outras unidades, haverá acúmulo de serviço e serão necessários mais agentes nesses locais. “Não podemos concordar que os presos fiquem ao relento, no pátio da PCE, tanto pela saúde deles quanto pela segurança. No entanto, nossa função é salvaguardar a vida dos agentes, e vamos lutar por isso”, afirmou.
Ele pretende se reunir com o secretário de Justiça para entender os detalhes dessas iniciativas que estão sendo tomadas, que segundo ele, só pensam em solucionar os problemas do Estado, e esquecem do trabalhador.
Troca de acusações

Márcio Barros e AEN

Em sua agência de notícias, o Governo do Estado, confirmou que o confronto entre presos de facções rivais é apontado como o principal motivo da rebelião e pode ter sido facilitado.
As suspeitas recaem sobre agentes penitenciários ou chefe de segurança. Foi determinada a abertura de inquérito para apurar responsabilidades e o Centro de Operações Policiais Especiais (Cope) assumiu as investigações.

De acordo com a matéria divulgada pela Agência Estadual de Notícias, os agentes pressionam o governo para que atenda às reivindicações do sindicato, como porte de arma, “dentro e fora do presídio”, e mudança de escala de trabalho, em que trabalhariam oito dias por mês e folgariam 22.

Contestação

A suspeita foi contestada por Clayton Ele disse que a rebelião só aconteceu por causa da retirada de policiais militares da guarda interna do presídio. Clayton também afirmou que enviou ofício à Ordem dos Advogados do Brasil, sobre a preocupação com a medida da Secretaria da Segurança Pública. “Se nós estávamos avisando sobre o perigo de rebelião, como iríamos ajudar os presos?”

O secretário da Segurança Pública, Luiz Fernando Delazari, porém, garantiu que a rebelião não tem nenhuma ligação com a retirada de 20 policiais militares da PCE. “Dos 82 policiais que estavam na unidade permaneceram 62, porque estudos comprovaram que o número seria suficiente.” Fonte: Paraná Online, reportagem de Márcio Barros

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Richa vence Alvaro, por 39 a 6 no diretório estadual do PSDB

Abaixo você vê a lista dos 45 membros do diretório estadual que votarão no próximo dia 8 de fevereiro para escolher o candidato do PSDB ao governo do Paraná. Os analistas credenciados no ninho acreditam que dos 45 votos, Alvaro Dias fará no máximo 6 votos. O do próprio Alvaro e os de Amauri Escudero, Luiz Carlos Hauly, Edson Gradia, Hélio Duque e Pedro Wosgrau. Confira:

1 Ademar Traiano
2 Affonso Camargo
3 Wagner Oganauskas
4 Alvaro Dias
5 Amauri Escudero
6 Antonio Leonel Poloni
7 Beto Richa
8 Carlos Beal
9 Cesar Herwig
10 Edson Gradia
11 Alberto Garcez Duarte Filho
12 Eleonora Bonato Fruet
13 Euclides Scalco
14 Hamiltom Serighelli
15 Fernando Ghignone
16 Flávio Antunes
17 Gustavo Fruet
18 Hélio Duque
19 Hussein Bakri
20 Alfredo Kaefer
21 Joel Coimbra
22 Joelci Lamel
23 José Carlos Campos Hidalgo
24 José Francisco Bührer
25 José Olegário Ribeiro Lopes
26 José Richa Filho
27 Juraci Barbosa Sobrinho
28 Cristiano Hotz
29 Lourenço Fregonese
30 Luis Carlos de Carvalho
31 Luis Malucelli Neto
32 Luiz Adyr Gonçalves Pereira
33 Luiz Carlos Hauly
34 Luiz Carlos Romancini
35 Luiz Fernandes Litro
36 Luiz Accorsi
37 Miltinho Puppio
38 Orlando Agulham
39 Pedro Wosgrau Filho
40 Rui Hara
41 Silas Barbosa
42 Valdir Rossoni
43 Vanderlei Crestani
44 Walmor Trentini
45 Líder da Bancada na Assembléia

Fonte: Blog do Fábio Campana

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Jornal da Massa de 18 janeiro 2010, Rebelião na PCE. De quem é a culpa? - Rede Massa

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Mil estão no pátio da PCE

Cerca de mil presos permanecem há quatro dias no pátio da Peniten­ciária Central do Estado (PCE), palco da rebelião da última quinta-feira, que deixou seis mortos e oito feridos. Aproximada­mente 450 detentos já estão em duas galerias, liberadas após a vistoria da Polícia Militar. Atual­mente, os encarcerados têm livre fluxo nos corredores, pois 90% das portas das celas foram destruídas e somente serão trocadas após a acomodação dos presos nas alas. “Eles estão em uma condição difícil, que precisa ser resolvida com a máxima urgência”, afirma o presidente da Ordem dos Advo­gados do Brasil Seção Paraná (OAB-PR), José Lucio Glomb.

A OAB não recebeu queixa ou denúncia sobre maus-tratos ou abuso de força policial, apesar da reclamação de parentes que estão à frente da PCE (informados via celular pelos detentos). Na primeira vistoria no presídio, na madrugada de sexta-feira para sábado, os policiais encontraram 300 armas artesanais, mas nenhum telefone celular. Esses parentes se desesperavam a cada tiro de borracha disparado. Segundo a comissão da OAB, os disparos são usados para contenção e para auxiliar na colocação de detentos em galerias. “A ocorrência eventual de tiros não me causa espanto. Não quero justificar a ação dos outros, mas é um ato de quem tem o dever de cuidar da vigilância”, afirma Glomb.

Ahú
Moradores são contra a volta

Os moradores da região estão temerosos com a reativação do Presídio do Ahú, oficialmente co­­nhecido como Penitenciária Provisória de Curitiba. O principal medo é que a estadia temporária dos presos da Penitenciária Central do Estado (PCE) se torne definitiva. “Qual é o conceito de temporário do governo? A permanência, em vez de três meses, pode se estender para cinco anos”, afirma o taxista César Bueno, que reside a uma quadra do presídio. Re­­beliões, como a da semana passada, tiram o sono dos vizinhos. “Na teoria, a recolocação de presos não muda nada, porque quem está lá dentro não consegue sair. E o barulho também não me incomoda. Mas e se der uma zebra que vai trazer transtorno para toda a região?”, questiona Márcio Machado, engenheiro em segurança do trabalho, que vive a cerca de 50 metros da prisão. “Presídios não devem estar no meio de uma cidade. Se acontece alguma coisa e alguém escapa, é muito perigoso devido à aglomeração de pessoas”, pondera Bueno. (VB)

Outros 400 detentos devem ser transferidos para o Presídio do Ahú, em Curitiba, na próxima se­­mana. Inicialmente prevista para ontem ou hoje, a transferência foi adiada em função das reformas estruturais nos sistemas elétrico, hidráulico e de esgoto, além da colocação de colchões e outros objetos. “O Ahú ainda precisa de alguns equipamentos, de uma vistoria na iluminação externa, que carece de orçamentos”, diz o coordenador-geral do Departamento Penitenciário do Paraná (Depen-PR), Cezinando Paredes.

Outra dificuldade para a liberação da Penitenciária Provisória de Curitiba, nome oficial do Ahú, está no deslocamento de agentes penitenciários e funcionários para prestar outros serviços, como a limpeza. A Secretaria de Estado da Justiça havia informado, em um primeiro momento, que 180 agentes e outros 30 profissionais seriam deslocados de outros estabelecimentos. O número, no entanto, é considerado elevado, pois na PCE existem 130 agentes para 1,5 mil presos. A definição depende de dois aspectos: a arquitetura do presídios e a aglomeração de detentos. Quanto maior a concentração dos presos, menor o número de agentes necessários.

Para o presidente da OAB-PR, falta atenção ao problema das unidades prisionais. “A rebelião e suas consequências decorrem da falta de atenção para o problema. A Penitenciária Central precisa de reformas há algum tempo”, critica. Segundo o governo do estado, houve ampliação de 123% no número de vagas no Sistema Penitenciário nos últimos sete anos, de 6.529, em 2003, para 14.568 – surgiram 12 novos estabelecimentos no período. O au­­mento, no entanto, se mostrou insuficiente para superar o déficit histórico, ocasionando a reativação do Presídio do Ahú depois de três anos fechado, pois todas as outras penitenciárias estão lotadas. Fonte: Gazeta do Povo, reportagem de Vinicius Boreki

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Agentes do PR têm sobrecarga

Antônio Alves foi um dos agentes mantidos como refém na PCE: “Estouraram uma das portas e vieram para cima de nós com estoques e pedaços de pau.” - Foto:Giuliano Gomes/Gazeta do Povo

Antônio Alves foi um dos agentes mantidos como refém na PCE: “Estouraram uma das portas e vieram para cima de nós com estoques e pedaços de pau.”

O ideal é manter um profissional para cada grupo de cinco presos, mas média no estado é de um para 6,8. No dia da rebelião da PCE, havia um servidor para cada 112 detentos

O sistema prisional do Paraná tem uma média de 6,8 presos sob a responsabilidade de cada agente penitenciário. Os dados são do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária (CNPCP), órgão ligado ao Ministério da Justiça, e indicam que o número de agentes penitenciários está abaixo do ideal. O conselho estabelece que cada profissional deveria zelar por, no máximo, cinco presos. Até o primeiro semestre do ano passado, no último levantamento realizado, eram 23.263 os presos custodiados no estado, para 3.417 agentes.

Na prática, porém, a relação preso/agente é ainda maior. Na quinta-feira da semana passada, dia da rebelião na Penitenciária Central do Estado (PCE), em Pira­quara, eram 30 agentes trabalhando, e apenas 14 lidando diretamente com os 1.578 presos da unidade. Cada agente, portanto, estava responsável por 112 detentos. “É óbvio que faltam agentes, por isso a Polícia Militar ali servia para manter um equilíbrio. Quando ela saiu, veio a revolta”, diz o presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários do Paraná, Clayton Auwerter. Segundo os dados do Conselho de Política Criminal, 40 policiais militares reforçavam a segurança nos presídios paranaenses. No Rio Grande do Sul, com uma população carcerária de 28.619 detentos, 537 PMs auxiliam o trabalho nas penitenciárias.

Tensão

Ontem, o sindicato promoveu uma entrevista para que os agentes que foram mantidos reféns durante a rebelião fossem ouvidos pela imprensa. Abalada e com medo, a maioria dos agentes não compareceu. Apenas o agente penitenciário Antônio Luiz Alves falou. Alves disse que foi rendido, junto com outros três colegas, quando o grupo fazia a contagem de presos em uma das galerias da PCE. “Até o 20.° cubículo (cela) estava tudo bem. Foi quando eles estouraram uma das portas e vieram para cima de nós com estoques e pedaços de pau.”

O agente disse que tentou fu­­gir, mas foi impedido pelos pre­sos. “Passou um filminho na minha cabeça. Era uma situação de muita tensão”, comentou. Com hematomas nos olhos, na cabeça, braço e costas, ele afirmou que a presença da Polícia Militar garantia mais segurança ao trabalho. “Uma rebelião ocorre por uma série de fatores. Mas em nove anos que a PM esteve lá, não tinha acontecido mais coisas desse tipo. Bastou eles saírem para isso se repetir.”

A cúpula do governo do estado nega que a saída dos policiais seja uma das causas da rebelião. O governador Roberto Requião declarou que havia índicios de que a revolta dos detentos foi facilitada pelos próprios agentes penitenciários, que teriam misturado presos de facções rivais nas mesmas galerias. O ato seria uma forma de protesto contra as condições de trabalho no local. O governador determinou a abertura de inquérito policial no Centro de Ope­rações Policiais Especiais (Cope), da Polícia Civil, para apurar as causas da rebelião.

Já o presidente do Sindicato disse que a categoria também quer apurar as responsabilidades sobre o ocorrido. Sobre a declaração do governador, Clayton limitou-se a dizer que “quem acusa tem de provar.”

Segundo ele, o próprio secretário de Estado da Justiça, Jair Ra­­mos Braga, sabia que com poucos agentes penitenciários e sem a Polícia Militar na PCE o risco de uma rebelião era iminente. “Há um ofício do secretário de Justiça para o secretário de Segurança pedindo que os policiais continuem ali e um outro, depois da saída dos mesmos, pedindo que eles retornem.” Ontem, o secretário de Justiça passou a tarde em reunião.

Proposta
PEC cria polícia penal

A Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 308-04 é uma das apostas dos agentes penitenciários para melhorar o sistema prisional brasileiro. A PEC cria a figura da polícia penal, que faria o trabalho de monitoramento e guarda dentro dos presídios, mas também seria responsável pela recaputura de presos e pelo serviço de inteligência dentro das penitenciárias. Com a PEC, os agentes poderiam utilizar armas de fogo e teriam autonomia para realizar prisões. “A Polícia Militar voltaria para as ruas e nós teríamos muito mais autonomia para trabalhar”, diz o presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários do Paraná, Clayton Agostinho Auwerter.

Segundo ele, nesta e na próxima semana deverá haver reuniões de agentes de todo o Brasil, promovidas pela Federação Nacional dos Agentes Penitenciários. Os encontros serão realizados em São Paulo e servirão para que a categoria defina estratégias de pressão junto aos parlamentares. “Houve uma promessa do Michel Temer (presidente da Câmara dos Deputados) de que colocaria a PEC em votação no final do ano. Isso não ocorreu. Vamos cobrar.” (GV)Fonte: Gazeta do Povo, reportagem de Vinicius Boreki

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Princípio de tumulto agita a tarde na Penitenciária de Piraquara

Durante a limpeza de algumas alas menos afetadas na rebelião da semana passada, alguns detentos teriam se recusado a entrar nas galerias e houve princípio de conflito

Um princípio de tumulto teria agitado a Penitenciária Central do Estado (PCE), em Piraquara, na tarde de ontem. Durante a limpeza de algumas alas menos afetadas na rebelião da semana passada, alguns detentos teriam se recusado a entrar nas galerias e houve princípio de conflito, que logo foi disperso por policiais militares. Para conter o tumulto, até tiros foram disparados para cima. Testemunhas que estavam nos arredores do presídio contaram pelo menos dez disparos. Com os tiros, a PM conseguiu fazer com que os presos entrassem nas alas.

O presidente da Associação Paranaense de Advogados Criminalistas (Apacrimi), Heitor Fabreti Amante, informou que esposas de clientes, presos na Penitenciária Central do Estado, teriam fotos de detentos agredidos, além de imagens de munições e cartuchos de armas letais que teriam sido usadas pela PM para conter os presos. “Muitos presos estão nus no pátio sem poder entrar nas galerias”, afirmou Amante.

Procurada pela reportagem do Jornal do Estado, a assessoria da PM informou que os assuntos referentes à PCE devem ser tratados com o Departamento Penitenciário do Paraná (Depen). A assessoria de imprensa da Secretaria de Estado da Justiça e da Cidadania, responsável pela Depen, não foi encontrada para informar sobre a atual situação na penitenciária, nem sobre o ocorrido na tarde de ontem.

A situação na maior penitenciária do Paraná ainda é tensa desde a rebelião que ocorreu na sexta-feira passada, quando seis detentos acabaram mortos no motim. A rebelião já era prevista horas antes pelo presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários do Paraná (Sindarspen), Clayton Auwerter. “Mesmo com o término da rebelião, o presídio continua a ser uma bomba relógio que pode explodir novamente”, alerta Auwerter.

A polêmica sobre o que gerou o motim ainda está longe de acabar. Enquanto que o Sindarspen afirma que a retirada de policiais militares de dentro da penitenciária originou a rebelião, o governador do Paraná, Roberto Requião, informou na segunda-feira que seria instaurado um inquérito para apurar se os agentes teriam aberto as portas das celas a fim de provocar um confronto entre facções rivais. O motivo, segundo o governo do Estado, seria chamar atenção para que os agentes pudessem portar armas dentro da penitenciária.

Como a PCE estaria parcialmente danificada, cogita-se transferir parte dos presos para a antiga prisão provisória do Ahu, desativada desde 2005. Ontem, os agentes feitos reféns durante a rebelião falaram em coletiva com a imprensa, e expuseram os momentos de tensão que viveram. Fonte: Bem Paraná

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terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Reflexão

“Se alguém tiver recursos materiais e, vendo seu irmão em necessidade, não se compadecer dele, como pode permanecer nele o amor de Deus? Filhinhos, não amemos de palavra nem de boca, mas em ação e em verdade”
1 João 3.17-18

“Ai dos que decretam leis injustas, e dos escrivães que escrevem perversidades” Isaías 10.1

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Fome pela certeza absoluta - Por Daniel Grubba

Geralmente quando vamos apresentar os principais conteúdos da fé cristã aos não-cristãos somos levados a um beco sem saída por afirmações como “Só acredito se você me provar”. Mas por que exatamente as pessoas tem tanta fome pela certeza absoluta? Será que não estão fundamentando suas vidas numa fé cega acerca do conhecimento científico?

Não precisamos ser necessariamente especialistas em Filosofia da Ciência para chegar a conclusão de que a fome pela certeza absoluta e a constante exigência de provas e evidências está fundamentada em frágeis pressupostos. Isto é, pressupõe-se que a ciência pode nos explicar tudo e nos dar sempre certezas absolutas. Alister Mcgrath, professor da Universidade de Oxford, entende que:

"A maior parte das pessoas tem uma concepção popular e mítica da ciência, que pouca relação guarda com a realidade. Para tais pessoas, a ciência é capaz de desvelar os mistérios do mundo, pondo a descoberto as leis e os princípios com uma certeza absoluta".

A cosmovisão cientificista afirma que “tudo é explicado pela ciência” ou que "não há verdades além das verdades científicas". No entanto, basta apenas um pouco de raciocínio lógico para mostrar que estas afirmações cientificistas são auto-refutáveis, e portanto, necessariamente falsas. Isto é, proposições como "tudo é explicado pela ciência" não podem ser justificadas cientificamente, e portanto, não conseguem satisfazer as exigências da própria cosmovisão cientificista. Em outras palavras, isto significa que o cientificismo para ser verdadeiro, tem que necessariamente rejeitar suas próprias pressuposições (pois não se tratam de assuntos científicos), ou então, precisa afirmar que as conclusões da ciência são mais certas do que as pressuposições usadas para justificar as conclusões, o que é um absurdo.

W.L. Craig no debate com o químico Prof. Peter Atkins foi confrontado num dado momento com o argumento extremamente cientificista de que a ciência é onipotente, e por isso, tão somente a ciência pode nos explicar todas as coisas. Na ocasião, Craig expôs a fragilidade desta "crença" apresentando pelo menos quatro problemas para as quais a ciência não tem resposta, e que mesmo assim as aceitamos racionalmente sem o aval científico. Vejamos:

1) A ciência não pode provar as verdades lógicas e metafísicas. A ciência apenas as pressupõe, uma vez que tentar prová-las desembocaria fatalmente um raciocínio circular.

2) A ciência não pode provar os valores éticos e os juízos de valor. Por exemplo, não podemos provar cientificamente que o atos de crueldade praticados pelos cientistas nazistas nos campos de concentração são moralmente errados.

3) A ciência não pode provar os valores estéticos. Não temos como determinar através do método cientifico o que é belo ou o que constitui uma obra de arte.

4) E por fim, a própria ciência não pode ser justificada cientificamente. A ciência é permeada por pressupostos que não podem ser provados cientificamente, como o princípio da uniformidade.

Assista abaixo o trecho do debate em que Craig demonstra a incoerência interna do cientificismo do Dr. Atkins.



Fonte: [ Soli Deo Gloria ]

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Reportagem Paraná TV 2ª Edição - RPC TV - Volta do Ahu

Depois da rebelião em Piraquara, governo decide reativar o presídio do Ahu e acusa agentes penitenciários de provocarem o incidente

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Reportagem Ric Notícias 2ª Edição da RIC TV - Rede Record - 15/01/2009 - Rebelião na PCE

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Reportagem Balanço Geral da RIC TV - Rede Record - 15/01/2009 - Rebelião na PCE

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PSDB deve escolher Richa como candidato

Beto Richa e Alvaro Dias depois da reunião do PSDB - Foto de Pedro Rodrigues Neto

Partido irá definir quem vai concorrer ao governo até 8 de fevereiro. Única chance de Alvaro Dias é que haja “intervenção” da cúpula nacional da legenda

A reunião de ontem da executiva estadual do PSDB paranaense não foi suficiente para selar um acordo entre os dois pré-candidatos do partido para a disputa ao governo do estado na eleição de outubro. Nem o prefeito Beto Richa nem o senador Alvaro Dias abriram mão de concorrer no pleito. Diante do impasse, ficou agendado um encontro do diretório estadual para o dia 8 de fevereiro – data em que será definido, impreterivelmente, o nome do candidato do PSDB que vai disputar a eleição para governador. Richa, porém, largou na frente e só não deve ser o candidato tucano se houver uma imposição do nome de Alvaro pela direção nacional do partido.

Com ampla preferência pelo prefeito, membros da executiva estadual apostam que o senador irá desistir da disputa interna. “A saída dele (Alvaro) é ter um entendimento com o Beto, porque se ele for para a disputa (do voto dos membros do diretório estadual), ele perde”, disse um integrante da direção estadual do partido.

O próprio Alvaro reconhece que o PSDB no Paraná está ao lado do prefeito. “Aqui já é conhecida a posição da diretoria. Ela foi composta pelo grupo do prefeito Beto. Que a preferência da diretoria é pela candidatura do Beto é um fato amplamente conhecido, mas o partido é composto por militantes e filiados em todo o estado”, afirmou o senador ao sair da reunião.

Para “equilibrar” a disputa com o prefeito de Curitiba pela preferência dentro do partido, Alvaro vem articulando o apoio da cúpula nacional do PSDB. Isso ficou claro quando ele foi questionado ontem, logo após a reunião, sobre os resultados concretos do encontro. “Vamos buscar um entendimento e aguardar a visita do (senador) Sérgio Guerra (presidente nacional do partido) para que ele possa conduzir esses entendimentos”, respondeu.

Alvaro aposta que será o escolhido pela direção nacional com base no fato de que, se for ele o candidato do PSDB, o irmão, senador Osmar Dias (PDT), desistiria de disputar o governo e tentaria a reeleição para o Senado. “Sendo o Beto o escolhido, ele vai concorrer com o Osmar numa eleição muito apertada”, explica Alvaro.

Além disso, Osmar provavelmente fecharia uma aliança com o PT no caso de Richa ser o candidato. Isso daria um palanque forte para a pré-candidata do PT à Presidência, a ministra Dilma Rousseff. Sem Osmar no páreo, o palanque de Dilma no Paraná ficaria enfraquecido, beneficiando o candidato tucano ao Palácio do Planalto, José Serra.

Discurso da legitimidade

Já Richa deu entrevistas em tom diplomático. “A reunião foi muito boa. Houve espaço para todos os presentes darem sua opinião”, disse o prefeito.

Apesar disso, o grupo pró-Richa já adota o discurso da legitimidade que o diretório estadual tem no processo da escolha do candidato. “A decisão do diretório estadual será respeitada pela executiva nacional. A decisão será aqui do Paraná”, disse o presidente estadual do PSDB, deputado Valdir Rossoni, que não esconde a preferência pela candidatura de Beto Richa.

Em pelo menos uma coisa Richa e Alvaro concordaram e saíram da reunião com um discurso uniforme: respeitar a escolha do partido, permanecer unido seja qual for o candidato escolhido. Fonte: Gazeta do Povo, reportagem de Karlos Kohlbach

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Mais sobre a transferência de presos da PCE no infográfico da Gazeta do Povo, clique sobre a imagem para ampliar


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Destruição da PCE leva governo a reativar o Ahú

A centenária Prisão do Ahú: depois de readequações, especialmente no sistema de esgoto, presídio voltará a receber detentos Passo atrás - Foto:Márcio Machado

Presídio deixou de ser utilizado em agosto de 2006 e plano do governo é instalar Centro Judiciário no local; 408 presos serão transferidos

Além de deixar seis mortos, oito feridos e um conflito entre as se­­cre­tarias estaduais da Segurança Pública (Sesp) e da Justiça e da Cidadania (Seju), a rebelião ocorrida na Penitenciária Central do Estado (PCE), em Piraquara, na quinta-feira da semana passada, resultou na reativação do antigo presídio do Ahú, em Curitiba, que não era usado desde 31 de agosto de 2006. Segundo o governo do estado, 408 presos de me­­nor perigo devem ser transferidos para a unidade entre hoje e amanhã.

A indefinição sobre a data se deve à necessidade de readequações estruturais, especialmente no sistema de esgoto. Depar­tamento Penitenciário do Estado do Paraná (Depen-PR) e Seju, no entanto, garantem a segurança do já centenário estabelecimento, inaugurado em 1909 e com capacidade para 750 detentos. O plano do governo do estado é instalar no local o Centro Judi­ciário, que irá abrigar as varas de primeiras instância da Justiça em Curitiba.

“A Penitenciária Central está completamente destruída. Por isso pensou-se no Ahú para colocar 408 presos temporários. Ela necessita apenas de reparos estruturais, sanáveis de imediato”, afirma Jair Ramos Braga, secretário de Estado da Justiça e da Cidadania. Outros 200 detentos devem ser levados à Peni­tenciária Estadual de Piraquara e ao Centro de Detenção e Ressocia­lização de Piraquara. O tempo de permanência nos novos locais não está definido, mas deve variar de dois a três meses. “Estamos colocando as portas nas galerias. Essa reforma deve ser concluída entre 60 e 90 dias”, diz Cezinando Paredes, coordenador-geral do Depen-PR.


Para o uso do Presídio do Ahú, são necessários pelo menos 180 agentes penitenciários e 30 funcionários para serviços gerais. A solução encontrada pelo secretário é o remanejamento de servidores do interior do estado e da capital. Além da situação excepcional, a transferência se torna uma questão de segurança para alguns presos. “Entendo que ninguém goste de ter uma penitenciária como vizinha. Mas se trata de uma situação de emergência para restabelecer a ordem na PCE e garantir a segurança desses detentos”, diz Ramos Braga. “Caso contrário, se ficarem juntos com os outros, serão mortos”, acrescenta.

Reconstrução

A reconstrução da PCE segue em andamento. Até o momento não há estimativa para que o estabelecimento fique em condições de abrigar os 1,5 mil detentos que estavam na unidade na semana passada, nem previsões quanto ao custo da reforma. “Estamos fazendo inúmeros levantamentos, mas sempre aparecem novas situações”, esclarece Cezinando Paredes. No início da noite de ontem, cerca de 200 detentos foram encaminhados para uma das galerias. Outras 13 ainda seguem sem liberação.

Na operação “pente-fino” são observados todos os cubículos. “Há o trabalho de solda, para recolocação das portas nas galerias. É preciso observar os buracos cavados durante a rebelião, que são fechados com tijolos e concreto. Também tiramos to­­dos os ferros contorcidos, que podem se transformar em ar­­mas”, afirma Paredes. Neste primeiro momento, os presos de­­vem permanecer com livre trânsito nas galerias, pois a intenção do Depen e da Seju é tirá-los do pátio interno o mais breve possível. Apenas mais tarde serão instaladas as novas portas das celas. “São 480 portas para refazer. Esse é um trabalho que não acaba da noite para o dia”, diz Ra­­mos Braga.

Identificação

A sexta vítima e terceira identificada do motim da última semana é Carlos Alexandre Caetano, de 30 anos. Caetano foi um dos oito feridos da rebelião e acabou morrendo no hospital. No fim de semana, outras duas pessoas foram reconhecidas no Instituto Médico Legal: Orlando Quarta­rolli e Ale­xandre Carlos Simões. Dos cinco que morreram na semana passada, três foram encontrados carbonizados, situação que dificulta a identificação e pode exigir exames específicos, como de DNA ou de arcada dentária.

Apenas na madrugada de sexta-feira para sábado, primeira noite após o fim da rebelião, a Polícia Militar encontrou 300 armas artesanais na PCE. Ne­­nhum aparelho celular ou droga foram achados, segundo a Sesp. Extenso, o trabalho não tem data para ser concluído: a PCE tem 27 mil metros quadrados e 14 galerias que precisam passar por revista. Fonte: Gazeta do Povo, reportagem de Vinicius Boreki

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Defesa de Milton Martini tenta obstruir julgamento

Trabalhos da CP na Câmara de Sarandi contra o prefeito de Sarandi começaram com uma hora de atraso, depois da tentativa do advogado de defesa, Celson Martini, irmão do prefeito, de destituir o relator

O primeiro dia de depoimentos à Comissão Processante (CP), instaurada na Câmara de Sarandi para julgar atos do prefeito Milton Martini (PP), foi marcado por tentativas de obstrução. Advogado de defesa do irmão, João Celso Martini, ex-prefeito de Marialva, pediu ao presidente da comissão, Luiz Carlos Aguiar (PPS), que impedisse a permanência do relator Aparecido Biancho (PT) na CP. Ele alegou que faltava isenção ao vereador porque um integrante do partido e o assessor do petista são os responsáveis pela denúncia.

Depois de cerca de 40 minutos, o presidente negou o pedido, alegando que havia sido apresentado fora do prazo. “A argumentação deveria ter sido apresentada na defesa prévia”, disse Aguiar. A comissão também lembrou que o advogado de defesa já havia tentado destituir a comissão na Justiça e teve os pedidos negados.

Marcada para começar às 14 horas desta segunda-feira, o depoimento do denunciante Nílson do Nascimento começou com uma hora de atraso.

A comissão quis saber em que ele havia se baseado para encaminhar a denúncia à Câmara. “No estado de abandono em que se encontra a cidade desde que Miltom Martini assumiu a prefeitura. Não tem um esparadrapo num posto de saúde; a Secretaria de Ação social não tem uma cesta básica para doar a um pobre; não tem uma rua sem buraco”, respondeu Nascimento.

Terminado o depoimento, a CP abriu espaço para que a defesa também fizesse perguntas. Celso Martini ensaiou um discurso, dizendo que estava ali como “advogado e patrocinador da defesa de Milton Martini por acreditar na inocência dele”. O presidente da comissão lembrou que o espaço era destinado apenas a perguntas. A ata do primeiro depoimento foi lida, relida e rescrita diversas vezes até ser assinada pelo advogado .

Só às 17h10 foi chamada a segunda testemunha, Elizangela Freitas. O advogado pediu a impugnação da testemunha, alegando que ela não podia ter sido convocada. Pedido negado, a testemunha confirmou que foi chefe do setor de Contratos e Convênios da prefeitura e reconheceu as assinaturas dos documentos que autorizaram a compra de equipamentos na loja da mulher do ex-chefe de Gabinete.

O depoimento da terceira testemunha, Carlos Falashi, começou às 18h30. A comissão quis saber o trâmite normal de uma compra. Ao responder a sequência, a comissão perguntou: “Por que a nota foi feita antes do empenho?” Falashi não soube explicar. Fonte: O Diário, reportagem de Edmundo Pacheco

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